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quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Aquecimento Global: estamos passando dos limites planetários


Terra já rompeu 7 de seus 9 limites planetários, mostra novo relatório

Data de Publicação: 24 de setembro de 2025
Fonte: G1 Globo (Meio Ambiente)

Principais Destaques

Um relatório atualizado do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre o Impacto Climático (PIK), divulgado nesta quarta-feira, alerta que a humanidade já ultrapassou sete dos nove limites planetários – indicadores científicos que definem as fronteiras seguras para a estabilidade do planeta. Esses limites, propostos em 2009 pelo diretor do PIK, Johan Rockström, monitoram processos essenciais para a vida na Terra. A grande novidade é a inclusão da acidificação dos oceanos na zona de risco, que em 2024 ainda estava no limite, mas agora foi oficialmente cruzada. Isso eleva o número de processos críticos de seis para sete, sinalizando uma aceleração alarmante da degradação ambiental.

O relatório enfatiza que, sem ações urgentes para conter o aquecimento global, colapsos de ecossistemas, desastres climáticos extremos (como inundações, secas e ondas de calor) e perda irreversível de biodiversidade se tornarão inevitáveis. O oceano, que absorve cerca de 25% do CO₂ emitido e regula o clima global, está sob pressão extrema, atuando como um "amortecedor" que está chegando ao fim de sua capacidade.

Os Limites Planetários: Status Atual

Os limites são avaliados com base em dados globais de 2024. Aqui vai uma tabela resumindo os nove processos, com seus status (🟢 seguro; 🟠 zona de perigo; 🔴 alto risco):

Limite Planetário Status Detalhes Principais
Mudanças climáticas 🔴 CO₂ atmosférico em 422 ppm (limite: 350 ppm); força de aquecimento em 2,79 W/m² (limite: +1,0 W/m²). Aumento de eventos extremos.
Biodiversidade 🔴 Extinção acelerada de espécies e degradação de habitats.
Ciclo do nitrogênio/fósforo 🔴 Excesso de fertilizantes polui solos e águas.
Acidificação dos oceanos 🟠 Nível de saturação em aragonita: 2,80 (limite: 2,75). Prejudica corais e moluscos; queda de oxigênio e ondas de calor marinhas.
Mudanças no uso da terra 🟠 Desmatamento e urbanização reduzem áreas naturais.
Uso de água doce 🟠 Demanda crescente excede disponibilidade sustentável.
Poluição química 🟠 Microplásticos e tóxicos acumulam-se em ecossistemas.
Aerossóis na atmosfera 🟢 Partículas como fuligem ainda controláveis.
Camada de ozônio 🟢 Protegida por tratados internacionais (ex.: Protocolo de Montreal).

Impactos Específicos nos Oceanos e Clima

  • Oceanos em Alerta: A absorção excessiva de CO₂ torna a água mais ácida, corroendo conchas de organismos como pterópodes (caracóis marinhos) e destruindo recifes de coral – que já perderam 14% desde 2009, segundo a Rede Global de Monitoramento de Recifes de Coral (GCRMN, estudo de 2020). Isso afeta cadeias alimentares, pesca e a produção de oxigênio (oceanos geram ~50% do O₂ global).
  • Clima Instável: Agosto de 2024 foi o mês mais quente registrado, parte de um período 125 mil anos mais quente devido ao aquecimento antropogênico. Consequências incluem padrões climáticos alterados, com mais chuvas torrenciais e secas prolongadas.

Vozes de Especialistas

  • Levke Caesar (co-líder do laboratório de limites planetários do PIK): “O oceano está se tornando mais ácido, os níveis de oxigênio estão caindo e as ondas de calor marinhas estão aumentando. Isso pressiona um sistema vital para estabilizar o planeta.”
  • Renata Piazzon (diretora-geral do Instituto Arapyaú): “Os dados mostram que o planeta está sob enorme pressão. Se não tomarmos medidas imediatas, estaremos acelerando ainda mais a crise climática e a perda de biodiversidade.”
  • Karina Lima (climatologista): “Tivemos o mês de agosto mais quente do registro instrumental, mas sabemos também que estamos vivendo o período mais quente em cerca de 125 mil anos por causa do aquecimento global antropogênico. Com isso, estamos alterando os padrões do sistema climático e entre as consequências temos aumento de frequência e intensidade de eventos extremos.”

Contexto Histórico e Implicações

Desde a proposta inicial em 2009, os relatórios anuais do PIK rastreiam esses limites. Em 2024, seis já estavam cruzados; agora, com os oceanos, o risco é ainda maior. O documento chama por políticas globais urgentes, como redução drástica de emissões de CO₂ (alinhada ao Acordo de Paris), proteção de áreas marinhas e transição para economias sustentáveis. Sem ação, o "espaço seguro" para a humanidade encolhe rapidamente, ameaçando bilhões de pessoas.

Essa notícia reforça a urgência da COP30 (prevista para 2025 no Brasil) para negociações climáticas. Para mais detalhes, acesse o relatório completo do PIK. O que você acha? Precisamos de mudanças sistêmicas agora! 🌍🔥

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Chegando muito perto do limite histórico de 1,5ºC de aquecimento global.


Esse aumento, $1,5^oC$, é o chamado "limite seguro" das mudanças climáticas. Ou seja, a temperatura média global não pode aumentar mais do que isso até o final do século para evitar os piores efeitos da crise do clima, causada pela ação humana e pelo aumento das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Um estudo recente sugere que já estamos mais perto desse limite do que imaginávamos.

Publicado na revista "Nature Geoscience" nesta segunda-feira (11/11/2024), a pesquisa indica que o aquecimento global provocado pelo homem pode ter alcançado 1,5°C até o final de 2023. O dado leva em consideração a temperatura média do planeta antes de 1700. 

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores usaram dados dos núcleos de gelo da Antártida (amostras de camadas de gelo retiradas do interior das geleiras), cobrindo os últimos dois mil anos, o que ajudou a entender melhor a relação entre o aumento de CO2 na atmosfera e o aumento da temperatura global.

Notícia completa aqui.

Artigo: "Estimated human-induced warming from a linear temperature and atmospheric CO2 relationship". Jarvis, A., Forster, P.M. Estimated human-induced warming from a linear temperature and atmospheric CO2 relationship. Nat. Geosci. (2024). https://doi.org/10.1038/s41561-024-01580-5

Abstract
Assessing compliance with the human-induced warming goal in the Paris Agreement requires transparent, robust and timely metrics. Linearity between increases in atmospheric CO2 and temperature offers a framework that appears to satisfy these criteria, producing human-induced warming estimates that are at least 30% more certain than alternative methods. Here, for 2023, we estimate humans have caused a global increase of 1.49 ± 0.11 °C relative to a pre-1700 baseline. 

#aquecimento #clima #temperatura #ciencia

segunda-feira, 13 de maio de 2024

O aquecimento global e os refugiados do clima

Minha casa está derretendo, sua casa está sendo inundada.
 

Aquecimento Global.

O aquecimento global é um fenômeno causado principalmente pela emissão de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, resultantes de atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento. Esse aumento na temperatura média da Terra tem impactos profundos e abrangentes sobre o clima global.

As mudanças climáticas referem-se às alterações nos padrões climáticos globais e regionais, que incluem variações na temperatura, precipitação e eventos climáticos extremos. O aquecimento global intensifica esses efeitos, levando a um aumento na frequência e severidade de fenômenos como ondas de calor, secas e tempestades intensas.

Um dos impactos mais visíveis e devastadores das mudanças climáticas são as inundações. O aumento da temperatura global contribui para o derretimento das geleiras e a expansão térmica dos oceanos, elevando o nível do mar. Este processo ameaça áreas costeiras, onde vivem milhões de pessoas, aumentando o risco de inundações em cidades litorâneas e ilhas. Além disso, as mudanças nos padrões de precipitação podem causar chuvas intensas e prolongadas, sobrecarregando sistemas de drenagem e levando a enchentes em áreas urbanas e rurais.

Essas inundações podem ter consequências catastróficas, destruindo infraestruturas, deslocando populações, afetando a produção agrícola e exacerbando crises humanitárias. A adaptação e mitigação são cruciais para enfrentar esses desafios, incluindo a construção de infraestruturas resilientes, a promoção de práticas sustentáveis e a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Refugiados do clima PTrefugiados do cli

Os refugiados do clima, também conhecidos como migrantes climáticos, são pessoas que são forçadas a deixar suas casas devido a mudanças ambientais severas causadas pelo aquecimento global. Esses deslocamentos podem ser temporários ou permanentes e ocorrem devido a uma variedade de fatores, incluindo inundações, secas prolongadas, aumento do nível do mar, tempestades intensas e outros eventos climáticos extremos.

À medida que o aquecimento global acelera, espera-se que o número de refugiados climáticos aumente substancialmente. Comunidades costeiras são especialmente vulneráveis ao aumento do nível do mar e tempestades mais fortes, que podem inundar terras agrícolas e áreas residenciais, tornando-as inabitáveis. Em regiões áridas, o aumento das temperaturas e a redução das chuvas podem levar a secas severas, tornando impossível a agricultura e forçando os moradores a buscar sustento em outras áreas.

Países insulares, como as Maldivas e Kiribati, enfrentam um risco existencial com o aumento do nível do mar ameaçando submergir territórios inteiros. Nessas áreas, a migração já está sendo considerada uma estratégia de adaptação inevitável. Além disso, grandes cidades costeiras, como Miami e Mumbai, também estão em risco, com milhões de habitantes potencialmente precisando realocar-se.

O deslocamento forçado por motivos climáticos apresenta desafios complexos. Muitas vezes, os migrantes climáticos carecem de reconhecimento e proteção legais adequadas, uma vez que o direito internacional dos refugiados, tal como definido pela Convenção de 1951, não cobre explicitamente os deslocados por motivos ambientais. Isso cria uma lacuna de proteção, deixando muitos sem acesso a apoio humanitário essencial.

Para mitigar o impacto sobre os refugiados do clima, é crucial que as nações adotem políticas proativas. Isso inclui a criação de mecanismos legais que reconheçam e protejam os migrantes climáticos, investimentos em infraestrutura resiliente, desenvolvimento de estratégias de adaptação para comunidades vulneráveis e a redução das emissões de gases de efeito estufa para limitar os piores efeitos das mudanças climáticas. Além disso, a cooperação internacional é essencial para apoiar as regiões mais afetadas e compartilhar responsabilidades na gestão das migrações climáticas.

terça-feira, 7 de maio de 2024

Precisamos urgentemente ponderar sobre as mudanças climáticas

 

Já estamos falando sobre tema há um bom tempo (ver aqui , aqui e aqui , por exemplo). Entretanto, somente quando ocorrem tragédias é que as pessoas despertam (momentaneamente) para o problema. É cada vez mais urgente que governos e as pessoas em geral repensem nossa relação com a natureza e com a Terra. O mal que fazemos à natureza está se voltando rapidamente contra nós mesmos. Como disse recentemente o cientista Carlos Nobre:

A ciência vem trazendo a atenção da emergência climática há décadas. Com esse recorde de 1,5°C mais quente no planeta, todos esses eventos extremos explodiram. Quando baixar o nível dos rios no Rio Grande do Sul, não se pode reconstruir as casas onde elas foram destruídas. Isso não pode acontecer.

Já está passando da hora de levarmos esse assunto - aquecimento global - muito mais a sério.

sexta-feira, 21 de julho de 2023

Aquecimento global e o aumento de CO2 na atmosfera.

 

O aquecimento global é um fenômeno climático que se refere ao aumento da temperatura média da Terra ao longo do tempo. É amplamente atribuído às atividades humanas, principalmente à queima de combustíveis fósseis (como carvão, petróleo e gás natural) e ao desmatamento, que liberam grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2) e outros gases de efeito estufa na atmosfera.

O efeito estufa é um processo natural e benéfico que ocorre na atmosfera, no qual certos gases, como o CO2, o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O), o hexafluoreto de enxofre (SF6) e o vapor d'água, atuam como uma espécie de "cobertor" que retém parte do calor do Sol na Terra, permitindo a vida como a conhecemos. No entanto, as atividades humanas estão intensificando esse efeito estufa, aumentando a concentração desses gases na atmosfera e levando a um aquecimento adicional do planeta.

O CO2 é o principal gás de efeito estufa produzido pelas atividades humanas e o mais significativo em termos de volume. Ele é liberado principalmente pela queima de combustíveis fósseis para energia e transporte, além de mudanças no uso da terra, como desmatamento e agricultura intensiva.

A medição dos níveis de CO2 na atmosfera é realizada em estações de monitoramento ao redor do mundo. A unidade de medida mais comum é partes por milhão (ppm). Antes da Revolução Industrial (cerca de 1750), os níveis de CO2 eram em torno de 280 ppm. No entanto, devido à atividade humana, especialmente desde meados do século XIX, os níveis de CO2 têm aumentado continuamente. Em 2021, os níveis de CO2 ultrapassaram 415 ppm, um aumento substancial em comparação aos níveis pré-industriais.

Esse aumento nos níveis de CO2 e outros gases de efeito estufa está levando a uma retenção maior de calor na atmosfera, causando um aquecimento global significativo. Como resultado, observamos mudanças climáticas drásticas em todo o mundo, incluindo o derretimento das calotas polares, o aumento do nível do mar, eventos climáticos extremos mais frequentes e intensos (como ondas de calor, furacões, secas e inundações) e alterações nos padrões de precipitação.
 
Outra consequência do aumentos dos níveis de CO2 é a acidificação dos oceanos. Nos mais de 200 anos desde o início da revolução industrial o pH das águas oceânicas superficiais caiu 0,1 unidade de pH. Isso pode não parecer muito, mas a escala de pH é logarítmica, então essa mudança representa aproximadamente um aumento de 30% na acidez. O oceano absorve cerca de 30% do dióxido de carbono (CO2) que é lançado na atmosfera. À medida que os níveis de CO2 atmosférico aumentam, a quantidade de dióxido de carbono absorvido pelo oceano também aumenta. Quando o CO2 é absorvido pela água do mar, ocorre uma série de reações químicas resultando no aumento da concentração de íons de hidrogênio. Este processo tem implicações de longo alcance para o oceano e as criaturas que vivem lá.

O aquecimento global e suas consequências têm implicações sérias para o meio ambiente, a economia e a saúde humana. Por isso, é essencial que esforços globais sejam feitos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e transitar para fontes de energia mais limpas e sustentáveis. Essa é uma das maiores questões enfrentadas pela humanidade atualmente e requer ação coletiva e coordenada para mitigar os impactos do aquecimento global e garantir um futuro mais sustentável para as gerações futuras. 
 
Gráficos com os níveis de CO2 na atmosfera:
 
 

Os gráficos acima mostram a média mensal de dióxido de carbono medido no Observatório Mauna Loa, no Havaí. Os dados de dióxido de carbono em Mauna Loa constituem o registro mais longo de medições diretas de CO 2 na atmosfera. Eles foram iniciados por C. David Keeling da Scripps Institution of Oceanography em março de 1958 em uma instalação da National Oceanic and Atmospheric Administration [Keeling, 1976] . A NOAA iniciou suas próprias medições de CO2 em maio de 1974, e elas foram executadas em paralelo com as feitas pela Scripps desde então [Thoning, 1989] .

Os últimos cinco anos completos do registro de Mauna Loa CO2 mais o ano atual são mostrados no primeiro gráfico. O registro completo de dados Scripps combinados e dados NOAA é mostrado no segundo gráfico. Cada média mensal é a média das médias diárias, que por sua vez são baseadas em médias horárias, mas apenas para as horas durante as quais prevalecem as condições de “background” (consulte gml.noaa.gov/ccgg/about/co2_measurements.html para obter mais informações).

As linhas e símbolos vermelhos representam os valores médios mensais, centralizados no meio de cada mês. As linhas pretas e símbolos representam o mesmo, após correção para o ciclo sazonal médio. Este último é determinado como uma média móvel de SETE ciclos sazonais adjacentes centrados no mês a ser corrigido, exceto para o primeiro e o último TRÊS anos e meio do registro, onde o ciclo sazonal foi calculado ao longo do primeiro e dos últimos SETE anos, respectivamente.

As barras verticais nas linhas pretas do primeiro gráfico mostram a incerteza de cada média mensal com base na variabilidade observada de CO 2 em diferentes sistemas climáticos à medida que passam pelo topo do Mauna Loa. Isso se manifesta nos desvios das médias diárias de uma curva suave que segue o ciclo sazonal [Thoning, 1989] . Levamos em consideração que as médias diárias sucessivas não são totalmente independentes, o desvio de CO 2 na maioria dos dias tem alguma semelhança com o do dia anterior. Se faltar um mês, seu valor interpolado é mostrado em azul.

Os dados do último ano ainda são preliminares , aguardando recalibrações dos gases de referência e outras verificações de controle de qualidade. Os dados são relatados como uma fração molar de ar seco definida como o número de moléculas de dióxido de carbono dividido pelo número de todas as moléculas no ar, incluindo o próprio CO 2 , após a remoção do vapor de água. A fração molar é expressa em partes por milhão (ppm). Exemplo: 0,000400 é expresso como 400 ppm.

Os dados de Mauna Loa estão sendo obtidos a uma altitude de 3.400 m nos subtrópicos do norte e podem não ser os mesmos que a média global da concentração de CO2 na superfície.
 
*** Fonte aqui.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Groenlândia: derretimento de gelo atingiu ponto irreversível.

Degelo na baía de Disko, na Groenlândia — Foto: Ian Joughin/Universidade de Washington

O aquecimento global é um fato e a ação humana tem sua parcela (muito significativa) de culpa nisso. Alguns dos locais mais sensíveis a esse aumento da temperatura são as regiões polares. Com temperaturas mais altas ocorre um degelo mais acentuado. O inverno não está sendo suficiente para repor esse gelo. E não são apenas os ursos polares que estão sofrendo com isso, pois eles estão perdendo o seu ambiente de caça o que pode levar a extinção desses animais em poucas décadas. 

Do mesmo modo que para os aviões que estão decolando existe um ponto de "não retorno", o degelo na Groelândia parece que atingiu um ponto irreversível: a região terá cada vez menos gelo. Com uma maior região de terra exposta esse efeito de derretimento se acentua ainda mais, pois a terra absorve muito mais calor que o gelo. Como consequência direta, o nível do mar irá subir e salinidade também será alterada, afetando a vida de muitos ecossistemas. Um maior nível do mar afeta diretamente todas as pessoas que vivem em regiões de praia. 

Precisamos urgentemente de mais consciência ambiental para todos, especialmente para as grandes corporações e para os governantes. Não temos outro planeta. Não existe outra Terra. Nossa geração está sendo diretamente responsável por destruir o delicado equilíbrio ecológico que (ainda) existe na Natureza. Espécies de animais e plantas estão sendo extintos antes de mesmo de serem descobertos. O mundo deixará de ser um lugar agradável de se viver se nada for feito urgentemente. O tempo para frear esses prognósticos sombrios está cada vez mais curto. 

Para ler mais sobre o derretimento de gelo da Groelândia ler também aqui e aqui. Para saber mais:

King, M.D., Howat, I.M., Candela, S.G. et al. Dynamic ice loss from the Greenland Ice Sheet driven by sustained glacier retreat. Commun Earth Environ 1, 1 (2020). https://doi.org/10.1038/s43247-020-0001-2

Abstract

The Greenland Ice Sheet is losing mass at accelerated rates in the 21st century, making it the largest single contributor to rising sea levels. Faster flow of outlet glaciers has substantially contributed to this loss, with the cause of speedup, and potential for future change, uncertain. Here we combine more than three decades of remotely sensed observational products of outlet glacier velocity, elevation, and front position changes over the full ice sheet. We compare decadal variability in discharge and calving front position and find that increased glacier discharge was due almost entirely to the retreat of glacier fronts, rather than inland ice sheet processes, with a remarkably consistent speedup of 4–5% per km of retreat across the ice sheet. We show that widespread retreat between 2000 and 2005 resulted in a step-increase in discharge and a switch to a new dynamic state of sustained mass loss that would persist even under a decline in surface melt.

sábado, 25 de janeiro de 2020

Chuvas torrenciais em MG e ES, ilhas que estão desaparecendo: efeitos do aquecimento global.


Fonte aqui.
Fonte aqui.
Notícias recentes mostram que as chuvas que caíram nos últimos dias em Minas Gerais (ver aqui) e no Espírito Santo (ver aqui) foram bem maiores que médias históricas, causando grandes prejuízos e mortes. Do outro lado do mundo, no meio do Oceano Pacífico, alguns países formados por ilhas correm o risco de sumirem nos próximos anos (ver aqui). As queimadas que ocorrem na Austrália são intensificadas por essas mudanças. Tudo isso são consequências previstas pelo aquecimento global. Com o aquecimento global eventos climáticos extremos tendem a ser mais frequentes e afetar mais regiões do mundo. Os custos podem ser imensos, tanto em termos econômicos quantos em termos de vidas humanas afetadas, sem falar em eco sistemas inteiros que podem ser destruídos. Aparentemente, os governos do Brasil e dos EUA não estão tão preocupados com isso. E nós? Estamos fazendo alguma coisa?

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Divulgando: Greve Global pelo Clima - 20 de setembro


Se você quer fazer alguma coisa contra o desmatamento e a favor de um futuro climático menos trágico, dia 20 será o dia de mobilização. Aqui em Fortaleza: Sexta de 08:00 a 11:00 - Praça Luíza Távora, Avenida Senador Virgílio Távora, CEP: 60150-160, Fortaleza.

“Se você respira, você tem responsabilidade sobre o que acontece na Amazônia. O desmatamento da floresta tem consequências sobre a vida de todos nós”, diz Odenilze Ramos, 22 anos, jovem ativista da região ribeirinha do Amazonas, uma das articuladoras locais da mobilização pelo clima.
Greve Global pelo Clima, que no Brasil acontecerá em 20 de setembro em várias regiões do país, conta com o ativismo jovem para se adaptar às diferentes realidades brasileiras e levar a conversa sobre a emergência climática para crianças, jovens e adultos.
Para saber mais:

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Uma amostra do aquecimento global: três furações em uma mesma imagem


O aquecimento global é um fato, não tem como contestar. Estamos no início de um intenso período de aquecimento. Em grande medida, esse aquecimento é causado pelas atividades humanas. Uma das consequências é o surgimento de tempestades mais fortes e com maior frequência. Outros fenômenos podem ocorrer (chuvas mais intensas, secas mais prolongadas, etc.). Ontem, por exemplo, choveu em aqui em Fortaleza, um fato raro para essa época do ano.

No momento existem três furacões no Atlântico (Katia, Irma e José) que já causaram mortes e muita destruição. Eu não me lembro de um fato assim. O Caribe, México e parte dos EUA irão sofrer as consequências desses furações. Quando vamos começar a pensar seriamente em nossa casa, o pequeno Planeta Terra? Não temos um "planeta B" para nos mudarmos. A nossa melhor alternativa é respeitar os limites da Natureza e aprendermos a viver de forma mais harmônica com o mundo.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Aviso: previsão de chuva forte em Fortaleza



As condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de chuva intensa, vendaval, raios e acumulados significativos de chuva em áreas do Ceará, no período entre 0h00 e 23h59 do dia 03/03/2017. Então, se puder, fique em casa e evite as ruas que sempre ficam alagadas quando chove um pouco mais forte. Fonte aqui e aqui.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Heróis do Clima - as mudanças climáticas explicadas em quadrinhos

Figura original aqui.
Nem todos concordam, alguns cientistas (uma proporção bem pequena) acreditam que as mudanças climáticas fazem parte dos ciclos naturais da Terra e sofrem pouca influência das atividades humanas. Uma imensa maioria de pesquisadores, entretanto, apontam que o acúmulo de $CO_2$ na atmosfera está elevando as temperaturas em todo o mundo e fazendo com que o clima apresente extremos calor, frio, secas e tempestades cada vez mais frequentes. Existem muitos interesses econômicos e políticos envolvidos nessa questão.

Pensando nessa questão, o "Planeta Sustentável" fez um gibi para explicar, desde o início, o que é aquecimento global e como ele está acontecendo nos nossos dias. O gibi pode ser baixado gratuitamente. E ainda dá para aprender um pouco sobre a história da ciência e como ela é feita. Vale a pena conferir. Ver link abaixo.

Link aqui.

sábado, 18 de junho de 2016

Aquecimento global: mais uma vítima


A extinção de uma espécie é um fato corriqueiro na natureza, mas o desaparecimento dos pequenos melomys (uma espécie de roedor - ver aqui) é mais um alerta: o aumento do nível do mar causado pelo aquecimento global está acontecendo e afetando ecossistemas em todo o mundo. Uma das causas do aquecimento global é a queima de combustíveis fósseis (gasolina e outros derivados do petróleo) e nosso estilo de vida altamente perdulário (ver outras postagens sobre esse tema aqui).
"Os pequenos melomys (Melomys rubicola) naturais da ilha australiana de Bramble Cay foram declarados extintos pelo governo australiano depois que um estudo exaustivo falhou em encontrar qualquer evidência de sua existência.
Os mamíferos viviam em um único habitat, uma pequena ilha de recifes na ponta norte da Grande barreira de Corais. A ilhota arenosa -- que tem dimensões de 340 metros por 150 -- foi repetidamente atingida por surtos de tempestades causados por eventos climáticos extremos na última década, aniquilando cerca de 97% de sua vegetação. Marés altas agora cobrem a maior parte da ilha. Com pouco para comer e apenas alguns lugares para se refugiar do oceano, os melomys parecem agora ter desaparecido.

De acordo com o relatório, a última pessoa a ver um melomy de Bramble Cay vivo foi um pescador profissional, que viu um dos roedores no final de 2009."
  • Notícia completa aqui.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Divulgando: Palestra sobre Mudanças Climáticas


Mudanças Climáticas é tema de Palestra em Fortaleza

Na próxima quinta-feira (25/02), das 8h às 12h, no auditório Castelo Branco do campus de Fortaleza, acontecerá a palestra Mudanças Climáticas: Dos Aspectos Físicos à Sociedade. O evento será ministrado pelo professor da Universidade Estadual do Ceará, Alexandre Araújo Costa, representante da UECE no Fórum Estadual de Mudanças Climáticas e Biodiversidade.

O evento, iniciativa dos estudantes da disciplina Seminários, do curso superior em Tecnologia em Gestão Ambiental em parceria com o projeto Limpo e Verde, fala sobre as alterações que ocorrem no clima, relacionado aos Aspectos Físicos à Sociedade.

Para participar da palestra, os interessados deverão se inscrever no link. Os presentes receberão certificado de participação. Fonte aqui.

Sobre o palestrante.

O professor Alexandre Araújo Costa é bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 2.  Do currículo Lattes:  

Sou Bacharel em Física pela Universidade Federal do Ceará (1992), Mestre em Física pela Universidade Federal do Ceará (1995), Doutor em Ciências Atmosféricas pela Colorado State University (2000), com Pós-Doutorado pela Universidade de Yale (2004-2005). Fui Gerente do Departamento de Meteorologia e Oceanografia da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (2005-2008) e atualmente sou Professor Titular da Universidade Estadual do Ceará. Tenho atuado principalmente nos seguintes temas: Microfísica e Macrofísica de Nuvens, Modelagem Atmosférica, Climatologia Física, Mudanças Climáticas e Meteorologia Aplicada. Publiquei mais de 30 artigos em periódicos científicos com revisor e mais de uma centena de trabalhos completos em anais de eventos científicos. Sou Bolsista de Produtividade do CNPq, Nível 2 e integro o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas. No entanto, mais do que uma produtividade acadêmica contabilizada nestes números e títulos, considero fundamental que pensemos sobre que ciência desenvolvemos e a serviço de quem ela se coloca. Num contexto de crise ecológica e profundo fosso social, os avanços científicos devem, inequivocamente, se colocar a serviço da defesa da vida, do equilíbrio ambiental e climático e do combate às injustiças em nossa sociedade.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Acordo Climático de Paris: o melhor possível não é o suficiente

Comemoração ao final do Acordo de Paris - fonte aqui.
Os seres humanos, e os políticos em particular, pela nossa própria natureza, são imediatistas. Eles têm muita dificuldade em planejar qualquer coisa que seja para um futuro longínquo de 10 ou 20 anos. O problema só vai acontecer daqui a 20 anos?  Então, porque se preocupar agora?! Existem coisas mais urgentes (como, por exemplo, ganhar votos agora)! Eu nem sei se vou estar vivo quando esse problema surgir! Acredito que esse seja o centro do pensamento de um político. Não deveria ser assim, especialmente quando estamos alimentando uma bomba climática com a queima dos combustíveis fósseis e nosso estilo de vida esbanjador altamente antiecológico.

Posto isso, o acordo obtido em Paris foi histórico (em 2009, a Cúpula do clima de Copenhague foi um fracasso), mas completamente insuficiente para manter o mundo (futuro) habitável e menos hostil. As metas não são suficientes para estancar o aumento da temperatura global: tempestades, degelo e aumento do nível do mar serão mais intensos. A falta de água em alguns lugares será mais intensa, fortes chuvas em outras regiões será ainda mais frequente.  Os extremos do clima serão mais comuns, a extinção de espécies irá se acelerar ainda mais. Vamos ter um mundo menos habitável e estaremos aqui para ver isso acontecer.

Enquanto queimar combustíveis fósseis for mais barato que o uso de tecnologias verdes, os acordos políticos serão sempre insatisfatórios. Para saber mais: aqui, aqui e aqui. Uma crítica mais severa ao acordo firmado pode ser lida aqui.

domingo, 6 de dezembro de 2015

COP 21 - rascunho do acordo já foi divulgado.



Está acontecendo em Paris a COP 21 - um encontro mundial para discutir as mudanças climáticas (21st Conference of the Parties to the United Nations Framework Convention on Climate Change (COP21/CMP11)). Foi divulgado um rascunho do acordo, o documento final deve ficar pronto no dia 11 de dezembro. Entre os objetivos definidos está a limitação do aumento da temperatura em até $1,5^oC$ ou abaixo de $2^oC$ em relação aos níveis pré-industriais.

Ver o rascunho aqui.

domingo, 13 de setembro de 2015

Clima maluco: chovendo em Fortaleza em pleno mês de setembro





Hoje choveu de madrugada aqui em Fortaleza (ok, foi uma chuva fraquinha) e agora a pouco (8h da manhã). Mesmo sendo uma cidade litorânea, isso é pouco comum nessa época do ano. Minha conclusão de não especialista: nosso clima está cada vez mais maluco. Muito frio no final do inverno pelo Sul, chuva fora de época por aqui. Problemas à vista: a atual crise de refugiados das guerras e lutas religiosas que estão testando os limites dos ideais europeus pode ficar muito pior em um futuro próximo. Muitos poderão se tornar refugiados do clima (ver, por exemplo, aqui).

domingo, 5 de julho de 2015

Chuvas: grandes contrastes no Ceará

Chuva fraca e quase constante desde a madrugada.

Desde ontem a noite que chove aqui em Fortaleza, mesmo tendo explicação, esse fato é pouco comum para essa época do ano. Em várias cidades próximas ao litoral e até no interior também choveu bastante nas últimas horas. Mas isso não tem evitado que grandes açudes estejam praticamente secos.

Reportagens do jornal O Povo:

Fortaleza amanhece com chuvas; Beberibe tem maior precipitação desta madrugada

As chuvas nos meses de junho e julho são influenciadas pelo sistema atmosférico chamado de Ondas do leste, conforme a Funceme (link aqui).

 mas ...

Banabuiú. O último fio d'água

A estiagem bebe as últimas águas do açude Banabuiú. O volume do reservatório seca dia a dia, desde 2010. Pescadores colocam canoas à venda, muitos vão se despedindo (link aqui).

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Mais clima extremo: mais de 30 anos de seca!


No passado, evento climáticos extremos derrubaram impérios. Com o aquecimento global em marcha acelerada, mais eventos extremos estão a caminho. As secas de hoje (no Brasil e no mundo) podem se agravar ainda mais. A falta de água doce será um problema que poderá afetar bilhões! E os EUA não estão livres disso. Estudos patrocinados pela Nasa mostram que em um futuro próximo secas prolongadas podem acontecer por lá. E em boa parte das Américas.

Notícia (fonte aqui):

O sudoeste e as planícies centrais dos Estados Unidos correm o risco de enfrentar uma mega seca a partir de 2050 – a maior em mil anos, segundo pesquisadores.

Algumas regiões, como a Califórnia, já enfrentam uma séria escassez de chuvas, mas a situação é branda se comparada com alguns períodos dos séculos 12 e 13.

"Essas mega secas durante os anos 1100 e 1200 persistiram por 20, 30, 40, 50 anos de cada vez e foram secas que ninguém na história dos Estados Unidos jamais experimentou", disse Ben Cook, do Instituto Goddard para Estudos Espaciais da Nasa. São esses eventos climáticos sem precedentes no último milênio que podem vir a acontecer, segundo os novos modelos.

Para saber mais: aqui. Artigo:

RESEARCH ARTICLE
Unprecedented 21st century drought risk in the American Southwest and Central Plains
Benjamin I. Cook, Toby R. Ault, Jason E. Smerdon

In the Southwest and Central Plains of Western North America, climate change is expected to increase drought severity in the coming decades. These regions nevertheless experienced extended Medieval-era droughts that were more persistent than any historical event, providing crucial targets in the paleoclimate record for benchmarking the severity of future drought risks. We use an empirical drought reconstruction and three soil moisture metrics from 17 state-of-the-art general circulation models to show that these models project significantly drier conditions in the later half of the 21st century compared to the 20th century and earlier paleoclimatic intervals. This desiccation is consistent across most of the models and moisture balance variables, indicating a coherent and robust drying response to warming despite the diversity of models and metrics analyzed. Notably, future drought risk will likely exceed even the driest centuries of the Medieval Climate Anomaly (1100–1300 CE) in both moderate (RCP 4.5) and high (RCP 8.5) future emissions scenarios, leading to unprecedented drought conditions during the last millennium.

Fonte aqui.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Clima: várias entrevistas contundentes



O Instituto Humanitas UnisinosIHU é um órgão transdisciplinar da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS, que visa a apontar novas questões e buscar respostas para os grandes desafios de nossa época, a partir da visão do humanismo social cristão, participando, ativa e ousadamente, do debate cultural em que se configura a sociedade do futuro.

Em sintonia com um dos problemas mais graves deste início de século, o IHU realizou diversas entrevistas com especialistas brasileiros discutindo o clima sob vários aspectos. Vale a pena ler - entrevistas sobre o clima (links):

Ainda temos tempo e está em nossas mãos o destino do clima na Terra.

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domingo, 30 de novembro de 2014

COP 20: Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas

Figura "original" aqui.
Em um futuro próximo (neste caso isso significa uns 100 anos ou muito mais), a nossa única opção (como espécie) é viver no Planeta Terra. E permitir que as outras espécies continuem vivendo aqui. Não temos um planeta B pronto para mudança. Nem na ficção científica isso existe. Então, temos de tratar melhor a Natureza e agredir menos o meio ambiente. Isso significa, entre outras coisas, repensar nosso modo de consumo (individual e coletivo) e nossa forma de gerar energia (matriz energética "verde"). Isso não será uma tarefa fácil, mas precisa começar o quanto antes. Os governos ainda não se deram conta da urgência dessa tarefa, nem as pessoas de forma geral, mesmo com todos os avisos que a Natureza e o clima (cada vez menos previsível) estão nos dando todos os dias.

Sobre a COP 20:

Começa nesta segunda-feira (1º) em Lima, no Peru, a COP 20, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Diplomatas e cientistas reunidos até o dia 12 de dezembro têm em mente desta vez uma regra clara: é preciso sair dali com o “rascunho zero” de um acordo multilateral que obriga as nações a cortar emissões de gases a partir de 2020.
Em meio a velhos embates, como a briga de responsabilidades das emissões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, as negociações deste ano podem ter avanços significativos, principalmente depois que grandes potências indicaram que terão um autocontrole no lançamento de poluentes.
Em novembro, os Estados Unidos divulgaram que querem reduzir entre 26% e 28% suas emissões até 2025. Já a China não apresentou números, mas se compromeu a cortar o total de gases-estufa emitido até 2030. Em outubro, a União Europeia anunciou que vai diminuir em 40% suas emissões até 2030 e 32 países ricos destinaram mais de US$ 9 bilhões para o Fundo Verde do Clima.
(...) 
De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, o IPCC, é necessário cortar de 40% a 70% as emissões em relação ao nível de 1990 para que, até 2050, termos chance de conter a elevação da temperatura em 2ºC. A temperatura média da Terra já subiu 0,85ºC com relação à era pré-industrial.
(...)
O Brasil, por exemplo, enfrenta a pior seca em 80 anos que impacta severamente o Sudeste, principalmente o estado de São Paulo, que articula maneiras de se evitar um “apagão” hídrico na área mais populosa do país. No entanto, prejuízos já são registrados, como na agricultura paulista, que pode ter as maiores perdas em 50 anos, de acordo com o governo. 


Fonte aqui.