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sábado, 31 de maio de 2025

Contra o PL da Devastação - Projeto de Lei nº 2.159/2021


Em poucos dias o Brasil pode perder a ferramenta que garante que qualquer empreendimento ou projeto seja realizado considerando a proteção de ecossistemas, biomas e vidas humanas. O PL da Devastação (Projeto de Lei nº 2.159/2021) está pronto pra ser pautado e, se for aprovado, acaba com o licenciamento ambiental. Cenários como Mariana e Brumadinho podem se tornar recorrentes. E pior: em plena crise climática. Temos pouco tempo pra convencer o presidente da Câmara, Hugo Motta, que a votação só pode acontecer depois que um debate mais amplo for realizado, ouvindo especialistas e não apenas a bancada ruralista. Eu já pressionei! 

Envie agora o seu recado: https://pldadevastacao.org

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Projeto de Lei n° 2159 de 2021

Autoria: Deputado Federal Luciano Zica (PT/SP)

Autoria: Câmara dos Deputados

Nº na Câmara dos Deputados: PL 3729/2004

Assunto: Meio Ambiente

Ementa: Dispõe sobre o licenciamento ambiental; regulamenta o inciso IV do § 1º do art. 225 da Constituição Federal; altera as Leis nºs 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e 9.985, de 18 de julho de 2000; revoga dispositivo da Lei nº 7.661, de 16 de maio de 1988; e dá outras providências.

Explicação da Ementa: Estabelece normas gerais para o licenciamento de atividade ou de empreendimento utilizador de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidor ou capaz de causar degradação do meio ambiente.

Decisão: Aprovada pelo Plenário
Destino: À Câmara dos Deputados
Último local: 26/05/2025 - Secretaria de Expediente
Último estado: 26/05/2025 - REMETIDA À CÂMARA DOS DEPUTADOS

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Groenlândia: derretimento de gelo atingiu ponto irreversível.

Degelo na baía de Disko, na Groenlândia — Foto: Ian Joughin/Universidade de Washington

O aquecimento global é um fato e a ação humana tem sua parcela (muito significativa) de culpa nisso. Alguns dos locais mais sensíveis a esse aumento da temperatura são as regiões polares. Com temperaturas mais altas ocorre um degelo mais acentuado. O inverno não está sendo suficiente para repor esse gelo. E não são apenas os ursos polares que estão sofrendo com isso, pois eles estão perdendo o seu ambiente de caça o que pode levar a extinção desses animais em poucas décadas. 

Do mesmo modo que para os aviões que estão decolando existe um ponto de "não retorno", o degelo na Groelândia parece que atingiu um ponto irreversível: a região terá cada vez menos gelo. Com uma maior região de terra exposta esse efeito de derretimento se acentua ainda mais, pois a terra absorve muito mais calor que o gelo. Como consequência direta, o nível do mar irá subir e salinidade também será alterada, afetando a vida de muitos ecossistemas. Um maior nível do mar afeta diretamente todas as pessoas que vivem em regiões de praia. 

Precisamos urgentemente de mais consciência ambiental para todos, especialmente para as grandes corporações e para os governantes. Não temos outro planeta. Não existe outra Terra. Nossa geração está sendo diretamente responsável por destruir o delicado equilíbrio ecológico que (ainda) existe na Natureza. Espécies de animais e plantas estão sendo extintos antes de mesmo de serem descobertos. O mundo deixará de ser um lugar agradável de se viver se nada for feito urgentemente. O tempo para frear esses prognósticos sombrios está cada vez mais curto. 

Para ler mais sobre o derretimento de gelo da Groelândia ler também aqui e aqui. Para saber mais:

King, M.D., Howat, I.M., Candela, S.G. et al. Dynamic ice loss from the Greenland Ice Sheet driven by sustained glacier retreat. Commun Earth Environ 1, 1 (2020). https://doi.org/10.1038/s43247-020-0001-2

Abstract

The Greenland Ice Sheet is losing mass at accelerated rates in the 21st century, making it the largest single contributor to rising sea levels. Faster flow of outlet glaciers has substantially contributed to this loss, with the cause of speedup, and potential for future change, uncertain. Here we combine more than three decades of remotely sensed observational products of outlet glacier velocity, elevation, and front position changes over the full ice sheet. We compare decadal variability in discharge and calving front position and find that increased glacier discharge was due almost entirely to the retreat of glacier fronts, rather than inland ice sheet processes, with a remarkably consistent speedup of 4–5% per km of retreat across the ice sheet. We show that widespread retreat between 2000 and 2005 resulted in a step-increase in discharge and a switch to a new dynamic state of sustained mass loss that would persist even under a decline in surface melt.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

75 anos das primeiras explosões atômicas sobre cidades


Cogumelo atômico sobre a cidade Hiroshima.

Cogumelo atômico sobre a cidade de Nagasaki

Nesta quinta-feira, 06 de agosto de 2020, completam 75 anos da primeira explosão atômica sobre uma cidade. Poucos dias depois, em 09 de agosto de 1945, explodia a segunda bomba sobre a cidade de Nagasaki. Milhares de pessoas morrem instantaneamente deixando apenas "sombras" em paredes ou no chão. Algum tempo depois, o Japão se rendia incondicionalmente no dramático fim da II Guerra Mundial. 

A primeira bomba usou como combustível nuclear o Urânio-235. Na segunda bomba foi usado o Plutônio, um material radioativo que não existe na natureza. Hoje, existem armas nucleares centenas de vezes mais potentes. Esperamos que nunca mais armas sejam usadas novamente, seria certamente "o fim da aventura humana na Terra".

sábado, 25 de janeiro de 2020

Chuvas torrenciais em MG e ES, ilhas que estão desaparecendo: efeitos do aquecimento global.


Fonte aqui.
Fonte aqui.
Notícias recentes mostram que as chuvas que caíram nos últimos dias em Minas Gerais (ver aqui) e no Espírito Santo (ver aqui) foram bem maiores que médias históricas, causando grandes prejuízos e mortes. Do outro lado do mundo, no meio do Oceano Pacífico, alguns países formados por ilhas correm o risco de sumirem nos próximos anos (ver aqui). As queimadas que ocorrem na Austrália são intensificadas por essas mudanças. Tudo isso são consequências previstas pelo aquecimento global. Com o aquecimento global eventos climáticos extremos tendem a ser mais frequentes e afetar mais regiões do mundo. Os custos podem ser imensos, tanto em termos econômicos quantos em termos de vidas humanas afetadas, sem falar em eco sistemas inteiros que podem ser destruídos. Aparentemente, os governos do Brasil e dos EUA não estão tão preocupados com isso. E nós? Estamos fazendo alguma coisa?

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Furacão Florence e Tufão Mangkhut: efeitos do aquecimento global.

Furação Florence, 14/09 (fonte aqui)

Tufão Mangkhut, 14/09 (fonte aqui).
Nos próximos dias dois eventos climáticos extremos estarão atuando simultaneamente no dois lados do hemisfério norte: o Furacão Florence (EUA) e o Tufão Mangkhut (Filipinas). A causa desses fenômenos é o aquecimento global. A fórmula para gerar um furação de grandes proporções é simples: mais calor (energia) = maior evaporação e mais capacidade de reter umidade no ar + ventos mais intensos. Esse "mais calor" vendo do aquecimento global e boa parte desse aquecimento vem do efeito estufa. E esse efeito estufa acentuado vem do maior índice de gás carbônico (e outros gases) na atmosfera. E essa maior concentração de gás carbônico é, em grande parte, resultado direto da ação humana (indústrias, queimadas, queima de combustível fóssil). É a reação da natureza contra o próprio homem.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Salve as baleias!



A Comissão Internacional da Baleia votará a criação do Santuário entre 20 e 28 de outubro, na Eslovênia. Na última tentativa, em 2014, a proposta obteve 69% dos votos, quando o necessário são 75%. Ajude-nos a pressionar os países a aprovar essa importante área de proteção!

Durante o século 20, quase 3 milhões de baleias foram mortas em todo o mundo – 71% delas foram caçadas no hemisfério sul. Para garantir a recuperação das populações das diferentes espécies de baleias que ocorrem na região, tem sido proposto, desde 1998, a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul. A medida, no entanto, sempre sofreu oposição e foi bloqueada por alguns países que fazem parte da CIB – Comissão Internacional da Baleia, como Japão e Noruega.

Agora, após atualizar a proposta do santuário incluindo um plano de manejo com base nas recomendações do Comitê Científico da CIB, um grupo de países formado por Brasil, Argentina, Uruguai, África do Sul e Gabão submeterá a criação do santuário à votação na próxima reunião da entidade, na Eslovênia, entre 20 e 28 de outubro.

Para mobilizar a sociedade e exercer pressão na CIB, O Ministério do Meio Ambiente lançou a campanha “Santuário de Baleias do Atlântico Sul: #santuarioeuapoio”, que ganhou a adesão do Greenpeace e de outras organizações.

* Link aqui.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Padre Cícero Ecológico



Aproveitei esses dias de feriado prolongado (5, 6 e 7 de setembro) para jogar um torneio de xadrez (vou escrever sobre esse torneio no final deste mês) e conhecer melhor Juazeiro do Norte. Para minha surpresa, descobri que o padre Cícero (Crato, 24 de março de 1844 - Juazeiro do Norte, 20 de julho de 1934, na Wikipédia aqui) tinha uma visão ecológica avançada para a época dele. São recomendações simples e diretas para o povo do sertão. Esse pensamento ecológico está resumido nos "Preceitos Ecológicos de Padre Cícero" que estão na colina do Horto. Bom, pelo menos eu acredito que esses preceitos sejam dele mesmo.

Alguns dos preceitos:
  • Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau.
  • Não cace mais e deixe os bichos viverem.
  • Não crie o boi nem o bode solto. Faça  cercados e deixe o pasto descansar.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Divulgando: Marcha do Clima de 2015


Daqui a quatro meses, o mundo será palco da maior Cúpula do Clima da década. E nela, os líderes mundiais poderão finalmente concordar com uma meta revolucionária para livrar o mundo dos combustíveis fósseis. É a luz no fim do túnel que nos guiará para longe da catástrofe climática, sinalizando o fim da era da energia suja para os políticos, empresas e bolsas de valores em todos os países. A vitória não será fácil, mas se fizermos com que os líderes sintam o poder deste movimento, venceremos.

No ano passado, nossa comunidade foi parte da maior mobilização climática da história: a Marcha do Clima. E no dia 29 de novembro deste ano, horas antes da chegada dos líderes na Cúpula do Clima de Paris, faremos uma mobilização ainda maior! Cliquem para confirmar sua participação na Marcha do Clima de 2015 e vocês serão os primeiros a saber o que vai acontecer em suas cidades e regiões:


https://secure.avaaz.org/po/save_the_date_loc/?bcTuweb&v=62561

Paris não é o destino final contra as mudanças climáticas, mas não faltam motivos para termos esperanças de que o impasse sobre o assunto acaba nessa Cúpula: o Papa Francisco pediu ações sérias contra a mudança do clima e os países do G7 se comprometeram a eliminar gradativamente os combustíveis fósseis de suas economias; enquanto isso, os custos de energia renovável ​​caem a cada dia. Em todo o mundo, o movimento do clima está vencendo, forçando a energia limpa na pauta de líderes nacionais e tirando milhões de dólares em subsídios dos combustíveis fósseis.
Já temos a tecnologia que precisamos para desencadear uma revolução e mudar o curso de nossa história para longe das mudanças climáticas. Mas durante décadas, houve incentivos públicos bilionários para poderosas empresas de combustíveis fósseis. A menos que nossos líderes se dêem conta que as pessoas em todas as partes do planeta vão lutar pelo seu futuro, há um risco real de que os políticos cedam à pressão das empresas novamente.

Nosso movimento com 42 milhões de pessoas foi construído para pôr um fim nisso! As marchas do clima em 2014 colocaram nossos líderes a par de um novo mundo que vem aí. Agora precisamos de uma marcha gigante em Paris, com ações coordenadas nas principais cidades globais e milhares de eventos menores em solidariedade organizados em todo o mundo para garantir que nossos governos saibam que não vamos deixar que os lucros de empresas de combustíveis fósseis sejam mais importantes que o futuro de nossa espécie.

domingo, 5 de julho de 2015

Chuvas: grandes contrastes no Ceará

Chuva fraca e quase constante desde a madrugada.

Desde ontem a noite que chove aqui em Fortaleza, mesmo tendo explicação, esse fato é pouco comum para essa época do ano. Em várias cidades próximas ao litoral e até no interior também choveu bastante nas últimas horas. Mas isso não tem evitado que grandes açudes estejam praticamente secos.

Reportagens do jornal O Povo:

Fortaleza amanhece com chuvas; Beberibe tem maior precipitação desta madrugada

As chuvas nos meses de junho e julho são influenciadas pelo sistema atmosférico chamado de Ondas do leste, conforme a Funceme (link aqui).

 mas ...

Banabuiú. O último fio d'água

A estiagem bebe as últimas águas do açude Banabuiú. O volume do reservatório seca dia a dia, desde 2010. Pescadores colocam canoas à venda, muitos vão se despedindo (link aqui).

sábado, 10 de janeiro de 2015

Uma verdadeira sopa de plástico nos oceanos


O artigo Plastic debris in the open ocean (Detritos de plástico no oceano aberto em tradução livre) investiga um tema que visto pouco: a grande concentração de resíduos plásticos nos oceanos de todo o mundo. Alguns pontos de concentração chegam a criar verdadeiras ilhas de lixo plástico. Com a degradação do material e a sua quebra em partículas cada vez menores, toda a cadeia alimentar dos oceanos pode ser afetada, incluindo peixes, aves e mamíferos marinhos. Essa poluição vem ocorrendo desde a década de 1950 e seus efeitos ainda são incertos.

Abstract

There is a rising concern regarding the accumulation of floating plastic debris in the open ocean. However, the magnitude and the fate of this pollution are still open questions. Using data from the Malaspina 2010 circumnavigation, regional surveys, and previously published reports, we show a worldwide distribution of plastic on the surface of the open ocean, mostly accumulating in the convergence zones of each of the five subtropical gyres with comparable density. However, the global load of plastic on the open ocean surface was estimated to be on the order of tens of thousands of tons, far less than expected. Our observations of the size distribution of floating plastic debris point at important size-selective sinks removing millimeter-sized fragments of floating plastic on a large scale. This sink may involve a combination of fast nano-fragmentation of the microplastic into particles of microns or smaller, their transference to the ocean interior by food webs and ballasting processes, and processes yet to be discovered. Resolving the fate of the missing plastic debris is of fundamental importance to determine the nature and significance of the impacts of plastic pollution in the ocean.
Autores: 

Andrés Cózar, Fidel Echevarría, J. Ignacio González-Gordillo, Xabier Irigoienb, Bárbara Úbeda, Santiago Hernández-León, Álvaro T. Palma, Sandra Navarro, Juan García-de-Lomas, Andrea Ruiz, María L. Fernández-de-Puelles, and Carlos M. Duartei.

*** Fonte e artigo completo aqui.

domingo, 30 de novembro de 2014

COP 20: Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas

Figura "original" aqui.
Em um futuro próximo (neste caso isso significa uns 100 anos ou muito mais), a nossa única opção (como espécie) é viver no Planeta Terra. E permitir que as outras espécies continuem vivendo aqui. Não temos um planeta B pronto para mudança. Nem na ficção científica isso existe. Então, temos de tratar melhor a Natureza e agredir menos o meio ambiente. Isso significa, entre outras coisas, repensar nosso modo de consumo (individual e coletivo) e nossa forma de gerar energia (matriz energética "verde"). Isso não será uma tarefa fácil, mas precisa começar o quanto antes. Os governos ainda não se deram conta da urgência dessa tarefa, nem as pessoas de forma geral, mesmo com todos os avisos que a Natureza e o clima (cada vez menos previsível) estão nos dando todos os dias.

Sobre a COP 20:

Começa nesta segunda-feira (1º) em Lima, no Peru, a COP 20, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Diplomatas e cientistas reunidos até o dia 12 de dezembro têm em mente desta vez uma regra clara: é preciso sair dali com o “rascunho zero” de um acordo multilateral que obriga as nações a cortar emissões de gases a partir de 2020.
Em meio a velhos embates, como a briga de responsabilidades das emissões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, as negociações deste ano podem ter avanços significativos, principalmente depois que grandes potências indicaram que terão um autocontrole no lançamento de poluentes.
Em novembro, os Estados Unidos divulgaram que querem reduzir entre 26% e 28% suas emissões até 2025. Já a China não apresentou números, mas se compromeu a cortar o total de gases-estufa emitido até 2030. Em outubro, a União Europeia anunciou que vai diminuir em 40% suas emissões até 2030 e 32 países ricos destinaram mais de US$ 9 bilhões para o Fundo Verde do Clima.
(...) 
De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, o IPCC, é necessário cortar de 40% a 70% as emissões em relação ao nível de 1990 para que, até 2050, termos chance de conter a elevação da temperatura em 2ºC. A temperatura média da Terra já subiu 0,85ºC com relação à era pré-industrial.
(...)
O Brasil, por exemplo, enfrenta a pior seca em 80 anos que impacta severamente o Sudeste, principalmente o estado de São Paulo, que articula maneiras de se evitar um “apagão” hídrico na área mais populosa do país. No entanto, prejuízos já são registrados, como na agricultura paulista, que pode ter as maiores perdas em 50 anos, de acordo com o governo. 


Fonte aqui.

sábado, 19 de outubro de 2013

Aquecimento global - o homem tem a sua parcela (significativa) de culpa!

Efeito estufa - fonte aqui.

Depois de ver o vídeo abaixo (que é bem longo - mais de 1h e 20 min.), a minha dúvida sobre a culpa dos homens no aquecimento global foi reduzida a praticamente zero. A quantidade de evidências é tão grande, os números indicam tão claramente que a ação do homem está acelerando o aquecimento do planeta que negar o aquecimento global em grande parte é provocado pela nossa sociedade é, pura e simplesmente, uma desonestidade científica. As consequências desse aquecimento chegarão com mais força nas próximas décadas, claro que os efeitos não são lineares e ocorrem oscilações. Mas o aquecimento está ocorrendo e uma parcela significativa é culpa da poluição (os famosos gases de efeito estufa) gerada pela nossa sociedade industrial (fonte antrópica).

Os gases de efeito estufa (vapor de água, CO2, metano, ...) sempre existiram, mas nós estamos lançando na atmosfera um volume tão grande desses gases que eles estão efetivamente acelerando as mudanças climáticas. Os seres vivos não terão tempo de se adaptarem a esse ambiente em rápida evolução. Os ecossistemas perderão o ponto de equilíbrio e os efeitos danosos, inclusive para as próprias pessoas, são imprevisíveis.

Sobre esse assunto, se você quiser aprofundar mais, vale a pena conferir o blog do professor Alexandre A. Costa (UECE - Lattes dele aqui) - o que voce faria se soubesse.blogspot.com.br/.

Vídeo:

Link aqui.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Chuva em Fortaleza! O clima está louco?

Fonte: Climatempo.
Chuva de madrugada e de manhã cedo hoje. Veículos com luz acesso às 6h da manhã.

Mais um dia de chuva em Fortaleza, em pleno mês de julho. E, aparentemente, amanhã teremos mais chuva por aqui. Isso não me parece muito "normal". Pelo que eu me lembro, a algumas décadas atrás (o tempo passa!), no mês de julho já não havia nuvens de chuva no céu. As chuvas iam de janeiro a maio e depois Sol. Será a mudança climática em curso acelerado por aqui?

E o pior é que essa chuva é distribuída de forma muito irregular pelo Ceará. A quadra chuvosa ficou abaixo da média (-37,7%) neste ano. Foi menos seca que a de 2012 (no ano passado, as chuvas ficaram -50,7% abaixo da média). Ainda assim, a situação é preocupante, pois trata-se da 9ª pior seca desde 1950 (fonte: Funceme).