Prompt: Sou um aluno de um curso de pós-graduação na área de ensino e vou submeter o meu projeto ao comitê de ética. Como posso criar um TCLE para um comitê de ética em pesquisa com seres humanos com a sua ajuda Perplexity? Dê o passo a passo.
Resposta:
Você pode elaborar um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) de forma sistemática, seguindo etapas alinhadas às exigências do sistema CEP/CONEP e da Resolução CNS nº 466/2012, bem como aos modelos orientadores de universidades brasileiras.[web:2][web:6][web:5]
1. Verifique normas e modelos do seu CEP
Antes de escrever, consulte o site do seu Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e veja se há modelos de TCLE, instruções ou checklists específicos, pois muitos CEPs disponibilizam documentos norteadores que você deve adaptar ao seu projeto.[web:2][web:15] Também confira se o CEP indica resoluções específicas além da Resolução CNS nº 466/2012, como normas complementares ou orientações locais.[web:6][web:16]
2. Defina o perfil dos participantes
Identifique claramente quem serão os participantes (professores, alunos, gestores, comunidade em geral, menores de idade, pessoas em situação de vulnerabilidade etc.), pois isso impacta o tipo de linguagem, a forma de obtenção do consentimento (escrito, gravado, eletrônico) e a necessidade de consentimento de responsáveis legais.[web:6][web:14] Em pesquisas em Ciências Humanas e Sociais, verifique se o seu CEP aceita outras formas de registro do consentimento (áudio, vídeo, formulários online), conforme normativas atuais do sistema CEP/CONEP.[web:14]
3. Estruture o TCLE em seções básicas
Um TCLE costuma ser organizado em seções que respondem, em linguagem acessível, às principais dúvidas do participante, seguindo o entendimento de que o termo é um convite esclarecido e não um contrato jurídico complexo.[web:5][web:15] Em geral, as seções mínimas recomendadas pelos CEPs incluem identificação do projeto, justificativa objetiva, objetivos, procedimentos, riscos, benefícios, sigilo, voluntariedade, contatos, direitos do participante e espaço para assinaturas.[web:1][web:2][web:6][web:15]
4. Escreva cada seção em linguagem acessível
4.1 Identificação do projeto e do pesquisador
- Título da pesquisa na forma como foi submetido ao CEP.
- Nome do pesquisador responsável e, se houver, dos pesquisadores assistentes ou alunos vinculados.[web:1][web:5]
- Instituição, programa de pós-graduação, linha de pesquisa e, quando solicitado, número do protocolo no CEP (preenchido após aprovação, se necessário).[web:2][web:15]
4.2 Convite e apresentação
- Inicie o texto como um convite: “Você está sendo convidado(a) a participar de uma pesquisa…” em vez de frases na primeira pessoa do participante.[web:5][web:12]
- Explique, em poucas frases, o tema geral da pesquisa e o motivo do convite, usando linguagem simples e sem jargões técnicos.[web:1][web:5]
4.3 Objetivo da pesquisa
- Descreva o objetivo central da pesquisa de forma clara, por exemplo: “O objetivo desta pesquisa é compreender como professores utilizam recursos digitais em suas aulas…”.[web:1][web:12]
- Evite detalhar o referencial teórico ou questões muito técnicas; o foco é o que a pesquisa pretende alcançar em termos compreensíveis para o participante.[web:5]
4.4 Procedimentos de participação
- Explique o que o participante fará: entrevistas, questionários, observações, gravações de aula, grupos focais etc., incluindo local, duração aproximada e número de encontros.[web:1][web:5][web:12]
- Informe se haverá gravação de áudio, vídeo ou imagem, se haverá coleta de dados em ambientes virtuais (plataformas, formulários online) e como isso será feito.[web:14][web:15]
4.5 Riscos e desconfortos
- Descreva de forma honesta os riscos possíveis (por exemplo, exposição de opiniões, desconforto ao responder perguntas sensíveis, riscos à confidencialidade), mesmo que mínimos.[web:1][web:6]
- Explique quais medidas serão adotadas para minimizar esses riscos (uso de pseudônimos, ambientes reservados para entrevistas, possibilidade de não responder perguntas incômodas etc.).[web:5][web:6]
4.6 Benefícios esperados
- Indique benefícios diretos (se houver) e, principalmente, benefícios indiretos, como contribuição para melhoria de práticas de ensino, desenvolvimento de materiais didáticos ou compreensão de processos educacionais.[web:1][web:5]
- Deixe claro que a ausência de benefício direto não impede a realização ética da pesquisa, desde que haja relevância social e científica.[web:6]
4.7 Sigilo, anonimato e uso dos dados
- Explique como será garantido o sigilo das informações (codificação dos dados, guarda segura de arquivos, acesso restrito ao pesquisador e orientador).[web:1][web:5][web:15]
- Informe se os resultados poderão ser publicados em artigos, dissertações, teses, relatórios ou apresentações, garantindo que nenhum participante será identificado individualmente, salvo consentimento específico para identificação.[web:2][web:5]
4.8 Voluntariedade, recusa e retirada
- Afirme que a participação é voluntária, que o(a) convidado(a) pode recusar-se a participar, não responder a qualquer pergunta ou encerrar sua participação a qualquer momento, sem qualquer prejuízo.[web:1][web:6][web:15]
- Destaque que não haverá sanções, perdas de benefícios institucionais ou qualquer tipo de penalidade pela recusa ou desistência.[web:6]
4.9 Custos, ressarcimentos e compensações
- Informe se há algum custo para o participante (como deslocamento) e se haverá ressarcimento de despesas ou compensações, deixando claro que não se trata de pagamento pela participação, exceto quando as normas do CEP indicarem outra orientação.[web:1][web:6]
- Se não houver qualquer custo ou benefício financeiro, declare isso explicitamente.[web:5][web:12]
4.10 Contatos para esclarecimentos
- Inclua nome completo, telefone e e-mail do pesquisador responsável e, se solicitado, do orientador, para esclarecimento de dúvidas sobre a pesquisa.[web:2][web:15]
- Inclua identificação do CEP (nome, e-mail, telefone, endereço), permitindo que o participante entre em contato diretamente com o Comitê em caso de dúvidas éticas ou denúncias.[web:5][web:15]
4.11 Declaração de consentimento
- Finalize com uma declaração simples em que o participante concorda em participar após ter recebido e compreendido as informações, evitando linguagem excessivamente técnica.[web:1][web:5]
- Preveja espaço para assinatura ou registro do consentimento, data e identificação do pesquisador responsável, em duas vias, conforme orientação de muitos CEPs.[web:5][web:15]
5. Atente para a forma de linguagem
Use frases curtas, vocabulário cotidiano e evite siglas e termos técnicos não explicados, pois o TCLE deve ser compreensível por qualquer participante potencial, independentemente de sua formação acadêmica.[web:5][web:15] Lembre-se de que o termo precisa ser lido e entendido sem intermediação, reforçando a autonomia do participante, conforme princípios da Resolução CNS nº 466/2012.[web:6][web:16]
6. Ajuste o TCLE ao contexto da pesquisa em ensino
Em pesquisas na área de ensino, destaque que os dados coletados dizem respeito a práticas pedagógicas, materiais didáticos, percepções, experiências em sala de aula e ambientes institucionais, esclarecendo se haverá observação de aulas, coleta de trabalhos dos alunos ou análise de documentos escolares.[web:1][web:5] Se houver gravação de voz ou imagem de estudantes ou professores, descreva claramente como essas gravações serão utilizadas, armazenadas e, se for o caso, editadas ou anonimizadas antes de qualquer divulgação.[web:5][web:14]
7. Garanta adequação formal e documental
Verifique se o TCLE está completo, sem campos em branco e sem inconsistências em relação ao projeto que será submetido na plataforma do sistema CEP/CONEP, pois divergências entre o protocolo e o termo costumam gerar pendências.[web:2][web:15] Certifique-se também de que o número de vias, as rubricas em todas as páginas e o posicionamento das assinaturas atendem ao que o seu CEP solicita nos modelos e instruções.[web:5][web:15]
8. Submeta o TCLE ao CEP e esteja aberto(a) a ajustes
Ao submeter o projeto, anexe o TCLE na área indicada pelo sistema (como “Termo de Consentimento Livre e Esclarecido” ou “Documento para Consentimento do Participante”), seguindo o formato de arquivo e a nomenclatura pedida pelo CEP.[web:2][web:15] Esteja preparado(a) para receber parecer com recomendações de alteração de linguagem, inclusão de informações adicionais ou ajustes em riscos e benefícios, o que faz parte do processo de aprimoramento ético do protocolo.[web:6][web:16]
9. Use modelos apenas como referência
Modelos de TCLE de universidades e hospitais universitários podem servir como guias de estrutura e de itens mínimos, mas devem sempre ser adaptados ao contexto específico de cada pesquisa.[web:1][web:2][web:5][web:12][web:15] Nunca copie um modelo sem ajustar título, objetivos, procedimentos, riscos e benefícios ao seu projeto, pois isso compromete a clareza para o participante e pode ser questionado pelo CEP.[web:2][web:14]
10. Exemplo esquemático de estrutura de TCLE
Abaixo está um roteiro simplificado que você pode usar como esqueleto para montar o seu termo, preenchendo com o conteúdo específico da sua pesquisa em ensino.
1. Título da pesquisa 2. Convite à participação 3. Objetivo da pesquisa 4. Procedimentos de participação 5. Riscos e desconfortos 6. Benefícios esperados 7. Sigilo e anonimato 8. Voluntariedade, recusa e retirada 9. Custos, ressarcimentos e compensações 10. Contatos do pesquisador e do CEP 11. Declaração de consentimento e assinaturas
Seguindo essas etapas e adaptando cada item ao contexto do seu projeto de pós-graduação na área de ensino, você conseguirá elaborar um TCLE consistente com as exigências éticas brasileiras e com as expectativas do comitê que avaliará sua pesquisa.[web:2][web:6][web:15]
Referências consultadas
- [web:1] EXEMPLOS DE TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO – modelo de TCLE de instituição pública brasileira. Disponível em: https://www.gov.br/ebserh/.../EXEMPLOS_DE_TERMO_DE_CONSENTIMENTO_LIVRE_E_ESCLARECIDO.docx .
- [web:2] UFSCar – Pró-Reitoria de Pesquisa. Modelos de TCLE e orientações para submissão ao CEP. Disponível em: https://www.propq.ufscar.br/.../modelos-de-documentos-cep .
- [web:5] Universidade Federal do Sul da Bahia – Modelo de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Disponível em: https://ufsb.edu.br/.../MODELO_DE_TCLE.pdf .
- [web:6] Ministério da Saúde – Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012 (texto em HTML). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/.../res0466_12_12_2012.html .
- [web:16] Ministério da Saúde – Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012 (PDF oficial). Disponível em: https://www.gov.br/.../resolucao-no-466.pdf .
- [web:12] Universidade Federal do Oeste do Pará (exemplo semelhante) – Modelo de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Disponível em: https://cep.ufopa.edu.br/.../MODELO_DE_TERMO_DE_CONSENTIMENTO.doc .
- [web:14] Universidade Presbiteriana Mackenzie – Página TCLE/RCLE, TALE e Modelos, com orientações sobre TCLE e RCLE, inclusive para Ciências Humanas e Sociais. Disponível em: https://www.mackenzie.br/.../tclercle-tale-e-modelos .
- [web:15] Unicamp – Pró-Reitoria de Pesquisa. Estrutura Básica para Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Disponível em: https://prp.unicamp.br/.../estrutura-basica-para-termo-de-consentimento-livre-e-esclarecido-tcle/ .
Declaração de uso de Inteligência Artificial
Esta postagem foi elaborada com o apoio de uma ferramenta de Inteligência Artificial, Perplexity (modelo GPT-5.1), utilizada para:
- estruturar o passo a passo para elaboração de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE);
- sugerir seções e redações em linguagem acessível para o contexto de pesquisas em ensino;
- indicar referências públicas de orientações e modelos de TCLE disponíveis na web;
- gerar uma imagem ilustrativa em estilo cyberpunk, no formato 16:9, relacionada ao tema.
O conteúdo foi revisado criticamente por mim, com ajustes e adequações à minha realidade institucional e ao contexto da pesquisa. Sou integralmente responsável pelas interpretações, escolhas metodológicas e decisões éticas descritas no texto.
As ferramentas de IA não tiveram acesso a dados pessoais identificáveis de participantes de pesquisa, tampouco foram utilizadas para tomar decisões automatizadas sobre pessoas, sendo empregadas apenas como apoio redacional e ilustrativo.
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