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quinta-feira, 3 de abril de 2025

Não temos um 'Planeta B' - e o 'Plano A' está destruindo a Terra.



A frase "não temos um Planeta B" carrega uma verdade tão simples quanto alarmante: a Terra é o único lar que conhecemos, o único lugar no universo onde a vida, tal como a entendemos, floresce. Ainda assim, paradoxalmente, tratamos esse lar com uma negligência que beira o absurdo. As consequências dessa relação disfuncional já não são apenas previsões distantes de cientistas ou ativistas; elas estão aqui, batendo à nossa porta, infiltrando-se em nossas vidas de maneiras que não podemos mais ignorar. Mudanças climáticas, perda de biodiversidade, escassez de água, poluição desenfreada — esses são os sintomas de um planeta em crise, e nós, como espécie, somos os principais responsáveis.
Comecemos pelas mudanças climáticas, talvez o mais visível e debatido dos problemas ambientais. O aumento das temperaturas globais, impulsionado pela queima de combustíveis fósseis e pelo desmatamento, está alterando o equilíbrio delicado que sustenta a vida na Terra. Eventos climáticos extremos — ondas de calor sufocantes, furacões devastadores, secas prolongadas e chuvas torrenciais — tornaram-se mais frequentes e intensos. Cidades costeiras enfrentam a ameaça do aumento do nível do mar, enquanto regiões agrícolas lutam para se adaptar a padrões climáticos imprevisíveis. O Ártico derrete a um ritmo assustador, liberando metano, um gás de efeito estufa ainda mais potente que o dióxido de carbono, em um ciclo vicioso que acelera o aquecimento. E, enquanto isso, continuamos a emitir carbono como se o amanhã fosse uma garantia, não uma conquista.
Mas o clima é apenas uma peça do quebra-cabeça. A perda de biodiversidade é outro grito de alerta que ecoa pelo planeta. Estamos vivendo o que cientistas chamam de "sexta extinção em massa", uma onda de desaparecimento de espécies causada diretamente pela ação humana. Desmatamento, agricultura intensiva, poluição e urbanização descontrolada estão dizimando habitats inteiros. Florestas tropicais, como a Amazônia, que já foram chamadas de "pulmões do mundo", estão sendo reduzidas a cinzas para dar lugar a pastagens ou plantações. Espécies que levaram milhões de anos para evoluir — de insetos polinizadores a grandes mamíferos — estão desaparecendo em décadas, ou até em anos. Essa perda não é apenas uma tragédia estética; ela compromete os ecossistemas dos quais dependemos para comida, água potável e ar limpo. Sem abelhas, por exemplo, a produção de alimentos entra em colapso. Sem florestas, o ciclo da água se desregula. Tudo está interligado, e estamos cortando os fios dessa teia com uma imprudência assustadora.
A escassez de água, por sua vez, é um problema que já afeta bilhões de pessoas e promete se agravar. Rios secam, lençóis freáticos esgotam-se, e a desertificação avança em regiões outrora férteis. Em muitos lugares, a água tornou-se um recurso disputado, quase um luxo. Cidades como Cidade do Cabo, na África do Sul, já enfrentaram o temido "Dia Zero", quando as torneiras simplesmente param de funcionar. No Brasil, o Cerrado, conhecido como a "caixa d’água" do país, sofre com o avanço do agronegócio, ameaçando os rios que abastecem grande parte da população. A poluição agrava o quadro: rios e lagos contaminados por agrotóxicos, esgoto e resíduos industriais tornam a água disponível imprópria para consumo. Enquanto isso, o desperdício continua: usamos água potável para lavar carros e irrigar gramados, como se ela fosse infinita.
A poluição, em todas as suas formas, é outro reflexo do nosso descaso. O ar que respiramos está carregado de partículas tóxicas em muitas cidades, resultado da queima de combustíveis e da indústria desenfreada. Os oceanos, que cobrem mais de 70% do planeta, estão se transformando em depósitos de plástico — estima-se que, até 2050, haverá mais plástico do que peixes em peso nas águas marinhas. Animais morrem sufocados por sacolas ou com o estômago cheio de microplásticos, enquanto esses mesmos fragmentos entram na cadeia alimentar, chegando até nós. O solo, base da nossa agricultura, está sendo envenenado por fertilizantes químicos e pesticidas, comprometendo sua fertilidade a longo prazo. Vivemos em um ciclo de consumo e descarte que ignora os limites do planeta.
Diante desse cenário, é fácil cair no desespero ou na apatia. Mas a verdade é que ainda há tempo — não muito, mas o suficiente para mudar o rumo. A solução não está em uma única grande ação, mas em uma transformação coletiva e multifacetada. Reduzir as emissões de carbono é essencial, o que exige uma transição urgente para energias renováveis, como solar e eólica, e um transporte mais sustentável. Proteger e restaurar ecossistemas, como florestas e manguezais, pode absorver carbono e preservar a biodiversidade. A agricultura regenerativa, que trabalha com a natureza em vez de contra ela, pode recuperar solos e reduzir o impacto ambiental da produção de alimentos. E, acima de tudo, precisamos repensar nosso consumo: menos desperdício, mais reúso, uma economia circular que valorize o que já temos.
A responsabilidade não recai apenas sobre governos ou grandes corporações, embora eles tenham um papel crucial. Cada um de nós, em nossas escolhas diárias — o que comemos, como nos deslocamos, o que compramos — contribui para o problema ou para a solução. Educação e conscientização são armas poderosas: um mundo que entende a gravidade da crise é um mundo mais propenso a agir. E, sim, a tecnologia pode ajudar — desde inovações em energia limpa até métodos para limpar os oceanos —, mas ela não é uma varinha mágica. Sem vontade política e mudança cultural, as melhores invenções ficam na gaveta.
Não temos um Planeta B, mas ainda temos este. A Terra é resiliente; ela já passou por catástrofes antes e se recuperou. A questão é se nós, como espécie, estaremos aqui para ver essa recuperação. Estamos em um ponto de inflexão (ou muito próximo dele): podemos continuar a explorar e destruir, colhendo as consequências cada vez mais severas, ou podemos escolher cuidar do único lar que temos. O futuro não está escrito — ele depende do que fazemos hoje. E o hoje, mais do que nunca, exige coragem, responsabilidade e, acima de tudo, ação. Ação não só de indivíduos, mas das pequenas e grandes corporações e dos governos.

 

#ecologia #pensamento #reflexão #mudancaclimatica

quinta-feira, 20 de março de 2025

Ursos polares e o aquecimento global

 


O aquecimento global está tendo um impacto devastador no habitat dos ursos polares, tornando sua sobrevivência cada vez mais difícil. O Polo Norte está aquecendo cerca de quatro vezes mais rápido do que a média global, e a camada de gelo do Ártico está derretendo a taxas recordes. Como os ursos polares dependem do gelo marinho para caçar focas — sua principal fonte de alimento — a redução desse habitat os obriga a nadar distâncias maiores e gastar mais energia, muitas vezes sem sucesso na busca por comida.

Como o derretimento do gelo afeta os ursos polares?

  1. Menos tempo para caçar – Com o derretimento precoce e a formação tardia do gelo marinho, os ursos têm menos meses para caçar focas, levando à desnutrição.
  2. Viagens mais longas e arriscadas – Muitos ursos precisam nadar longas distâncias entre blocos de gelo, o que pode levar ao afogamento, especialmente para filhotes.
  3. Busca por comida em terra – Sem acesso ao gelo, os ursos tentam sobreviver em terra firme, mas há pouca comida disponível. Muitos recorrem a lixos humanos ou entram em vilarejos, aumentando os conflitos com humanos.
  4. Menos filhotes nascendo – Ursas polares grávidas precisam acumular gordura suficiente para hibernar e alimentar seus filhotes. Com menos comida disponível, menos filhotes nascem e sobrevivem.

Os ursos polares vão ser extintos?

Se o ritmo atual do aquecimento global continuar, é possível que os ursos polares sejam extintos em estado selvagem até o final do século. Algumas previsões sugerem que, até 2100, restarão poucos ou nenhum urso polar fora de cativeiros. A população já está diminuindo em diversas regiões do Ártico, e algumas subpopulações estão à beira do colapso.

O que pode ser feito?

  • Redução das emissões de gases de efeito estufa – Medidas para conter o aquecimento global, como o uso de energias renováveis e redução da poluição.
  • Proteção de habitats – Regulamentações para minimizar a exploração do Ártico por indústrias de petróleo e gás.
  • Monitoramento e conservação – Projetos científicos para acompanhar a população de ursos polares e encontrar soluções para sua preservação.

Os ursos polares são um símbolo do impacto das mudanças climáticas, e sua possível extinção seria uma grande perda para o ecossistema do Ártico e para o planeta como um todo.

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O maior carnívoro terrestre do mundo atualmente é o urso-polar (Ursus maritimus). Os machos podem pesar entre 400 e 700 kg, chegando a mais de 1.000 kg em alguns casos extremos. Seu comprimento pode variar de 2,4 a 3 metros.

No entanto, se considerarmos os animais marinhos, o maior carnívoro do mundo é a baleia-cachalote (Physeter macrocephalus). Apesar de muitas baleias se alimentarem de plâncton, a cachalote é um predador de presas grandes, como lulas gigantes e peixes de grande porte. Ela pode chegar a 20 metros de comprimento e pesar até 57 toneladas.

 

 

 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Nossa pegada ecológica e o fim do mundo: quando será?! Opinião do DeepSeek.

 

A 'pegada ecológica' da humanidade está muito acima de '1', isto é, estamos consumindo mais do que a natureza consegue repor ou recuperar. Estamos poluindo nossos mares com muito muito plástico. Temos a destruição direta de muitas florestas e dos recursos hídricos. Estamos também gerando um efeito estufa acelerado com as emissões de CO2 e outros gases. Em fim, estamos destruindo as nossas próprias condições de sobrevivência. Nessa perspectiva, quanto tempo resta para a humanidade antes que venha o caos social e climático?!

 Resposta do DeepSeek:

A pergunta sobre quanto tempo resta para a humanidade antes que o caos social e climático se instale é complexa e não tem uma resposta simples. Vários fatores estão em jogo, incluindo as ações que a humanidade tomará (ou não) nos próximos anos, a velocidade das mudanças climáticas, a capacidade de adaptação das sociedades e a resiliência dos ecossistemas. Vou abordar alguns pontos importantes para contextualizar essa questão:

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### 1. **A Pegada Ecológica e os Limites do Planeta**
   - A **pegada ecológica** da humanidade já ultrapassou a capacidade de regeneração da Terra. Atualmente, estima-se que consumimos recursos equivalentes a **1,7 planetas Terra** por ano. Isso significa que estamos esgotando recursos naturais mais rápido do que eles podem se regenerar.
   - Se continuarmos nesse ritmo, os impactos serão cada vez mais severos: escassez de água, perda de biodiversidade, colapso de ecossistemas e crises alimentares.

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### 2. **Mudanças Climáticas**
   - O **aquecimento global** causado pelas emissões de CO₂ e outros gases do efeito estufa já está causando impactos visíveis, como eventos climáticos extremos (furacões, secas, inundações), derretimento das calotas polares e aumento do nível do mar.
   - De acordo com o **Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC)**, se o aquecimento global ultrapassar **1,5°C** acima dos níveis pré-industriais, os riscos de impactos catastróficos e irreversíveis aumentarão significativamente. Atualmente, estamos caminhando para um aumento de **2,5°C a 3°C** até o final do século, caso não haja reduções drásticas nas emissões.
   - O **ponto de não retorno** (tipping points) pode ser alcançado se certos limites forem ultrapassados, como o colapso da Floresta Amazônica ou o derretimento irreversível das geleiras da Groenlândia.

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### 3. **Poluição e Degradação Ambiental**
   - A **poluição por plásticos** nos oceanos já atingiu níveis alarmantes. Estima-se que, até 2050, possa haver mais plástico do que peixes nos oceanos (em peso).
   - A **destruição de florestas**, como a Amazônia, não só reduz a biodiversidade, mas também diminui a capacidade do planeta de absorver CO₂, agravando o efeito estufa.
   - A **escassez de água potável** já afeta bilhões de pessoas, e a tendência é que isso piore com o aumento da população e das mudanças climáticas.

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### 4. **Tempo Restante?**
   - **Não há um prazo exato** para o "fim" ou o "caos total", mas os cientistas alertam que a janela de oportunidade para evitar os piores cenários está se fechando rapidamente. O IPCC sugere que temos até **2030** para reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa e limitar o aquecimento global a 1,5°C.
   - Se nada for feito, os impactos podem se tornar **catastróficos** nas próximas décadas (2040-2100), com colapsos sociais, migrações em massa, conflitos por recursos naturais e crises econômicas.

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### 5. **Cenários Possíveis**
   - **Cenário Otimista**: Se houver uma mudança global rápida e significativa em direção à sustentabilidade (transição para energias renováveis, reflorestamento, redução do consumo, etc.), é possível evitar os piores impactos e estabilizar o clima.
   - **Cenário Pessimista**: Se as emissões continuarem no ritmo atual, o aquecimento global pode levar a um colapso ambiental e social ainda neste século, com consequências imprevisíveis para a civilização humana.

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### 6. **O Que Pode Ser Feito?**
   - **Redução de Emissões**: Transição para energias renováveis, eficiência energética e transporte sustentável.
   - **Conservação Ambiental**: Proteção de florestas, oceanos e recursos hídricos.
   - **Mudanças no Consumo**: Redução do desperdício, economia circular e consumo consciente.
   - **Inovações Tecnológicas**: Desenvolvimento de tecnologias para captura de carbono, reciclagem avançada e agricultura sustentável.
   - **Ação Coletiva**: Pressão por políticas públicas eficazes e cooperação internacional.

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### Conclusão
O tempo está se esgotando, mas ainda há esperança. A humanidade tem a capacidade de mudar seu curso, mas isso exigirá ações urgentes e coordenadas em escala global. O futuro depende das escolhas que fizermos hoje. A questão não é apenas "quanto tempo resta", mas também "o que estamos dispostos a fazer para garantir um futuro sustentável?". 

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E você? Acha que vamos conseguir mudar os rumos e deixar o planeta nos eixos novamente?

domingo, 3 de novembro de 2024

Aquecimento global: extinção de espécies.


O aquecimento global e as mudanças climáticas têm impactos devastadores na biodiversidade, colocando milhares de espécies animais e vegetais em risco de extinção. Com o aumento das temperaturas globais, as mudanças nos padrões climáticos afetam os habitats de muitas espécies, como florestas, oceanos e regiões polares, que estão se tornando menos habitáveis. Isso está forçando espécies a migrarem para áreas que nem sempre têm os recursos ou condições necessários para sua sobrevivência. Essa crise coloca o planeta à beira de uma nova extinção em massa, a sexta na história da Terra, a primeira causada pela ação humana.

Um dos principais problemas é o derretimento do gelo nas regiões polares, que ameaça diretamente espécies como o urso polar, além de impactar o nível dos oceanos, afetando ecossistemas costeiros. Além disso, o aquecimento dos oceanos leva à destruição de recifes de corais, habitats essenciais para várias espécies marinhas. Esses corais são particularmente sensíveis à elevação da temperatura e à acidificação das águas, que reduzem sua capacidade de se regenerar e fornecem abrigo a milhares de organismos.

Na terra, as florestas tropicais, como a Amazônia, sofrem com secas e incêndios mais frequentes, que destroem o habitat de incontáveis espécies. A perda de florestas também reduz a absorção de CO₂, o que agrava ainda mais o aquecimento global, criando um ciclo vicioso que acelera o colapso dos ecossistemas.

Essa perda de biodiversidade representa não apenas um desastre ecológico, mas também uma ameaça direta para a humanidade. Espécies são interdependentes, e a extinção de uma pode levar ao desaparecimento de outras, afetando ecossistemas inteiros e reduzindo recursos essenciais para o ser humano, como água, alimentos e medicamentos. Por exemplo, se as abelhas sumirem, grande parte da produção de alimentos será fortemente prejudicada.

E o que estamos fazendo a respeito desse grave problema? Praticamente nada. Estamos indiferentes! Esse pode ser um erro monumental. Temos que acordar e abrir os olhos. Ainda temos tempo de desarmar essa verdadeira bomba-relógio. Urge que governos, empresas e indivíduos tomem medidas para mitigar o aquecimento global, preservando a biodiversidade e a resiliência dos ecossistemas, essenciais para a sobrevivência de todos.

#ecologia #aquecimentoglobal #extincao #pensamento

terça-feira, 23 de julho de 2024

Neste mês de junho: dia mais quente já registrado.

 


Sem nenhum exagero, podemos dizer que o aquecimento global está a todo vapor. Foi noticiado* hoje, dia 23 de julho de 2024, que no domingo passado (21/junho) foi o dia mais quente já registrado, pois a temperatura média global do ar na superfície atingiu 17,09°C, calor nunca antes atingido. 

Os cientistas já estão alertando sobre os problemas que o aquecimento global podem trazer há décadas. Um mundo mais quente, só um pouco mais quente, pode trazer inúmeros desafios para toda a humanidade. E a extinção em massa de muitas espécies animais e vegetais por todo o mundo. 

O principal motivo deste aquecimento global: as atividades humanas nos países industrializados, a destruição das florestas e a circulação de carros movidos a gasolina e outros combustíveis derivados do petróleo. Estamos queimando muito combustível fóssil, jogando na atmosfera toneladas de $CO_2$ todos os dias. O efeito estufa acentuado que estamos vivenciando é uma consequência direta dessas atividades humanas, especialmente nos países mais ricos. 

Se não mudarmos urgentemente nosso estilo de vida, enfrentaremos consequências severas muito em breve. Na verdade, já estamos sentido os primeiros efeitos do aquecimento global, mas tudo indica que será muito pior no futuro próximo.

* Notícia completa aqui

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Explicando o que é pegada ecológica.

Estamos consumindo mais do que o planeta pode suportar.

A pegada ecológica é um conceito que quantifica o impacto humano sobre os recursos naturais da Terra e a capacidade do planeta de regenerar esses recursos. Ela mede a área de terra e água necessária para fornecer os recursos naturais consumidos por uma determinada população e para absorver os resíduos produzidos por essa população. Em essência, a pegada ecológica compara o uso humano de recursos naturais com a capacidade de regeneração desses recursos pela Terra.

A pegada ecológica é medida em hectares globais (gha), que é uma unidade padronizada para representar a produtividade biológica média de uma área de terra ou água em todo o mundo. Existem várias categorias de pegada ecológica que contribuem para o cálculo geral:

  • Pegada de Carbono: Mede a quantidade de terra necessária para absorver as emissões de dióxido de carbono (CO2) resultantes da queima de combustíveis fósseis.    
  • Pegada de Alimentos: Refere-se à área necessária para produzir os alimentos consumidos, levando em consideração as terras agrícolas e a área de pastagem necessárias.    
  • Pegada de Habitação: Mede a área de terra utilizada para construir infraestruturas, como edifícios e estradas.    
  • Pegada de Bens e Serviços: Inclui a área necessária para produzir bens de consumo, como roupas e eletrônicos, bem como a área usada para fornecer serviços, como transporte e lazer.    
  • Pegada de Água: Avalia a quantidade de água doce consumida por uma população e a área necessária para filtrar e assimilar poluentes da água utilizada.

O cálculo da pegada ecológica envolve uma análise complexa dos padrões de consumo da população em questão, levando em consideração os tipos de alimentos consumidos, a energia usada, o transporte, o uso de recursos naturais e a geração de resíduos. Os dados são então comparados com a capacidade de regeneração dos ecossistemas naturais.

É importante observar que a pegada ecológica pode variar consideravelmente entre países e indivíduos, dependendo dos estilos de vida, padrões de consumo e níveis de desenvolvimento. Quando a pegada ecológica de uma população excede a capacidade de regeneração dos recursos, ocorre uma sobrecarga ecológica, contribuindo para problemas como a perda de biodiversidade, degradação ambiental e mudanças climáticas.

A pegada ecológica é um instrumento útil para conscientizar as pessoas sobre o impacto ambiental de suas escolhas e incentivar a adoção de estilos de vida mais sustentáveis. Ela também ajuda os formuladores de políticas a entender os desafios e oportunidades para alcançar um equilíbrio entre as necessidades humanas e a capacidade do planeta de sustentá-las.

Uma postagem mais antiga sobre esse tema aqui. Para saber mais ler aqui.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Dica de leitura: A HISTÓRIA DAS COISAS: Da natureza ao lixo, o que acontece com tudo que consumimos.

 


Todos nós já ouvimos falar de consumo consciente, de obsolescência programada, reciclagem de lixo, redução do consumo, uso inteligente da água, etc. O livro de Annie Leonard, entretanto, consegue ligar todos esses elementos em uma narrativa de leitura rápida e que consegue abrir ainda mais nossa consciência para a grande enrascada socioambiental em que estamos nos metendo. O consumo descontrolado de "coisas" está acelerando a chegada de um futuro bastante sombrio. As grandes empresas e os governos parecem não querer enxergar esse grave problema. Estamos passando uma fatura extremamente pesada para nossos filhos e netos pagarem. Acho que eles não terão boas opções. 

Uma resenha/resumo do livro pode ser lida aqui. Sumário do livro:


Boa leitura!

sábado, 11 de abril de 2020

Coronavírus: teorias da conspiração e fake news


A pandemia causada pelo COVID-19 tem trazido alguns efeitos colaterais "positivos": a poluição gerada nas grandes cidades tem diminuído em todo o mundo, o consumo e consequente pressão sobre o meio ambiente também diminuíram nestes dias. Por outro lado, a geração de "fake news" e "teorias da conspiração" na forma de áudio e texto, como era de se esperar, estão a pleno vapor.

Quem gera essas teorias da conspiração consegue criar um roteiro aparentemente convincente costurando algumas verdades com suposições e coisas completamente absurdas. Quem não prestar atenção aos detalhes acaba caindo no engodo. Por exemplo, em um dos áudios que eu recebi o autor tenta passar a ideia que as máscaras vendidas pela China já estão vindo contaminadas pelo vírus. Outra "teoria" alega que o COVID-19 é um vírus criado em laboratório a partir do H1N1 e que o objetivo final é fazer a economia de um certo país superar todas as outras em curto espaço de tempo.

Claro que essas "fake news" são histórias inventadas para gerar medo e alimentar o debate político caótico aqui do Brasil. Muitos acabam levando os fatos e números da pandemia para o lado político, o que apenas gera mais confusão. Não temos dúvida que a economia será fortemente afetada (como já está sendo), muito perderão o emprego (como já está acontecendo), mas essa pandemia não foi criada intencionalmente em um laboratório. Essa pandemia não foi criada para fazer com que a economia chinesa crescesse ainda mais que as outras economias, embora isso possa acontecer.

Quando você receber um áudio ou texto "incrível" sobre a pandemia falando ou dizendo coisas que não são noticiadas pela impressa, não compartilhe. Analise primeiro, veja se os fatos alegados realmente apresentam algum fundamento. Ainda não existe um remédio ou uma vacina contra a COVID-19. Na dúvida, não compartilhe esses áudios e textos fantasiosos. E #fiqueemcasa.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Divulgando: Greve Global pelo Clima - 20 de setembro


Se você quer fazer alguma coisa contra o desmatamento e a favor de um futuro climático menos trágico, dia 20 será o dia de mobilização. Aqui em Fortaleza: Sexta de 08:00 a 11:00 - Praça Luíza Távora, Avenida Senador Virgílio Távora, CEP: 60150-160, Fortaleza.

“Se você respira, você tem responsabilidade sobre o que acontece na Amazônia. O desmatamento da floresta tem consequências sobre a vida de todos nós”, diz Odenilze Ramos, 22 anos, jovem ativista da região ribeirinha do Amazonas, uma das articuladoras locais da mobilização pelo clima.
Greve Global pelo Clima, que no Brasil acontecerá em 20 de setembro em várias regiões do país, conta com o ativismo jovem para se adaptar às diferentes realidades brasileiras e levar a conversa sobre a emergência climática para crianças, jovens e adultos.
Para saber mais:

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Visita a um dos melhores zoológicos da Europa


Ontem conhecemos o zoológico Burgers, o maior zoológico da Holanda e que tem uma história centenária. Foi um passeio de mais de 4h e esse tempo não foi suficiente para apreciar tudo com calma. Tem de tudo: uma pequena floresta tropical, um ambiente de deserto mexicano, leões africanos, um aquário fantástico (Burgers' Ocean) com inúmeras espécies de peixes e até pinguins, além de muitas aves, gorilas, chimpanzés e macacos. A flora em casa ambiente está muito bem representada. Vale muito a pena conhecer (link aqui).

Burgers' Park

Upon entering Burgers' Zoo, your travels start at the penguins' section of the park. There is always something afoot at the approximately 60 black-footed penguins at Burgers' Zoo. The call of this bird that lives in a colony sounds somewhat like the braying of a donkey. When two birds standing close together start calling, it probably concerns a couple that is confirming their bond together this way.

Uma pequena amosta de fotos:















sábado, 20 de abril de 2019

Dica de leitura: Os senhores do clima.


Temos pouco tempo para ler "tudo" o que é publicado na forma de livros, artigos, teses. Na verdade, é simplesmente impossível fazer isso. Saber o que escolher e selecionar em que realmente vale a pena gastar nosso tempo é uma arte e um desafio. Um título que eu acredito que vale esse esforço é "Os senhores do clima" do pesquisador Tim Flannery.

O livro fala de forma didática sobre muitos aspectos do clima, aquecimento global, gases de efeito estufa, mudanças climáticas hoje e no passado. Percebemos o quanto esse problema é complexo e interrelacionado com economia, finanças, ecologia. Este livro é fruto de muita pesquisa e da experiência do autor. Ainda temos um pouco de tempo para tomar alguma atitude e mudar um futuro que parece ser excessivamente quente e inóspito.


Sobre o autor:

Timothy Fridtjof Flannery (nascido em 28 de janeiro de 1956) é um cientista australiano especialista em mamíferos, paleontólogo, ambientalista, conservacionista, explorador e cientista público. Tendo descoberto mais de 30 espécies de mamíferos (incluindo novas espécies de cangurus), ele atuou como Comissário Principal da Comissão do Clima, um órgão do Governo Federal que fornece informações sobre a mudança climática para o público australiano. Em 23 de setembro de 2013, Flannery anunciou que se uniria a outros comissários demitidos para formar o Conselho Climático independente, que seria financiado pela comunidade. Flannery é professor do Instituto da Sociedade Sustentável de Melbourne, Universidade de Melbourne. Flannery foi nomeado Humanista Australiano do Ano em 2005, e Australiano do Ano em 2007. Até meados de 2013, ele foi professor na Universidade Macquarie e ocupou a Cátedra Panasonic em Sustentabilidade Ambiental. Ele também foi presidente do Conselho Climático de Copenhague, um grupo internacional de empresas e outros líderes que coordenaram uma resposta comercial às mudanças climáticas e ajudaram o governo dinamarquês na preparação para a COP 15. Em 2015, o Prêmio Jack P. Blaney para Diálogo reconheceu Tim Flannery por usar o diálogo e o engajamento autêntico para construir um consenso global para a ação em torno da mudança climática. Suas opiniões, por vezes controversas, sobre o fechamento de usinas elétricas a carvão convencionais para geração de eletricidade. a médio prazo é frequentemente citado na mídia. Fonte aqui.

sábado, 13 de abril de 2019

Abrolhos: querem explorar petróleo aqui! Mais um crime ambiental em preparação.

Arquipélago de Abrolhos: rica diversidade ecológica, local de preservação permanente.

Da Wikipedia:

O Arquipélago dos Abrolhos localiza-se no Oceano Atlântico, no sul do litoral do estado da Bahia, Brasil. É constituído por cinco ilhas, estando a trinta e seis milhas náuticas (aproximadamente setenta e cinco quilômetros) da costa de Caravelas. As cinco ilhas do arquipélago são: Ilha de Santa Bárbara (sob controle da Marinha do Brasil, onde está o farol e também a única habitada), Ilha Siriba, Ilha Redonda, Ilha Sueste e Ilha Guarita. Quatro são áreas intangíveis, ou seja, o desembarque nestas ilhas é proibido. Somente a Ilha Siriba é aberta à visitação e de forma totalmente programada e monitorada.

As ilhas estão dispersas numa área total de 913 quilômetros quadrados, área que pertence ao Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, controlado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com apoio da Marinha do Brasil. O arquipélago foi a primeira área do Brasil que recebeu o título de "Parque Nacional Marinho", pelo decreto n.° 88.218, de 6 de abril de 1983.

A origem do seu nome vem da língua portuguesa, tendo primeiramente sido registrado em diversos mapas como um aviso aos navegadores por frequentes acidentes e naufrágios causados pela formação de corais e que dificultavam a navegação: "Abre Olhos".


* Notícia 1: Presidente do Ibama rejeita análise e autoriza leilão próximo a Abrolhos.
Eduardo Fortunato Bim autorizou a exploração de petróleo numa região que compreende área de 32 mil km² de água rasa, com recifes de coral e manguezais. Fonte aqui.

* Notícia 2: Presidente do Ibama rejeita análise técnica e autoriza leilão de petróleo perto de Abrolhos.
Região compreende área de 32 mil km² de água rasa, com recifes de coral e manguezais. Fonte aqui.


Comentário

O senhor Eduardo Fortunato Bim, presidente do Ibama, ao desprezar as recomendações dos técnicos do seu próprio órgão mostra claramente que não tem o menor interesse na preservação ambiental. O capital econômico, o lucro acima de tudo, esse é o que importa para ele e para aqueles que o sustentam na presidência do Ibama. Acidentes na exploração de petróleo podem ocorrer e ocorrem. Se ocorrer perto de Abrolhos, todo um rico ecossistema ficará comprometido. É um crime ambiental em planejamento. Triste. Espero que o pessoal com algum esclarecimento se manifeste contra esse desatino e embargue na justiça essa decisão equivocada.

sábado, 24 de novembro de 2018

Início do fim da Floresta Amazônica?


Nada nesta Terra dura para sempre. Algumas coisas são efêmeras, durando pouco mais que um piscar de olhos, outras podem existir por milhões de anos. A Floresta Amazônica está nessa segunda categoria, mas tudo indica que seu fim se aproxima muito rapidamente. Toda floresta ou ecossistema tem uma certa capacidade de recuperação e regeneração, se esse limite for excedido ela tende a desaparecer. A Floresta Amazônica, especialmente a parte brasileira, está sendo impiedosamente atacada e, provavelmente, estamos atingindo o ponto de não recuperação. Isso é invenção da minha mente, os relatórios oficiais do governo brasileiro indicam isso. Um jornal português, o Público, traz essa notícia em destaque: "Este foi o ano mais negro da Amazónia na última década" hoje, dia 24 de novembro de 2018. E tudo indica que ano que vem será ainda pior. Estamos todos presenciando um grave crime ambiental. E não fazemos nada. Reproduzo um trecho da notícia do Público abaixo.


Este foi o ano mais negro da Amazónia na última década

Bolsonaro pode agravar o desmatamento na Amazónia, dando luz verde a projectos da bancada ruralista no Congresso, diz a Greenpeace.

No último ano, a floresta da Amazónia brasileira perdeu árvores numa área total de 7.900 km2, que é uma enormidade equivalente a 987.500 campos de futebol. São cerca de 1.185.000.000 árvores abatidas, para dar caminho a projectos agrícolas, barragens, estradas, diz a Greenpeace Brasil, citando os números de vários organismos oficiais de vigilância do desmatamento da Amazónia: são os piores números da última década.

O Ministério do Ambiente brasileiro divulgou os seus números também esta semana, com dados de observação por satélite. Segundo o jornal Folha de São Paulo, durante o período de campanha eleitoral, de Agosto a Outubro deste ano, houve até uma explosão no desmatamento, que cresceu 48,8% em relação a igual período do ano anterior.

Se com a governação de Michel Temer houve já um agravamento da exploração da Amazónia – o Presidente fez várias concessões à bancada ruralista –, teme-se que com a chegada ao poder de Jair Bolsonaro esta situação sofra um novo agravamento. Há uma série de propostas legislativas no Congresso defendidas pela bancada ruralista que se espera que avancem com a nova maioria de direita, afirma a Greenpeace. Até porque a ministra da Agricultura vem desse sector.

Fonte aqui.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Diga "não" a fusão dos Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Agricultura






No final da campanha eleitoral, o presidente eleito disse que iria rever a possível fusão dos Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Agricultura. Por algum motivo ele voltou atrás e resolver manter essa fusão. Essa fusão é um erro estúpido (ver aqui). Quem for contra deve se manifestar. Você pode, por exemplo, assinar uma petição pública - aqui está o link de uma delas - e divulgar entre seus amigos.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Gatos: algumas curiosidades.



Dando uma pausa (estratégica) na política, a postagem de hoje é sobre um tema improvável aqui no blogue: gatos e algumas de suas curiosidades. Eu não gosto muito de gatos, mas que eles são (quase sempre) fofos eu não posso negar. Minha personalidade combina mais com os cães, gatos são muito individualistas.



Alguns fatos curiosos sobre gatos:
  • Um gato tem 32 músculos que controlam seu ouvido externo e também serve como o barômetro de humor, já que a posição do ouvido sugere emoções que vão da felicidade à raiva. Os músculos flexíveis da orelha permitem que os gatos girem suas orelhas em até 180 graus.
  • O cérebro de um gato é 90% semelhante ao de um humano. Será que é por isso que eles acham que gente é gato?
  • Um gato doméstico pode correr a uma velocidade máxima de 48 quilômetros por hora. Porém, só pode fazê-lo por uma curta distância.
  • A habilidade de um gato de encontrar o caminho de volta é chamada de 'viajar em psi'. Especialistas acham que os gatos usam o ângulo da luz do sol para encontrar o caminho ou que os gatos têm células magnetizadas em seus cérebros que funcionam como bússolas.
  • No Japão, um gato preto é considerado um amuleto de boa sorte.
  • Os gatos dormem por cerca de 16-20 horas por dia. Os recém-nascidos tendem a dormir o dia todo. Em média, os gatos dormem quase 70 por cento das suas vidas. Uma das razões pelas quais um gatinho dorme tanto é porque libera um hormônio do crescimento durante o sono.
  • Gatos usam seus bigodes como uma ferramenta sensorial para encontrar seu caminho no escuro. Se você gosta de gatos, nunca faça o bigode dele.
  • Quando um gato se esfrega contra as pessoas, isso não significa apenas que ele está ficando afetuoso, mas também que está marcando seu território com suas glândulas odoríferas. Para o gato você faz parte do ambiente dele.
  • Gatos não podem mastigar grandes pedaços de comida, pois não conseguem mover as mandíbulas para os lados.
  • Os gatos têm cerca de 53 vértebras frouxas, o que torna as costas muito flexíveis. Os humanos têm apenas 34.
  • Um gato não tem clavícula, e é por isso que eles podem passar por pequenas aberturas.
  • Mais sensíveis às vibrações, os gatos têm a capacidade de sentir tremores de terremoto 10 ou 15 minutos antes que os seres humanos possam.
  • Os gatos podem lembrar de eventos que ocorreram até 16 horas antes. De acordo com a Scientific American, o cérebro de um gato armazena 1.000 vezes mais dados do que um iPad e é um milhão de vezes mais rápido. Então, se acha que seu gato não é inteligente, talvez ele só não queira se mostrar muito superior.
  • Gatos odeiam entrar na água porque sua pele não se protege bem quando se molha. Uma das poucas raças de gatos que gosta de nadar é a Van Turca, apelidada de 'gatos nadadores'.

*** Fonte aqui.
Muitos famosos gostam de gatos, como, por exemplo, o escritor João Guimarães Rosa.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Salve as baleias!



A Comissão Internacional da Baleia votará a criação do Santuário entre 20 e 28 de outubro, na Eslovênia. Na última tentativa, em 2014, a proposta obteve 69% dos votos, quando o necessário são 75%. Ajude-nos a pressionar os países a aprovar essa importante área de proteção!

Durante o século 20, quase 3 milhões de baleias foram mortas em todo o mundo – 71% delas foram caçadas no hemisfério sul. Para garantir a recuperação das populações das diferentes espécies de baleias que ocorrem na região, tem sido proposto, desde 1998, a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul. A medida, no entanto, sempre sofreu oposição e foi bloqueada por alguns países que fazem parte da CIB – Comissão Internacional da Baleia, como Japão e Noruega.

Agora, após atualizar a proposta do santuário incluindo um plano de manejo com base nas recomendações do Comitê Científico da CIB, um grupo de países formado por Brasil, Argentina, Uruguai, África do Sul e Gabão submeterá a criação do santuário à votação na próxima reunião da entidade, na Eslovênia, entre 20 e 28 de outubro.

Para mobilizar a sociedade e exercer pressão na CIB, O Ministério do Meio Ambiente lançou a campanha “Santuário de Baleias do Atlântico Sul: #santuarioeuapoio”, que ganhou a adesão do Greenpeace e de outras organizações.

* Link aqui.

sábado, 18 de junho de 2016

Aquecimento global: mais uma vítima


A extinção de uma espécie é um fato corriqueiro na natureza, mas o desaparecimento dos pequenos melomys (uma espécie de roedor - ver aqui) é mais um alerta: o aumento do nível do mar causado pelo aquecimento global está acontecendo e afetando ecossistemas em todo o mundo. Uma das causas do aquecimento global é a queima de combustíveis fósseis (gasolina e outros derivados do petróleo) e nosso estilo de vida altamente perdulário (ver outras postagens sobre esse tema aqui).
"Os pequenos melomys (Melomys rubicola) naturais da ilha australiana de Bramble Cay foram declarados extintos pelo governo australiano depois que um estudo exaustivo falhou em encontrar qualquer evidência de sua existência.
Os mamíferos viviam em um único habitat, uma pequena ilha de recifes na ponta norte da Grande barreira de Corais. A ilhota arenosa -- que tem dimensões de 340 metros por 150 -- foi repetidamente atingida por surtos de tempestades causados por eventos climáticos extremos na última década, aniquilando cerca de 97% de sua vegetação. Marés altas agora cobrem a maior parte da ilha. Com pouco para comer e apenas alguns lugares para se refugiar do oceano, os melomys parecem agora ter desaparecido.

De acordo com o relatório, a última pessoa a ver um melomy de Bramble Cay vivo foi um pescador profissional, que viu um dos roedores no final de 2009."
  • Notícia completa aqui.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Acordo Climático de Paris: o melhor possível não é o suficiente

Comemoração ao final do Acordo de Paris - fonte aqui.
Os seres humanos, e os políticos em particular, pela nossa própria natureza, são imediatistas. Eles têm muita dificuldade em planejar qualquer coisa que seja para um futuro longínquo de 10 ou 20 anos. O problema só vai acontecer daqui a 20 anos?  Então, porque se preocupar agora?! Existem coisas mais urgentes (como, por exemplo, ganhar votos agora)! Eu nem sei se vou estar vivo quando esse problema surgir! Acredito que esse seja o centro do pensamento de um político. Não deveria ser assim, especialmente quando estamos alimentando uma bomba climática com a queima dos combustíveis fósseis e nosso estilo de vida esbanjador altamente antiecológico.

Posto isso, o acordo obtido em Paris foi histórico (em 2009, a Cúpula do clima de Copenhague foi um fracasso), mas completamente insuficiente para manter o mundo (futuro) habitável e menos hostil. As metas não são suficientes para estancar o aumento da temperatura global: tempestades, degelo e aumento do nível do mar serão mais intensos. A falta de água em alguns lugares será mais intensa, fortes chuvas em outras regiões será ainda mais frequente.  Os extremos do clima serão mais comuns, a extinção de espécies irá se acelerar ainda mais. Vamos ter um mundo menos habitável e estaremos aqui para ver isso acontecer.

Enquanto queimar combustíveis fósseis for mais barato que o uso de tecnologias verdes, os acordos políticos serão sempre insatisfatórios. Para saber mais: aqui, aqui e aqui. Uma crítica mais severa ao acordo firmado pode ser lida aqui.

domingo, 6 de dezembro de 2015

COP 21 - rascunho do acordo já foi divulgado.



Está acontecendo em Paris a COP 21 - um encontro mundial para discutir as mudanças climáticas (21st Conference of the Parties to the United Nations Framework Convention on Climate Change (COP21/CMP11)). Foi divulgado um rascunho do acordo, o documento final deve ficar pronto no dia 11 de dezembro. Entre os objetivos definidos está a limitação do aumento da temperatura em até $1,5^oC$ ou abaixo de $2^oC$ em relação aos níveis pré-industriais.

Ver o rascunho aqui.