sexta-feira, 6 de março de 2015

Professor Titular: como chegar lá (IFCE)


Finalmente, saiu (exatamente quando eu não sei ...) e foi publicada na página do IFCE (um link meio escondido - ver aqui) a resolução para o cargo de Professor Titular do IFCE (a data da resolução é de 9 de fevereiro).

Sobre "Professor Titular" 

Segundo a Lei 12.772 de 28 de dezembro de 2012 (ver aqui), o cargo de Professor Titular passa a fazer parte da carreira docente, não é necessário fazer um novo concurso e não vai existir um limite para o número de vagas. É o último nível da carreira e somente pode ser conseguido pelos professores que possuem o título de doutor* e que já estejam a 2 anos no penúltimo nível (o D-IV-404).

* Os cursos de mestrado e doutorado, para os fins previstos neste artigo, serão considerados somente se credenciados pelo Conselho Nacional de Educação e, quando realizados no exterior, revalidados por instituição nacional competente.

Como se tornar professor titular?

Dá trabalho! São dois os caminhos possíveis: defesa de uma tese inédita ou defesa de um memorial circunstanciado. Nos dois casos será constituída uma banca (um professor do IFCE e três professores externos) que irá, em último caso, aprovar ou não a progressão para professor titular.

No caso do memorial circunstanciado é necessário detalhar toda a sua vida acadêmico e outras atividades, todas comprovadas documentalmente. Praticamente tudo o que você fez como professor em sala de aula ou fora da sala de aula pode contar pontos: participação em bancas de concursos, projetos de extensão, artigos publicados, seminários, orientações de alunos, coordenação de curso, etc. A resolução tem todos os detalhes sobre pontuação e o que pode pontuar.

No final das contas, não é tão difícil: você vai precisar ter uns 20 anos como professor, ter participado de alguma atividade de gestão (coordenação de curso, colegiados), orientado alguns alunos, participado de algumas bancas, e somado os pontos necessários. A parte mais difícil é coletar todas as portarias, artigos publicados, cópia de diplomas, certificados, carteira de trabalho, e juntar essa papelada toda.

Obs: eu sugiro que todo aquele que tente se tornar professor titular faça mais que o mínimo. Atingir somente os 400 pontos necessários é pouco (eu acho muito pouco)! Algum membro da banca de avaliação pode achar ou esperar mais apresentar um parecer não favorável. Não deixar de incluir os artigos publicados, especialmente aqueles que foram publicados em periódicos.

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