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quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Aquecimento Global: estamos passando dos limites planetários


Terra já rompeu 7 de seus 9 limites planetários, mostra novo relatório

Data de Publicação: 24 de setembro de 2025
Fonte: G1 Globo (Meio Ambiente)

Principais Destaques

Um relatório atualizado do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre o Impacto Climático (PIK), divulgado nesta quarta-feira, alerta que a humanidade já ultrapassou sete dos nove limites planetários – indicadores científicos que definem as fronteiras seguras para a estabilidade do planeta. Esses limites, propostos em 2009 pelo diretor do PIK, Johan Rockström, monitoram processos essenciais para a vida na Terra. A grande novidade é a inclusão da acidificação dos oceanos na zona de risco, que em 2024 ainda estava no limite, mas agora foi oficialmente cruzada. Isso eleva o número de processos críticos de seis para sete, sinalizando uma aceleração alarmante da degradação ambiental.

O relatório enfatiza que, sem ações urgentes para conter o aquecimento global, colapsos de ecossistemas, desastres climáticos extremos (como inundações, secas e ondas de calor) e perda irreversível de biodiversidade se tornarão inevitáveis. O oceano, que absorve cerca de 25% do CO₂ emitido e regula o clima global, está sob pressão extrema, atuando como um "amortecedor" que está chegando ao fim de sua capacidade.

Os Limites Planetários: Status Atual

Os limites são avaliados com base em dados globais de 2024. Aqui vai uma tabela resumindo os nove processos, com seus status (🟢 seguro; 🟠 zona de perigo; 🔴 alto risco):

Limite Planetário Status Detalhes Principais
Mudanças climáticas 🔴 CO₂ atmosférico em 422 ppm (limite: 350 ppm); força de aquecimento em 2,79 W/m² (limite: +1,0 W/m²). Aumento de eventos extremos.
Biodiversidade 🔴 Extinção acelerada de espécies e degradação de habitats.
Ciclo do nitrogênio/fósforo 🔴 Excesso de fertilizantes polui solos e águas.
Acidificação dos oceanos 🟠 Nível de saturação em aragonita: 2,80 (limite: 2,75). Prejudica corais e moluscos; queda de oxigênio e ondas de calor marinhas.
Mudanças no uso da terra 🟠 Desmatamento e urbanização reduzem áreas naturais.
Uso de água doce 🟠 Demanda crescente excede disponibilidade sustentável.
Poluição química 🟠 Microplásticos e tóxicos acumulam-se em ecossistemas.
Aerossóis na atmosfera 🟢 Partículas como fuligem ainda controláveis.
Camada de ozônio 🟢 Protegida por tratados internacionais (ex.: Protocolo de Montreal).

Impactos Específicos nos Oceanos e Clima

  • Oceanos em Alerta: A absorção excessiva de CO₂ torna a água mais ácida, corroendo conchas de organismos como pterópodes (caracóis marinhos) e destruindo recifes de coral – que já perderam 14% desde 2009, segundo a Rede Global de Monitoramento de Recifes de Coral (GCRMN, estudo de 2020). Isso afeta cadeias alimentares, pesca e a produção de oxigênio (oceanos geram ~50% do O₂ global).
  • Clima Instável: Agosto de 2024 foi o mês mais quente registrado, parte de um período 125 mil anos mais quente devido ao aquecimento antropogênico. Consequências incluem padrões climáticos alterados, com mais chuvas torrenciais e secas prolongadas.

Vozes de Especialistas

  • Levke Caesar (co-líder do laboratório de limites planetários do PIK): “O oceano está se tornando mais ácido, os níveis de oxigênio estão caindo e as ondas de calor marinhas estão aumentando. Isso pressiona um sistema vital para estabilizar o planeta.”
  • Renata Piazzon (diretora-geral do Instituto Arapyaú): “Os dados mostram que o planeta está sob enorme pressão. Se não tomarmos medidas imediatas, estaremos acelerando ainda mais a crise climática e a perda de biodiversidade.”
  • Karina Lima (climatologista): “Tivemos o mês de agosto mais quente do registro instrumental, mas sabemos também que estamos vivendo o período mais quente em cerca de 125 mil anos por causa do aquecimento global antropogênico. Com isso, estamos alterando os padrões do sistema climático e entre as consequências temos aumento de frequência e intensidade de eventos extremos.”

Contexto Histórico e Implicações

Desde a proposta inicial em 2009, os relatórios anuais do PIK rastreiam esses limites. Em 2024, seis já estavam cruzados; agora, com os oceanos, o risco é ainda maior. O documento chama por políticas globais urgentes, como redução drástica de emissões de CO₂ (alinhada ao Acordo de Paris), proteção de áreas marinhas e transição para economias sustentáveis. Sem ação, o "espaço seguro" para a humanidade encolhe rapidamente, ameaçando bilhões de pessoas.

Essa notícia reforça a urgência da COP30 (prevista para 2025 no Brasil) para negociações climáticas. Para mais detalhes, acesse o relatório completo do PIK. O que você acha? Precisamos de mudanças sistêmicas agora! 🌍🔥

sábado, 31 de maio de 2025

Contra o PL da Devastação - Projeto de Lei nº 2.159/2021


Em poucos dias o Brasil pode perder a ferramenta que garante que qualquer empreendimento ou projeto seja realizado considerando a proteção de ecossistemas, biomas e vidas humanas. O PL da Devastação (Projeto de Lei nº 2.159/2021) está pronto pra ser pautado e, se for aprovado, acaba com o licenciamento ambiental. Cenários como Mariana e Brumadinho podem se tornar recorrentes. E pior: em plena crise climática. Temos pouco tempo pra convencer o presidente da Câmara, Hugo Motta, que a votação só pode acontecer depois que um debate mais amplo for realizado, ouvindo especialistas e não apenas a bancada ruralista. Eu já pressionei! 

Envie agora o seu recado: https://pldadevastacao.org

.... 

Projeto de Lei n° 2159 de 2021

Autoria: Deputado Federal Luciano Zica (PT/SP)

Autoria: Câmara dos Deputados

Nº na Câmara dos Deputados: PL 3729/2004

Assunto: Meio Ambiente

Ementa: Dispõe sobre o licenciamento ambiental; regulamenta o inciso IV do § 1º do art. 225 da Constituição Federal; altera as Leis nºs 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e 9.985, de 18 de julho de 2000; revoga dispositivo da Lei nº 7.661, de 16 de maio de 1988; e dá outras providências.

Explicação da Ementa: Estabelece normas gerais para o licenciamento de atividade ou de empreendimento utilizador de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidor ou capaz de causar degradação do meio ambiente.

Decisão: Aprovada pelo Plenário
Destino: À Câmara dos Deputados
Último local: 26/05/2025 - Secretaria de Expediente
Último estado: 26/05/2025 - REMETIDA À CÂMARA DOS DEPUTADOS

quinta-feira, 20 de março de 2025

Ursos polares e o aquecimento global

 


O aquecimento global está tendo um impacto devastador no habitat dos ursos polares, tornando sua sobrevivência cada vez mais difícil. O Polo Norte está aquecendo cerca de quatro vezes mais rápido do que a média global, e a camada de gelo do Ártico está derretendo a taxas recordes. Como os ursos polares dependem do gelo marinho para caçar focas — sua principal fonte de alimento — a redução desse habitat os obriga a nadar distâncias maiores e gastar mais energia, muitas vezes sem sucesso na busca por comida.

Como o derretimento do gelo afeta os ursos polares?

  1. Menos tempo para caçar – Com o derretimento precoce e a formação tardia do gelo marinho, os ursos têm menos meses para caçar focas, levando à desnutrição.
  2. Viagens mais longas e arriscadas – Muitos ursos precisam nadar longas distâncias entre blocos de gelo, o que pode levar ao afogamento, especialmente para filhotes.
  3. Busca por comida em terra – Sem acesso ao gelo, os ursos tentam sobreviver em terra firme, mas há pouca comida disponível. Muitos recorrem a lixos humanos ou entram em vilarejos, aumentando os conflitos com humanos.
  4. Menos filhotes nascendo – Ursas polares grávidas precisam acumular gordura suficiente para hibernar e alimentar seus filhotes. Com menos comida disponível, menos filhotes nascem e sobrevivem.

Os ursos polares vão ser extintos?

Se o ritmo atual do aquecimento global continuar, é possível que os ursos polares sejam extintos em estado selvagem até o final do século. Algumas previsões sugerem que, até 2100, restarão poucos ou nenhum urso polar fora de cativeiros. A população já está diminuindo em diversas regiões do Ártico, e algumas subpopulações estão à beira do colapso.

O que pode ser feito?

  • Redução das emissões de gases de efeito estufa – Medidas para conter o aquecimento global, como o uso de energias renováveis e redução da poluição.
  • Proteção de habitats – Regulamentações para minimizar a exploração do Ártico por indústrias de petróleo e gás.
  • Monitoramento e conservação – Projetos científicos para acompanhar a população de ursos polares e encontrar soluções para sua preservação.

Os ursos polares são um símbolo do impacto das mudanças climáticas, e sua possível extinção seria uma grande perda para o ecossistema do Ártico e para o planeta como um todo.

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O maior carnívoro terrestre do mundo atualmente é o urso-polar (Ursus maritimus). Os machos podem pesar entre 400 e 700 kg, chegando a mais de 1.000 kg em alguns casos extremos. Seu comprimento pode variar de 2,4 a 3 metros.

No entanto, se considerarmos os animais marinhos, o maior carnívoro do mundo é a baleia-cachalote (Physeter macrocephalus). Apesar de muitas baleias se alimentarem de plâncton, a cachalote é um predador de presas grandes, como lulas gigantes e peixes de grande porte. Ela pode chegar a 20 metros de comprimento e pesar até 57 toneladas.

 

 

 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Nossa pegada ecológica e o fim do mundo: quando será?! Opinião do DeepSeek.

 

A 'pegada ecológica' da humanidade está muito acima de '1', isto é, estamos consumindo mais do que a natureza consegue repor ou recuperar. Estamos poluindo nossos mares com muito muito plástico. Temos a destruição direta de muitas florestas e dos recursos hídricos. Estamos também gerando um efeito estufa acelerado com as emissões de CO2 e outros gases. Em fim, estamos destruindo as nossas próprias condições de sobrevivência. Nessa perspectiva, quanto tempo resta para a humanidade antes que venha o caos social e climático?!

 Resposta do DeepSeek:

A pergunta sobre quanto tempo resta para a humanidade antes que o caos social e climático se instale é complexa e não tem uma resposta simples. Vários fatores estão em jogo, incluindo as ações que a humanidade tomará (ou não) nos próximos anos, a velocidade das mudanças climáticas, a capacidade de adaptação das sociedades e a resiliência dos ecossistemas. Vou abordar alguns pontos importantes para contextualizar essa questão:

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### 1. **A Pegada Ecológica e os Limites do Planeta**
   - A **pegada ecológica** da humanidade já ultrapassou a capacidade de regeneração da Terra. Atualmente, estima-se que consumimos recursos equivalentes a **1,7 planetas Terra** por ano. Isso significa que estamos esgotando recursos naturais mais rápido do que eles podem se regenerar.
   - Se continuarmos nesse ritmo, os impactos serão cada vez mais severos: escassez de água, perda de biodiversidade, colapso de ecossistemas e crises alimentares.

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### 2. **Mudanças Climáticas**
   - O **aquecimento global** causado pelas emissões de CO₂ e outros gases do efeito estufa já está causando impactos visíveis, como eventos climáticos extremos (furacões, secas, inundações), derretimento das calotas polares e aumento do nível do mar.
   - De acordo com o **Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC)**, se o aquecimento global ultrapassar **1,5°C** acima dos níveis pré-industriais, os riscos de impactos catastróficos e irreversíveis aumentarão significativamente. Atualmente, estamos caminhando para um aumento de **2,5°C a 3°C** até o final do século, caso não haja reduções drásticas nas emissões.
   - O **ponto de não retorno** (tipping points) pode ser alcançado se certos limites forem ultrapassados, como o colapso da Floresta Amazônica ou o derretimento irreversível das geleiras da Groenlândia.

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### 3. **Poluição e Degradação Ambiental**
   - A **poluição por plásticos** nos oceanos já atingiu níveis alarmantes. Estima-se que, até 2050, possa haver mais plástico do que peixes nos oceanos (em peso).
   - A **destruição de florestas**, como a Amazônia, não só reduz a biodiversidade, mas também diminui a capacidade do planeta de absorver CO₂, agravando o efeito estufa.
   - A **escassez de água potável** já afeta bilhões de pessoas, e a tendência é que isso piore com o aumento da população e das mudanças climáticas.

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### 4. **Tempo Restante?**
   - **Não há um prazo exato** para o "fim" ou o "caos total", mas os cientistas alertam que a janela de oportunidade para evitar os piores cenários está se fechando rapidamente. O IPCC sugere que temos até **2030** para reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa e limitar o aquecimento global a 1,5°C.
   - Se nada for feito, os impactos podem se tornar **catastróficos** nas próximas décadas (2040-2100), com colapsos sociais, migrações em massa, conflitos por recursos naturais e crises econômicas.

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### 5. **Cenários Possíveis**
   - **Cenário Otimista**: Se houver uma mudança global rápida e significativa em direção à sustentabilidade (transição para energias renováveis, reflorestamento, redução do consumo, etc.), é possível evitar os piores impactos e estabilizar o clima.
   - **Cenário Pessimista**: Se as emissões continuarem no ritmo atual, o aquecimento global pode levar a um colapso ambiental e social ainda neste século, com consequências imprevisíveis para a civilização humana.

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### 6. **O Que Pode Ser Feito?**
   - **Redução de Emissões**: Transição para energias renováveis, eficiência energética e transporte sustentável.
   - **Conservação Ambiental**: Proteção de florestas, oceanos e recursos hídricos.
   - **Mudanças no Consumo**: Redução do desperdício, economia circular e consumo consciente.
   - **Inovações Tecnológicas**: Desenvolvimento de tecnologias para captura de carbono, reciclagem avançada e agricultura sustentável.
   - **Ação Coletiva**: Pressão por políticas públicas eficazes e cooperação internacional.

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### Conclusão
O tempo está se esgotando, mas ainda há esperança. A humanidade tem a capacidade de mudar seu curso, mas isso exigirá ações urgentes e coordenadas em escala global. O futuro depende das escolhas que fizermos hoje. A questão não é apenas "quanto tempo resta", mas também "o que estamos dispostos a fazer para garantir um futuro sustentável?". 

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E você? Acha que vamos conseguir mudar os rumos e deixar o planeta nos eixos novamente?

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Chegando muito perto do limite histórico de 1,5ºC de aquecimento global.


Esse aumento, $1,5^oC$, é o chamado "limite seguro" das mudanças climáticas. Ou seja, a temperatura média global não pode aumentar mais do que isso até o final do século para evitar os piores efeitos da crise do clima, causada pela ação humana e pelo aumento das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Um estudo recente sugere que já estamos mais perto desse limite do que imaginávamos.

Publicado na revista "Nature Geoscience" nesta segunda-feira (11/11/2024), a pesquisa indica que o aquecimento global provocado pelo homem pode ter alcançado 1,5°C até o final de 2023. O dado leva em consideração a temperatura média do planeta antes de 1700. 

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores usaram dados dos núcleos de gelo da Antártida (amostras de camadas de gelo retiradas do interior das geleiras), cobrindo os últimos dois mil anos, o que ajudou a entender melhor a relação entre o aumento de CO2 na atmosfera e o aumento da temperatura global.

Notícia completa aqui.

Artigo: "Estimated human-induced warming from a linear temperature and atmospheric CO2 relationship". Jarvis, A., Forster, P.M. Estimated human-induced warming from a linear temperature and atmospheric CO2 relationship. Nat. Geosci. (2024). https://doi.org/10.1038/s41561-024-01580-5

Abstract
Assessing compliance with the human-induced warming goal in the Paris Agreement requires transparent, robust and timely metrics. Linearity between increases in atmospheric CO2 and temperature offers a framework that appears to satisfy these criteria, producing human-induced warming estimates that are at least 30% more certain than alternative methods. Here, for 2023, we estimate humans have caused a global increase of 1.49 ± 0.11 °C relative to a pre-1700 baseline. 

#aquecimento #clima #temperatura #ciencia

domingo, 3 de novembro de 2024

Aquecimento global: extinção de espécies.


O aquecimento global e as mudanças climáticas têm impactos devastadores na biodiversidade, colocando milhares de espécies animais e vegetais em risco de extinção. Com o aumento das temperaturas globais, as mudanças nos padrões climáticos afetam os habitats de muitas espécies, como florestas, oceanos e regiões polares, que estão se tornando menos habitáveis. Isso está forçando espécies a migrarem para áreas que nem sempre têm os recursos ou condições necessários para sua sobrevivência. Essa crise coloca o planeta à beira de uma nova extinção em massa, a sexta na história da Terra, a primeira causada pela ação humana.

Um dos principais problemas é o derretimento do gelo nas regiões polares, que ameaça diretamente espécies como o urso polar, além de impactar o nível dos oceanos, afetando ecossistemas costeiros. Além disso, o aquecimento dos oceanos leva à destruição de recifes de corais, habitats essenciais para várias espécies marinhas. Esses corais são particularmente sensíveis à elevação da temperatura e à acidificação das águas, que reduzem sua capacidade de se regenerar e fornecem abrigo a milhares de organismos.

Na terra, as florestas tropicais, como a Amazônia, sofrem com secas e incêndios mais frequentes, que destroem o habitat de incontáveis espécies. A perda de florestas também reduz a absorção de CO₂, o que agrava ainda mais o aquecimento global, criando um ciclo vicioso que acelera o colapso dos ecossistemas.

Essa perda de biodiversidade representa não apenas um desastre ecológico, mas também uma ameaça direta para a humanidade. Espécies são interdependentes, e a extinção de uma pode levar ao desaparecimento de outras, afetando ecossistemas inteiros e reduzindo recursos essenciais para o ser humano, como água, alimentos e medicamentos. Por exemplo, se as abelhas sumirem, grande parte da produção de alimentos será fortemente prejudicada.

E o que estamos fazendo a respeito desse grave problema? Praticamente nada. Estamos indiferentes! Esse pode ser um erro monumental. Temos que acordar e abrir os olhos. Ainda temos tempo de desarmar essa verdadeira bomba-relógio. Urge que governos, empresas e indivíduos tomem medidas para mitigar o aquecimento global, preservando a biodiversidade e a resiliência dos ecossistemas, essenciais para a sobrevivência de todos.

#ecologia #aquecimentoglobal #extincao #pensamento

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Efeitos do aquecimento global no Brasil em imagens

O aquecimento global, causado principalmente pelo aumento das emissões de gases de efeito estufa (como dióxido de carbono, metano e óxidos de nitrogênio) devido à atividade humana, tem várias consequências que estão sendo amplamente estudadas pelos cientistas. Algumas das principais consequências previstas incluem:

  • Aumento do Nível do Mar: O derretimento das geleiras e das camadas de gelo na Groenlândia e na Antártica, combinado com a expansão térmica dos oceanos (a água se expande quando aquece), está levando a um aumento global do nível do mar. Isso pode resultar na inundação de áreas costeiras, afetando milhões de pessoas que vivem nessas regiões. 
  • Eventos Climáticos Extremos Mais Frequentes e Intensos: O aquecimento global está associado a um aumento na frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, secas, inundações, furacões, ciclones e incêndios florestais. Estes eventos podem causar grandes danos a comunidades, infraestruturas e ecossistemas. 
  •  Derretimento de Gelo e Degelo de Permafrost: O gelo do Ártico está derretendo rapidamente, afetando ecossistemas e modos de vida locais, especialmente para espécies como ursos polares e comunidades indígenas. O degelo do permafrost (solo permanentemente congelado) também pode liberar grandes quantidades de metano, um potente gás de efeito estufa, exacerbando o aquecimento global. 
  • Impactos na Biodiversidade e Ecossistemas: O aquecimento global está forçando muitas espécies de animais e plantas a se adaptarem, migrarem ou enfrentarem o risco de extinção. Mudanças nos padrões climáticos podem afetar os habitats naturais, a disponibilidade de alimento e os ciclos de reprodução, colocando muitas espécies em risco. 
  • Impactos na Agricultura e Segurança Alimentar: A mudança nos padrões de temperatura e precipitação pode afetar a produtividade agrícola. Secas prolongadas, inundações, mudanças nos padrões de chuva e outros eventos extremos podem diminuir a produção de alimentos, afetando a segurança alimentar global. 
  • Impactos na Saúde Humana: O aquecimento global pode aumentar a incidência de doenças relacionadas ao calor, como exaustão e insolação, além de agravar problemas respiratórios devido ao aumento da poluição do ar. Além disso, a mudança no clima pode facilitar a propagação de doenças transmitidas por vetores, como malária e dengue, para novas regiões. 
  • Acidificação dos Oceanos: A absorção de dióxido de carbono pelos oceanos está levando à acidificação da água do mar, o que afeta organismos marinhos, como corais, moluscos e algumas espécies de plâncton. Isso pode ter consequências profundas para as cadeias alimentares oceânicas e para a biodiversidade marinha. 
  • Deslocamento de Populações e Conflitos: O aumento do nível do mar, a escassez de água, a diminuição da produtividade agrícola e os desastres naturais podem levar ao deslocamento de populações, criando refugiados climáticos e potencialmente exacerbando tensões e conflitos em várias regiões do mundo.

Essas consequências ilustram a complexidade e a interconexão dos sistemas naturais e humanos e ressaltam a importância de tomar medidas para mitigar o aquecimento global e adaptar-se às suas inevitáveis ​​consequências. Notícias recentes do Brasil:







terça-feira, 23 de julho de 2024

Neste mês de junho: dia mais quente já registrado.

 


Sem nenhum exagero, podemos dizer que o aquecimento global está a todo vapor. Foi noticiado* hoje, dia 23 de julho de 2024, que no domingo passado (21/junho) foi o dia mais quente já registrado, pois a temperatura média global do ar na superfície atingiu 17,09°C, calor nunca antes atingido. 

Os cientistas já estão alertando sobre os problemas que o aquecimento global podem trazer há décadas. Um mundo mais quente, só um pouco mais quente, pode trazer inúmeros desafios para toda a humanidade. E a extinção em massa de muitas espécies animais e vegetais por todo o mundo. 

O principal motivo deste aquecimento global: as atividades humanas nos países industrializados, a destruição das florestas e a circulação de carros movidos a gasolina e outros combustíveis derivados do petróleo. Estamos queimando muito combustível fóssil, jogando na atmosfera toneladas de $CO_2$ todos os dias. O efeito estufa acentuado que estamos vivenciando é uma consequência direta dessas atividades humanas, especialmente nos países mais ricos. 

Se não mudarmos urgentemente nosso estilo de vida, enfrentaremos consequências severas muito em breve. Na verdade, já estamos sentido os primeiros efeitos do aquecimento global, mas tudo indica que será muito pior no futuro próximo.

* Notícia completa aqui

segunda-feira, 13 de maio de 2024

O aquecimento global e os refugiados do clima

Minha casa está derretendo, sua casa está sendo inundada.
 

Aquecimento Global.

O aquecimento global é um fenômeno causado principalmente pela emissão de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, resultantes de atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento. Esse aumento na temperatura média da Terra tem impactos profundos e abrangentes sobre o clima global.

As mudanças climáticas referem-se às alterações nos padrões climáticos globais e regionais, que incluem variações na temperatura, precipitação e eventos climáticos extremos. O aquecimento global intensifica esses efeitos, levando a um aumento na frequência e severidade de fenômenos como ondas de calor, secas e tempestades intensas.

Um dos impactos mais visíveis e devastadores das mudanças climáticas são as inundações. O aumento da temperatura global contribui para o derretimento das geleiras e a expansão térmica dos oceanos, elevando o nível do mar. Este processo ameaça áreas costeiras, onde vivem milhões de pessoas, aumentando o risco de inundações em cidades litorâneas e ilhas. Além disso, as mudanças nos padrões de precipitação podem causar chuvas intensas e prolongadas, sobrecarregando sistemas de drenagem e levando a enchentes em áreas urbanas e rurais.

Essas inundações podem ter consequências catastróficas, destruindo infraestruturas, deslocando populações, afetando a produção agrícola e exacerbando crises humanitárias. A adaptação e mitigação são cruciais para enfrentar esses desafios, incluindo a construção de infraestruturas resilientes, a promoção de práticas sustentáveis e a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Refugiados do clima PTrefugiados do cli

Os refugiados do clima, também conhecidos como migrantes climáticos, são pessoas que são forçadas a deixar suas casas devido a mudanças ambientais severas causadas pelo aquecimento global. Esses deslocamentos podem ser temporários ou permanentes e ocorrem devido a uma variedade de fatores, incluindo inundações, secas prolongadas, aumento do nível do mar, tempestades intensas e outros eventos climáticos extremos.

À medida que o aquecimento global acelera, espera-se que o número de refugiados climáticos aumente substancialmente. Comunidades costeiras são especialmente vulneráveis ao aumento do nível do mar e tempestades mais fortes, que podem inundar terras agrícolas e áreas residenciais, tornando-as inabitáveis. Em regiões áridas, o aumento das temperaturas e a redução das chuvas podem levar a secas severas, tornando impossível a agricultura e forçando os moradores a buscar sustento em outras áreas.

Países insulares, como as Maldivas e Kiribati, enfrentam um risco existencial com o aumento do nível do mar ameaçando submergir territórios inteiros. Nessas áreas, a migração já está sendo considerada uma estratégia de adaptação inevitável. Além disso, grandes cidades costeiras, como Miami e Mumbai, também estão em risco, com milhões de habitantes potencialmente precisando realocar-se.

O deslocamento forçado por motivos climáticos apresenta desafios complexos. Muitas vezes, os migrantes climáticos carecem de reconhecimento e proteção legais adequadas, uma vez que o direito internacional dos refugiados, tal como definido pela Convenção de 1951, não cobre explicitamente os deslocados por motivos ambientais. Isso cria uma lacuna de proteção, deixando muitos sem acesso a apoio humanitário essencial.

Para mitigar o impacto sobre os refugiados do clima, é crucial que as nações adotem políticas proativas. Isso inclui a criação de mecanismos legais que reconheçam e protejam os migrantes climáticos, investimentos em infraestrutura resiliente, desenvolvimento de estratégias de adaptação para comunidades vulneráveis e a redução das emissões de gases de efeito estufa para limitar os piores efeitos das mudanças climáticas. Além disso, a cooperação internacional é essencial para apoiar as regiões mais afetadas e compartilhar responsabilidades na gestão das migrações climáticas.

terça-feira, 7 de maio de 2024

Precisamos urgentemente ponderar sobre as mudanças climáticas

 

Já estamos falando sobre tema há um bom tempo (ver aqui , aqui e aqui , por exemplo). Entretanto, somente quando ocorrem tragédias é que as pessoas despertam (momentaneamente) para o problema. É cada vez mais urgente que governos e as pessoas em geral repensem nossa relação com a natureza e com a Terra. O mal que fazemos à natureza está se voltando rapidamente contra nós mesmos. Como disse recentemente o cientista Carlos Nobre:

A ciência vem trazendo a atenção da emergência climática há décadas. Com esse recorde de 1,5°C mais quente no planeta, todos esses eventos extremos explodiram. Quando baixar o nível dos rios no Rio Grande do Sul, não se pode reconstruir as casas onde elas foram destruídas. Isso não pode acontecer.

Já está passando da hora de levarmos esse assunto - aquecimento global - muito mais a sério.

sexta-feira, 21 de julho de 2023

Aquecimento global e o aumento de CO2 na atmosfera.

 

O aquecimento global é um fenômeno climático que se refere ao aumento da temperatura média da Terra ao longo do tempo. É amplamente atribuído às atividades humanas, principalmente à queima de combustíveis fósseis (como carvão, petróleo e gás natural) e ao desmatamento, que liberam grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2) e outros gases de efeito estufa na atmosfera.

O efeito estufa é um processo natural e benéfico que ocorre na atmosfera, no qual certos gases, como o CO2, o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O), o hexafluoreto de enxofre (SF6) e o vapor d'água, atuam como uma espécie de "cobertor" que retém parte do calor do Sol na Terra, permitindo a vida como a conhecemos. No entanto, as atividades humanas estão intensificando esse efeito estufa, aumentando a concentração desses gases na atmosfera e levando a um aquecimento adicional do planeta.

O CO2 é o principal gás de efeito estufa produzido pelas atividades humanas e o mais significativo em termos de volume. Ele é liberado principalmente pela queima de combustíveis fósseis para energia e transporte, além de mudanças no uso da terra, como desmatamento e agricultura intensiva.

A medição dos níveis de CO2 na atmosfera é realizada em estações de monitoramento ao redor do mundo. A unidade de medida mais comum é partes por milhão (ppm). Antes da Revolução Industrial (cerca de 1750), os níveis de CO2 eram em torno de 280 ppm. No entanto, devido à atividade humana, especialmente desde meados do século XIX, os níveis de CO2 têm aumentado continuamente. Em 2021, os níveis de CO2 ultrapassaram 415 ppm, um aumento substancial em comparação aos níveis pré-industriais.

Esse aumento nos níveis de CO2 e outros gases de efeito estufa está levando a uma retenção maior de calor na atmosfera, causando um aquecimento global significativo. Como resultado, observamos mudanças climáticas drásticas em todo o mundo, incluindo o derretimento das calotas polares, o aumento do nível do mar, eventos climáticos extremos mais frequentes e intensos (como ondas de calor, furacões, secas e inundações) e alterações nos padrões de precipitação.
 
Outra consequência do aumentos dos níveis de CO2 é a acidificação dos oceanos. Nos mais de 200 anos desde o início da revolução industrial o pH das águas oceânicas superficiais caiu 0,1 unidade de pH. Isso pode não parecer muito, mas a escala de pH é logarítmica, então essa mudança representa aproximadamente um aumento de 30% na acidez. O oceano absorve cerca de 30% do dióxido de carbono (CO2) que é lançado na atmosfera. À medida que os níveis de CO2 atmosférico aumentam, a quantidade de dióxido de carbono absorvido pelo oceano também aumenta. Quando o CO2 é absorvido pela água do mar, ocorre uma série de reações químicas resultando no aumento da concentração de íons de hidrogênio. Este processo tem implicações de longo alcance para o oceano e as criaturas que vivem lá.

O aquecimento global e suas consequências têm implicações sérias para o meio ambiente, a economia e a saúde humana. Por isso, é essencial que esforços globais sejam feitos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e transitar para fontes de energia mais limpas e sustentáveis. Essa é uma das maiores questões enfrentadas pela humanidade atualmente e requer ação coletiva e coordenada para mitigar os impactos do aquecimento global e garantir um futuro mais sustentável para as gerações futuras. 
 
Gráficos com os níveis de CO2 na atmosfera:
 
 

Os gráficos acima mostram a média mensal de dióxido de carbono medido no Observatório Mauna Loa, no Havaí. Os dados de dióxido de carbono em Mauna Loa constituem o registro mais longo de medições diretas de CO 2 na atmosfera. Eles foram iniciados por C. David Keeling da Scripps Institution of Oceanography em março de 1958 em uma instalação da National Oceanic and Atmospheric Administration [Keeling, 1976] . A NOAA iniciou suas próprias medições de CO2 em maio de 1974, e elas foram executadas em paralelo com as feitas pela Scripps desde então [Thoning, 1989] .

Os últimos cinco anos completos do registro de Mauna Loa CO2 mais o ano atual são mostrados no primeiro gráfico. O registro completo de dados Scripps combinados e dados NOAA é mostrado no segundo gráfico. Cada média mensal é a média das médias diárias, que por sua vez são baseadas em médias horárias, mas apenas para as horas durante as quais prevalecem as condições de “background” (consulte gml.noaa.gov/ccgg/about/co2_measurements.html para obter mais informações).

As linhas e símbolos vermelhos representam os valores médios mensais, centralizados no meio de cada mês. As linhas pretas e símbolos representam o mesmo, após correção para o ciclo sazonal médio. Este último é determinado como uma média móvel de SETE ciclos sazonais adjacentes centrados no mês a ser corrigido, exceto para o primeiro e o último TRÊS anos e meio do registro, onde o ciclo sazonal foi calculado ao longo do primeiro e dos últimos SETE anos, respectivamente.

As barras verticais nas linhas pretas do primeiro gráfico mostram a incerteza de cada média mensal com base na variabilidade observada de CO 2 em diferentes sistemas climáticos à medida que passam pelo topo do Mauna Loa. Isso se manifesta nos desvios das médias diárias de uma curva suave que segue o ciclo sazonal [Thoning, 1989] . Levamos em consideração que as médias diárias sucessivas não são totalmente independentes, o desvio de CO 2 na maioria dos dias tem alguma semelhança com o do dia anterior. Se faltar um mês, seu valor interpolado é mostrado em azul.

Os dados do último ano ainda são preliminares , aguardando recalibrações dos gases de referência e outras verificações de controle de qualidade. Os dados são relatados como uma fração molar de ar seco definida como o número de moléculas de dióxido de carbono dividido pelo número de todas as moléculas no ar, incluindo o próprio CO 2 , após a remoção do vapor de água. A fração molar é expressa em partes por milhão (ppm). Exemplo: 0,000400 é expresso como 400 ppm.

Os dados de Mauna Loa estão sendo obtidos a uma altitude de 3.400 m nos subtrópicos do norte e podem não ser os mesmos que a média global da concentração de CO2 na superfície.
 
*** Fonte aqui.