quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Consultar endereço pelo CEP.


O CEP (Código de Endereçamento Postal) no Brasil é um sistema de oito dígitos (formato 00000-000) utilizado pelos Correios para organizar e agilizar a entrega de correspondências em todo o território nacional. Convertendo CEP em endereço:

Consultar Endereço pelo CEP


Prompt que eu usei para gerar o script de CEP: Eu quero incluir em meu blogue (tecnologia Blogger) uma script em que você inseri o CEP e o script informa o endereço. Gere esse script.
E para descobrir qual o CEP de um determinado logradouro:

Consultar CEP pelo Endereço

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Aviões chegando e partindo de Fortaleza

Aviões chegando e partindo do Aeroporto Pinto Martins (Fortaleza - SBFZ)

Mapa em tempo real via ADS-B Exchange (atualiza automaticamente a cada poucos segundos).


Aviões no Aeroporto de Congonhas (CGH)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Onde está a ISS: posição atual.


A Estação Espacial Internacional (ISS) viaja a uma velocidade impressionante de cerca de 28.000 km/h, orbitando a uma altitude de aproximadamente 400 km. Ela completa uma volta inteira ao redor da Terra a cada 90 minutos. Isso significa que a tripulação vê o nascer e o pôr do sol a cada 45 minutos. Ela pode estar cruzando o Japão agora e, em poucos minutos, já estar sobrevoando o meio do Oceano Pacífico.

Onde está a ISS:

 

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Valor Máximo da Função f(x) = x^(1/x)

Valor Máximo da Função $f(x) = x^{1/x}$ para $x > 0$

Obs: usamos o MathGPT para nos auxiliar nos cálculos.  

Para encontrar o valor máximo da função $f(x) = x^{1/x}$ onde $x > 0$, utilizamos o cálculo diferencial.


1. Usando a Derivação Logarítmica

Como a variável $x$ está na base e no expoente, aplicamos o logaritmo natural ($\ln$) em ambos os lados da função:

Seja $y = f(x) = x^{1/x}$.

\[ \ln(y) = \ln\left(x^{1/x}\right) \]

Usando a propriedade dos logaritmos ($\ln(a^b) = b \cdot \ln(a)$):

\[ \ln(y) = \frac{1}{x} \cdot \ln(x) \]


2. Derivando Implicitamente

Derivamos ambos os lados em relação a $x$. Usamos a regra da cadeia no lado esquerdo e a regra do quociente no lado direito $\left(\frac{u}{v}\right)' = \frac{u'v - uv'}{v^2}$, onde $u = \ln(x)$ e $v = x$.

\[ \frac{d}{dx} [\ln(y)] = \frac{d}{dx} \left[ \frac{\ln(x)}{x} \right] \]

A derivada resulta em:

\[ \frac{1}{y} \cdot \frac{dy}{dx} = \frac{\left(\frac{1}{x}\right) \cdot x - \ln(x) \cdot 1}{x^2} \]

\[ \frac{1}{y} \cdot \frac{dy}{dx} = \frac{1 - \ln(x)}{x^2} \]

Isolamos $\frac{dy}{dx}$ (que é $f'(x)$) e substituímos $y$ de volta:

\[ f'(x) = x^{1/x} \cdot \left( \frac{1 - \ln(x)}{x^2} \right) \]


3. Encontrando Pontos Críticos

O ponto crítico ocorre quando $f'(x) = 0$. Como $x > 0$, $x^{1/x}$ e $x^2$ são sempre positivos. Portanto, a derivada é zero quando o numerador é zero:

\[ 1 - \ln(x) = 0 \]

\[ \ln(x) = 1 \]

A solução para $x$ é:

\[ x = e \]


4. Verificando se é um Máximo

Analisamos o sinal da derivada $f'(x)$ em torno de $x=e$. O sinal depende de $(1 - \ln(x))$:

  • Se $0 < x < e$: $\ln(x) < 1$, então $1 - \ln(x) > 0$. A função está crescendo ($f'(x) > 0$).
  • Se $x > e$: $\ln(x) > 1$, então $1 - \ln(x) < 0$. A função está decrescendo ($f'(x) < 0$).

Como a função muda de crescente para decrescente em $x=e$, este ponto corresponde a um valor máximo.


5. Calculando o Valor Máximo

O valor máximo é encontrado substituindo $x=e$ na função original:

\[ f_{\text{máx}} = f(e) = e^{1/e} \]

Usando um cálculo de precisão (onde $e \approx 2.71828$):

O valor numérico aproximado é:

\[ e^{1/e} \approx 1.44466786 \]

Conclusão

O valor máximo da função $f(x) = x^{1/x}$ para $x>0$ é $\mathbf{e^{1/e}}$. 

Gráficos da função $f(x) = x^{1/x}$ (feito com o Scilab):


 

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Dica de leitura: Pequeno Manual Antirracista de Djamila Ribeiro


“Pequeno manual antirracista”, de Djamila Ribeiro, é um ensaio curto e acessível que apresenta lições diretas sobre as origens do racismo no Brasil e caminhos concretos para enfrentá-lo no cotidiano. Com uma 'Introdução' e mais onze capítulos breves, a autora discute temas como racismo estrutural, negritude, branquitude, mitos da democracia racial e da meritocracia, mostrando como o racismo organiza oportunidades, afetos e violências na sociedade brasileira. Com linguagem clara e exemplos do dia a dia, o livro convoca especialmente pessoas brancas a reconhecerem privilégios e responsabilidades, defendendo que não basta “não ser racista”: é preciso assumir práticas antirracistas em família, na escola, no trabalho e nas políticas públicas. 

A força do texto está na combinação entre rigor conceitual, experiência histórica e pessoal e propostas práticas de ação, o que explica seu impacto em debates sobre educação, justiça social e políticas de igualdade racial. Publicado pela Companhia das Letras em 2019, “Pequeno manual antirracista” tornou-se best-seller e recebeu o Prêmio Jabuti 2020 na categoria Ciências Humanas, consolidando-se como obra de referência contemporânea no campo do antirracismo no Brasil. 

Não existem 'raças' humanas.


Em biologia e genética humanas, o consenso atual é que não existem “raças humanas” no sentido científico de grupos biológicos distintos dentro da espécie humana.

Genética: humanos são muito parecidos

Estudos de genômica mostram que quaisquer duas pessoas humanas são, em média, cerca de 99,9% idênticas no nível do DNA. A maior parte da variação genética (cerca de 85–95%) ocorre entre indivíduos de um mesmo grupo socialmente chamado de “raça”, e apenas uma fração pequena da variação está associada a diferenças entre grupos. Isso quer dizer que dois indivíduos classificados como de “raças” diferentes podem ser geneticamente mais parecidos entre si do que dois indivíduos da mesma “raça”.

Variação contínua, não “caixinhas”

Quando se observa a diversidade genética humana em escala global, o que aparece é um gradiente contínuo associado a migrações, isolamento geográfico e mistura ao longo de dezenas de milhares de anos. Não há fronteiras genéticas nítidas que permitam separar a humanidade em subconjuntos estáveis e bem delimitados, como a definição biológica de “raça” exigiria (linhagens evolutivas distintas ou populações claramente isoladas). Por isso, muitos geneticistas defendem que faz mais sentido falar em “ancestralidade” e “populações” do que em “raças”.

Posição das ciências humanas e biológicas

Associações científicas como a American Anthropological Association afirmam há décadas que “raça” é uma construção social e histórica, usada para justificar hierarquias e desigualdades, mas não corresponde a divisões biológicas naturais entre humanos. Textos de antropologia biológica e genética populacional reforçam que não existem “raças” humanas sob definições biológicas rigorosas (por exemplo, como linhagens separadas) e que a categoria “raça” varia de país para país, mostrando seu caráter social.

Então por que ainda se fala em “raça”?

Na vida social, o termo “raça” continua sendo usado porque ele descreve categorias político-sociais reais (negros, brancos, indígenas etc.), associadas a discriminação, desigualdades e políticas de reparação. Ou seja: cientificamente, não existem raças humanas como grupos biológicos separados, mas socialmente existem classificações raciais que têm efeitos concretos sobre oportunidades, violência e acesso a direitos, e por isso precisam ser estudadas e enfrentadas como construções históricas, não como fatos da natureza.

*** Outra postagem sobre tema semelhante ver aqui. Dica de leitura:

RIBEIRO, Djamila. Pequeno manual antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

Referências 

  • https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8604262/ 
  • https://www.cambridge.org/core/blog/2025/08/29/race-isnt-biological-so-why-do-so-many-still-think-it-is/ 
  • https://en.wikipedia.org/wiki/Race_and_genetics 
  • https://explorations.americananthro.org/wp-content/uploads/2019/09/Chapter-13-Race-and-Human-Variation-3.0.pdf 
  • http://chadmeyersafam.weebly.com/uploads/3/8/8/6/38860379/aaa_statement_on_race.pdf

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Falando o óbvio: estude, faça faculdade.


A retórica segundo a qual jovens “perdem tempo” ao cursar o ensino superior ganhou força nas redes sociais e em certos púlpitos religiosos, alimentando uma espécie de culto à ignorância. Em nome de uma suposta “esperteza prática”, desqualifica-se a universidade, o estudo sistemático e a dedicação intelectual, como se fossem luxo inútil ou obstáculo ao sucesso. Esse discurso, porém, entra em choque frontal com as evidências disponíveis sobre o papel da educação na mobilidade social e na própria estrutura das sociedades contemporâneas. Em países da OCDE, trabalhadores com educação terciária em tempo integral ganham, em média, quase o dobro daqueles com escolaridade abaixo do ensino médio, indicando um prêmio salarial robusto associado à formação superior. No Brasil, estimativas recentes mostram que adultos de 25 a 64 anos com diploma de ensino superior ganham, em média, 148% a mais do que aqueles que possuem apenas o ensino médio, uma diferença muito acima da média dos países desenvolvidos. (Ver: https://www.oecd.org/en/topics/sub-issues/earnings-by-educational-attainment.html)

Esse padrão não se restringe à classe média. Estudo sobre a formação educacional de bilionários indica que cerca de 76% deles possuem algum tipo de graduação, e uma parcela relevante apresenta títulos de pós-graduação, sugerindo que mesmo entre os muito ricos a trajetória de estudo formal é predominante. É claro que há exceções célebres de pessoas que enriqueceram sem concluir a universidade, mas o ponto central da estatística é outro: apostar na ausência de formação é apostar na exceção, não na regra. Para a esmagadora maioria dos jovens, especialmente os oriundos das classes populares, a educação formal permanece como um dos poucos mecanismos institucionais capazes de ampliar horizontes profissionais, melhorar salários e oferecer alguma proteção contra a precarização do trabalho. Quando figuras de autoridade minimizam esse caminho, elas não “libertam” o jovem do suposto peso da universidade; elas, na prática, o afastam de uma das principais alavancas de mobilidade social disponíveis. (Ver: https://www.bbc.com/news/business-35631029)

A promoção do “culto à ignorância” também tem implicações políticas e culturais. Uma população com menor escolaridade tende a ter menos acesso a informações qualificadas, menos capacidade de interpretar criticamente dados e discursos e, portanto, maior vulnerabilidade a desinformação, extremismos e manipulações. Ao deslegitimar a universidade, abre-se espaço para substituir o debate informado por slogans fáceis e crenças dogmáticas. Isso contrasta com a visão de líderes políticos e intelectuais que, ao longo do século XX e XXI, destacaram a centralidade da educação no combate à desigualdade e à opressão. Nelson Mandela, por exemplo, sintetiza essa perspectiva ao defender a educação como “a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, enfatizando o seu papel estrutural na transformação social. No Brasil, Lula costuma associar sua própria trajetória e suas políticas públicas à ampliação do acesso à escola e à universidade, especialmente para jovens pobres, como estratégia de inclusão e dignidade. (Ver: https://www.adruk.org/our-mission/our-impact/the-impact-of-higher-education-on-labour-market-earnings/)

Essas posições não são meras opiniões generosas, mas respostas a um quadro empírico consistente. Relatórios internacionais mostram que níveis mais altos de escolaridade se relacionam com maior produtividade, melhores salários, maior participação cívica e melhor saúde, compondo um círculo virtuoso entre educação, economia e cidadania. Ao sugerir que os jovens abandonem esse caminho, alguns influenciadores e líderes religiosos oferecem uma narrativa sedutora de “atalhos” para o sucesso, normalmente apoiada em casos excepcionais e em uma retórica de “guerra cultural” contra a ciência e as instituições de ensino. Em vez de convidar os jovens a desenvolverem espírito crítico, essas vozes reforçam a ideia de que basta “ter fé” ou “ser esperto” para prosperar, desresponsabilizando o Estado por políticas educacionais robustas e naturalizando a desigualdade de oportunidades. (Ver: https://www.oecd.org/en/publications/education-at-a-glance-2024_c00cad36-en.html)

Há, evidentemente, problemas reais nas universidades e no sistema educacional: currículos desatualizados, ensino excessivamente teórico, dificuldades de inserção profissional em certas áreas, mensalidades proibitivas no setor privado. Ignorar essas falhas seria tão ingênuo quanto demonizar a educação. A resposta, contudo, não é abandonar o ensino superior, mas reformá-lo, aproximando-o do mundo do trabalho sem abrir mão da formação humanística, científica e cidadã. Ao mesmo tempo, é preciso combater a ideia de que “curso superior” equivale apenas à busca de um diploma qualquer; trata-se de promover percursos formativos significativos, que façam sentido para a realidade dos estudantes e para os desafios contemporâneos, inclusive no campo tecnológico.

Nesse contexto, defender o estudo, a universidade e o conhecimento não é um gesto elitista, mas um ato político em favor dos que mais dependem de políticas públicas para ter acesso a essas oportunidades. O culto à ignorância, ao contrário, funciona como uma sofisticada forma de controle social: valoriza-se a “simplicidade” apenas para quem não pode escolher, enquanto as elites seguem investindo pesadamente na formação de seus filhos. Ao jovem que ouve que “faculdade é perda de tempo”, é preciso mostrar os números, mas também as histórias concretas de mobilidade e emancipação construídas pela via da educação. Entre a promessa fácil dos atalhos e o caminho exigente do estudo, a experiência histórica e os dados disponíveis indicam com clareza qual dos dois tem maior chance de produzir liberdade real. (Ver: https://www.oecd.org/en/publications/education-at-a-glance-2025_1a3543e2-en/brazil_d42263a0-en.html)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Um pouco do Universo Onírico de Salvador Dalí


Salvador Dalí (1904–1989)

Nascido em Figueres, na Catalunha (Espanha), Dalí foi a figura mais célebre e excêntrica do movimento Surrealista. Dono de uma técnica técnica impecável (inspirada nos mestres renascentistas) e de uma imaginação delirante, ele criou o "método paranoico-crítico", uma forma de induzir estados alucinatórios para acessar o subconsciente e transferir sonhos para a tela.

Famoso tanto por sua obra A Persistência da Memória quanto por seu bigode extravagante e comportamento teatral, Dalí transformou sua própria vida em uma performance. Foi profundamente marcado por sua esposa e musa, Gala, e sua carreira extrapolou a pintura, influenciando o cinema (colaborou com Luis Buñuel e Alfred Hitchcock), a moda e o design. Morreu ouvindo sua ópera favorita, Tristão e Isolda, deixando um legado de gênio e provocação.

Faremos agora uma rápida viagem pelas obras mais icônicas do mestre do Surrealismo. Utilizando seu método "paranoico-crítico", ele transformava sonhos, medos e obsessões em imagens duplas e cenários bizarros que desafiam nossa lógica. Confira abaixo algumas de suas obras essenciais para entender sua genialidade.


1. A Persistência da Memória (1931)

  • O Ícone: Conhecido popularmente como "os relógios derretidos". É a imagem mais associada ao artista.
  • Significado: Representa a relatividade do tempo e a irrelevância da nossa obsessão humana em medi-lo rigidamente. Dalí afirmou que a inspiração visual veio ao observar um queijo Camembert derretendo ao sol.
  • Localização: MoMA (Nova York). 

2. A Tentação de Santo Antão (1946)

  • O Ícone: Uma caravana de elefantes carregando obeliscos nas costas, caminhando sobre pernas de aranha extremamente finas e longas.
  • Significado: Retrata as tentações (sexo, poder, riqueza) aparecendo para o santo no deserto. As pernas finas simbolizam a fragilidade dessas tentações e a desconexão entre o peso dos desejos terrenos e a realidade espiritual.


3. Cisnes Refletindo Elefantes (1937)

  • O Ícone: Três cisnes em um lago tranquilo que, ao serem refletidos na água, formam perfeitamente a imagem de elefantes (onde os pescoços dos cisnes viram as trombas).
  • Técnica: É um dos exemplos mais brilhantes da imagem dupla, onde a pintura muda completamente de significado dependendo de como o cérebro foca na imagem.


4. Cristo de São João da Cruz (1951)

  • O Ícone: Uma representação monumental de Jesus na cruz, vista de um ângulo superior inusitado (olhando de cima para baixo), flutuando sobre a paisagem de Port Lligat.
  • Curiosidade: Não há pregos, sangue ou coroa de espinhos na figura, refletindo a fase "Mística-Nuclear" de Dalí, onde ele buscava unir a religião católica com a ciência moderna.


5. Galateia das Esferas (1952)

  • O Ícone: O rosto de Gala (esposa e musa de Dalí) formado por uma matriz de esferas suspensas no espaço, que parecem átomos.
  • Significado: Representa o fascínio de Dalí pela física atômica e a desintegração da matéria após os eventos de Hiroshima e Nagasaki. Ele queria demonstrar visualmente que a matéria é descontínua.

6. A Girafa em Chamas (1937)

  • O Ícone: Uma figura feminina azul com "gavetas" abrindo em sua perna, e ao fundo, uma girafa com as costas em chamas.
  • Significado: As gavetas representam o subconsciente humano e a psicanálise de Freud, sugerindo que só conhecemos o humano ao "abrir suas gavetas". A girafa em chamas é frequentemente interpretada como uma premonição da guerra que se aproximava.
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