segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Dica de leitura: Utopia de Thomas Morus

Xilogravura por Ambrosius Holbein de uma edição de 1518 de Utopia. Fonte aqui.
Quem foi Thomas Morus (fonte aqui).

Thomas More, Thomas Morus ou Tomás Moro nasceu em Londres, 7 de fevereiro de 1478, faleceu em 6 de julho de 1535 na mesma cidade. Foi filósofo, homem de estado, diplomata, escritor, advogado e homem de leis, ocupou vários cargos públicos, e em especial, de 1529 a 1532, o cargo de "Lord Chancellor" (Chanceler do Reino - o primeiro leigo em vários séculos) de Henrique VIII da Inglaterra. É geralmente considerado como um dos grandes humanistas do Renascimento. Sua principal obra literária é Utopia. O termo "utopia" foi criado por Morus.

Thomas More chegou a se autodescrever como "de família honrada, sem ser célebre, e um tanto entendido em letras". Era filho do juiz sir John More, investido cavaleiro por Eduardo IV, e de Agnes Graunger. Casou-se com Jane Colt em 1505, em primeiras núpcias, tendo tido como filhos: Margaret, Elizabeth, Cecily e John. Jane morreu em 1511 e Thomas More casou-se em segundas núpcias com lady Alice Middleton. More era homem de muito bom humor, caseiro e dedicado à família, muito próximo e amigo dos filhos. Dele se disse que era amigo de seus amigos, entre os quais se encontravam os mais destacados humanistas de seu tempo, como Erasmo de Rotterdam e Luis Vives.

Condenado à pena capital por se negar a reconhecer Henrique VIII como cabeça da Igreja da Inglaterra, é considerada pela Igreja Católica como modelo de fidelidade à Igreja e à própria consciência, e representa a luta da liberdade individual contra o poder arbitrário do Estado. Foi canonizado como mártir da Igreja Católica em 19 de maio de 1935 e sua festa litúrgica celebra-se em 22 de junho. É curioso saber que ele também foi cultuado pela Revolução Russa. Os revolucionários russos erigiram uma estátua em homenagem às suas ideias socialistas de sua Utopia.

Thomas More por Hans Holbein, o Jovem (1527).
Sobre o livro Utopia.

O pequeno livro "Utopia - Tratado  da melhor forma de governo" demorou cerca de um ano para ser redigido, um tempo muito maior que ele pensava que seria necessário inicialmente. Ele deu a seguinte "desculpa" para seu amigo e editor Pierre Gilles: pouco tempo livre. Segundo escreve ao amigo Gilles:  "Tenho que advogar, ouvir pleiteantes, pronunciar preceitos e julgamentos, receber uns por conta de minha profissão, outros por conta de minhas incumbências. Passo toda a jornada na rua, ocupado com os outros. Dou aos familiares o resto de meu tempo. O que sobra para mim, isto é, para cartas, é pouco mais que nada."

O livro de Thomas Morus foi publicado em latim, em 1516, com o título "De optimo reipublicae statu decque nova insula Utopia". Utopia é uma palavra grega que significa "lugar nenhum". Depois de revisto por Morus, foi impresso em Basileia em novembro de 1518. Na Inglaterra, a obra só viria a ser publicada em 1551, dezesseis anos após a execução de Morus. Divide-se em dois livros: no primeiro, existe uma crítica à Inglaterra da época em que o autor vivia; no segundo, apresenta uma sociedade alternativa. O personagem principal é Rafael Hitlodeu, que narra sua viagem a Utopia e descreve a sociedade que viu. Um pequeno trecho do livro:

"Eles detestam a guerra em grau supremo, como coisa absolutamente bestial - ainda que nenhum animal feroz se entregue a isso de maneira tão permanente quanto o homem -, e, contrariamente à opinião de quase todos os povos, consideram que nada é menos glorioso que a glória dada pela guerra". -

Uma postagem mais completa sobre esse tema aqui.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Um comentário sobre a MEDIDA PROVISÓRIA Nº 914, DE 24 DE DEZEMBRO DE 2019


A MP no. 914 de 2019 "Dispõe sobre o processo de escolha dos dirigentes das universidades federais, dos institutos federais e do Colégio Pedro II."

A MP 914 não foi bem recebida pela comunidade acadêmica (ver, por exemplo, aqui). Foi uma medida publicada na véspera do Natal, certamente com o objetivo de para passar "despercebida" por um grande público. Essa medida, no entendimento de muitos, fere a autonomia dos Institutos Federais e tem um teor claramente antidemocrático. Para virar lei de fato, essa medida provisória precisa ser votada e aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias.

Existe uma consulta pública no Senado em relação a essa medida. Eu já votei "não". Link:
https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=140379

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Qual o sentido do Natal?


Tradicionalmente, o mundo cristão comemora na noite de hoje, 24 de dezembro, o nascimento de Jesus. Para muitos, o Natal significa apenas festas, luzes, um jantar mais elaborado, troca de presentes, uma árvore enfeitada e um feriado propício a comer e beber de forma até exagerada. Em outras palavras, para essas pessoas o Natal não tem um sentido especial, é apenas uma data comercial. Para alguns outros é uma época triste, um momento mais de solidão que de solidariedade ou fraternidade.

Para mim, e muitas outras pessoas, o Natal é bem mais que isso, não é só uma data comemorativa e um feriado. É um ótimo momento para refletir e pensar no que fizemos ao longo do ano. É uma ocasião para relembrarmos com um mais profundidade sobre o sentido da vida e de quem estamos celebrando o aniversário. É um momento de pedir perdão a quem magoamos e perdoar a quem nos fez algum mal. É também um momento de crescimento pessoal.

E para você? Qual é o verdadeiro significado do Natal?

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Espetáculo A Luz do Mundo - algumas fotos

Um pouco antes de começar a primeira sessão de sábado.
Neste final de semana (sábado e domingo) ocorreu o espetáculo A Luz do Mundo na Estaca Fortaleza Brasil. Foi uma apresentação conjunta do Coral da Estaca Fortaleza e da Orquestra Villa Lobos, incluindo mensagem de Natal e solo de piano. Muitas pessoas contribuíram para que esse evento ocorresse. Após as apresentações, todos saíram com o espírito mais perto do verdadeiro sentido do Natal.

Algumas fotos desse evento:




Muitas pessoas prestigiaram o evento.
Presidente Alan Feitosa (de gravata azul escuro) e o Moroni Caldas, nosso regente. Sem a participação deles dois o espetáculo não teria sido possível.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Divulgando: Alunos do IFCE conquistam oito medalhas na OBMEP 2019

Da esquerda para a direita: Pedro Henrique Barbosa, Vinícius Félix , Marcos Iuri, Fernanda Barbosa, medalhistas de Fortaleza

*** Fonte e notícia original aqui.



O Instituto Federal do Ceará (IFCE) fez bonito na edição de 2019 da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, a OBMEP. O resultado foi divulgado na última terça-feira (03/12). No total, foram três medalhas de prata, cinco de bronze e 47 menções honrosas. A solenidade de premiação acontece em 2020, em data a ser definida.

O campus Fortaleza se destacou entre os demais campi da instituição conquistando uma medalha de prata, três medalhas de bronze e 21 menções. Um resultado melhor que o obtido na edição 2018, na qual os alunos do campus conquistaram uma medalha de prata, uma de bronze e 20 menções honrosas.

O medalhista de prata de Fortaleza é o aluno Pedro Henrique Barbosa da Silva (P4 do Integrado em Química), que obteve a maior nota entre todos os medalhistas de prata das escolas públicas do estado do Ceará. Além dele, também conquistaram medalhas de prata os alunos Enzo Vidoti Marinho (do curso integrado em Edificações do campus Itapipoca) e Gerardo Mikael do Carmo Pereira (do curso técnico integrado em Petroquímica, campus Aracati).

As medalhas de bronze foram conquistados pelos alunos Vinícius da Silva Felix (P4 do Integrado em Mecânica, campus Fortaleza), Marcos Iuri Alves de Holanda (P3 do Integrado em Química, Fortaleza) e Fernanda dos Santos Tabosa (P3 do Integrado em Informática, Fortaleza), respectivamente obtendo as três maiores notas entre todos os medalhistas de bronze das escolas públicas do estado do Ceará. Também foram medalhistas de bronze os alunos Laysa Maria Nascimento Lima (integrado em Edificações) e Carlos Cauê Rolim de Sousa (integrado em Mecânica), ambos do campus de Itapipoca.

A OBMEP enviará aos alunos medalhistas uma carta-convite para participar do Programa de Iniciação Científica (PIC). O PIC é um programa que coloca os alunos em contato com os aspectos da Matemática que não são vistos em sala de aula, ampliando o conhecimento científico e preparando para um futuro desempenho profissional e acadêmico. No programa haverá encontros presenciais e estudos online. Ao participar do PIC os alunos receberão material didático e auxílio financeiro para custeio de passagens.

Docentes premiados - O Professor Isaac Ricarte Evangelista, do campus Fortaleza, foi premiado e receberá um Diploma de Homenagem e um livro de apoio à formação matemática. Igual homenagem receberá o professor Antônio Francisco Canuto do Nascimento Rodrigues, de Aracati.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Um código simples para verificar a primalidade de um número inteiro


Os números primos estão conseguindo manter a atenção dos matemáticos a séculos (para saber mais sobre números primos ver aqui). Hoje, eles encontram uma aplicação prática na segurança da informação no uso de sistemas de criptografia. Para testar a primalidade de um número a técnica mais antiga é conhecido por crivo de Eratóstenes (ver uma biografia dele aqui). Implementamos uma versão desse crivo no código abaixo.

Código Scilab:

clc; clear;  //// limpando a tela e a memória
x = 33;  //// inicializando com um valor
while x>0
x = input('Entre com um número inteiro (zero para encerrar): ');
n = round(sqrt(x) + 0.5);  // procurar até "n"
primo = %t;
rest = pmodulo(x,2);  ////  se for divísil por 2 não é primo
if rest > 0.1 then
    dv = 3;
    while (primo)&(dv < n)
        rest2 = pmodulo(x,dv);
        if rest2 < 1 then
            primo = %f;
            dd = x/dv;
            mprintf('Número %d é composto e seu primeiro divisor é %d; %d x %d = %d \n',x,dv,dv,dd,x);
        end
        dv = dv + 2;
    end
    else primo = %f;
end

if primo then
    mprintf('O número %d é primo \n',x);
end
mprintf(' \n');
end

Exemplo de execução:

Entre com um número inteiro (zero para encerrar): 4441
O número 4441 é primo

Entre com um número inteiro (zero para encerrar): 4443
Número 4443 é composto e seu primeiro divisor é 3; 3 x 1481 = 4443

Entre com um número inteiro (zero para encerrar): 4447
O número 4447 é primo

Entre com um número inteiro (zero para encerrar): 0

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Algumas frases e pensamentos para refletir


Sempre é bom ouvir bons conselhos, especialmente de homens (e mulheres) experientes e que tenham sido líderes de muitas pessoas. Se prestarmos atenção a seus conselhos, muitos problemas podem ser evitados e, certamente, teremos uma vida melhor, mais produtiva e feliz.

Thomas S. Monson (ver aqui sobre esse grande líder)

  • Somos o produto das nossas decisões.
  • Escolha seu amor e ame sua escolha.
  • Os amigos que vocês escolhem os ajudam a progredir ou obstruem seu sucesso.
  • Não guarde nada para uma ocasião especial. Cada dia de sua vida é uma ocasião especial.
  • Sejamos gratos e preenchamos nossos dias ao máximo com as coisas que mais importam. Que tratemos com carinho aqueles a quem amamos e que lhes expressemos nosso afeto, e que façamos isso por meio de palavras e ações.
  • O passado ficou para trás, aprenda com ele. O futuro está na sua frente, se prepare para ele. O presente está aqui, viva-o.
  • Ao levantar-nos a cada manhã, decidamos agir com amor e bondade em relação a tudo o que nos ocorrer.
  • A atitude pode fazer toda a diferença em nossas vidas. Ela pode nos fazer felizes ou infelizes, contentes ou insatisfeitos, fortes ou fracos.
  • A pedra angular de um sistema de valores deve ser a pergunta: 'O que eu pensarei de mim se eu fizer isso?'
  • O Natal é o espírito de dar sem um pensamento de obter. É felicidade porque vemos alegria nas pessoas. É esquecermo-nos a nós próprios e encontrar tempo para os outros. É descartar as coisas sem sentido e sublinhar os verdadeiros valores.

Gordon B. Hinckley (ver sobre esse grande líder aqui)

  • Que nossa fé tome o lugar de nossos temores.
  • O crescimento ocorre acompanhado da correção. 
  • A força é nutrida pelo arrependimento. 
  • É imperativo que vocês não negligenciem sua família. Nada é mais precioso.
  • É sábio o homem ou a mulher que, ao cometer erros, muda sua conduta ao ser corrigido por outros. 
  • Expressar-se com habilidade de forma sincera e honesta é um talento que deve ser buscado e cultivado. 
  • O que estou sugerindo e pedindo é que deixemos o negativismo que permeia nossa sociedade e busquemos o bem que se destaca no lugar e no tempo em que vivemos, que tratemos das virtudes em vez das faltas uns dos outros e que o otimismo tome o lugar do pessimismo. 
  • Mas (…) não se pode, não se consegue construir nada com pessimismo ou cinismo. Observando com otimismo e trabalhando com fé, as coisas acontecem.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Probabilidade de erro nas modulações 16 QAM e 16 PSK: simulação usando o Scilab

Probabilidade de erro de símbolo para as constelações 16-QAM e 16-PSK. Note que as constelações PSK e QAM não possuem a mesma energia na figura acima.
Em geral, um sistema de comunicação apresenta algum ruído. Esse ruído pode afetar a integridade dos dados recebidos e induzir a erros de recepção. Uma forma de comparar diferentes técnicas de modulação é justamente verificar qual é menos sensível ao ruído.

Nesta postagem comparamos a taxa de erro de símbolo das constelações 16-PSK e 16-QAM. Verificamos as curvas de probabilidade de erro experimentais (simulação) e teóricas usando um código Scilab. As curvas de erros teóricas são dadas por:
\begin{equation} P_{M-PSK} \leq 2Q\left(\sin(\pi/M)\sqrt{\frac{2E_s}{N_0}}\right) \end{equation} \begin{equation} P_{M-QAM} = 4\left(1 - \frac{1}{\sqrt{M}}\right)Q\left(\sqrt{\frac{3E_s}{(M-1)N_0}}\right) - 4\left(1 - \frac{1}{\sqrt{M}}\right)^2 Q^2\left(\sqrt{\frac{3E_s}{(M-1)N_0}}\right) \end{equation}

O código Scilab (com poucos comentários) que compara as modulações 16-PSK e 16-QAM é:

clc; xdel(winsid());  

function y=Qf(x)
    y = 0.5*erfc(x/sqrt(2));
endfunction

function y=dpsk(x)   /// demodulação 16 PSK
    y = 0*x;
    agg = 0:15;
    c = exp(2*%i*%pi*agg/M);
    tam = max(size(x));
    for k=1:tam
        dist = abs(x(k) - c);
        [aa,bb] = min(dist);
        y(k) = c(bb);
    end
endfunction

function y=dqam(x)   /// demodulação 16 QAM
    y = 0*x;
    tam = max(size(x))
    for k=1:tam
        xr = real(x(k));
        xi = imag(x(k));
        
        if xr<(-2) then xr = -3; end;
        if ((-2)<xr)&(xr<0) then xr = -1; end;
        if ((0)<xr)&(xr<2) then xr = 1; end;
        if xr>(2) then xr = 3; end;
        
        if xi<(-2) then xi = -3; end;
        if ((-2)<xi)&(xi<0) then xi = -1; end;
        if ((0)<xi)&(xi<2) then xi = 1; end;
        if xi>(2) then xi = 3; end;
        
        y(k) = xr + %i*xi;
    end
endfunction

function y=caltaxa(x)
    tam = max(size(x));
    y = 0;
    for k=1:tam
        if x(k)>0 then y = y + 1; end;
    end
    y = y/tam;
endfunction

//// curva teórica:
M = 16;
EsNo = 1:0.1:60;
Pepsk = 2*Qf(sin(%pi/M)*sqrt(2*EsNo));

px = (1-1/sqrt(M))*Qf(sqrt(3*EsNo/(M-1)));
Peqam = 4*px - 4*px.*px;
snrdb = 10*log10(EsNo);

subplot(2,1,1); plot(snrdb,Pepsk, snrdb, Peqam); 
title('Curva teórica - 16QAM e 16PSK. Taxa de erro de símbolo','fontsize',4);
legend('16-PSK','16-QAM',3);
aa = gca();
aa.log_flags = "nln";

////////  curva experimental:
N = 15000;
qx = (sign(rand(1,4*N,'n'))+1)/2;
p=1;
spsk = zeros(1,N);
for k=1:N
    b = qx(p:p+3);
    ag = b(1) + 2*b(2) + 4*b(3) + 8*b(4);
    p = p + 4;
    spsk(k) = exp(2*%i*%pi*ag/M);
end
qx = sign(rand(1,N,'n')) + 2*sign(rand(1,N,'n'));
qy = %i*(sign(rand(1,N,'n')) + 2*sign(rand(1,N,'n')));
sqam = qx + qy;

/// Ruido:
sqamn = sqam + 0.01*(rand(1,N,'n') + %i*rand(1,N,'n'));
subplot(2,2,3); plot(real(sqamn),imag(sqamn),'.');
title('16-QAM');
/// Ruido:
spskn = spsk + 0.01*(rand(1,N,'n') + %i*rand(1,N,'n'));
subplot(2,2,4); plot(real(spskn),imag(spskn),'.');
title('16-PSK');

Esmpsk = 1;
Esmqam = 10;
Ap = 0.5*sqrt(2)/0.9;
Aq = 0.5*sqrt(2)*sqrt(Esmqam)/0.9;
vtp = [];  // vetor de taxa de erro PSK
vsp = [];  // vetor de SNRdb
vtq = [];  // vetor de taxa de erro QAM
vsq = [];  // vetor de SNRdb
janH=waitbar('Calculando, aguarde um pouco!');
for k=1:20
    //// PSK:
    Ap = Ap*0.9;
    r = Ap*(rand(1,N,'n') + %i*rand(1,N,'n'));
    vr = variance(r);
    snrp = 10*log10(Esmpsk/vr);
    snpsk = spsk + r;
    sd = dpsk(snpsk);
    erros = abs(sd-spsk);
    taxap = caltaxa(erros);
    disp([taxap,snrp]);
    vtp = [vtp, taxap];
    vsp = [vsp, snrp];

    /// QAM:
    Aq = Aq*0.9;
    r = Aq*(rand(1,N,'n') + %i*rand(1,N,'n'));
    vr = variance(r);
    snrq = 10*log10(Esmqam/vr);
    sn = sqam + r;
    sd = dqam(sn);
    erros = abs(sd-sqam);
    taxaq = caltaxa(erros);
    disp([taxaq,snrq]);
    vtq = [vtq, taxaq];
    vsq = [vsq, snrq];
        
    vez = k/20;
    waitbar(vez,'Ainda calculando ...',janH);
end;
close(janH);

figure;
ff = gcf();
plot(snrdb,Pepsk,snrdb,Peqam,vsp,vtp,'r-*',vsq,vtq,'m->');
title('Curvas teórica e experimental - 16PSK. Taxa de erro de símbolo',...
'fontsize',4);
ff.background = 8;
aa = gca();
aa.log_flags = "nln";
aa.background = 8;
legend('Curva teórica 16PSK','Curva teórica 16QAM','Pontos experimentais PSK','Pontos experimentais QAM',3);
bb = aa.children;
bb(1).font_size = 3;
xgrid();


Que gera o seguintes gráfico:

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Abraham Weintraub: procurando e conseguindo confusão

Fonte aqui.
Ser um gertor público não é uma tarefa fácil no Brasil, mas alguns se esmeram em arrumar confusão e inimigos. O senhor ministro Abraham Weintraub da pasta de Educação é um especialista nesse assunto de conseguir fazer confusão e angariar inimigos. Antes de comentar e compartilhar uma nota oficial da Andifes, vamos ver o que foi noticiado:
  • Casos de drogas citados por Weintraub não têm elo com universidades federais. Episódios em MG e DF não corroboram acusação de ministro sobre produção extensiva de drogas. Fonte aqui.
  • Ministro da Educação diz que universidades federais plantam maconha. Abraham Weintraub afirmou a jornal que há no campus "laboratórios de droga sintética, de metanfetaminas" porque a polícia não pode entrar no local. Fonte aqui.
Acredito que o senhor ministro Abraham Weintraub tem alguma noção do que seja pura especulação e que seja um fato comprovado. Então, ele foi, provavelmente, tendencioso e pouco crítico ao difamar o nome de duas instituições federais de grande prestígio nacional sem ter uma sustenção em provas críveis. Acusar uma pessoa ou instituição com "provas" tão fracas é um erro grave. E isso pode ter um alto custo político para ele:
  • Reitores pretendem processar o ministro da Educação por declarações. Titular da pasta acusou instituições de “plantar maconha”; Weintraub apagou cargo do Twitter, e gerou boatos, mas Bolsonaro nega troca. Fonte aqui.
  • Professores processam Weintraub no STF por espalhar fake news sobre plantações de maconha nas universidades. Fonte aqui.
Na sexta-feira passada, dia 22/11, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), publicou uma Nota Pública a respeito das declarações feitas pelo Ministro da Educação, Abraham Weintraub sobre universidades públicas federais possuírem “plantações extensivas de maconha” e “laboratórios de química” que se transformaram em usinas de fabricação de drogas sintéticas, como metanfetamina (fonte aqui).

Nota na íntegra:

O ministro da educação do Brasil, Abraham Weintraub, parece nutrir ódio pelas universidades federais brasileiras. Afinal, as instituições das quais deveria cuidar, cabendo ao Ministério estruturar e aperfeiçoar, são a todo o momento objeto dos ataques de sua retórica agressiva. Todos já vimos tal agressividade ser dirigida, por exemplo, contra estudantes (sobretudo as suas lideranças), contra professores — tratados como marajás, “zebras gordas” — e mesmo contra gestores (sobretudo gestoras), como se fossem adversários. Vemos ser desvalorizada a produtividade das nossas instituições e serem atacadas, em particular, as áreas pertencentes às humanidades. E, a todo o momento, números são chamados a servir à imagem distorcida de que as universidades são excessivamente caras e que, portanto, deveriam sofrer ainda mais restrições orçamentárias. Já o vimos, enfim, classificar as universidades federais como o lugar da “balbúrdia”, invocando outrora essa razão para um bloqueio orçamentário.
Entretanto, em vídeo recentíssimo, o Ministro Abraham Weintraub ultrapassa todas as fronteiras que devem limitar, sobretudo, os atos de um gestor público do alto escalão da República. Sem fazer quaisquer mediações, afirma que as Universidades Federais são “madraças de doutrinação”, ofendendo a um só tempo toda a comunidade acadêmica e a fé muçulmana; afirma ademais que foi criada uma “falácia” segundo a qual as universidades federais precisam ter autonomia, ignorando que essa “falácia” na verdade é mandamento previsto na Constituição brasileira (art. 207) e que um ministro de Estado atentar contra ela constitui crime de responsabilidade (art. 4º, “caput”, c/c art. 13, I, Lei 1.079/50); e afirma, ultrapassando todos os limites, que algumas universidades federais têm “plantações extensivas de maconha” com o uso até instrumentos tecnológicos para seu cultivo, além de afirmar que “laboratórios de química” das universidades se transformaram em usinas de fabricação de drogas sintéticas, como metanfetamina. Enfim, estende essa suspeição a todas as instituições, pois, segundo ele, “cada enxadada é uma minhoca”.
Se o Sr. Ministro da Educação busca, mais uma vez, fazer tais acusações para detratar e ofender as universidades federais perante a opinião pública, mimetizando-as com organizações criminosas, ele ultrapassa todos os limites da ética pública, indo aliás muito além até de limites que já não respeitava. Nesse caso, o absurdo não tem precedentes. De outro lado, se o Sr. Ministro, enquanto autoridade pública, efetivamente sabe de fatos concretos, sem todavia apontar e denunciar às autoridades competentes de modo específico onde e como ocorrem, preferindo antes usá-los como instrumento de difamação genérica contra todas as universidades federais brasileiras, poderá estar cometendo crime de prevaricação. Assim, diante dessas declarações desconcertantes, a Andifes está tomando as providências jurídicas cabíveis para apurar eventual cometimento de crime de responsabilidade, improbidade, difamação ou prevaricação.
A Andifes reitera, na contramão da retórica do Sr. Ministro da Educação, aquilo que todos os indicadores e rankings nacionais ou internacionais, públicos ou privados, demonstram de modo inequívoco: as universidades públicas são o berço da produção da ciência e tecnologia do nosso país, são essenciais à soberania nacional, ao desenvolvimento econômico e à formação das nossas futuras gerações. São, enfim, um verdadeiro patrimônio do povo brasileiro, que precisa ser valorizado, cuidado e incentivado.
Diretoria da Andifes
(Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior)

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

35º Encontro do Ex-aluno - IFCE - Campus Fortaleza


Notícia do site do IFCE:

Estão abertas as inscrições para o 35º Encontro do Ex-aluno do Instituto Federal do Ceará, que ocorrerá no dia 14 de dezembro, a partir das 19h, no pátio central do campus de Fortaleza (Avenida Treze de Maio, nº 2081 - Benfica). Os egressos da instituição que desejam participar do evento devem realizar a inscrição por meio do formulário eletrônico enquanto houver vagas.
Em 2019, o evento tem como temática principal: "110 anos: entre a história e a memória”. Na programação, exposições sobre os 50 anos dos cursos de Mecânica e Eletrotécnica, além de apresentações da Camerata de Violinos do IFCE, forró pé-de-serra com o professor Nonato Cordeiro, Banda HOSHE (ex-alunos de Telecomunicações) e Banda Musif. A alimentação será por adesão por meio de food truck.

====>>> Vale muito a pena comparecer! 
*** Mais informações aqui.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Dica de leitura: O que nos faz humanos (Matt Ridley)


O livro "O que nos faz humanos" de Matt Ridley* (tradução: Ryta Vinagre, título original: Nature via Nurture), nos apresenta um monte de informações sobre genética e fatores hereditários, comportamento e curiosidades sobre a formação da psique humana de forma clara e divertida. O autor contou com a ajuda direta ou indireta de uma centena de cientista e outros colaboradores (ver os Agradecimentos) para a versão final do livro. O resultado final foi muito bom, mesmo que você não concorde com tudo o que ele diz!

O livro tem um prólogo, dez capítulos e um epílogo, seguido dos agredecimentos e de muitas e muitas referências (em média umas 40 por capítulo) distribuídos em quase 400 páginas. A leitura, em alguns momentos, é um pouco mais densa e requer uma maior atenção e alguns conceitos de biologia, mas, em geral, consegue prender bem a atenção do leitor. Uma sinopse: "a natureza e a cultura são determinantes para o comportamento humano? Combinando genética e sociologia, os aspectos científicos desta questão são discutidos de forma fácil e divertida". Fone aqui.

* Uma breve biografia de Matt Ridley: Matthew White Ridley nasceu no nordeste da Inglaterra, na cidade de Northumberland. Estudou, entre 1970 e 1975, no Eton College, em Eton, Berkshire. Após completar seus estudos de primeiro grau, foi para o Magdalen College, da Universidade de Oxford, onde graduou-se com honrarias em Zoologia, obtendo o título de Bachelor of Arts. Complementou sua graduação fazendo doutorado na mesma área em 1983, quando obteve título de Doctor of Philosophy (Ph.D.) - fonte aqui.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Um problema de geometria plana com triângulos

No problema acima, temos um semicírculo de diâmetro D inscrito em um triângulo retângulo. Qual o valor de D? Usar somente o teorema de Pitágoras não é suficiente para resolver este problema.

Na matemática, um teorema é uma afirmação que pode ser provada como verdadeira, por meio de outras afirmações já demonstradas, como outros teoremas, juntamente com afirmações anteriormente aceitas, como axiomas. Prova é o processo de mostrar que um teorema está correto.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Dica de leitura: Contra o Método - Feyerabend


Paul Karl Feyerabend (Viena, 13 de janeiro de 1924 - Genolier, 11 de fevereiro de 1994) foi um filósofo da ciência austríaco que viveu em diversos países como Reino Unido, Estados Unidos, Nova Zelândia, Itália e Suíça. Seus maiores trabalhos são Against Method (publicado em 1975), Science in a Free Society (publicado em 1978) e Farewell to Reason (uma coleção de artigos publicados em 1987). Feyerabend tornou-se famoso pela sua visão anarquista da ciência e por sua suposta rejeição da existência de regras metodológicas universais. É uma figura influente na filosofia da ciência, e também na sociologia do conhecimento científico. Fonte: WikiPedia.

O que aprendemos na escola sobre o conhecimento científico e o seu progresso é, definitivamente, muito simplificado e simplista. A história da evolução do conhecimento é cheia de surpressas, épocas em que tudo parece ficar parado por muitos séculos seguidas por períodos revolucionários nos quais tudo muda. Além disso, costumamos endeusar alguns personagens (os heróis da ciência) e esquecemos que eles também eram humanos, cometiam erros e nem tudo o que faziam ou pensavam fazia realmente sentido (para quem é do século XXI).

No livro "Contra o Método" (Against Method) de Paul Feyerabend vemos um pouco disso. Logo na introdução podemos ler:
"A ciência é um empreendimento essencialmente anárquico: o anarquismo teorético é mais humanitário e mais suscetível de estimular o progresso do que suas alternativas representadas por ordem e lei."
Seguido de
"O ensaio a seguir é escrito com a convicção de que o anarquismo, embora não constituindo, talvez, a mais atraente filosofia política, é, por certo, excelente remédio para a epistemologia e para a filosofia da ciência."
O livro "Contra o Método" não é um tratado sistemático, foi escrito mais como uma carta a Imre Lakatos, amigo de Feyerabend. Uma breve resenha:

"A obra Contra o Método, de Paul Feyerabend, é um marco nas reflexões da Filosofia e História das Ciências. Nela, o autor critica a defesa de um modelo racional universalista para a ciência e revela novos possíveis caminhos de interação de padrões abstratos com a multiplicidade da prática científica. No decorrer das três edições do texto, Feyerabend lapida sua crítica e molda sua própria visão de ciência e racionalidade. No artigo, Leal faz a comparação da primeira com a terceira edição de Contra o Método, apresentando modificações formais no texto assim como o reflexo destas modificações no contexto argumentativo da obra. O objetivo é mostrar a atualidade do texto feyerabendiano, mesmo depois de quarenta anos de sua primeira publicação." Autora: Halina Macedo Leal (fonte aqui).

Divulgando: Xadrez Beneficente


Xadrez Beneficente
16 Nov,14:00h - 18:30h
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2. OBJETIVO:
2.1. Arrecadação de fundos para auxílio das vítimas do desabamento do Edifício Andrea; todo valor arrecadado será doado.
2.2. Incentivar a prática do xadrez e a confraternização enxadrística.
2.3. Ofertar uma vaga para a final do Campeonato Cearense de Xadrez Rápido.
3. REALIZAÇÃO, DIREÇÃO E ARBITRAGEM:
3.1. Realização: Federação Cearense de Xadrez;
3.2. Arbitragem: Claudia Aquino.
4. SISTEMA, RITMO DE JOGO E EMPACEIRAMENTO:
4.1. Sistema: suíço em 05 rodadas pelo programa Swiss Manager;
4.2. Cadência: 20 minutos (relógio analógico) ou 15 minutos + 5 segundos de incremento (relógio digital), este último tem prioridade.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Scilab: waitbar & messagebox

Janela de saída do waitbar.

Em alguns casos, os cálculos podem ser bem demorados e envolver algum tipo de estrutura de repetição. Nesses casos, pode ser interessante informar em passo do laço estão os cálculos com uma mensagem na tela. Para isso podemos usar o comando waitbar. E no final dos cálculos, uma mensagem de conclusão pode ser incluída com algum aviso sonoro (beep). Se os cálculos demorarem muitos dias, é prudente salvar os resultados parciais com o comando save.

Código exemplo Scilab:

clc;
janH=waitbar('Este é um exemplo');
x = rand(1000,1000,'n');
for j=1:25
  x = rand(1000,1000,'n');
  y=inv(x);
  vez = j/25;
  s = 'Invertendo a ' + string(j) + ' matriz.';
  waitbar(vez,s,janH);
end
close(janH);
beep();
messagebox('Fim dos cálculos', 'Fim - programa exemplo.', 'info');

Mensagem de saída final:

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Divulgando: Hackathon (Ceará, 2019)


O TCE Ceará promove o primeiro concurso cultural de tecnologia e inovação, denominado Hackathon - uma competição de programação no estilo maratona, promovendo a inovação em prol da sociedade.

Em 2019, o desafio é desenvolver uma solução para ler dados abertos dos diversos municípios e do governo do estado do Ceará, encontrar indícios e publicar informações, permitindo a checagem pelos cidadãos.

A ideia é disponibilizar uma plataforma ou parte dela para permitir a colaboração da sociedade no combate à corrupção.

As três melhores equipes serão premiadas.

PREMIAÇÃO: R$ 30.000,00 (trinta mil reais) em prêmios. 
  • 1º LUGAR: R$15.000 (quinze mil reais) 
  • 2º LUGAR: R$10.000 (dez mil reais) 
  • 3º LUGAR: R$5.000 (cinco mil reais)
* Mais informações aqui.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Ser professor: vídeo de Leandro Karnal


No vídeo acima o professor Leandro Karnal (Lattes aqui) fala um pouco do que é ser professor. Acredito que é um vídeo bem interessante para todos aqueles que abraçaram essa carreira, seja nos níveis mais básicos, seja em nível universitário.

*** Link do vídeo.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Solução iterativa de ponto fixo de uma equação não linear


Em algumas situações nos deparamos com problemas que envolvem a solução de equações não lineares. Por exemplo, qual o valor de $x$ para que $Q(x)$ definido na relação abaixo seja igual a $10^{-3}$?
$$ Q(x) \cong \frac{1}{x\sqrt{2\pi}} (1 - 0,7/x^2) e^{-x^2/2}$$
Até onde eu vejo, uma solução analítica não é possível. Logo, devemos buscar uma solução numérica. Uma forma de resolver esse problema é usar a técnica do ponto fixo. Para isso precisamos encontrar uma expressão do tipo $x_{k+1} = g(x_k)$, com algum valor para $x_0$ que não seja muito distante da solução desejada. Manipulando a expressão $Q(x) = 10^{-3}$ obtemos:
$$ x_{k+1} = \sqrt{-2\ln \left( \frac{10^{-3}x_k\sqrt{2\pi}}{1 - 0,7/x_k^2} \right)}$$
Começando com $x_0 = 2$, obtemos a seguinte sequência
k     x                  Q(x)
 1.   1.1947763   3.1947763
 2.   0.1105417   3.0842345
 3.   0.0096555   3.09389
 4.   0.0008504   3.0930396
 5.   0.0000749   3.0931144
 6.   0.0000066   3.0931078
 7.   0.0000006   3.0931084
 8.   5.104D-08   3.0931084
 9.   4.493D-09   3.0931084

Logo, para $x = 3.0931084$, o valor de $Q(x)$ é igual a $10^{-3}$. Uma observação importante: nem sempre a convergência ocorre e algumas vezes a convergência pode ser muito lenta. Um código Scilab que resolve esse problema é:

clc; 
x = 2;
e = 1;
emax = 1e-8;
k = 0;
pe = 1e-3; p2r = sqrt(2*%pi); pp = pe*p2r;
while e>emax do
    x1 = sqrt(-2*log((pp*x)/(1-0.7/(x*x))));
    e = abs(x - x1);
    x = x1;
    k = k  + 1;
    disp([k, e, x]);
end
qx = exp(-x*x/2)*(1-0.7/(x*x))/(x*p2r);
disp(qx);