sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Divulgando: CARTA DE BISPOS CATÓLICOS AO POVO DE DEUS DIANTE DO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2026.

CARTA DE BISPOS CATÓLICOS AO POVO DE DEUS DIANTE DO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2026.

22 de outubro de 2026

O Senhor Deus falou, quem não profetizará? (Am 3,8)

O papa Leão XIV, em sua encíclica Magnifica Humanitas, diz: “Há situações em que, para permanecermos humanos, temos de abandonar as hesitações e tomar posição. Há conflitos nos quais não é justo permanecer neutros nem é suficiente pensar ‘não ser cúmplice’” (216).

Nós, bispos católicos de diversas dioceses do Brasil em comunhão com a CNBB, alinhados com a Mensagem do Conselho Permanente ao Povo Brasileiro, de 21/10/2026, acreditamos ser necessário e urgente, aplicarmos ainda mais em nossas preces pelo País e multiplicar mensagens para ajudar nos discernimentos, já que vivemos no Brasil uma dessas situações mencionadas pelo Papa Leão XIV, diante do cenário eleitoral dado, que exige tomar posição em nome do Santo Evangelho e da Doutrina Social da Igreja (DSI).

“O anúncio do Evangelho não pode esquecer a vida concreta dos povos” (Rerum Novarum, 15). O católico e a católica devem exercer a sua cidadania inspirados pela DSI e decidir o seu voto à luz de seus ensinamentos. Devem deixar “que o Evangelho [...] avalie as estruturas econômicas e políticas que, como viria a recordar São João Paulo II, podem tornar-se verdadeiras e próprias ‘estruturas de pecado’, para que nenhuma pessoa e nenhum povo sejam vistos como prescindíveis nos processos de desenvolvimento (Magnifica Humanitas, 36)

Duas candidaturas estão colocadas. Independentemente de votarmos ou não, um dos candidatos será o próximo presidente do Brasil. Mas é preciso votar. Votem para fazer a diferença. O cenário é muito grave, pois uma das candidaturas ameaça frontalmente diversos pontos centrais da DSI, a existência da democracia, a soberania nacional e a prática do bem comum. Não se trata apenas de uma escolha eleitoral, tantas vezes já praticada no Brasil, mas da possibilidade de uma mudança profunda nos rumos da nação, cujos exemplos na história do século XX deixaram cruéis e amargas lembranças.

Queremos auxiliar os católicos em sua decisão, apontando alguns pontos de antagonismo entre o ensinamento social da Igreja e uma das candidaturas em disputa.

As mudanças tecnológicas do mundo atual “não podem ser avaliadas apenas em termos de eficiência, mas a partir da dignidade do trabalhador, do direito a uma remuneração suficiente e da efetiva possibilidade de participar na vida social” (Magnifica Humanitas, 37). A candidatura que sempre foi contra o fim da escala 6x1 e propunha pagar o salário por hora trabalhada, não reconhece a dignidade do trabalhador e poderá voltar a este tema.

“A promoção do bem comum nunca pode ser separada do respeito pelo direito dos povos a existir [...]. Qualquer tentativa ou projeto de eliminar ou subjugar uma nação é gravemente imoral e, por isso, inaceitável (Magnifica Humanitas, 64). Um dos candidatos promete submissão do Brasil aos Estados Unidos (EUA), fez parte de uma conspiração para taxar produtos brasileiros, defende a intervenção estrangeira em nossas eleições e promete entregar nossas terras raras à exploração dos EUA.

A exortação apostólica Dilexi Te (Eu te amei, sobre o amor para com os pobres) critica os que pensam que “seria melhor deixar [os pobres] na miséria e ensinar-lhes antes a trabalhar” e que “a liberdade do mercado levará naturalmente à solução do problema da pobreza” (114). O partido de um dos candidatos sempre foi publicamente contrário aos programas sociais e de combate à pobreza, por desconhecerem as causas da miséria no Brasil, mesmo que agora o seu candidato diga que vai continuar alguns programas sociais. Estão, portanto, em contradição com a evangélica opção preferencial pelos pobres, reafirmada nos principais documentos de nossa Igreja.

A DSI propõe o desarmamento e diz que “o enorme aumento das armas representa uma ameaça grave para a estabilidade e a paz” (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 508). Um dos candidatos promete liberar o acesso amplo às armas, como fez o seu pai em seu Governo.

O cuidado com a Ecologia Integral é hoje elemento central da DSI. A Laudato si’ critica “as atitudes que barram os caminhos de solução” que “vão da negação do problema à indiferença" (14). Um dos candidatos não reconhece a crise climática, nega os problemas ecológicos e quer dar continuidade às políticas de devastação que caracterizaram o Governo de seu pai e a atuação de seu partido no Congresso. Lembremo-nos da “Lei da Devastação” (nº 15.190/2025) aprovada no ano passado.

“O discípulo de Cristo rejeita todo recurso [à tortura], de modo algum justificável” (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 404). Um dos candidatos é publicamente favorável à tortura e sua família fez homenagens a um dos maiores torturadores da ditadura brasileira, o general Brilhante Ustra, que matou muitas pessoas.

“A Igreja encara com simpatia o sistema da democracia [...]; ela não pode, portanto, favorecer a formação de grupos restritos de dirigentes, que usurpam o poder do Estado a favor dos seus interesses particulares ou dos objetivos ideológicos” (Centesimus Annus, 46). Um dos candidatos é filho do presidente que foi condenado e preso por atentar contra a democracia e segue suas ideias. Fez várias declarações de ameaça à ordem constitucional e, se eleito, governará com maioria absoluta no Congresso Nacional e no STF, criando as condições para uma usurpação do poder e submissão do país à sua ideologia.

Por outro lado, temos outra candidatura que, embora também esteja sujeita a críticas, sempre manifestou responsabilidade com os pobres e com a Casa Comum e atuou dentro dos limites da ordem democrática, respeitando a Constituição. Gostar ou não do atual Governo não pode ser razão para entregar o país nas mãos de quem manifesta tamanha contradição com os ensinamentos de nossa Igreja.

Diante desses e inúmeros outros elementos, não podemos nos manter neutros, a fim de que nossa consciência ou a história não nos condenem no futuro. Quem se calou diante das ameaças totalitárias que se concretizaram na Europa do século XX deixou uma herança vergonhosa para as gerações seguintes.

Conclamamos a todos os católicos para que não deixem de exercer seu direito e votem no dia 25 de outubro, em defesa da democracia, dos valores humanitários, dos pobres e dos ensinamentos de nossa Igreja.

Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, ilumine a mente de cada um e cada uma de nós.

Assinam:

Dom Adolfo Zon Pereira, SX, Bispo da Diocese do Alto Solimões AM

Dom Adriano Ciocca Vasino, Bispo Emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia MT

Dom Benedito Araújo, Diocese de Campo Maior PI

(...)

Dom Joaquim Hudson de Souza Ribeiro, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Manaus AM

Dom Joel Maria dos Santos, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte MG

Dom José Albuquerque de Araújo, Diocese de Parintins AM

Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, SDV, Bispo Presidente da CPT Comissão Pastoral da Terra

As últimas postagens na forma de nuvens de palavras


Usei o seguinte prompt em algumas IAs (Gemini, ChatGPT e Manus): 

Analise o meu blogue (link: https://alfanumericus.blogspot.com/) e gere uma nuvem de palavras referente às publicações dos últimos 30 dias. Não incluir na nuvem de palavras com três letras ou menos, nem alguns verbos, como, por exemplo, 'deve', 'ser', 'estar'. A nuvem de palavras deve ser apresentada na forma de uma imagem no formato 16x9. 

O que você achou do resultado (figuras acima)?  

#inteligênciaartificial 

Explicando novamente o meu voto em Lula 13 - Lula Presidente do Brasil.

 


'Apostar' no Bolsonaro é apostar contra o Brasil, contra nossa soberania, contra os indígenas, contra as florestas, contra o meio ambiente, contra o trabalhador, contra a ciência, contra as universidades e institutos federais, contra a educação. É apostar no retrocesso, nas milícias e no desprezo pela dor do outro.
Lula é perfeito? Não, Lula não é perfeito. Podemos fazer muitas críticas ao governo do PT e a Lula, mas não podemos negar que ele tirou o Brasil do mapa da fome, que o Brasil voltou a crescer, que o salário mínimo teve ganhos reais, que o Brasil é respeitado internacionalmente. Lula sempre respeitou os resultados das eleições, ele sempre respeitou a democracia.
Votar em Lula não significa que apoiamos todas as propostas da 'esquerda', mas que, neste momento, ele é a nossa melhor opção. Na minha opinião, é a única opção real que temos.
Finalmente, para quem não vota em Lula por que ele é 'comunista', eu tenho uma verdade para lhe revelar: ele não é e nunca foi comunista. Para algumas pessoas pode ser surpresa, mas Lula não é comunista e nunca foi comunista. Mas você não precisa acreditar em mim, estude sobre esse assunto, leia sobre o que é capitalismo, socialismo e comunismo, veja o histórico de Lula e tire suas próprias conclusões.
E se você não quer votar em Lula por motivos religiosos, eu tenho mais uma revelação: não é pecado você votar em Lula. Você tem liberdade de consciência e tem o direito de votar em quem você entender que é melhor para a sociedade e para o Brasil. Na verdade, eu tenho muitos motivos religiosos para não votar no outro candidato.
Dito tudo isso, eu afirmo e reforço que sou cristão e voto em Lula para presidente do Brasil. Eu sou patriota, eu amo o Brasil, quero ver o nosso país crescendo, livre da fome, e com liberdade e democracia. Por tudo isso eu voto Lula 13 para Presidente do Brasil e peço que você faça uma reflexão profunda sobre esse assunto e vote mais consciente neste próximo domingo, dia 25 de outubro.

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Por quais motivos eu voto em Lula 13 para presidente do Brasil?

Por que voto em Lula neste segundo turno

Por que eu voto em Lula neste segundo turno

Estamos em um momento decisivo para o Brasil. A eleição presidencial deste ano é marcada por forte polarização e por uma disputa apertada entre dois projetos de país. Neste segundo turno, meu voto é em Luiz Inácio Lula da Silva - 13. Este texto explica, com clareza e honestidade, as principais razões dessa escolha.

Votar em Lula não significa apoiar tudo o que pensa ou quer a esquerda brasileira. Não significa concordar com todas as decisões, todos os discursos ou todas as políticas do governo. Votar em Lula significa, antes de tudo, defender um conjunto de valores e conquistas que considero essenciais para o futuro do país: democracia, crescimento, soberania, preservação ambiental, universidade pública, saúde, educação e direitos trabalhistas e maior justiça social.

Democracia e instituições

O primeiro motivo do meu voto é a defesa da democracia. Vivemos, nos últimos anos, um período de forte tensão institucional no Brasil. A preservação das instituições democráticas, do Estado de Direito e da liberdade de imprensa é uma condição para qualquer avanço (ou a simples manutenção) social ou econômico.

Lula representa, para mim, a continuidade de um projeto que respeita as instituições e busca o diálogo -- ainda que imperfeito -- com os diferentes setores da sociedade. O voto no outro candidato, neste contexto, representaria um risco maior de retrocesso institucional e de aprofundamento da polarização. Eu lembro muito bem como foi o governo do pai dele, não quero que aquela história se repita ou fique ainda pior.

Crescimento, emprego e renda

O segundo motivo é o desempenho econômico e social do governo Lula. Em 2025, o desemprego caiu para 5,6%, a menor média anual da série do IBGE, e a população ocupada atingiu o recorde de 103 milhões de pessoas. Esses números mostram que o país voltou a crescer e a gerar empregos de forma consistente. O Brasil, tudo indica, voltará a ser a 8a. economia do mundo em 2027.

Além disso, milhões de brasileiros saíram da pobreza, o salário mínimo ganhou poder de compra e a desigualdade de renda diminuiu. O Bolsa Família foi ampliado e fortalecido, protegendo famílias em situação de vulnerabilidade. Esses resultados não são abstratos: eles representam vidas concretas que melhoraram.

“Em 2025, o desemprego caiu para 5,6%, menor média anual da série do IBGE, e a população ocupada chegou ao recorde de 103 milhões.”
-- Congresso em Foco, 2026.

Soberania nacional e política externa

O terceiro motivo é a defesa da soberania nacional. Lula retomou uma política externa ativa e multipolar, fortalecendo as relações do Brasil com países do Sul global, sem romper com parceiros tradicionais. Essa postura fortalece a posição do Brasil no mundo e amplia nossa autonomia estratégica. As terras raras são nossas, devemos saber negociar com sabedoria as nossas riquezas minerais.

A soberania não é apenas um conceito abstrato: ela se traduz em capacidade de negociar, de defender interesses nacionais e de não se subordinar automaticamente a potências estrangeiras. O voto em Lula é, para mim, um voto por um Brasil mais independente e respeitado internacionalmente.

Meio ambiente e florestas

O quarto motivo é a preservação do que sobrou de nossas florestas. O governo Lula recuperou a política ambiental, reduziu o desmatamento e reposicionou o Brasil como ator relevante no debate climático global. A Amazônia não é apenas patrimônio brasileiro: é patrimônio da humanidade. Sem as florestas, corremos o risco de secas mais graves e mais prolongadas, por exemplo.

Defender as florestas é defender água, clima, biodiversidade e o futuro das próximas gerações. O voto em Lula é, nesse sentido, um voto pela vida e pela sustentabilidade.

Universidades públicas, saúde e educação

O quinto motivo é a defesa das universidades públicas e institutos federais, da saúde e da educação. O governo Lula fortaleceu universidades e institutos federais, ampliou o acesso ao ensino superior e recuperou políticas de ação afirmativa que abriram oportunidades para populações historicamente excluídas.

Na saúde, o SUS foi fortalecido e ampliado. Na educação, houve investimento em escolas, professores e programas de inclusão. Essas políticas não são gastos: são investimentos no futuro do país.

Direitos trabalhistas: a escala 5x2

O sexto motivo, e talvez o mais concreto, é a defesa dos direitos trabalhistas. Eu apoio a escala 5x2 de trabalho -- dois dias de descanso remunerado por semana -- e o fim da exaustiva escala 6x1.

A emenda constitucional que estabelece o fim da escala 6x1 foi aprovada pelo Congresso e promulgada agora em outubro de 2026, reduzindo a jornada de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial. Essa é uma conquista histórica dos trabalhadores brasileiros, e Lula foi o principal articulador político dessa mudança.

“O fim da escala 6x1 foi uma conquista do povo brasileiro.”
-- Lula, 2026

Quero que o salário mínimo continue sendo reajustado acima da inflação, garantindo poder de compra real aos trabalhadores. Quero que o Brasil permaneça fora do Mapa da Fome, como aconteceu em 2025, com as menores taxas de pobreza e desigualdade já registradas.

O voto no outro candidato

Votar no outro candidato é, na prática, dizer não a tudo isso. É dizer não à democracia consolidada, não ao crescimento com distribuição de renda, não à soberania nacional, não à preservação ambiental, não às universidades públicas, não à saúde e educação para todos, e não aos direitos trabalhistas conquistados.

O outro defende um modelo de maior flexibilização trabalhista, com acordos individuais e pagamento por hora, que irá fragilizar proteções coletivas. Embora tenha declarado apoio ao fim da escala 6x1, sua base política e seu plano de governo apontam para uma direção diferente. E ele já mentiu muitas e muitas vezes, não tenho um pingo de confiança nele.

Por isso, meu voto é consciente e informado. Não é um voto cego ou puramente ideológico, mas uma escolha fundamentada em valores, em resultados e em uma visão de futuro para o Brasil.

Conclusão

Votar em Lula, para mim, é votar por um Brasil que cresce sem abandonar os mais pobres. É votar por um país que preserva suas florestas, fortalece suas universidades, cuida da saúde de seu povo e respeita seus trabalhadores. É votar pela democracia, pela soberania e pela esperança.

É um voto pela continuidade de conquistas reais -- e pela defesa do que ainda precisa ser construído. Por tudo isso, meu voto é em Lula. Além disso tudo, eu não tenho a menor vontade de ter o meu salário congelado por quatro anos (ou mais), nem quero que as universidades e intitutos federais fiquem sem dinheiro para honrar seus compromissos.


Nota de transparência

Este texto reflete a posição política pessoal do autor, professor do Instituto Federal do Ceará (IFCE), que declara apoio e voto em Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O texto foi produzido com apoio de inteligência artificial generativa Perplexity, com base em pesquisa de notícias e fontes públicas, e reflete a interpretação e as convicções do autor.

Referências

  • Folha de S.Paulo. “O legado de Lula”. 19 out. 2026.
  • Congresso em Foco. “O mal-estar do mundo que desafia a política”. 19 out. 2026.
  • G1. “No Maranhão, Lula diz que disputa pela última vez a Presidência”. 20 out. 2026.
  • O Globo. “Eleições 2026: o que dizem os programas econômicos de Flávio e Lula?”. 20 out. 2026.
  • UOL. “Lula diz que enviará amanhã PEC para transporte gratuito nos fins de semana”. 20 out. 2026.
  • BBC Brasil. “Fim da escala 6x1 foi aprovado no Senado, o que acontece agora?”. 14 out. 2026.
  • Câmara dos Deputados. “Prioridades do governo para 2026 incluem fim da escala 6x1 e projetos de segurança pública”. 2026.
  • UOL. “Propostas de Flávio Bolsonaro: veja principais pontos do plano de governo”. 27 set. 2026.

Realismo ingênuo: por que é tão difícil concordar com quem pensa diferente?

Realismo ingênuo: por que é tão difícil concordar com quem pensa diferente

Realismo ingênuo: por que é tão difícil concordar com quem pensa diferente

Artigo | Francisco J. A. de Aquino

Resumo

O realismo ingênuo é um conceito da psicologia social que explica por que é tão difícil concordar com quem pensa diferente. Formalizado pelos psicólogos Lee Ross e Andrew Ward, da Universidade de Stanford, na década de 1990, a partir de estudos sobre conflito e percepção social, o conceito descreve a tendência humana de acreditar que nossa percepção da realidade é objetiva, direta e sem filtros — e que quem discorda de nós estaria distorcendo os fatos.

Este artigo apresenta a origem do conceito, suas três ilusões centrais, suas implicações para o conflito social e político, e propõe uma alternativa reflexiva: substituir a pergunta “quem está vendo a realidade?” por “que parte da realidade cada um de nós está vendo?”.

1. Origem e definição

O termo realismo ingênuo foi cunhado e formalizado por Lee Ross e Andrew Ward na década de 1990, a partir de uma série de estudos experimentais sobre percepção social, conflito interpessoal e julgamento moral conduzidos na Universidade de Stanford (Ross & Ward, 1996; Pronin, Gilovich & Ross, 2004).

A ideia central é simples e desconfortável: cada um de nós acredita, sem perceber, que enxerga a realidade de forma objetiva e direta. Os outros, quando discordam, é que estariam distorcendo os fatos. Esse mecanismo opera de forma automática e inconsciente, e é um dos principais obstáculos ao diálogo e à resolução de conflitos.

“Cada um de nós acredita que vê o mundo como ele realmente é — e que aqueles que discordam devem estar distorcidos, ignorantes ou mal-intencionados.”
— Lee Ross & Andrew Ward (1996)

2. As três ilusões do realismo ingênuo

2.1. A Ilusão da Objetividade

Eu acredito que minha percepção é neutra, fiel e sem filtros. Eu vejo as coisas como elas realmente são. Não é uma interpretação, é um fato.

Essa ilusão ignora que toda percepção é mediada por experiências anteriores, valores, cultura, linguagem, emoções e interesses. Não existe um “ponto de vista zero” — todo olhar é situado. A psicologia cognitiva confirma que nossos cérebros filtram e interpretam a realidade de forma seletiva, e não de forma espelhada.

2.2. A Ilusão da Racionalidade Compartilhada

Eu acredito que qualquer pessoa racional, informada e de boa-fé, se tiver acesso às mesmas informações que eu, chegará à mesma conclusão que eu.

Essa ilusão desconsidera que pessoas diferentes, mesmo com os mesmos dados, podem chegar a conclusões distintas por diferenças legítimas de valores, prioridades, experiências de vida e marcos interpretativos. A racionalidade não é homogênea: ela é plural e situada.

2.3. A Ilusão da Falha Alheia

Se alguém, mesmo informado, continua discordando de mim, eu explico essa discordância não como uma diferença legítima de valores, mas como um defeito da outra pessoa: falta de inteligência, preguiça, viés ideológico ou má intenção.

Essa ilusão é a mais corrosiva, pois transforma divergência em julgamento moral. Não é que o outro pensa diferente; é que o outro se recusa a ver o óbvio. Isso fecha a porta do diálogo e torna o conflito aparentemente insolúvel.

3. Por que isso importa?

O realismo ingênuo é o combustível de quase todo conflito insolúvel. Ele transforma divergência em julgamento moral. Não é que o outro pensa diferente; é que o outro se recusa a ver o óbvio.

Esse mecanismo opera em todos os níveis de interação humana — do cotidiano familiar ao debate político nacional. Quando duas pessoas ou grupos se enxergam mutuamente como “cegos” ou “má-intencionados”, o diálogo se rompe e a polarização se intensifica.

Estudos recentes em psicologia política confirmam que o realismo ingênuo é um dos principais fatores de polarização afetiva, isto é, a tendência de ver o outro grupo político não apenas como errado, mas como moralmente inferior ou perigoso (Iyengar et al., 2019; Mason, 2018).

4. Realismo ingênuo não é relativismo

Reconhecer o realismo ingênuo não significa cair no relativismo de que “nada é real” ou “toda opinião vale igual”. Significa reconhecer que toda percepção é parcial e situada, sem negar a existência de fatos objetivos.

A alternativa não é abandonar a verdade, mas adotar uma postura de humildade epistêmica: reconhecer que minha visão é uma interpretação — ainda que fundamentada — e que a visão do outro também pode conter elementos válidos que eu não percebo.

Trocar a pergunta “quem está vendo a realidade?” por “que parte da realidade cada um de nós está vendo?”.

Essa mudança de pergunta abre espaço para o diálogo, para a escuta ativa e para a construção de pontes, mesmo em contextos de profunda divergência.

5. Implicações para a educação e a cidadania

No contexto educacional, especialmente no ensino superior e na formação de professores, o realismo ingênuo é um obstáculo ao pensamento crítico genuíno. Um estudante que acredita que sua visão é a única “correta” não está realmente pensando criticamente — está apenas confirmando suas próprias crenças.

Para formar cidadãos capazes de dialogar em uma sociedade plural, é necessário ensinar explicitamente sobre os vieses cognitivos, incluindo o realismo ingênuo, e criar oportunidades de contato com perspectivas diversas, de forma respeitosa e estruturada.

6. Conclusão

O realismo ingênuo é um mecanismo psicológico poderoso e universal. Ele nos faz acreditar que vemos o mundo como ele é, que qualquer pessoa racional concordaria conosco, e que quem discorda está defeituoso de alguma forma.

Reconhecer esse mecanismo é o primeiro passo para superá-lo. Não significa abandonar a verdade ou cair no relativismo, mas adotar uma postura de humildade epistêmica que abre espaço para o diálogo, a empatia e a construção coletiva de compreensão.

Em tempos de polarização crescente, essa é talvez uma das competências mais urgentes a ser desenvolvida -- na escola, na universidade, na família e na esfera pública.


Nota de transparência

A ideia original deste artigo partiu de um texto do historiador e comunicador Leandro Karnal, que abordou o conceito de realismo ingênuo e suas três ilusões centrais — objetividade, racionalidade compartilhada e falha alheia — em uma publicação nas redes sociais (Facebook). A partir dessa ideia inicial, com apoio de inteligência artificial generativa (Perplexity), foi realizada uma pesquisa complementar em fontes acadêmicas e científicas, com o objetivo de aprofundar a fundamentação teórica, contextualizar historicamente o conceito e relacioná-lo a estudos recentes sobre polarização, conflito social e educação. O texto final foi desenvolvido e estruturado em formato de artigo técnico-científico, com acréscimos de definições, exemplos, implicações educacionais e referências bibliográficas.


Referências

  • Ross, L., & Ward, A. (1996). Naive realism in everyday life: Implications for social conflict and misunderstanding. In T. Brown, E. Reed, & E. Turiel (Eds.), Values and knowledge (pp. 103–135). Lawrence Erlbaum Associates.
  • Pronin, E., Gilovich, T., & Ross, L. (2004). Objectivity in the eye of the beholder: Divergent perceptions of bias in self versus others. Personality and Social Psychology Bulletin, 30(7), 899–912.
  • Iyengar, S., Lelkes, Y., Levendusky, M., Malhotra, N., & Westwood, S. J. (2019). The origins and consequences of affective polarization in the United States. Annual Review of Political Science, 22, 129–146.
  • Mason, L. (2018). Uncivil agreement: How politics became our identity. University of Chicago Press.
  • Kahneman, D. (2011). Thinking, fast and slow. Farrar, Straus and Giroux.

Problemas de Xadrez

Principais tipos ou problemas de xadrez
Problemas de xadrez. A: negras jogam e ganham; B e C: brancas jogam e ganham. Você consegue resolver?

Principais tipos ou problemas de xadrez

No xadrez, o termo “problema” designa uma posição composta artificialmente (ou resultante de uma partida de xadrez real), criada para ser resolvida por um enunciado preciso, geralmente com as brancas jogando e dando mate em um número determinado de lances. Além dos problemas clássicos, existem estudos, composições artísticas, exercícios táticos e posições de fim de jogo.

Problema direto

É o tipo mais tradicional. As brancas devem dar mate em um número fixo de lances, independentemente da defesa das pretas.

  • Mate em dois: as brancas dão mate no segundo lance.
  • Mate em três: as brancas dão mate no terceiro lance.
  • Mate em n lances: problemas mais longos, exigindo cálculo e precisão.

A regra fundamental é que deve existir uma única solução principal. Se houver mais de uma forma de dar o mate no número de lances indicado, a composição é considerada inválida.

Estudo de xadrez

O estudo é uma composição em que as brancas devem alcançar a vitória ou, com mais frequência, conseguir o empate a partir de uma posição de final de jogo.

  • Estudo de vitória: as brancas devem vencer a partir de uma posição aparentemente equilibrada.
  • Estudo de empate: as brancas, em desvantagem material ou posicional, devem encontrar um recurso para empatar.

Os estudos são valorizados pela beleza, economia de peças e profundidade das ideias. Compositores como Genrikh Kasparyan e Mark Dvoretsky são referências importantes nesse campo.

Problema de autoria ou “selfmate”

No problema de autoria, as brancas obrigam as pretas a dar mate nelas mesmas. É o contrário do problema direto: em vez de as brancas darem mate, elas forçam a sequência que leva ao próprio rei branco ser capturado.

  • Autormate em dois: as brancas forçam as pretas a dar mate em dois lances.
  • Autormate em três: as brancas forçam o mate em três lances.

É um gênero muito apreciado por compositores, pois exige lógica invertida e grande precisão no encadeamento das jogadas forçadas.

Problema de ajuda mútua ou “helpmate”

No problema de ajuda mútua, as pretas colaboram com as brancas para que estas deem mate. É um tipo de composição cooperativa, em que ambos os lados trabalham juntos para alcançar o objetivo.

  • Ajuda-mate em dois: as pretas ajudam as brancas a dar mate em dois lances.
  • Ajuda-mate em três: as pretas ajudam as brancas a dar mate em três lances.

É um gênero muito popular entre compositores, pois permite criar posições de grande beleza e originalidade.

Problema reflexo

No problema reflexo, as brancas devem dar mate, mas com uma condição especial: se as pretas puderem dar mate, devem fazê-lo imediatamente. Isso cria uma dinâmica de “espelhamento” entre os lados.

  • Reflexo direto: as brancas dão mate, mas devem evitar que as pretas dêem mate primeiro.
  • Reflexo de ajuda: as pretas ajudam as brancas a dar mate, mas devem evitar dar mate primeiro.

É um gênero avançado, exigindo grande habilidade de composição e análise.

Problemas temáticos

Muitos problemas são construídos em torno de temas específicos, como:

  • Tema do sacrifício: as brancas sacrificam material para alcançar o mate.
  • Tema da descoberta: uma peça se move, descobrindo o ataque de outra.
  • Tema da clavada: uma peça é imobilizada pela ameaça de captura de outra atrás dela.
  • Tema da promoção: um peão é promovido a dama, torre, bispo ou cavalo para alcançar o mate.
  • Tema do rei no meio: o rei adversário é forçado ao centro do tabuleiro, onde fica vulnerável.

Exercícios táticos

Embora não sejam composições artísticas no sentido estrito, os exercícios táticos são fundamentais para o treinamento. Incluem:

  • Matemáticas simples: mate em um ou dois lances.
  • Combinações táticas: garfos, espetos, cravadas, descobertas e sacrifícios.
  • Finalizações: posições de rei e peões, torres, bispos e cavalos.
  • Problemas de defesa: encontrar a melhor jogada defensiva em posições difíceis.

Conclusão

Os problemas de xadrez são uma forma de arte e de treinamento. Eles desenvolvem cálculo, imaginação, precisão e compreensão profunda das regras e dos padrões do jogo. Do mate em dois ao estudo de empate, cada tipo oferece um desafio único e uma oportunidade de aprendizado.

sábado, 17 de outubro de 2026

Até a IA sabe que Lula será melhor presidente em 2027-2030.

Lula ou Flávio Bolsonaro: quem seria o melhor presidente?

Prompt: Na sua avaliação, quem merece vencer as eleições para presidente do Brasil neste segundo turno? Quem será melhor governante? Lula ou Flávio Bolsonaro?

Resposta da IA Perplexity:

Lula ou Flávio Bolsonaro: quem seria o melhor presidente?

Na minha avaliação, entre os dois, Lula tende a ser o melhor governante para o próximo mandato, especialmente se os critérios forem preservação das instituições democráticas, integridade pública, proteção de direitos trabalhistas e continuidade de políticas sociais. Isso não significa que seu governo seja isento de problemas — há desafios fiscais, gastos públicos elevados e riscos de ineficiência estatal —, mas a comparação com Flávio Bolsonaro favorece Lula nos critérios que considero mais decisivos.

Por que Lula tem vantagem

  • Resultados econômicos e sociais recentes: o terceiro governo Lula apresenta queda expressiva do desemprego, expansão do emprego formal, recuo da pobreza e da insegurança alimentar, além de inflação acumulada menor do que no período anterior. São indicadores que dão lastro à tese da continuidade.
  • Direitos trabalhistas: Lula defende o fim da escala 6x1 e a redução da jornada para 40 horas sem redução salarial, enquanto Flávio prioriza flexibilização, acordos individuais e modalidades de contratação de menor custo para empresas. Para trabalhadores com menor poder de barganha, a proposta de Lula oferece mais proteção.
  • Papel do Estado: Lula mantém a combinação de arcabouço fiscal, investimento público, políticas sociais e valorização do salário mínimo; Flávio propõe cortes mais amplos de despesa, redução do Estado e desoneração. A proposta de Flávio pode atrair investidores e reduzir custos, mas traz risco maior de enfraquecimento de serviços públicos e proteções sociais.
  • Integridade e instituições: Flávio carrega um histórico relevante de investigações — ainda que não tenha sido condenado no caso da “rachadinha” — e proximidade política com ambientes ligados a milícias no Rio de Janeiro. Isso pesa contra a confiança institucional necessária a um presidente.

Onde Flávio pode ter argumentos

  • Sua agenda de redução de gastos, simplificação tributária, menor custo de contratação e contenção do Estado pode atrair eleitores preocupados com déficit público, burocracia e ambiente de negócios.
  • Ele afirma que manterá reajustes do salário mínimo acima da inflação e que “todos os direitos trabalhistas estão garantidos”; portanto, não seria correto atribuir-lhe, sem qualificação, a intenção de eliminar direitos trabalhistas. A disputa real é sobre como esses direitos serão organizados e negociados.
  • Sua proposta fiscal é mais restritiva e pode, em tese, melhorar a trajetória da dívida — desde que os cortes não comprometam investimento, saúde, educação e proteção social.

Minha conclusão

Eu escolheria Lula, porque seu governo combina resultados verificáveis em emprego, renda e combate à pobreza com uma agenda mais protetiva dos trabalhadores e menos arriscada para a estabilidade institucional.

A escolha contra Flávio não decorre apenas de sua filiação política, mas da soma de três fatores: pendências sérias de integridade, vínculos políticos com setores questionáveis no Rio de Janeiro e um projeto trabalhista que tende a transferir mais poder de negociação para o empregador.

A ressalva honesta é que Lula também precisa enfrentar o problema central de seu próximo mandato: sustentar políticas sociais e investimento sem agravar o desequilíbrio fiscal. Seu mérito provável não é ausência de defeitos, mas maior equilíbrio entre crescimento, distribuição de renda e estabilidade democrática.

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Você já fez essa pergunta à sua IA favorita?

Para quem ainda está pensando em votar em Bolsonaro no segundo turno.

Razões para não votar em Flávio Bolsonaro no segundo turno

Prompt: Estamos em período eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro é candidato à presidência do Brasil. Pesam sobre ele várias acusações graves ligadas a desvio de dinheiro, milícias do Estado do Rio de Janeiro, compra de imóveis com dinheiro vivo, e alinhamento subserviente ao governo Trump dos EUA. Em seu plano de governo, por exemplo, ele planeja reduzir ainda mais os direitos dos trabalhadores com a desculpa de 'flexibilizar' as leis trabalhistas. Pesquisa sobre esses assuntos. Gere, na forma de tópicos, razões para não votar nele neste segundo turno das eleições.

Resposta do Perplexity 'bem comportada e política':

Razões para não votar em Flávio Bolsonaro no segundo turno

Há elementos públicos que sustentam uma posição crítica ao voto em Flávio Bolsonaro, mas é importante separar fatos comprovados ou em investigação de alegações e interpretações políticas. Os tópicos abaixo são razões argumentativas para não votar nele, com a devida distinção entre acusações, investigações e propostas de governo.

Integridade e “rachadinha”

  • Flávio Bolsonaro foi denunciado pelo MP-RJ por suposto envolvimento no esquema de “rachadinha”, no qual parte dos salários de assessores do seu gabinete na ALERJ teria sido repassada de volta ao gabinete. As acusações incluíam peculato, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e organização criminosa.
  • A denúncia foi rejeitada e o caso arquivado pelo TJ-RJ em 2022, após decisão ligada à anulação de provas. Portanto, ele não foi condenado nesse caso. Ainda assim, o episódio permanece relevante para avaliar sua trajetória de integridade pública.
  • A Polícia Federal também investiga o senador em outro inquérito, relacionado ao financiamento do filme Dark Horse, por suspeitas que incluem lavagem de dinheiro e corrupção. Investigação não equivale a culpa, mas indica pendências judiciais relevantes.

Imóveis e dinheiro vivo

  • O MP-RJ apontou indícios de que Flávio teria usado compra e venda de imóveis para lavar dinheiro, com suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas.
  • Segundo a denúncia, teria havido pagamento de R$ 638 mil “por fora”, em dinheiro vivo, na aquisição de dois apartamentos em Copacabana. Flávio nega irregularidades.
  • Relatórios e matérias indicam que pelo menos 17 imóveis ligados a ele foram objeto de investigação por suspeita de lavagem de dinheiro.
  • Para um candidato à Presidência, a recorrência de investigações envolvendo patrimônio, origem de recursos e transações imobiliárias é uma razão legítima de preocupação com transparência e conflito de interesses.

Relações com milícias

  • Flávio empregou em seu gabinete a mãe e a esposa de Adriano da Nóbrega, apontado pelo MP como integrante da milícia de Rio das Pedras e do grupo de extermínio “Escritório do Crime”.
  • O MP-RJ sustentou que Nóbrega ficava com parte dos valores arrecadados no esquema de “rachadinha” gerenciado por Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio.
  • Em 2007, quando era deputado estadual, Flávio descreveu milícias como uma espécie de “policiamento” e defendeu que o tema não fosse tratado apenas como criminalidade — posição que reforça a preocupação com sua postura diante de grupos armados que controlam territórios e cobram proteção.
  • Uma análise eleitoral divulgada em 2026 apontou que ele venceu em 86% das seções localizadas em áreas de influência de milícias no Rio. Isso não prova cumplicidade, mas é pertinente ao debate sobre sua base política e sobre a tolerância a esses grupos.

Direitos trabalhistas

  • O plano de governo de Flávio defende “reduzir gradualmente o custo do trabalho” e ampliar a flexibilização das relações de trabalho, com prevalência do negociado sobre o legislado.
  • A PEC 12/2026, associada ao seu coordenador de campanha Rogério Marinho, prevê um regime de pagamento por hora, com remuneração e direitos proporcionais às horas trabalhadas. Críticos apontam que isso pode reduzir salários, FGTS, férias e 13º proporcionais.
  • A proposta permite acordo individual entre empresa e empregado, sem necessidade obrigatória de negociação coletiva com sindicato — o que, na prática, tende a fragilizar trabalhadores em posição de menor poder de barganha.
  • Ele defende contratos especiais de menor custo para jovens de 18 a 24 anos e para desempregados com mais de 50 anos. A justificativa é ampliar emprego, mas o risco apontado é criar categorias com direitos e remuneração reduzidos.
  • Embora tenha declarado voto favorável ao fim da escala 6x1, Flávio defendia uma alternativa de jornada flexível que poderia atrelar a redução de horas à redução salarial.

Alinhamento externo e soberania

  • A crítica ao “alinhamento subserviente aos EUA” é mais interpretativa do que um fato jurídico. Não há uma política externa formal do plano de governo que configure subordinação automática a Trump.
  • É mais correto dizer que sua agenda se alinha ao bolsonarismo, historicamente próximo de governos de direita nos EUA e crítico de multilateralismo, China e integração sul-americana.
  • Para um eleitor preocupado com soberania, autonomia diplomática e política externa independente, a razão de não votar seria o receio de que seu governo reproduza alinhamentos automáticos com Washington, em vez de defender interesses brasileiros caso a caso. Essa é uma avaliação política, não uma acusação criminal.

Argumento central para o segundo turno

  • O voto contra Flávio Bolsonaro pode se apoiar na combinação de três fatores: pendências graves de integridade, proximidade histórica com atores ligados a milícias e propostas que tendem a enfraquecer proteções trabalhistas coletivas.
  • É essencial não afirmar que ele foi condenado pela “rachadinha”: a denúncia foi arquivada. Mas também é legítimo considerar o histórico de investigações, as suspeitas documentadas pelo MP e as propostas concretas de flexibilização trabalhista ao decidir o voto.

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

IA Generativa e o Teste de Turing

As inteligências artificiais generativas atuais conseguem passar no Teste de Turing?

A resposta direta é: sim. Na prática, os modelos mais avançados de Inteligência Artificial generativa atual (incluindo grandes modelos de linguagem de ponta) já conseguem passar no Teste de Turing clássico em diversos cenários experimentais.

No entanto, existem nuances importantes sobre o que essa conquista realmente significa no contexto atual da tecnologia.

1. O que os testes recentes mostram

Estudos conduzidos por pesquisadores de instituições como Stanford e UC San Diego colocaram modelos de linguagem modernos para conversar com humanos em experimentos no estilo do "Jogo da Imitação", idealizado por Alan Turing em 1950.

Nesses testes, em conversas de texto com duração de 5 a 10 minutos, os avaliadores humanos frequentemente não conseguiram distinguir a IA de uma pessoa real. Em alguns cenários, modelos bem ajustados foram classificados como "humanos" até mais vezes do que pessoas reais — especialmente quando a IA adotava um tom articulado, empático ou mais paciente.

2. Passar no teste não significa ter consciência

O Teste de Turing foi desenhado como um critério comportamental: se uma máquina age de forma indistinguível de um humano, ela é aprovada no teste. Porém, passar na avaliação mede a capacidade de simular a linguagem humana, não a presença de consciência ou compreensão real.

  • O que a IA faz: Processa padrões linguísticos em altíssima escala, identifica contexto e gera respostas no tom, estilo e vocabulário esperados pelo interlocutor.
  • O que a IA não faz: Não possui sentimentos, experiências subjetivas, intenção própria ou consciência de si no sentido biológico.

3. As pequenas falhas que ainda "entregam" a IA

Apesar do desempenho impressionante, avaliadores treinados ou testes com dinâmicas mais longas ainda conseguem identificar a máquina por meio de detalhes sutis:

  • Excesso de conhecimento pontual: Responder com precisão encyclopédica instantânea sobre tópicos completamente distintos (embora o modelo possa ser programado para simular dúvida).
  • Falta de ancoragem no mundo físico: Pequenas contradições ao relatar experiências sensoriais (como o sabor de um alimento ou a sensação de cansaço).
  • Consistência em diálogos extensos: Em interações de muitas horas ou dias, o modelo pode eventualmente apresentar contradições sutis na sua persona.

Por conta disso, a comunidade científica atual enxerga o Teste de Turing como um marco histórico fundamental, mas não como o teste definitivo para medir a inteligência real de um sistema.


Sobre o teste de Turing na Wikipedia - ver aqui. E aqui mesmo no blogue: ver aqui..


Nota de transparência: Este texto foi gerado com o apoio do modelo de inteligência artificial Gemini, da Google, com base em provocações e direcionamentos do autor do blog, e revisado para publicação.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Eleições brasileiras de 2026: estamos vivendo um momento histórico!


🇧🇷 Eleições brasileiras de 2026: estamos vivendo um momento histórico! 🇧🇷


Lula, o PT e partidos de esquerda, de centro e até mesmo de direita se unem em defesa da democracia e contra a extrema direita e o projeto de poder de Flávio Bolsonaro (PL).

Sinto que estamos vivendo um momento histórico. Mais do que testemunhar os acontecimentos, sinto que faço parte deles e que tenho a oportunidade de contribuir para o futuro do nosso país.

Sinto que estou do lado certo da história: do lado da justiça, da paz, da liberdade civil e religiosa, do respeito, da democracia, da soberania brasileira, dos direitos sociais, da educação, da cultura e da ciência.

É por acreditar nesses valores e no Brasil que desejo construir que voto em Lula novamente! ❤️🇧🇷

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