sexta-feira, 30 de junho de 2023

Que pokemon é esse?!

Tardigrada (do latim: tardus, lento + gradus, passo) é um filo de animais microscópicos segmentados, relacionados com os artrópodes. Popularmente são conhecidos como ursos-d'água ou como tardígrados, aportuguesamento derivado do nome do filo. Foram descritos pela primeira vez por J. A. E. Goeze em 1773. O nome Tardigrada foi dado por Spallanzani em 1776. São em maioria fitófagos, mas alguns são predadores, como o Milnesium tardigradum (fonte aqui).  Este é um dos maiores ursos-d'água, eles são ENORMES e possuem garras longas e um  focinho decorado! Eles quase parecem crocodilos. Chamam-se Milnésio.

Milnésio são cosmopolitas e onívoros: adoram alimentar-se de nemátodos, rotíferos, outros tardígrados, ciliados, algas e até de amebas! Existem 40 espécies de Milnésio que foram relatadas a partir de musgos e líquenes em todo o mundo; da Antártida aos trópicos e do Ártico às regiões temperadas.

Estes ursos-d'água são caracterizados pela presença de seis papilas peribucais que fazem as suas bocas parecerem pequenas coroas e duas papilas laterais. Suas garras são enormes e separadas em ramos primário e secundário independentes.

Os tardígrados de milnésio podem viver até 2 meses e colocar cerca de 40 ovos em 5 garras separadas durante esse período. Os ovos levarão cerca de 5 a 16 dias antes de eclodir. Como os Artrópodes, um importante grupo de animais invertebrados que inclui insetos e crustáceos, os tardígrados possuem uma cutícula protetora, ou exosqueleto, que muda quando os indivíduos ficam maiores. Essa cutícula será renovada a cada 6 a 10 dias para que as células se tornem maiores e maiores e, assim, para que o tardígrado se desenvolva e se torne maduro. Um tardígrado maduro é feito de cerca de 1000 células.

Cientistas têm relatado a presença de tardígrados em fontes termais, no topo do Himalaia, sob camadas de gelo sólido e no leito dos oceanos. Algumas espécies podem ser encontradas em ambientes mais amenos, como lagos e campos, enquanto outras podem ser encontradas em paredões rochosos e até mesmo em telhados. Tardígrados são mais comuns em ambientes úmidos, mas podem permanecer ativos onde quer que consigam reter alguma umidade.

Você já sabia alguma coisa sobre esses animais?

terça-feira, 27 de junho de 2023

Algumas das mais belas imagens do James Webb Space Telescope

James Webb Space Telescope

 

O Telescópio Espacial James Webb é o sucessor formal do Telescópio espacial Hubble e, como seu foco primário é na astronomia infravermelha, ele também é um sucessor do Telescópio espacial Spitzer. O James Webb ultrapassa as capacidades de ambos os predecessores, sendo capaz de ver estrelas e galáxias mais velhas, mais distantes e em maior quantidade. O James Webb foi lançado em 25 de dezembro de 2021 a partir do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. No dia 24 de janeiro de 2022, chegou ao seu destino, o ponto de Lagrange L2 (ver última imagem desta postagem). Seu primeiro alvo foi a estrela HD 84406, situada a aproximadamente 241 anos-luz da Terra. Algumas de suas melhores imagens:






Mais informações ver, por exemplo, aqui.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Qual o futuro da humanidade? Breve reflexão.

 

Prever com precisão, ou mesmo com muitas incertezas, o futuro da humanidade é extremamente desafiador, pois envolve uma série de variáveis complexas e incertezas. Além daquelas coisas que estão além do alcance do nosso conhecimento ou expectativas, afinal, poucos conseguem prever quando vai aparecer um cisne negro. No entanto, podemos mencionar algumas tendências e questões que podem moldar o nosso futuro:

  1. Avanços tecnológicos: é provável que a tecnologia continue avançando em ritmo acelerado, impactando todos os aspectos da vida humana. Avanços em áreas como inteligência artificial, automação, biotecnologia, nanotecnologia e realidade virtual podem ter um impacto significativo na forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos.

  2. Mudanças climáticas e sustentabilidade: o problema das mudanças climáticas, do aquecimento global e a necessidade de alcançar a sustentabilidade se tornarão cada vez mais urgentes. Já estamos começando a sentir seus efeitos. Ações para mitigar as mudanças climáticas, reduzir a poluição, adotar fontes de energia renováveis e preservar os recursos naturais serão fundamentais para o futuro da humanidade e do planeta.

  3. Desafios sociais e desigualdades: questões sociais como a desigualdade econômica, acesso a recursos básicos, direitos humanos, igualdade de gênero, discriminação e migração continuarão a ser desafios importantes. Como sociedade, enfrentaremos a necessidade de abordar essas desigualdades e promover um mundo mais inclusivo e justo.

  4. Saúde e longevidade: com os avanços médicos, é provável que a expectativa de vida continue aumentando. A pesquisa biomédica, a medicina personalizada e o desenvolvimento de novas terapias e tratamentos poderão melhorar a saúde e a qualidade de vida das pessoas.

  5. Globalização e interconectividade: a globalização continuará a encurtar as distâncias e a promover a interconectividade entre pessoas e culturas ao redor do mundo. A colaboração internacional e a troca de conhecimentos serão cada vez mais importantes para enfrentar desafios globais. Será cada vez mais premente a necessidade de sempre se manter atualizado com as novas tecnologias.

É importante lembrar que o futuro é moldado pelas ações e escolhas, tanto pessoais quanto coletivas, que fazemos agora, neste momento presente. A forma como abordamos questões como sustentabilidade, justiça social e cooperação global terá um impacto significativo no rumo que a humanidade tomará.

E você? Como acha que será nosso futuro?

sexta-feira, 16 de junho de 2023

quarta-feira, 14 de junho de 2023

Semana da Música de Fortaleza - Entrada Franca



Foto de 2022. Apresentação do Coral da Estaca Fortaleza.

A VII Semana da Música de Fortaleza tem início nesta terça-feira, 13 de junho. O evento segue até sábado, 17, e inclui oficinas, mesa-redonda, aula de dança e apresentações musicais.

A programação é gratuita e acontece na Estaca Fortaleza: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, localizada no bairro de Fátima.

O evento surgiu em 2015 com apresentações de 8 corais e foi ganhando força na cena cultural da Cidade ao longo dos anos, reunindo 37 corais nesta edição.

"O propósito do evento é divulgar a arte, especialmente a da música, colocar nossos musicistas na vitrine, estimular o desenvolvimento artísticos nos participantes e promover futuras adesões dos participantes nas instituições de ensino de música, parceiras do evento", declara Paulo Alves, curador da Semana da Música.

Fonte e mais informações aqui. Site do evento aqui.

segunda-feira, 12 de junho de 2023

Divulgando: Semana da Educação - Serviço de Bem Estar e Autossuficiência de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

 

 

Está se aproximando a Semana da Educação, promovida anualmente pelo Bem Estar e Autossuficiência de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. O evento ocorrerá nos próximo dias 04, 05, 06 e 07 de julho (terça, quarta, quinta e sexta), sempre às 20h (horário de Brasília) com transmissões on-line de lives nos canais da Autossuficiência Brasil (YouTube e Facebook). A participação é gratuita e dá direito ao inscrito concorrer a prêmios como: smartphones, tablets, bolsas de estudo integral e parcial, para cursos de várias áreas. Inscreva-se: https://semanadaeducacao.org/
 

Encontro 1: ⛹‍♀🚴Estudos & Esportes >>> Descobrir, planejar, refletir e agir cuidando da mente e do corpo.

Encontro 2: 🧘‍♀🚀Empreendedorismo Juvenil & Soft Skills >>> Desenvolver as competências para vencer.

Encontro 3: 👩‍🌾🖥Carreiras Em Ascensão >>> Tecnologia, Agronegócio, Indústria 4.0, Big Data, Inteligência Artificial.

Encontro 4: ☀💒Fortalecer Emocional e Espiritual >>> Desenvolver a força para enfrentar os desafios do mercado de trabalho.

quarta-feira, 7 de junho de 2023

ZTF J1901+1458: uma estrela anã branca "fora da curva"


As estrelas do tipo anã branca são uma fase final na evolução estelar de estrelas de baixa e média massa, como o nosso Sol. Elas representam o estágio final da vida de uma estrela após ter esgotado seu combustível nuclear.

Durante a maior parte de sua vida, uma estrela está em equilíbrio entre a força gravitacional que tende a colapsar a estrela e a pressão gerada pelas reações nucleares em seu núcleo, que tendem a expandi-la. No entanto, quando uma estrela de baixa ou média massa esgota o hidrogênio em seu núcleo, ela começa a passar por transformações.

Durante a fase de gigante vermelha, a estrela expande-se significativamente e aumenta sua luminosidade. Ela funde hélio em seu núcleo, formando elementos mais pesados. Eventualmente, a estrela expele suas camadas externas de gás, formando uma nebulosa planetária, e o núcleo remanescente se contrai para se tornar uma anã branca.

Uma anã branca é uma estrela extremamente densa, com uma massa comparável à do Sol, mas um tamanho muito menor, geralmente do tamanho da Terra. Ela é composta principalmente de carbono e oxigênio, embora possa conter traços de outros elementos. A densidade média de uma anã branca é incrivelmente alta, o que significa que uma colher de chá de material de uma anã branca teria uma massa de toneladas.

Uma das características mais notáveis das anãs brancas é a ausência de reações nucleares em seu núcleo. Elas são sustentadas apenas pela pressão de degenerescência dos elétrons, conhecida como pressão de degenerescência eletrônica. Essa pressão é o resultado do princípio da exclusão de Pauli, que impede que os elétrons ocupem os mesmos estados quânticos. A pressão de degenerescência equilibra a gravidade e mantém a anã branca estável.

Com o tempo, as anãs brancas resfriam-se gradualmente, diminuindo sua luminosidade. Eventualmente, elas se tornam anãs negras, quando não emitem mais radiação detectável. Um parêntese: uma anã negra é um remanescente estelar teórico, especificamente uma estrela anã branca que se resfriou suficientemente de modo a não mais emitir significativamente calor ou luz. Como se calcula que o tempo requerido para uma anã branca atingir este estado seja maior do que a atual idade do universo (13,8 bilhões de anos), não se espera que alguma anã negra já exista no universo, e a temperatura das anãs brancas mais frias é um dos limites observacionais da idade do universo.

As anãs brancas desempenham um papel importante na astrofísica, pois são objetos comuns em nossa galáxia. Elas são usadas para determinar a idade de aglomerados estelares, estudar a evolução estelar e podem até mesmo desempenhar um papel na explosão de supernovas do Tipo Ia, que são utilizadas como "velas padrão" para medir distâncias cósmicas. 

------------ ZTF J1901+1458

 Em uma descoberta recente, astrônomos acabam de constatar que anã branca ZTF J1901+1458 é uma estrela "fora da curva": possui a maior massa para este tipo de estrela (cerca de 1,35 vezes a massa do Sol - muito próximo do limite de massa de uma anã branca  - Limite de Chandrasekhar), ainda que com o menor tamanho (diâmetro). Além disso, essa estrela anã branca possui um campo magnético extremamente forte em comparação com suas semelhantes e realiza uma rotação completa em apenas 7 minutos. Essa anã branca tem um raio de aproximadamente 1.800 km, um pouco maior que a nossa Lua. Essa estrela está a cerca de 135 anos-luz de distância e aproximadamente na direção de Epsilon Aquilae. 

Obs: ZTF: Zwicky Transient Facility.

sexta-feira, 2 de junho de 2023

Quais os limites do conhecimento científco?


Os limites do conhecimento científico têm sido objeto de debate entre os filósofos da ciência e também entre os próprios cientistas ao longo da história. Embora existam várias perspectivas, aqui estão algumas ideias que são comumente discutidas nesse tema: 

  1. Observação e experiência limitadas: a ciência baseia-se em observação e experimentação para obter conhecimento sobre o mundo natural. No entanto, nossas capacidades de observação e experiência são limitadas. Existem fenômenos que podem ser difíceis de observar ou medir devido a restrições tecnológicas, escalas de tempo ou espaços inacessíveis. Isso pode restringir a abrangência do conhecimento científico em certas áreas. Por exemplo, é impossível se descrever completamente o comportamento ou anatomia de espécies animais que foram extintas há milhares ou milhões anos. Na verdade, muitas espécies devem ter desaparecido sem deixarem registro fóssil significativo e ficarão desconhecidas para sempre.
  2. Incerteza e revisão contínua: a ciência opera com base na construção de teorias e modelos que são testados e revisados a medida que novas evidências são descobertas. No entanto, a incerteza está presente em todas as etapas do processo científico, nossos instrumentos de medição apresentam erros de calibração, por exemplo. O Princípio da Incerteza de Heisenberg, por exemplo, garante que não podemos saber exatamente qual a velocidade e a posição de um elétron simultaneamente. O conhecimento científico é sempre provisório e sujeito a revisões e refinamentos à medida que novas informações, descobertas ou tecnologias são desenvolvidas.
  3. Limitações epistemológicas: a epistemologia é o ramo da filosofia que estuda a natureza do conhecimento. Existem questões epistemológicas que levantam desafios ao conhecimento científico, como o problema da indução, que questiona a validade da generalização de resultados observados para o todo. Além disso, as teorias científicas estão sempre sujeitas a críticas e debates, o que destaca a natureza social e interpretativa da ciência, afinal, a ciência é também uma construção humana.
  4. Questões metafísicas e ontológicas: a ciência muitas vezes (ou quase sempre) se limita ao estudo de fenômenos naturais observáveis e mensuráveis. Isso significa que questões metafísicas ou ontológicas, como a natureza da consciência, a existência de realidades além do mundo físico ou questões filosóficas sobre o significado e propósito da vida, podem estar além do alcance da ciência.

Em suma, os filósofos da ciência destacam que existem limites inerentes ao conhecimento científico. Esses limites podem ser impostos pelas capacidades humanas, pelas limitações tecnológicas, pela incerteza inerente ao processo científico e pelas questões epistemológicas e metafísicas mais amplas. No entanto, isso não invalida a importância e a utilidade da ciência. O conhecimento científico continua sendo uma das formas mais confiáveis e eficazes de entender o mundo natural, mesmo reconhecendo suas limitações.

Obs: até o século XIX não existia uma separação clara entre ciência e filosofia. Alguns filósofos conseguiram feitos científicos relevantes e alguns cientistas contribuíram de forma significativa para o avanço da filosofia.