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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Diretrizes de periódicos sobre o uso de IA generativa


Nas décadas de 1980 e 1990, quando os computadores pessoais começaram a fazer parte do dia a dia, rapidamente eles foram incorporados aos trabalhos acadêmicos, sejam a escrita de artigos, geração de gráficos, tabulação de grandes conjuntos de dados ou simulação computacional. Já não fazia sentido datilografar o seu trabalho em uma máquina de escrever mecânica. Hoje, o mesmo fenômeno está acontecendo em relação à IA generativa, entretanto, as implicações éticas são bem mais complicadas. Por isso, precisamos ter guias de uso ético da IA na pesquisa acadêmica. 

Não sendo possível simplesmente 'proibir' o uso da IA generativa, as editoras de periódicos científicos estão se adequando a esses novos tempos e desafios. De forma geral, as diretrizes dos periódicos convergem em dois pontos principais: ferramentas de IA generativa não podem ser consideradas autoras e seu uso deve ser declarado de forma transparente no manuscrito.

1. Posições gerais (COPE, ICMJE, grandes editoras)

COPE (Committee on Publication Ethics)

  • IA não pode ser listada como autora, pois não assume responsabilidade ética ou legal pelo trabalho.
  • Autores devem declarar como e quais ferramentas de IA foram usadas (coleta/análise de dados, redação, figuras etc.).

ICMJE (International Committee of Medical Journal Editors)

  • Considera aceitável o uso de IA como assistente de escrita, desde que o uso seja transparente, o conteúdo seja verificado pelos autores e a IA não figure como autora.
  • Destaca responsabilidades dos autores: escolher ferramentas confiáveis, verificar exatidão, checar plágio, considerar vieses e seguir as diretrizes específicas do periódico.

Grandes editoras (Elsevier, Springer Nature, Wiley)

  • Elsevier: orienta sobre o “uso responsável” de IA, equiparando-a a suporte editorial avançado; enfatiza transparência e responsabilidade integral dos autores sobre o conteúdo final.
  • Springer Nature: não permite IA generativa em pareceres de revisão (por questões de sigilo e confiabilidade); para autores, exige que o uso de IA seja descrito no manuscrito e nunca como autoria.
  • Wiley: divulgou diretrizes específicas para autores, focando em manter a voz autoral, garantir precisão e evitar problemas de propriedade intelectual e privacidade ao usar IA generativa.

2. Exemplos de políticas de periódicos

Exemplo 1 – Periódico que segue COPE

Alguns periódicos deixam a política de IA bastante explícita em páginas de “AI Policies” ou “Editorial Policies”:

  • “Em conformidade com o COPE, ferramentas de IA não podem ser listadas como autoras.”
  • “Autores que utilizarem ferramentas como ChatGPT, Gemini, Claude etc. devem declarar esse uso, indicando a finalidade (revisão de linguagem, geração de rascunhos, análise de dados).”

Exemplo 2 – Revista sobre controle de infecção (CJIC)

  • IA só pode ser usada para melhorar legibilidade e linguagem, com supervisão humana.
  • Exige uma declaração explícita no manuscrito, por exemplo: “Where authors use generative AI and AI-assisted technologies in the writing process, authors should only use these technologies to improve readability and language… Authors must disclose the use of generative AI by adding a statement within their manuscript.”

Exemplo 3 – Artigo de reflexão sobre IA em publicações

Um artigo em Annali dell'Istituto Superiore di Sanità resume assim a posição recomendada:

  • IA pode ser usada para ideação e escrita, desde que seja claramente creditada, e que os autores humanos assumam plena responsabilidade pelo conteúdo gerado ou revisado com auxílio da ferramenta.

3. Como declarar o uso de IA generativa no artigo

3.1. Não listar a IA como autora

Autoria é restrita a pessoas que atendem aos critérios clássicos: contribuição substancial, revisão crítica, aprovação da versão final e responsabilidade pelo trabalho como um todo. Ferramentas de IA não atendem a esses requisitos e, portanto, não podem ser autoras nem coautoras.

3.2. Indicar o uso em seção apropriada

Os locais mais comuns para declarar o uso de IA são:

  • Métodos, quando a IA foi usada em coleta, processamento ou análise de dados.
  • Agradecimentos ou Contribuições dos autores, quando a IA atuou como suporte de escrita ou organização do texto.
  • Seção específica “Uso de IA” ou “AI-assisted tools”, quando o periódico possui instruções formais para isso.

3.3. Exemplos de declarações de uso (modelos)

a) Uso para revisão de linguagem/estilo

Exemplo de texto que pode ser adaptado:

Ferramentas de IA generativa (por exemplo, ChatGPT, modelo GPT‑x) foram utilizadas apenas para auxiliar na revisão de linguagem e na clareza do manuscrito. Todo o conteúdo técnico, interpretativo e as conclusões foram produzidos e verificados pelos autores.

b) Uso para brainstorming e estruturação

Uma ferramenta de IA generativa (ChatGPT, GPT‑x) foi empregada para auxiliar na organização de tópicos e na sugestão de reformulações textuais durante a fase de redação. As ideias, interpretações e conclusões apresentadas são de responsabilidade exclusiva dos autores.

c) Uso em análise de dados (categorização de respostas abertas etc.)

Um modelo de linguagem de grande porte (LLM) foi utilizado para auxiliar na categorização inicial de respostas abertas e na geração de rascunhos de resumos temáticos. Os autores revisaram manualmente todas as categorias, confirmaram os códigos finais e verificaram a exatidão dos resumos.

3.4. Assumir responsabilidade e verificar conteúdo

  • Os autores devem deixar claro que revisaram, editaram e aprovam todo o conteúdo, reconhecendo que a IA pode produzir erros factuais, vieses e até referências inexistentes.[web:145][web:147][web:149]
  • É recomendável combinar a IA com verificações de plágio, checagem manual de dados e leitura crítica por coautores e revisores internos.

4. Boas práticas sintetizadas

Combinando COPE, ICMJE e políticas de grandes editoras, emergem algumas boas práticas gerais para autores que desejam usar IA generativa em artigos científicos:

  • Transparência: sempre declarar qual ferramenta foi usada (por exemplo, ChatGPT, Gemini, Claude), qual versão (se relevante) e para qual finalidade específica (revisão de texto, formatação, análise de dados, geração de ideias).
  • Limitação de escopo: preferir o uso de IA como suporte (linguagem, clareza, organização, brainstorming) e evitar que a ferramenta produza dados, resultados ou referências sem verificação rigorosa.
  • Verificação humana: checar factualidade, originalidade (plágio) e possíveis vieses do texto ou das análises sugeridas pela IA; não confiar cegamente na saída da ferramenta.
  • Conformidade com o periódico: ler e seguir cuidadosamente a política específica da revista-alvo, pois algumas áreas (especialmente medicina e áreas sensíveis) têm restrições mais rigorosas ao uso de IA generativa.

5. Entretanto ...

"Paradoxo da Transparência": há um aumento de "frases torturadas" (erros típicos de IA que não foram revisados) em artigos que não declararam o uso. Termos como "As a large language model" ou palavras excessivamente floridas como "commendable" e "intricate" aparecem com frequência em artigos não declarados, o que tem levado editores a serem mais rigorosos com softwares de detecção de IA.

6. Um exemplo prático:

Fonte aqui.


Declaração de uso de Inteligência Artificial

Esta postagem foi elaborada com apoio de ferramentas de IA generativa. O conteúdo textual (estrutura, revisão de linguagem e organização das ideias) contou com contribuições da IA Perplexity, alimentada pelo modelo GPT‑5.1, sempre sob curadoria, edição e validação dos autores humanos.

Além disso, utilizou-se o modelo Gemini para gerar e incluir a imagem ilustrativa na postagem do blogue. Todas as decisões sobre seleção, adaptação e interpretação do conteúdo, bem como a responsabilidade final pelo texto e pela imagem, são exclusivamente do autor humano.


Referências

  1. COPE – Committee on Publication Ethics. COPE Position Statement on Authorship and AI Tools. 2023. Disponível em: https://jpl-nasa.libguides.com/blog/Authorship-and-AI-Tools . Acesso em: 24 abr. 2026.
  2. THINKSCIENCE. COPE position statement on Artificial Intelligence (AI) tools. 2024. Disponível em: https://thinkscience.co.jp/en/COPE-position-statement-on-AI . Acesso em: 24 abr. 2026.
  3. LARIVIÈRE, V. et al. Responsible Use of Generative Artificial Intelligence for Research and Scholarly Publishing. 2024. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11420400/ . Acesso em: 24 abr. 2026.
  4. ELSEVIER. Generative AI: New policies, opportunities, and risks. Researcher Academy, 2022. Disponível em: https://researcheracademy.elsevier.com/writing-research/fundamentals-manuscript-preparation/generative-ai-new-policies-opportunities-risks . Acesso em: 24 abr. 2026.
  5. NATURE PORTFOLIO. Artificial Intelligence (AI) – editorial policies. Disponível em: https://www.nature.com/nature-portfolio/editorial-policies/ai . Acesso em: 24 abr. 2026.
  6. WILEY. Wiley Releases AI Guidelines for Authors. Press Release, 12 mar. 2025. Disponível em: https://newsroom.wiley.com/press-releases/press-release-details/2025/Wiley-Releases-AI-Guidelines-for-Authors/default.aspx . Acesso em: 24 abr. 2026.
  7. AESS PUBLICATIONS. AI Policies – AESS Publications. Disponível em: http://www.aessweb.com/journals/5051/info/ai-policies . Acesso em: 24 abr. 2026.
  8. JURNAL PENELITIAN DAN PENGKAJIAN ILMU PENDIDIKAN (e-Saintika). AI Policies. 2024. Disponível em: https://journal-center.litpam.com/index.php/e-Saintika/ai-policies . Acesso em: 24 abr. 2026.
  9. ANNALI DELL’ISTITUTO SUPERIORE DI SANITÀ. Artificial intelligence in scholarly publishing: opportunities and challenges. 2023. Disponível em: https://annali.iss.it/index.php/anna/article/view/1627 . Acesso em: 24 abr. 2026.
  10. CANADIAN JOURNAL OF INFECTION CONTROL (CJIC). AI Scientific Writing – Journal Policy. 2024. Disponível em: https://www.cjic.ca/about/journal-policies/ai-scientific-writing . Acesso em: 24 abr. 2026.

quinta-feira, 19 de março de 2026

Como elaborar um TCLE para o Comitê de Ética em Pesquisa

 

Prompt: Sou um aluno de um curso de pós-graduação na área de ensino e vou submeter o meu projeto ao comitê de ética. Como posso criar um TCLE para um comitê de ética em pesquisa com seres humanos com a sua ajuda Perplexity? Dê o passo a passo. 

Resposta: 

Você pode elaborar um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) de forma sistemática, seguindo etapas alinhadas às exigências do sistema CEP/CONEP e da Resolução CNS nº 466/2012, bem como aos modelos orientadores de universidades brasileiras.[web:2][web:6][web:5]

1. Verifique normas e modelos do seu CEP

Antes de escrever, consulte o site do seu Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e veja se há modelos de TCLE, instruções ou checklists específicos, pois muitos CEPs disponibilizam documentos norteadores que você deve adaptar ao seu projeto.[web:2][web:15] Também confira se o CEP indica resoluções específicas além da Resolução CNS nº 466/2012, como normas complementares ou orientações locais.[web:6][web:16]

2. Defina o perfil dos participantes

Identifique claramente quem serão os participantes (professores, alunos, gestores, comunidade em geral, menores de idade, pessoas em situação de vulnerabilidade etc.), pois isso impacta o tipo de linguagem, a forma de obtenção do consentimento (escrito, gravado, eletrônico) e a necessidade de consentimento de responsáveis legais.[web:6][web:14] Em pesquisas em Ciências Humanas e Sociais, verifique se o seu CEP aceita outras formas de registro do consentimento (áudio, vídeo, formulários online), conforme normativas atuais do sistema CEP/CONEP.[web:14]

3. Estruture o TCLE em seções básicas

Um TCLE costuma ser organizado em seções que respondem, em linguagem acessível, às principais dúvidas do participante, seguindo o entendimento de que o termo é um convite esclarecido e não um contrato jurídico complexo.[web:5][web:15] Em geral, as seções mínimas recomendadas pelos CEPs incluem identificação do projeto, justificativa objetiva, objetivos, procedimentos, riscos, benefícios, sigilo, voluntariedade, contatos, direitos do participante e espaço para assinaturas.[web:1][web:2][web:6][web:15]

4. Escreva cada seção em linguagem acessível

4.1 Identificação do projeto e do pesquisador

  • Título da pesquisa na forma como foi submetido ao CEP.
  • Nome do pesquisador responsável e, se houver, dos pesquisadores assistentes ou alunos vinculados.[web:1][web:5]
  • Instituição, programa de pós-graduação, linha de pesquisa e, quando solicitado, número do protocolo no CEP (preenchido após aprovação, se necessário).[web:2][web:15]

4.2 Convite e apresentação

  • Inicie o texto como um convite: “Você está sendo convidado(a) a participar de uma pesquisa…” em vez de frases na primeira pessoa do participante.[web:5][web:12]
  • Explique, em poucas frases, o tema geral da pesquisa e o motivo do convite, usando linguagem simples e sem jargões técnicos.[web:1][web:5]

4.3 Objetivo da pesquisa

  • Descreva o objetivo central da pesquisa de forma clara, por exemplo: “O objetivo desta pesquisa é compreender como professores utilizam recursos digitais em suas aulas…”.[web:1][web:12]
  • Evite detalhar o referencial teórico ou questões muito técnicas; o foco é o que a pesquisa pretende alcançar em termos compreensíveis para o participante.[web:5]

4.4 Procedimentos de participação

  • Explique o que o participante fará: entrevistas, questionários, observações, gravações de aula, grupos focais etc., incluindo local, duração aproximada e número de encontros.[web:1][web:5][web:12]
  • Informe se haverá gravação de áudio, vídeo ou imagem, se haverá coleta de dados em ambientes virtuais (plataformas, formulários online) e como isso será feito.[web:14][web:15]

4.5 Riscos e desconfortos

  • Descreva de forma honesta os riscos possíveis (por exemplo, exposição de opiniões, desconforto ao responder perguntas sensíveis, riscos à confidencialidade), mesmo que mínimos.[web:1][web:6]
  • Explique quais medidas serão adotadas para minimizar esses riscos (uso de pseudônimos, ambientes reservados para entrevistas, possibilidade de não responder perguntas incômodas etc.).[web:5][web:6]

4.6 Benefícios esperados

  • Indique benefícios diretos (se houver) e, principalmente, benefícios indiretos, como contribuição para melhoria de práticas de ensino, desenvolvimento de materiais didáticos ou compreensão de processos educacionais.[web:1][web:5]
  • Deixe claro que a ausência de benefício direto não impede a realização ética da pesquisa, desde que haja relevância social e científica.[web:6]

4.7 Sigilo, anonimato e uso dos dados

  • Explique como será garantido o sigilo das informações (codificação dos dados, guarda segura de arquivos, acesso restrito ao pesquisador e orientador).[web:1][web:5][web:15]
  • Informe se os resultados poderão ser publicados em artigos, dissertações, teses, relatórios ou apresentações, garantindo que nenhum participante será identificado individualmente, salvo consentimento específico para identificação.[web:2][web:5]

4.8 Voluntariedade, recusa e retirada

  • Afirme que a participação é voluntária, que o(a) convidado(a) pode recusar-se a participar, não responder a qualquer pergunta ou encerrar sua participação a qualquer momento, sem qualquer prejuízo.[web:1][web:6][web:15]
  • Destaque que não haverá sanções, perdas de benefícios institucionais ou qualquer tipo de penalidade pela recusa ou desistência.[web:6]

4.9 Custos, ressarcimentos e compensações

  • Informe se há algum custo para o participante (como deslocamento) e se haverá ressarcimento de despesas ou compensações, deixando claro que não se trata de pagamento pela participação, exceto quando as normas do CEP indicarem outra orientação.[web:1][web:6]
  • Se não houver qualquer custo ou benefício financeiro, declare isso explicitamente.[web:5][web:12]

4.10 Contatos para esclarecimentos

  • Inclua nome completo, telefone e e-mail do pesquisador responsável e, se solicitado, do orientador, para esclarecimento de dúvidas sobre a pesquisa.[web:2][web:15]
  • Inclua identificação do CEP (nome, e-mail, telefone, endereço), permitindo que o participante entre em contato diretamente com o Comitê em caso de dúvidas éticas ou denúncias.[web:5][web:15]

4.11 Declaração de consentimento

  • Finalize com uma declaração simples em que o participante concorda em participar após ter recebido e compreendido as informações, evitando linguagem excessivamente técnica.[web:1][web:5]
  • Preveja espaço para assinatura ou registro do consentimento, data e identificação do pesquisador responsável, em duas vias, conforme orientação de muitos CEPs.[web:5][web:15]

5. Atente para a forma de linguagem

Use frases curtas, vocabulário cotidiano e evite siglas e termos técnicos não explicados, pois o TCLE deve ser compreensível por qualquer participante potencial, independentemente de sua formação acadêmica.[web:5][web:15] Lembre-se de que o termo precisa ser lido e entendido sem intermediação, reforçando a autonomia do participante, conforme princípios da Resolução CNS nº 466/2012.[web:6][web:16]

6. Ajuste o TCLE ao contexto da pesquisa em ensino

Em pesquisas na área de ensino, destaque que os dados coletados dizem respeito a práticas pedagógicas, materiais didáticos, percepções, experiências em sala de aula e ambientes institucionais, esclarecendo se haverá observação de aulas, coleta de trabalhos dos alunos ou análise de documentos escolares.[web:1][web:5] Se houver gravação de voz ou imagem de estudantes ou professores, descreva claramente como essas gravações serão utilizadas, armazenadas e, se for o caso, editadas ou anonimizadas antes de qualquer divulgação.[web:5][web:14]

7. Garanta adequação formal e documental

Verifique se o TCLE está completo, sem campos em branco e sem inconsistências em relação ao projeto que será submetido na plataforma do sistema CEP/CONEP, pois divergências entre o protocolo e o termo costumam gerar pendências.[web:2][web:15] Certifique-se também de que o número de vias, as rubricas em todas as páginas e o posicionamento das assinaturas atendem ao que o seu CEP solicita nos modelos e instruções.[web:5][web:15]

8. Submeta o TCLE ao CEP e esteja aberto(a) a ajustes

Ao submeter o projeto, anexe o TCLE na área indicada pelo sistema (como “Termo de Consentimento Livre e Esclarecido” ou “Documento para Consentimento do Participante”), seguindo o formato de arquivo e a nomenclatura pedida pelo CEP.[web:2][web:15] Esteja preparado(a) para receber parecer com recomendações de alteração de linguagem, inclusão de informações adicionais ou ajustes em riscos e benefícios, o que faz parte do processo de aprimoramento ético do protocolo.[web:6][web:16]

9. Use modelos apenas como referência

Modelos de TCLE de universidades e hospitais universitários podem servir como guias de estrutura e de itens mínimos, mas devem sempre ser adaptados ao contexto específico de cada pesquisa.[web:1][web:2][web:5][web:12][web:15] Nunca copie um modelo sem ajustar título, objetivos, procedimentos, riscos e benefícios ao seu projeto, pois isso compromete a clareza para o participante e pode ser questionado pelo CEP.[web:2][web:14]

10. Exemplo esquemático de estrutura de TCLE

Abaixo está um roteiro simplificado que você pode usar como esqueleto para montar o seu termo, preenchendo com o conteúdo específico da sua pesquisa em ensino.

1. Título da pesquisa
2. Convite à participação
3. Objetivo da pesquisa
4. Procedimentos de participação
5. Riscos e desconfortos
6. Benefícios esperados
7. Sigilo e anonimato
8. Voluntariedade, recusa e retirada
9. Custos, ressarcimentos e compensações
10. Contatos do pesquisador e do CEP
11. Declaração de consentimento e assinaturas

Seguindo essas etapas e adaptando cada item ao contexto do seu projeto de pós-graduação na área de ensino, você conseguirá elaborar um TCLE consistente com as exigências éticas brasileiras e com as expectativas do comitê que avaliará sua pesquisa.[web:2][web:6][web:15]


Referências consultadas



Declaração de uso de Inteligência Artificial

Esta postagem foi elaborada com o apoio de uma ferramenta de Inteligência Artificial, Perplexity (modelo GPT-5.1), utilizada para:

  • estruturar o passo a passo para elaboração de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE);
  • sugerir seções e redações em linguagem acessível para o contexto de pesquisas em ensino;
  • indicar referências públicas de orientações e modelos de TCLE disponíveis na web;
  • gerar uma imagem ilustrativa em estilo cyberpunk, no formato 16:9, relacionada ao tema.

O conteúdo foi revisado criticamente por mim, com ajustes e adequações à minha realidade institucional e ao contexto da pesquisa. Sou integralmente responsável pelas interpretações, escolhas metodológicas e decisões éticas descritas no texto.

As ferramentas de IA não tiveram acesso a dados pessoais identificáveis de participantes de pesquisa, tampouco foram utilizadas para tomar decisões automatizadas sobre pessoas, sendo empregadas apenas como apoio redacional e ilustrativo.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Novo E-Book disponível - Fundamentos e Compreensão sobre as IAs Generativas: uso ético das ferramentas


Vivemos um momento de fascínio e, ao mesmo tempo, de incertezas em relação à rápida evolução tecnológica. Entre o entusiasmo acrítico e o alarmismo, é fundamental encontrar um caminho de equilíbrio fundamentado no pensamento crítico. É com esse propósito que tenho o prazer de divulgar o nosso e-book "Fundamentos e Compreensão sobre as IAs Generativas: uso ético das ferramentas", de autoria do minha e da Profa. Ma. Yris A. Bandeira. O e-book conta com um prefácio do prof. Dr. Solonildo Almeida e um posfácio da profa. Dra. Joelia Marques de Carvalho. 


O que é este e-book?

Esta obra não pretende ensinar programação, mas sim promover o uso ético, crítico e criativo da IA Generativa como uma ferramenta de apoio ao ensino e à aprendizagem. O foco não está na tecnologia por si só, mas na intencionalidade pedagógica que orienta o seu uso. O nosso objetivo é conduzir o leitor para além dos mitos e do frenesi que cercam o tema.

O Conceito do "Professor Aumentado"

Um dos pilares que emerge no livro é o conceito do "Professor Aumentado": aquele que não será substituído pela máquina, mas que integra a inteligência algorítmica ao seu repertório pedagógico. A ideia é usar a IA para automatizar tarefas mecânicas e burocráticas, ganhando tempo para o que é verdadeiramente humano: a sensibilidade ética, a escuta ativa e a mediação humana.

No e-book, você aprenderá que a IA:

  • Não é uma entidade dotada de consciência, mas um sofisticado espelho estatístico da nossa própria produção intelectual.
  • Funciona como um modelo probabilístico que prevê a melhor resposta com base em padrões, e não como uma fonte de verdade absoluta.

O que você encontrará na leitura?

A obra foi estruturada como uma jornada prática, cobrindo desde a história da IA até aplicações diretas na sala de aula:

  • Guia de Ferramentas Gratuitas: Detalhamento de recursos como ChatGPT, Gemini, Perplexity, MathGPT e NotebookLM.
  • Letramento em IA (AI Literacy): A competência de formular as perguntas adequadas (Engenharia de Prompt) e avaliar criticamente as respostas.
  • Riscos e Ética: Uma análise profunda sobre alucinações (informações inventadas pela IA) e vieses algorítmicos que podem reproduzir preconceitos sociais.
  • Orientações Institucionais: Um levantamento de como universidades brasileiras (como UFC, UFPB, Unicamp e USP) estão regulamentando o uso da IA.
  • Recursos Práticos: Inclui um Manual do Perplexity (feito pelo próprio Perplexity) e uma sugestão de Contrato de Uso Ético para ser utilizado com os alunos.

Uma tecnologia para potencializar a humanidade

O futuro da educação não deve ser uma escolha excludente entre humanos ou máquinas, mas a harmonia perfeita entre a eficiência algorítmica e a sabedoria pedagógica. Como afirmam os autores, "a máquina propõe, mas o pedagogo dispõe".

Convido todos a acessarem este material essencial para quem deseja transformar a IA em uma poderosa aliada no desenvolvimento humano e social.

Links para baixar gratuitamente o e-book: 

DOI e Link Zenodo: https://zenodo.org/records/18868505/files/ebook-intro-IA2.pdf?download=1

O e-book também está disponível na Biblioteca do IFCE, Link aqui. 

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Autoplágio: Definição, Problemas e Consequências

O autoplágio é uma prática que tem ganhado crescente atenção no meio acadêmico e editorial, apesar de ser um tema ainda pouco compreendido por muitos autores. Diferentemente do plágio tradicional, que envolve o uso não autorizado de ideias ou textos de terceiros, o autoplágio ocorre quando um autor reutiliza partes substanciais de seus próprios trabalhos anteriores, apresentando-os como conteúdos novos e originais, sem referência adequada às obras anteriores.

O que é Autoplágio?

De forma simples, autoplágio consiste na reutilização total ou parcial de textos já publicados pelo mesmo autor, sem a devida indicação ou citação que informe ao leitor sobre a origem do material. Essa prática pode se manifestar tanto na republicação de artigos inteiros quanto na reciclagem de trechos significativos em novos trabalhos.

Embora o termo soe contraditório – afinal, como alguém pode plagiar a si próprio? – o conceito é amplamente reconhecido como uma questão ética, especialmente na comunidade científica e acadêmica, pois compromete a originalidade e transparência das pesquisas.

Problemas associados ao Autoplágio

Esse comportamento pode gerar diversos problemas para o meio científico e acadêmico, entre os quais se destacam:

  • Perda de credibilidade do autor: A prática pode ser vista como tentativa de enganar leitores, editores e avaliadores, comprometendo a confiança na integridade do pesquisador.
  • Dobradinha indevida de publicações: O autoplágio pode inflar artificialmente o número de publicações de um autor, distorcendo indicadores de produtividade acadêmica.
  • Impacto sobre a qualidade da literatura: Reutilizar conteúdo anterior sem bastante novidade dificulta o avanço científico, pois não contribui com novos conhecimentos.
  • Aspectos legais e de direitos autorais: Em algumas situações, a reutilização pode infringir normas editoriais e direitos autorais, especialmente quando o direito do trabalho anterior foi cedido a terceiros.

Consequências do Autoplágio

As consequências para autores que praticam autoplágio variam de acordo com o contexto e a gravidade do caso. Em ambientes acadêmicos e científicos, elas podem incluir:

  • Rejeição e retratação de artigos publicados;
  • Sanções disciplinares por parte de instituições de pesquisa;
  • Revogação de títulos acadêmicos em casos graves;
  • Prejuízo à reputação profissional, dificuldade para obtenção de financiamentos e colaborações.

Portanto, tratar de forma transparente e ética seus trabalhos anteriores é fundamental para manter a integridade acadêmica e contribuir para o avanço do conhecimento.

Como evitar o Autoplágio?

Para evitar o autoplágio, recomenda-se que autores:

  • Citem sempre seus trabalhos anteriores quando for necessário reutilizar partes deles;
  • Procurem apresentar análises, resultados ou discussões verdadeiramente novas nos trabalhos subsequentes;
  • Verifiquem as políticas editoriais das revistas e instituições quanto à reutilização de conteúdo;
  • Utilizem softwares e ferramentas que detectem trechos duplicados, garantindo originalidade.

Em suma, o autoplágio é uma prática antiética que pode comprometer a carreira acadêmica e científica. O combate a essa prática é essencial para a manutenção da confiança e do rigor que caracterizam a produção científica de qualidade.

Esta postagem foi elaborada com o auxílio da inteligência artificial Perplexity e inspirada em uma conversa com o estudante Yago.

Algumas referências.
  • [1](https://pt.wikipedia.org/wiki/Autopl%C3%A1gio) 
  • [2](https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/741098/2/PL%C3%81GIO%20E%20AUTOPL%C3%81GIO_E-BOOK.pdf) 
  • [3](https://www.scielo.br/j/ld/a/B4bbw7ZyVjh8XnGHQJrKgzG/) 
  • [4](https://blog.scielo.org/blog/2013/11/11/etica-editorial-e-o-problema-do-autoplagio/) 
  • [5](https://translate.google.com/translate?u=https%3A%2F%2Fwww.scribbr.com%2Fplagiarism%2Fself-plagiarism%2F&hl=pt&sl=en&tl=pt&client=srp) 
  • [6](https://www2.ufjf.br/ppgedumat/discentes/plagio-e-autoplagio/) 
  • [7](https://translate.google.com/translate?u=https%3A%2F%2Fwww.compilatio.net%2Fen%2Fblog%2Fbeware-of-self-plagiarism&hl=pt&sl=en&tl=pt&client=srp) 
  • [8](https://revistahcsm.coc.fiocruz.br/etica-editorial-e-o-problema-do-autoplagio/) 
  • [9](https://jornal.ufg.br/n/104517-autoplagio-e-plagio) 
  • [10](https://publi.ludomedia.org/index.php/ntqr/article/download/1139/1114/3943)

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Plágio Acadêmico na Pós-Graduação

Exemplo de plágio com sequências graves. Fonte aqui.

O plágio acadêmico é o ato de apresentar como próprio o trabalho, ideias, conceitos ou palavras de outro autor, sem dar o devido crédito. Segundo o Dicionário Houaiss, plágio consiste em copiar integral ou parcialmente um conteúdo de outro autor, seja textual ou conceitual, e apropriá-lo indevidamente. Essa prática é considerada antiética e pode configurar crime de violação de direito autoral.

Consequências do Plágio na Pós-Graduação

No âmbito da pós-graduação (na graduação também), o plágio é um problema grave que pode acarretar a perda do diploma obtido, reprovação em disciplinas, suspensão ou até expulsão da instituição. Além disso, gera prejuízos à reputação acadêmica do pesquisador, comprometendo sua carreira futura e podendo levar a implicações legais. As instituições de ensino utilizam ferramentas e comitês específicos para detectar e prevenir o plágio, reforçando a importância da integridade acadêmica.

Tipos de Plágio Acadêmico

  • Plágio integral: cópia total do trabalho de outro autor sem qualquer menção à fonte.
  • Plágio parcial: utilização de trechos ou partes do trabalho de outros autores sem citação.
  • Plágio conceitual (ou indireto): parafrasear ideias ou conceitos sem indicar a fonte original.
  • Auto-plágio: reapresentação de trabalhos anteriormente publicados pelo próprio autor, sem mencionar que são reproduções.
  • Plágio de fontes: citar referências sem ter consultado as fontes originais, usando apenas citações de segunda mão sem indicação adequada.
  • Plágio consentido: quando o autor permite que terceiros usem suas criações indevidamente, muitas vezes com fins comerciais.

Conclusão

Combater o plágio acadêmico é fundamental para garantir a qualidade e credibilidade da produção científica. É imprescindível que estudantes e pesquisadores saibam reconhecer o que é plágio e como evitá-lo, dando sempre os créditos adequados a autores originais e cultivando a ética e honestidade na pesquisa.

Esta postagem foi elaborada com o auxílio da inteligência artificial Perplexity, que utiliza buscas em tempo real e modelos avançados de linguagem para fornecer informações precisas e referências confiáveis.

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Como a IA Pode Ajudar na Pesquisa Acadêmica

 

A inteligência artificial (IA) pode ser uma ferramenta poderosa para estudantes de mestrado, doutorado e até pesquisadores experientes, ajudando a otimizar e aprimorar várias etapas da pesquisa acadêmica. Potencialmente, o tempo também pode ser otimizado com o uso da IA. Entretanto, é sempre bom conferir as regras e normas adotadas pela sua instituição em relação ao uso da IA. 


1. Pesquisa e Revisão de Literatura

A pesquisa bibliográfica para uma tese ou dissertação é um dos processos mais demorados. A IA pode acelerar isso de maneira significativa.

  • Busca Semântica: Em vez de usar palavras-chave exatas, ferramentas de IA como o Elicit ou o Scite podem entender o significado da sua pergunta de pesquisa e encontrar artigos, teses e patentes relevantes.
  • Resumo e Síntese: A IA pode gerar resumos de artigos longos, poupando tempo de leitura. Além disso, pode identificar os principais argumentos e descobertas em múltiplos textos, ajudando a sintetizar a revisão de literatura.
  • Identificação de Lacunas: A IA pode analisar um grande volume de artigos e identificar tópicos pouco explorados ou lacunas na pesquisa, sugerindo caminhos para sua própria investigação.

2. Organização e Gerenciamento de Dados

A fase de coleta e organização de dados pode ser complexa. A IA pode ajudar a dar sentido a grandes conjuntos de informações.

  • Transcrição Automática: Softwares de IA podem transcrever áudios de entrevistas ou reuniões, transformando horas de gravação em texto editável em minutos.
  • Análise de Dados Qualitativos: Ferramentas de IA podem ajudar a identificar padrões e temas em grandes volumes de dados qualitativos (como respostas de entrevistas abertas ou documentos), facilitando a codificação e a análise.
  • Visualização de Dados: A IA pode criar visualizações (gráficos, mapas, diagramas) a partir de seus dados brutos, ajudando a identificar tendências e a apresentar os resultados de forma clara.

3. Redação e Edição

A escrita acadêmica exige precisão. A IA pode funcionar como um assistente de escrita, ajudando a melhorar a qualidade do texto.

  • Assistência na Escrita: Ferramentas como o ChatGPT podem sugerir maneiras de reformular frases, encontrar sinônimos mais adequados ou estruturar parágrafos. A IA pode ajudar a escrever partes introdutórias ou conclusivas, mas a autoria do conteúdo principal deve ser sua.
  • Verificação Gramatical e de Estilo: A IA é excelente para identificar erros de gramática, ortografia e pontuação, além de sugerir melhorias de estilo, clareza e concisão, garantindo que o texto atenda aos padrões acadêmicos.
  • Checagem de Plágio: Ferramentas de IA podem ser usadas para verificar se o seu texto se assemelha a fontes existentes, ajudando a evitar o plágio não intencional e garantindo a originalidade do trabalho.

4. Geração de Ideias e Estruturação

Em momentos de bloqueio criativo, a IA pode ser um bom ponto de partida.

  • Brainstorming de Tópicos: A IA pode gerar ideias para títulos, tópicos de pesquisa e até mesmo perguntas de pesquisa, ajudando a refinar seu foco.
  • Criação de Estrutura: Ao fornecer o seu tema, a IA pode sugerir um esboço detalhado para a tese, dividindo-a em capítulos e seções lógicas. Claro, as regras específicas de seu programa de pós-graduação devem ser respeitadas. 

O uso ético e responsável da IA é fundamental. Lembre-se que a IA é uma ferramenta para complementar, e não para substituir, seu próprio trabalho intelectual, pensamento crítico e a sua criatividade.


**Nota sobre a criação deste conteúdo:**
Este texto foi elaborado com o auxílio do Google Gemini, um modelo de linguagem de IA. O objetivo foi otimizar o processo de escrita e garantir que as informações estivessem claras e bem organizadas para a sua leitura.

sábado, 6 de setembro de 2025

Evitando o Plágio Acadêmico Não Intencional na Era da IA

 

O uso de ferramentas de Inteligência Artificial para auxiliar em trabalhos acadêmicos, como a pesquisa de informações ou a organização de ideias, trouxe novos desafios para a integridade acadêmica. A linha entre a inspiração e o plágio, especialmente o plágio não intencional, pode se tornar mais tênue. Para evitar esse tipo de situação, é crucial adotar práticas conscientes e responsáveis.


Entendendo o Problema

O plágio não intencional ocorre quando você utiliza material de outra pessoa sem dar o devido crédito, seja por falta de conhecimento das normas de citação, por esquecimento, ou até mesmo por uma paráfrase inadequada. O uso de IA pode exacerbar esse risco de diversas formas:

  • Paráfrase insuficiente: Ferramentas de IA podem gerar textos que são muito parecidos com a fonte original, alterando apenas algumas palavras. Se você copiar esse texto sem citar a fonte, isso configura plágio.
  • Incorporação de ideias sem crédito: A IA pode sintetizar informações de múltiplas fontes, tornando difícil identificar a origem de cada ideia. Se você usar essas ideias sem rastrear e citar a fonte original, estará cometendo plágio.
  • Falta de autoria: A principal regra para evitar o plágio é que o texto deve ser seu. A IA é uma ferramenta, não uma substituta para o seu pensamento crítico e originalidade.

Estratégias Práticas para Evitar o Plágio

Para manter a integridade do seu trabalho e garantir a originalidade, siga estas dicas:

  1. Compreenda as Normas de Citação: Familiarize-se com o estilo de citação exigido pela sua instituição (por exemplo, ABNT, APA, Vancouver, MLA). Aprender a citar corretamente é a sua principal defesa contra o plágio. Entenda a diferença entre citação direta (quando você usa as palavras exatas do autor, entre aspas) e paráfrase (quando você reescreve a ideia com suas próprias palavras).
  2. Use a IA como Ferramenta, Não como Gerador de Texto: Pense na IA como um assistente de pesquisa. Use-a para:
    • Brainstorming de ideias: Peça para a IA sugerir diferentes ângulos para o seu tema.
    • Organização da estrutura: Use-a para criar um esboço do seu trabalho.
    • Sugestão de fontes: Peça para a IA indicar artigos e livros relevantes para a sua pesquisa.
  3. Sempre Verifique as Fontes: Quando a IA fornecer informações, procure as fontes originais e leia-as. Não use o conteúdo gerado pela IA cegamente. Apenas o texto que você leu e compreendeu em sua fonte original deve ser usado.
  4. Paráfrase Efetiva e Citação: Ao reescrever uma ideia, certifique-se de que a paráfrase seja realmente sua. Mantenha as palavras da IA de lado e escreva a ideia em sua própria voz, com seu estilo. Depois, lembre-se de citar a fonte da qual a ideia original foi extraída.
  5. Mantenha um Diário de Pesquisa: Crie um documento (um "diário de pesquisa") onde você anote todas as fontes que consultar, sejam elas de artigos, livros ou sites. Para cada anotação, registre a referência completa (autor, ano, título, etc.) e o trecho que você achou relevante. Isso te ajudará a rastrear de onde veio cada ideia.
  6. Use Ferramentas de Verificação de Plágio: Muitas universidades oferecem acesso a softwares de verificação de plágio, como Turnitin ou Copyleaks. Use-os para analisar seu texto antes de submetê-lo. Eles podem ajudar a identificar trechos que se assemelham a fontes existentes, permitindo que você corrija e adicione as citações necessárias.

Ao integrar essas práticas em seu processo de escrita, você não apenas evita o plágio, mas também fortalece sua capacidade de pensar criticamente e produzir um trabalho acadêmico de alta qualidade e originalidade.


=> Este artigo foi elaborado com o auxílio da Inteligência Artificial Gemini. A IA foi utilizada para estruturar o conteúdo e para aprimorar a clareza e a coesão do texto. O conteúdo final foi revisado e editado por [Seu Nome], garantindo a precisão e a adequação das informações.

quarta-feira, 11 de junho de 2025

Como declarar o uso de IA em um trabalho acadêmico? Um breve guia ético.

Imagem gerado pelo Grok 3 e modificada no Canva.

Para informar o uso de ferramentas de IA em um trabalho acadêmico é importante ser transparente e seguir as diretrizes éticas e institucionais aplicáveis. Aqui estão algumas sugestões sobre como proceder:
  1. Consulte as Diretrizes da Instituição: verifique se sua universidade ou instituição possui políticas específicas sobre o uso de ferramentas de IA. Algumas instituições podem exigir que você declare o uso de IA, enquanto outras podem ter restrições ou orientações detalhadas.
  2. Declare o Uso no Trabalho: inclua uma seção ou nota no seu trabalho acadêmico para mencionar que ferramentas de IA foram usadas. Isso pode ser feito em:
    • Agradecimentos: por exemplo, "Agradeço o uso da ferramenta de inteligência artificial Grok, desenvolvida pela xAI, para auxiliar na redação de trechos deste trabalho e na geração de imagens."
    • Metodologia: se o uso de IA foi parte do processo de pesquisa ou criação, explique brevemente como a ferramenta foi utilizada (ex.: "A ferramenta ChatGPT foi usada para gerar rascunhos iniciais de texto e criar imagens ilustrativas baseadas em prompts específicos").
    • Notas de Rodapé ou Apêndice: inclua uma nota explicativa detalhando o papel da IA no trabalho.
  3. Especifique o Papel da IA: seja claro sobre como a IA foi usada. Por exemplo:
    • Escrita: "A IA foi utilizada para sugerir reformulações de texto, que foram revisadas e editadas pelo autor."
    • Imagens: "As imagens apresentadas na seção X foram geradas com o auxílio de uma ferramenta de IA, com base em descrições fornecidas pelo autor."
    • Outras Funções: se a IA ajudou em análises de dados, traduções ou outras tarefas, mencione isso explicitamente.
  4. Mantenha a Originalidade: certifique-se de que o conteúdo gerado pela IA foi significativamente revisado, editado ou adaptado por você. A IA deve ser uma ferramenta de apoio, não a autora principal do trabalho. Evite usar textos ou imagens geradas diretamente sem modificações ou sem dar crédito.
  5. Cite a Ferramenta, se Necessário: embora ferramentas de IA como o Grok, Gemini e ChatGPT não sejam fontes acadêmicas tradicionais, você pode mencioná-las como um recurso técnico. Por exemplo, na seção de referências ou notas, você pode incluir: "Grok, uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pela xAI, utilizada para geração de texto e imagens."
  6. Modelos de Declaração: 
  7. Um exemplo de como você pode declarar o uso de IA:
    "Este trabalho fez uso da ferramenta de inteligência artificial Grok (xAI) para auxiliar na redação de rascunhos iniciais, geração de imagens ilustrativas e organização de ideias. Todo o conteúdo foi revisado, editado e validado pelo autor para garantir a originalidade e conformidade com os objetivos do trabalho." 
     
  8. Um segundo exemplo de declaração de uso de IA: 
    "Este manual foi inteiramente elaborado pelos autores, mas contou com o auxílio de inúmeras ferramentas de inteligência artificial generativa. SciSpace, Perplexity e Elicit (versões não claras, acesso em setembro e outubro de 2024) foram usados como ferramentas de busca semântica baseada em inteligência artificial para encontrar materiais específicos de organizações, universidades e afins. ChatGPT e Claude foram usados em vários momentos para a exploração de ideias. ChatGPT (versões 4o, 4o com Canvas), Claude (versão 3.5 Sonnet) e Text Cortex (sem versão) foram usados entre setembro e novembro de 2024 para fazer resumos de anotações humanas e para a revisão textual. Após o uso destas ferramentas, os autores revisaram e editaram o conteúdo em conformidade com o método científico e assumem total responsabilidade pelo conteúdo da publicação." 
     
  9. Considere o Contexto Ético: evite usar IA de maneira que possa ser considerada plágio ou violação de normas acadêmicas. Se você usou a IA apenas como inspiração ou apoio, mas todo o trabalho final reflete sua autoria, isso geralmente é aceitável, desde que declarado.
  10. Converse com seu Orientador: se houver dúvidas sobre como proceder, discuta com seu orientador ou professor para alinhar a declaração com as expectativas da disciplina ou instituição.
 
Se sua instituição não tiver diretrizes claras (o IFCE ainda não tem), a transparência é a melhor abordagem. Isso demonstra integridade acadêmica e respeito pelas normas éticas. Finalmente, sugerimos a leitura do Guia para Uso Ético e Responsável da Inteligência Artificial Generativa na Universidade Federal da Bahia - link aqui. Uma outra sugestão de leitura: Diretrizes para o uso ético e responsável da Inteligência Artificial Generativa: um guia prático para pesquisadores - link aqui.

Obs 1: essa postagem contou com uso do Grok 3 como ferramenta de IA para a geração do texto inicial e da imagem (Mona Lisa 'moderna') que foi usada. 

Obs 2: essa postagem foi inspirada em uma conversar com um de meus alunos de mestrado do ProfEPT.