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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Falando o óbvio: estude, faça faculdade.


A retórica segundo a qual jovens “perdem tempo” ao cursar o ensino superior ganhou força nas redes sociais e em certos púlpitos religiosos, alimentando uma espécie de culto à ignorância. Em nome de uma suposta “esperteza prática”, desqualifica-se a universidade, o estudo sistemático e a dedicação intelectual, como se fossem luxo inútil ou obstáculo ao sucesso. Esse discurso, porém, entra em choque frontal com as evidências disponíveis sobre o papel da educação na mobilidade social e na própria estrutura das sociedades contemporâneas. Em países da OCDE, trabalhadores com educação terciária em tempo integral ganham, em média, quase o dobro daqueles com escolaridade abaixo do ensino médio, indicando um prêmio salarial robusto associado à formação superior. No Brasil, estimativas recentes mostram que adultos de 25 a 64 anos com diploma de ensino superior ganham, em média, 148% a mais do que aqueles que possuem apenas o ensino médio, uma diferença muito acima da média dos países desenvolvidos. (Ver: https://www.oecd.org/en/topics/sub-issues/earnings-by-educational-attainment.html)

Esse padrão não se restringe à classe média. Estudo sobre a formação educacional de bilionários indica que cerca de 76% deles possuem algum tipo de graduação, e uma parcela relevante apresenta títulos de pós-graduação, sugerindo que mesmo entre os muito ricos a trajetória de estudo formal é predominante. É claro que há exceções célebres de pessoas que enriqueceram sem concluir a universidade, mas o ponto central da estatística é outro: apostar na ausência de formação é apostar na exceção, não na regra. Para a esmagadora maioria dos jovens, especialmente os oriundos das classes populares, a educação formal permanece como um dos poucos mecanismos institucionais capazes de ampliar horizontes profissionais, melhorar salários e oferecer alguma proteção contra a precarização do trabalho. Quando figuras de autoridade minimizam esse caminho, elas não “libertam” o jovem do suposto peso da universidade; elas, na prática, o afastam de uma das principais alavancas de mobilidade social disponíveis. (Ver: https://www.bbc.com/news/business-35631029)

A promoção do “culto à ignorância” também tem implicações políticas e culturais. Uma população com menor escolaridade tende a ter menos acesso a informações qualificadas, menos capacidade de interpretar criticamente dados e discursos e, portanto, maior vulnerabilidade a desinformação, extremismos e manipulações. Ao deslegitimar a universidade, abre-se espaço para substituir o debate informado por slogans fáceis e crenças dogmáticas. Isso contrasta com a visão de líderes políticos e intelectuais que, ao longo do século XX e XXI, destacaram a centralidade da educação no combate à desigualdade e à opressão. Nelson Mandela, por exemplo, sintetiza essa perspectiva ao defender a educação como “a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, enfatizando o seu papel estrutural na transformação social. No Brasil, Lula costuma associar sua própria trajetória e suas políticas públicas à ampliação do acesso à escola e à universidade, especialmente para jovens pobres, como estratégia de inclusão e dignidade. (Ver: https://www.adruk.org/our-mission/our-impact/the-impact-of-higher-education-on-labour-market-earnings/)

Essas posições não são meras opiniões generosas, mas respostas a um quadro empírico consistente. Relatórios internacionais mostram que níveis mais altos de escolaridade se relacionam com maior produtividade, melhores salários, maior participação cívica e melhor saúde, compondo um círculo virtuoso entre educação, economia e cidadania. Ao sugerir que os jovens abandonem esse caminho, alguns influenciadores e líderes religiosos oferecem uma narrativa sedutora de “atalhos” para o sucesso, normalmente apoiada em casos excepcionais e em uma retórica de “guerra cultural” contra a ciência e as instituições de ensino. Em vez de convidar os jovens a desenvolverem espírito crítico, essas vozes reforçam a ideia de que basta “ter fé” ou “ser esperto” para prosperar, desresponsabilizando o Estado por políticas educacionais robustas e naturalizando a desigualdade de oportunidades. (Ver: https://www.oecd.org/en/publications/education-at-a-glance-2024_c00cad36-en.html)

Há, evidentemente, problemas reais nas universidades e no sistema educacional: currículos desatualizados, ensino excessivamente teórico, dificuldades de inserção profissional em certas áreas, mensalidades proibitivas no setor privado. Ignorar essas falhas seria tão ingênuo quanto demonizar a educação. A resposta, contudo, não é abandonar o ensino superior, mas reformá-lo, aproximando-o do mundo do trabalho sem abrir mão da formação humanística, científica e cidadã. Ao mesmo tempo, é preciso combater a ideia de que “curso superior” equivale apenas à busca de um diploma qualquer; trata-se de promover percursos formativos significativos, que façam sentido para a realidade dos estudantes e para os desafios contemporâneos, inclusive no campo tecnológico.

Nesse contexto, defender o estudo, a universidade e o conhecimento não é um gesto elitista, mas um ato político em favor dos que mais dependem de políticas públicas para ter acesso a essas oportunidades. O culto à ignorância, ao contrário, funciona como uma sofisticada forma de controle social: valoriza-se a “simplicidade” apenas para quem não pode escolher, enquanto as elites seguem investindo pesadamente na formação de seus filhos. Ao jovem que ouve que “faculdade é perda de tempo”, é preciso mostrar os números, mas também as histórias concretas de mobilidade e emancipação construídas pela via da educação. Entre a promessa fácil dos atalhos e o caminho exigente do estudo, a experiência histórica e os dados disponíveis indicam com clareza qual dos dois tem maior chance de produzir liberdade real. (Ver: https://www.oecd.org/en/publications/education-at-a-glance-2025_1a3543e2-en/brazil_d42263a0-en.html)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

OECD Future of Education and Skills 2030 - um resumo

O material "Skills for 2030" faz parte do projeto OECD Future of Education and Skills 2030 e apresenta o quadro conceitual para a aprendizagem focado no Bem-Estar 2030.

Conceito Central

Habilidades (Skills) são definidas como a capacidade e a aptidão para realizar processos e usar o conhecimento de forma responsável para alcançar um objetivo. Elas são parte de um conceito holístico de competência, que envolve a mobilização de conhecimento, habilidades, atitudes e valores para atender a demandas complexas. Conhecimento, habilidades, atitudes e valores são desenvolvidos de forma interdependente.

O OECD Learning Compass 2030 distingue três tipos diferentes de habilidades:

1. Habilidades Cognitivas e Metacognitivas

Estas habilidades incluem o pensamento crítico, o pensamento criativo, o "aprender a aprender" e a autorregulação.

  • Necessidade de Habilidades Não-Rotineiras: À medida que tecnologias de computador e automação (como a inteligência artificial) substituem tarefas rotineiras, aumentou a demanda por habilidades cognitivas não-rotineiras, como a criatividade. A criatividade é considerada a habilidade que mais claramente distingue os inovadores.
  • Habilidades de Ordem Superior: Incluem a resolução de problemas, o pensamento crítico, a definição de metas e a tomada de decisões. O pensamento crítico é visto como necessário para ingressar no mercado de trabalho e para o cidadão ser autossuficiente.
  • Metacognição: Refere-se às habilidades de "pensar sobre o pensar" e são essenciais para o processo de aprendizagem. O "aprender a aprender" é uma competência chave para a aprendizagem ao longo da vida (lifelong learning) e torna-se ainda mais crucial diante da globalização e dos avanços da IA.
  • Adaptabilidade e Competência Digital: Para permanecerem competitivos, os trabalhadores precisam adquirir novas habilidades continuamente, o que exige flexibilidade e uma atitude positiva em relação à aprendizagem contínua. Embora as habilidades digitais se tornem rapidamente obsoletas, as chamadas "habilidades de fusão" — a combinação de habilidades criativas, empreendedoras e técnicas — serão cruciais para a adaptação às mudanças tecnológicas.
  • Lidar com a Incerteza: Espera-se que os humanos sejam mais capazes de lidar com a incerteza, volatilidade, complexidade e ambiguidade do que a IA, que muitas vezes apresenta "falhas" se os objetivos ou o contexto da tarefa se tornarem ambíguos.

2. Habilidades Sociais e Emocionais

Estas habilidades incluem empatia, autoeficácia, responsabilidade e colaboração, além de autoconsciência e respeito pelos outros.

  • Essencialidade na Diversidade: As habilidades sociais e emocionais estão se tornando essenciais à medida que as salas de aula e os locais de trabalho se tornam mais diversos etnicamente, culturalmente e linguisticamente.
  • Sucesso Acadêmico e Profissional: O sucesso escolar depende de habilidades como perseverança, responsabilidade e estabilidade emocional. No mercado de trabalho, estudos recentes demonstram que as habilidades sociais e emocionais podem ser igualmente – e em alguns casos, até mais – importantes do que as habilidades cognitivas na determinação do emprego futuro, além de afetarem diretamente o status ocupacional e a renda.
  • Interações Complexas: Assim como a criatividade, a IA é improvável que substitua trabalhadores cujos empregos exigem interações sociais complexas, como persuasão e negociação.

3. Habilidades Físicas e Práticas

Estas habilidades estão associadas tanto a tarefas manuais diárias (como vestir-se ou preparar alimentos) quanto ao uso de ferramentas físicas, operações e funções.

  • Artes e Cognição: O envolvimento com música e artes desenvolve a capacidade cognitiva das crianças, muitas vezes em formas não identificadas em outras atividades. O domínio das artes requer processos cognitivos e metacognitivos, e ajuda os alunos a desenvolverem inteligência empática, que melhora o envolvimento emocional e a persistência.
  • Saúde e Bem-Estar: As habilidades físicas e práticas são cruciais para o funcionamento geral e o bem-estar dos alunos. A pesquisa mostra que o desenvolvimento de habilidades motoras fundamentais na idade pré-escolar prevê a eficiência cognitiva e o desempenho acadêmico.

Em resumo, o documento destaca que, devido à globalização e à IA, o futuro exigirá indivíduos adaptáveis, com forte capacidade de "aprender a aprender", e que possuam uma fusão de habilidades criativas, sociais, emocionais e cognitivas para navegar em um mundo de incerteza crescente.

Referência

OECD. Skills for 2030. Paris: OECD, 2019. (OECD Future of Education and Skills 2030 – Concept Note). Disponível em: <https://www.oecd.org/content/dam/oecd/en/about/projects/edu/education-2040/concept-notes/Skills_for_2030_concept_note.pdf>. Acesso em: 12 dez. 2025.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

IA generativa na educação: potencialidades, desafios e alguma bibliografia

Os professores serão substituídos por hologramas robóticos com IA Gen? 

A Inteligência Artificial (IA) generativa, na área de educação, já se encontra em uma fase de uso massivo no dia a dia de docentes e estudantes – em tarefas como planejamento de aulas, produção de materiais, feedback a alunos e apoio ao estudo personalizado. Ao mesmo tempo, ainda não há consenso pedagógico e regulatório sobre limites, avaliação e ética desse uso. Pesquisas indicam que a maioria dos educadores enxerga potencial real de apoio à aprendizagem, mas também teme plágio, dependência excessiva e aumento das desigualdades de acesso. [web:277][web:279][web:281][web:283][web:286]

Estágio atual da IA generativa na educação

Professores e instituições relatam uso crescente de IA generativa para criar recursos didáticos, planejar aulas e currículos, gerar feedback automatizado, propor atividades de revisão, apoiar a correção preliminar de textos e reduzir tarefas administrativas. [web:277][web:280][web:285][web:286]

Estudos em educação básica mostram que a IA generativa pode adaptar materiais (textos, exercícios, imagens) ao nível de conhecimento dos alunos em tempo quase real, o que tende a aumentar motivação e desempenho quando essa tecnologia é bem integrada ao trabalho docente, e não usada de forma isolada. [web:278][web:284]

No ensino superior, docentes de diferentes áreas veem a IA generativa principalmente como ferramenta de apoio – para personalização de conteúdos, criação de questões e instrumentos de avaliação, suporte à escrita acadêmica e até coorientação em projetos –, embora haja preocupação forte com fraude acadêmica e com a dificuldade de distinguir produções genuínas de textos gerados por IA. [web:279][web:281][web:283]

Riscos e desafios específicos no ensino

Entre os riscos e desafios mais discutidos estão: plágio e autenticidade dos trabalhos, desenvolvimento de pensamento crítico (em vez de mero “copiar/colar” de respostas da IA), confiabilidade das saídas (alucinações), privacidade de dados dos estudantes e desigualdades entre quem tem e quem não tem acesso a boas ferramentas. [web:279][web:281][web:283][web:286]

Relatórios de governos e de universidades recomendam que a IA generativa seja utilizada com transparência, com orientação explícita aos estudantes, políticas institucionais claras, formação docente em competências digitais e foco em colaboração “professor + IA”, em vez de uma lógica de substituição do trabalho docente. [web:277][web:280][web:282][web:285][web:286]

Referências recomendadas (foco em educação)

Abaixo, algumas leituras úteis, em grande parte de acesso aberto, para aprofundar o estudo da IA generativa aplicada à educação:

  • XU, H. et al. Large Language Models for Education: A Survey and Outlook. arXiv, 2024. Disponível em: <https://arxiv.org/abs/2403.18105>. Acesso em: 3 dez. 2025. [web:282]
  • FRONTIERS IN EDUCATION. Generative AI and education: dynamic personalization of learning materials in primary education. 2024. Disponível em: plataforma Frontiers. [web:278]
  • GOV.UK. Generative artificial intelligence (AI) in education. Guidance for education providers. 2025. Disponível em: <https://www.gov.uk/government/publications/generative-artificial-intelligence-in-education>. [web:277][web:280]
  • FRONTIERS PARTNERSHIPS. Generative AI in Higher Education: Balancing Innovation and Responsibility. 2025. Disponível em: British Journal of Biomedical Science / Frontiers Partnerships. [web:281]
  • KPMG CANADÁ. Generative AI and the future of education. 2025. Disponível em: <https://assets.kpmg.com/content/dam/kpmg/ca/pdf/2025/04/ca-generative-ai-in-education-report-en.pdf>. [web:286]
  • CENGAGE GROUP. AI’s Impact on Education in 2025. 2025. Disponível em: <https://www.cengagegroup.com/news/perspectives/2025/ais-impact-on-education-in-2025/>. [web:283]
  • HORIZON UNIVERSITY. Applications of Large Language Models in Education. 2025. Disponível em: <https://www.hu.ac.ae/knowledge-update/from-different-corners/applications-of-large-language-models-in-education>. [web:285]
  • AUTOR(ES). Generative AI in Education: A Study of University Instructors’ Attitudes. arXiv, 2024. Disponível em: <https://arxiv.org/abs/2403.15586>. [web:279]

Referências recentes em português sobre IA generativa na educação

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA (UNESCO). Guia para a IA generativa na educação e na pesquisa. Paris, 2024. Disponível em: <https://www.unesco.org/pt/articles/guia-para-ia-generativa-na-educacao-e-na-pesquisa>. Acesso em: 3 dez. 2025. [web:287]

PROFUTURO; UNESCO. IA generativa na educação: como fazemos?. 2024. Disponível em: <https://profuturo.education/pt-br/observatorio/competencias-xxi/ia-generativa-na-educacao-como-fazemos/>. Acesso em: 3 dez. 2025. [web:288]

SUPERENSINO. Inteligência Artificial Generativa & Educação. [S. l.]: SuperEnsino, 2024. Disponível em: <https://www.superensino.com.br/hubfs/Intelig%C3%AAncia%20Artificial%20Generativa%20&%20Educa%C3%A7%C3%A3o.pdf>. Acesso em: 3 dez. 2025. [web:289]

CESAR – CENTRO DE ESTUDOS E SISTEMAS AVANÇADOS DO RECIFE. Como a Inteligência Artificial Generativa está transformando a educação. Recife, 2025. Disponível em: <https://www.cesar.org.br/w/como-a-inteligencia-artificial-generativa-esta-transformando-a-educacao>. Acesso em: 3 dez. 2025. [web:290]

PEARSON. IA generativa na educação: por que é melhor criar do que adaptar. São Paulo, 2024. Disponível em: <https://hed.pearson.com.br/blog/higher-education/ia-generativa-na-educacao-por-que-melhor-criar-do-que-adaptar>. Acesso em: 3 dez. 2025. [web:291]

SANTOS, A. et al. Ferramentas de IA generativa na educação: um estudo exploratório. Lead and Read, v. 3, n. 1, 2024. Disponível em: <https://revistas.rcaap.pt/lead_read/article/download/40930/29644/204018>. Acesso em: 3 dez. 2025. [web:292]

REYNAUD, T. V. Generative Artificial Intelligence for Education: The Present and the Future. 2024. Dissertação (Mestrado em Educação) – Iscte – Instituto Universitário de Lisboa, Lisboa, 2024. Disponível em: <https://repositorio.iscte-iul.pt/bitstream/10071/33817/1/master_teresa_vaz_reynaud.pdf>. Acesso em: 3 dez. 2025. [web:293]

KALOTA, R. et al. O uso da inteligência artificial na educação e os desafios das ferramentas generativas. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 41, e026, 2025. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/edur/a/vnXmgcZYr4hd9fW7ZSFGqMq/?lang=pt>. Acesso em: 3 dez. 2025. [web:294]

Vários artigos com a temática de IA: https://www.revistaglauks.ufv.br/Glauks/issue/view/41

#IAGenerativa #Educação #EnsinoSuperior #TecnologiaEducacional #LLMs #InovaçãoPedagógica #ÉticaNaEducação

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Fatores que Influenciam o Sucesso Acadêmico na Educação Superior

Introdução

O sucesso acadêmico na faculdade não acontece de forma automática; ele depende de diversas condições, algumas são essenciais e outras dependem mais do meio do que do próprio estudante. Um ponto importante é que é necessário ter uma base sólida de conhecimentos adquiridos durante o ensino médio, pois esta formação é fundamental para acompanhar a maior complexidade dos estudos universitários. Além disso, o desenvolvimento de habilidades como gestão do tempo, disciplina e compromisso com os estudos é crucial para enfrentar as demandas do ensino superior.

Outros fatores importantes incluem o apoio da família e um ambiente escolar que incentive o aprendizado. A autoestima e a motivação do estudante também desempenham papel central, pois a confiança nas próprias capacidades e a força de vontade são determinantes para superar obstáculos. A saúde física e mental do aluno, assim como condições econômicas que possibilitem materiais e recursos de estudos adequados, também influenciam diretamente no desempenho acadêmico. 

Ainda, habilidades socioemocionais, como resiliência, controle da ansiedade e capacidade de lidar com desafios, tornam-se cada vez mais importantes nessa fase de transição. Cultivar uma mentalidade de crescimento — a crença de que é possível melhorar com esforço — pode elevar significativamente o desempenho dos estudantes. 

Portanto, alcançar o sucesso acadêmico na faculdade requer uma combinação de preparação prévia, apoio social, motivação interna e desenvolvimento contínuo de competências acadêmicas e emocionais. Esse conjunto de condições cria a base para que jovens estudantes não apenas ingressem, mas prosperem em sua trajetória universitária.

Pontos-Chave

  • As pesquisas sugerem que o sucesso acadêmico na educação superior é influenciado por fatores como desempenho anterior, características demográficas, motivação, estratégias de aprendizagem, suporte institucional e condições econômicas, com variações contextuais.
  • Parece provável que estudantes com maior motivação intrínseca e autoeficácia tenham melhor desempenho, enquanto estresse e dificuldades financeiras podem aumentar a evasão.
  • A evidência aponta para a importância de suporte institucional, como tutoria e serviços de saúde mental, especialmente em contextos de desigualdade.

Desempenho Acadêmico Anterior

O desempenho no ensino médio, como GPA* e notas em exames de admissão, é um forte preditor de sucesso universitário, ajudando a preparar os estudantes para desafios acadêmicos. Por exemplo, estudos indicam que um GPA alto no ensino médio correlaciona-se com melhores notas na universidade (Richardson et al., 2012).

* GPA significa "Grade Point Average" (Média de Pontos de Notas, em português). É uma medida numérica usada principalmente em sistemas educacionais, como nos Estados Unidos, para avaliar o desempenho acadêmico de um estudante ao longo de um período, como um semestre ou toda a graduação. O GPA é calculado com base nas notas obtidas em cada disciplina, geralmente em uma escala de 0.0 a 4.0 (embora variações existam), ponderando pelo número de créditos de cada curso. Por exemplo, uma nota "A" pode equivaler a 4.0, "B" a 3.0, e assim por diante. É amplamente utilizado por universidades para admissões e acompanhamento de progresso acadêmico.

Características Demográficas

Fatores como gênero, idade, status socioeconômico e origem étnica influenciam os resultados. Estudantes de backgrounds socioeconômicos mais altos tendem a ter mais recursos, enquanto desigualdades podem afetar minorias, exigindo esforços para inclusão (ResearchGate, 2023).

Fatores Psicológicos e Estratégias

Motivação, autoeficácia e estratégias como autorregulação são cruciais. Estudantes motivados e com boas habilidades de gestão do tempo tendem a se engajar mais, enquanto estresse pode prejudicar o desempenho (Heliyon, 2024). A escolha precoce de carreiras, muitas vezes aos 16 ou 17 anos, pode levar à desistência ou mudança de curso devido à falta de identificação com a área escolhida.

Suporte Institucional e Condições Econômicas

A qualidade do ensino e suporte como auxílio financeiro são essenciais. Trabalhar mais de 20 horas por semana pode aumentar a evasão, destacando a necessidade de apoio financeiro (Educational Review, 2024). Programas de orientação vocacional podem ajudar jovens a fazer escolhas mais alinhadas com seus interesses, reduzindo mudanças de curso.


Nota Detalhada

A análise dos fatores que influenciam o sucesso acadêmico na educação superior é um tema complexo, com implicações significativas para estudantes, instituições e políticas educacionais. Este ensaio detalha os principais determinantes, considerando contextos globais e específicos, como o Brasil, e aborda desafios como altas taxas de evasão, atrasos na conclusão e mudanças de curso devido a escolhas precoces de carreira, frequentemente feitas por jovens de 16 ou 17 anos.

Contexto e Importância

O sucesso acadêmico é definido como altas notas, conclusão oportuna e desenvolvimento de habilidades para o mercado de trabalho. No entanto, a evasão e os atrasos são comuns, especialmente quando jovens escolhem carreiras sem plena identificação, levando a mudanças de curso ou abandono. Um estudo de 2024 no Heliyon (DOI: 10.1016/j.heliyon.2024.e25775) analisou 109 estudantes universitários na China (72,9% mulheres, idade média de 20,7 anos), destacando a relevância de autoeficácia e emoções positivas.

Fatores Detalhados

Desempenho Acadêmico Anterior

O desempenho pré-universitário, como GPA do ensino médio e exames de admissão, é um preditor consistente. Uma meta-análise de Richardson et al. (2012), citada em 2024 no Educational Review (DOI: 10.1080/03054985.2024.2316616), encontrou que o GPA do ensino médio é mais preditivo do que testes padronizados. Um estudo brasileiro de 2024 no SciELO (SciELO, 2024) analisou 715 estudantes, mostrando que disciplinas aprovadas explicam até 89% do rendimento em bacharelados.

Características Demográficas

Gênero, idade, status socioeconômico (SES) e etnia impactam os resultados. Um artigo de 2024 no Journal of Electrical Systems (DOI: 10.1186/s43067-024-00166-w) identificou correlações moderadas com SES e gênero, enquanto um estudo de 2023 (ResearchGate, 2023) destacou que estudantes de SES alto têm mais recursos. Barreiras étnicas e escolhas precoces de carreira, muitas vezes sem orientação adequada, contribuem para evasão.

Fatores Psicológicos

Motivação, autoeficácia e bem-estar emocional são centrais. Um estudo de 2024 no Educational Review (DOI: 10.1080/03054985.2024.2316616) identificou motivação intrínseca (15%) e autorregulação (12%) como fatores-chave. A autoeficácia medeia emoções positivas, enquanto o estresse (-0,26 a -0,74) aumenta a evasão. A pressão de escolher uma carreira cedo pode gerar ansiedade, levando a mudanças de curso (PMC, 2023).

Estratégias de Aprendizagem e Engajamento

Autorregulação, gestão do tempo e engajamento são vitais. Um estudo de 2022 (Educational Review, 2022) destacou agência estudantil e suporte institucional. Atividades extracurriculares, quando equilibradas, fomentam habilidades como liderança, impactando 84-89% do rendimento em cursos brasileiros (SciELO, 2024).

Fatores Institucionais e Ambientais

A qualidade da instrução e ambientes inclusivos são determinantes. Um estudo de 2024 no Heliyon (DOI: 10.1016/j.heliyon.2024.e25775) mostrou que interações professor-aluno aumentam a motivação. No Brasil, contato extraclasse com professores é crucial (SciELO, 2024). Orientação vocacional pode reduzir escolhas desalinhadas.

Fatores Econômicos e Sociais

Condições econômicas, como trabalhar mais de 20 horas por semana, aumentam a evasão (Educational Review, 2024). Suporte familiar e engajamento comunitário melhoram a persistência (ResearchGate, 2023).

Tabela Resumo de Fatores e Impactos

Categoria Fatores Principais Impacto no Sucesso Acadêmico Exemplo de Métrica/Evidência
Desempenho Anterior GPA ensino médio, exames de admissão Forte preditor, correlação alta (0,92, 2024) GPA explica 89% do rendimento (SciELO, 2024)
Demográficos Gênero, SES, etnia SES alto melhora acesso a recursos SES baixo correlaciona com evasão (ResearchGate, 2023)
Psicológicos Motivação, autoeficácia, estresse Motivação (15%) e autoeficácia (12,3, 2024) Estresse correlaciona negativamente (-0,26 a -0,74, 2024)
Estratégias e Engajamento Autorregulação, atividades extracurriculares Correlação moderada (R=0,456, 2023) Atividades impactam 84-89% do rendimento
Institucionais/Ambientais Qualidade do ensino, suporte institucional Ambientes inclusivos reduzem barreiras Contato com professores explica rendimento (SciELO, 2024)
Econômicos/Sociais Auxílio financeiro, trabalho >20h/semana, suporte familiar Trabalho excessivo aumenta evasão Trabalho >20h aumenta evasão (Larsen, 2013)

Implicações e Recomendações

Os fatores sugerem intervenções multifacetadas. Instituições podem oferecer tutoria, saúde mental e orientação vocacional para reduzir escolhas desalinhadas e evasão. No Brasil, foco em renda familiar e contato com professores é crucial (SciELO, 2024). Promover engajamento e habilidades sociais melhora a retenção, especialmente para jovens de 16-17 anos que enfrentam decisões de carreira precoces.

Esta análise, atualizada até julho de 2025, reflete a complexidade do tema, com desigualdades socioeconômicas no Brasil exigindo abordagens específicas. Futuras pesquisas podem explorar interações entre SES e motivação para estratégias mais eficazes.

segunda-feira, 9 de junho de 2025

O papel da educação no desenvolvimento de uma nação: uma reflexão.

 

Introdução.

A educação é a espinha dorsal do desenvolvimento sustentável de qualquer nação. Sem um povo instruído, capaz de pensar criticamente, inovar e contribuir de forma relevante para a sociedade, o crescimento econômico, social e político de um país é seriamente comprometido. A educação não apenas capacita indivíduos com habilidades técnicas, mas também promove valores éticos, cidadania e igualdade, elementos essenciais para a construção de sociedades prósperas e resilientes. A história de diversos países demonstra que investimentos consistentes em educação são fundamentais para transformar realidades sociais e impulsionar o progresso dessas nações. 

A educação como um motor de transformação.

A educação é um motor de transformação porque capacita indivíduos a romperem ciclos de pobreza, ampliarem suas oportunidades e participarem ativamente do mercado de trabalho e da vida cívica. Além disso, ela fomenta a inovação tecnológica e científica, que são pilares do crescimento econômico moderno. Países que negligenciam a educação enfrentam desafios como desigualdade social, estagnação econômica e instabilidade política. Por outro lado, nações que investem em sistemas educacionais inclusivos e de qualidade tendem a alcançar maior equidade, produtividade e coesão social. 

Exemplos: casos inspiradores.

Um exemplo emblemático é a Coreia do Sul. Na década de 1950, após a Guerra da Coreia, o país era um dos mais pobres do mundo, com uma economia devastada e altos índices de analfabetismo. No entanto, o governo sul-coreano reconheceu a educação como uma prioridade estratégica. A partir dos anos 1960, foram implementadas políticas de universalização do ensino básico, ampliação do acesso ao ensino médio e superior, e forte investimento em professores e infraestrutura escolar. O sistema educacional foi orientado para atender às demandas de uma economia em industrialização, com foco em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). Como resultado, a Coreia do Sul transformou-se em uma potência econômica em poucas décadas, com empresas globais como Samsung e Hyundai emergindo de uma força de trabalho altamente qualificada. Hoje, o país tem uma das taxas de alfabetização mais altas do mundo (quase 100%) e lidera rankings internacionais de desempenho educacional, como o PISA.

Outro caso inspirador é a Finlândia, que reformulou seu sistema educacional nas últimas décadas do século XX para priorizar a equidade e a qualidade. Após enfrentar desafios econômicos nos anos 1970, a Finlândia investiu em um modelo educacional que valoriza professores bem formados, currículos flexíveis e inclusivos, e igualdade de acesso à educação. Diferentemente de sistemas competitivos, o modelo finlandês enfatiza a aprendizagem colaborativa e o bem-estar dos alunos, reduzindo desigualdades socioeconômicas. Como resultado, a Finlândia consistentemente alcança altos índices de desempenho educacional e tem uma economia inovadora, com empresas como a Nokia e um setor de tecnologia robusto. A educação de qualidade também contribuiu para a coesão social e para a confiança nas instituições, fatores cruciais para a sustentabilidade do desenvolvimento.

Um terceiro exemplo é Cingapura, que, após sua independência em 1965, enfrentava limitações de recursos naturais e uma população diversa com desafios de integração. O governo de Cingapura apostou na educação como a principal ferramenta para construir uma nação competitiva. O sistema educacional foi projetado para ser rigoroso, com ênfase em mérito, disciplinas técnicas e formação de uma força de trabalho globalmente competitiva. Além disso, Cingapura investiu em educação bilíngue (inglês e línguas locais), o que facilitou sua integração ao mercado global. Hoje, o país é um centro financeiro e tecnológico, com uma das maiores rendas per capita do mundo, demonstrando como a educação pode transformar uma nação pequena em uma potência global. 

O risco de não valorizar a educação.

Por outro lado, países que não priorizam a educação enfrentam dificuldades para alcançar o desenvolvimento sustentável. Nações com altas taxas de analfabetismo ou sistemas educacionais excludentes frequentemente lidam com desigualdades persistentes e crescimento econômico limitado. Por exemplo, muitos países da África Subsaariana, embora ricos em recursos naturais, ainda enfrentam desafios devido a investimentos insuficientes em educação, o que perpetua ciclos de pobreza e instabilidade. Contudo, há exemplos positivos na região, como Ruanda, que, após o genocídio de 1994, investiu na reconstrução de seu sistema educacional para promover unidade nacional e desenvolvimento. Iniciativas como a universalização do ensino básico e programas de formação profissional têm contribuído para o crescimento econômico e a redução da pobreza no país.

No contexto brasileiro, a educação enfrenta desafios históricos, como desigualdades regionais, baixa qualidade do ensino público e altas taxas de evasão escolar. Apesar de avanços, como a expansão do acesso ao ensino fundamental e superior nas últimas décadas, o Brasil ainda precisa investir em formação de professores, infraestrutura escolar e políticas que promovam a permanência dos jovens na escola. Países como Coreia do Sul, Finlândia e Cingapura mostram que o caminho para o desenvolvimento sustentável exige compromisso de longo prazo com a educação, além de políticas públicas que priorizem a inclusão e a qualidade. Vale lembrar que 'gastar' em educação não é 'gasto', mas um investimento estratégico e necessário. 

Conclusão.

A educação é a base para o desenvolvimento sustentável de toda e qualquer nação. Exemplos como Coreia do Sul, Finlândia e Cingapura ilustram como investimentos estratégicos em sistemas educacionais podem transformar realidades, promovendo crescimento econômico, igualdade social e inovação. Para que um país prospere de forma sustentável, é imprescindível que a educação seja tratada como prioridade, que os professores sejam valorizados e incentivados a continuar estudando e se aperfeiçoando, com políticas contínuas que garantam acesso universal, qualidade e relevância para as demandas do presente e do futuro. Somente com um povo instruído e educado é possível construir uma nação resiliente, justa e preparada para os desafios do mundo contemporâneo. Infelizmente, essa é uma lição que ainda não foi compreendida ou colocada em prática pelas elites política e econômica do Brasil. 

#reflexão #educação #política #brasil #pensamento 

sábado, 25 de janeiro de 2025

Divulgando: Inteligência Artificial e Educação - Desafios e Oportunidades (Evento)

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Sobre o evento

 

O seminário “Inteligência Artificial e Educação: Desafios e Oportunidades” é uma realização do Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), em parceria com a Universidade Estadual do Ceará (UECE) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCE) para  fomentar o diálogo entre academia e sociedade, contribuindo para a compreensão e a aplicação responsável da inteligência artificial no ambiente educacional.

Entre os temas debatidos estarão os riscos e benefícios do uso da IA na educação, sua aplicação em diferentes níveis de ensino e suas implicações no mercado de trabalho e na sociedade.

Quando e onde:

presencial Av. Monsenhor Tabosa, 777 - Fortaleza - Ceará - Brasil

  

* Link de inscrição aqui.

sábado, 8 de junho de 2024

Divulgando: II Colóquio Luso Brasileiro e I Seminário Ibero-Americano de Educação Inclusiva e Intergeracionalidade

 

 

Gostaríamos de convidar você para participar do II Colóquio Luso Brasileiro e I Seminário Ibero-Americano de Educação Inclusiva e Intergeracionalidade

Temática: Políticas públicas inovadoras e estratégias de cooperação internacional na implementação dos ODS da Agenda 2030
Data: 10 de junho de 2024
Horário: 8h30 às 17h30
Local: TRE - Rua Dr. Pontes Neto 800, Eng. Luciano Cavalcante, Fortaleza-CE

Para se inscrever, acesse o link abaixo:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf9lkETDor0aKb7w5fbgVrLBG82JkgQugX178aPlQcigfADJg/viewform?usp=sf_link

Realização: Secretaria da Educação do Estado do Ceará - SEDUC; Instituto Federal do Ceará - IFCE; Universidade Católica Portuguesa - UCP, OIJ ( Organismo Internacional da Juventude),Tribunal de Justiça do Ceará-TJCE e a Secretaria dos Direitos Humanos - SEDH-CE; Ordem dos Advogados do Brasil, CE.

Contamos com sua participação!

Atenciosamente,
Elizabete Távora

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Analfabetismo no Brasil: muito o que fazer!

Você gosta de ler?

O analfabetismo é a incapacidade de ler e escrever. O analfabetismo tem uma longa história que reflete as mudanças sociais, econômicas e culturais ao longo dos séculos. A seguir, temos uma visão geral da evolução do analfabetismo desde o Egito Antigo até os dias atuais.

No Egito Antigo

No Egito Antigo (c. 3100-332 a.C.), a alfabetização era limitada a uma pequena elite composta principalmente por escribas, sacerdotes e membros da burocracia. A escrita hieroglífica e a escrita hierática eram complexas, exigindo anos de treinamento especializado. A vasta maioria da população, composta por agricultores e trabalhadores, era analfabeta.

Na Grécia e Roma Antigas

Na Grécia Antiga (c. 800-146 a.C.), a alfabetização era mais difundida entre os cidadãos livres, especialmente nas cidades-estado como Atenas, onde a educação era valorizada. No entanto, ainda havia uma grande parcela da população que era analfabeta, especialmente entre mulheres e escravos. Em Roma (c. 753 a.C. - 476 d.C.), a alfabetização também era valorizada entre as classes superiores, mas a maioria da população, incluindo muitos plebeus e escravos, permanecia analfabeta.

Durante a Idade Média

Durante a Idade Média (c. 476-1453 d.C.), a alfabetização na Europa Ocidental era predominantemente restrita ao clero e à nobreza. A Igreja Católica Romana desempenhava um papel central na educação, com monges e clérigos sendo os principais guardiões e produtores de conhecimento escrito. A maioria da população camponesa e a aristocracia menor eram analfabetas. Em contrapartida, no mundo islâmico e em algumas regiões da Ásia, houve períodos de maior alfabetização e produção de conhecimento, especialmente durante a Idade de Ouro Islâmica (c. 8º ao 14º século).

Renascimento e Iluminismo

Com a chegada do Renascimento (c. 14º ao 17º século) e do Iluminismo (c. 17º ao 19º século), houve um aumento gradual na alfabetização na Europa, impulsionado pela invenção da prensa de Gutenberg em 1440 e pelo aumento do comércio e da urbanização. A demanda por livros cresceu e a alfabetização começou a se espalhar entre as classes mercantis e artesãs, embora a maioria da população rural permanecesse analfabeta.

Nos Séculos XIX e XX

O século XIX viu um aumento significativo nos esforços de alfabetização, particularmente na Europa e na América do Norte, devido à Revolução Industrial e às reformas educacionais. A educação pública tornou-se mais acessível, e a alfabetização começou a ser vista como essencial para a participação cidadã e o progresso econômico. No século XX, a alfabetização tornou-se uma meta global, com muitos países implementando sistemas educacionais públicos obrigatórios. Houve também um foco crescente na alfabetização de adultos e na erradicação do analfabetismo nas nações em desenvolvimento.

Século XXI - Atualmente

No século XXI, a taxa de alfabetização global continuou a melhorar, mas desafios persistem. Enquanto a maioria dos países desenvolvidos tem taxas de alfabetização próximas de 100%, muitas nações em desenvolvimento ainda enfrentam taxas significativas de analfabetismo, especialmente entre mulheres e populações rurais. Organizações internacionais, como a UNESCO, têm trabalhado para promover a alfabetização global e alcançar a educação primária universal. O analfabetismo funcional, onde indivíduos são capazes de ler e escrever em um nível básico mas não conseguem usar essas habilidades de forma eficaz no dia a dia, também se tornou uma preocupação em muitos lugares. Vale destacar que, no mundo, o analfabetismo atinge mais fortemente as mulheres.

No Brasil hoje

Hoje, no Brasil, o analfabetismo atinge cerca de 7% da população com 15 anos ou mais. Isso representa cerca de 11,4 milhões de pessoas. O analfabetismo está desigualmente distribuído pelo Brasil, fatores sociais e culturais levam o Nordeste a liderar esse problema. Os dados, coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Censo Demográfico 2022, foram divulgados nesta sexta-feira (17/maio/2024). Em comparação à última edição da pesquisa, de 2010, houve relativa melhora: um salto de 80,9% para 85,79% de alfabetizados no Nordeste, mesmo assim o índice nordestino é o dobro da média nacional. Temos muito que fazer para superar esse verdadeiro atraso. Uma comparação: na nossa vizinha Argentina o índice de analfabetismo é de apenas 1%. Uma pessoa analfabeta ou analfabeta funcional tem poucas chances de conseguir uma renda razoável ou de ter crescimento pessoal e profissional.

sexta-feira, 28 de julho de 2023

Participando do IV Congresso de Educação Sesc Senac - Tecnologia e Aprendizagem

 


Estou participando como convidado do  IV Congresso de Educação Sesc Senac cujo tema central é Tecnologia e Aprendizagem (26 a 28 de julho). É um evento grande e com pessoas de todo o Brasil. O evento traz algumas palestras e vários whorkshops focados no uso de tecnologias no ensino, mas não só isso (ver, por exemplo, aqui). Esse evento é realizado pelo Sistema Fecomércio Ceará, por meio do Sesc e do Senac, e acontece no Centro de Eventos do Ceará (CEC). Para saber mais ver aqui

Algumas fotos:

 

 


segunda-feira, 3 de julho de 2023

Semana da Educação - participe!


 SEMANA DA EDUCAÇÃO 

Conheça os 4 encontros de 2023:

Encontro 1: ⛹‍♀🚴Estudos & Esportes > Descobrir, planejar, refletir e agir cuidando da mente e do corpo.

Encontro 2: 🧘‍♀🚀Empreendedorismo Juvenil & Soft Skills > Desenvolver as competências para vencer.

Encontro 3: 👩‍🌾🖥Carreiras Em Ascensão > Tecnologia, Agronegócio, Indústria 4.0, Big Data, Inteligência Artificial.

Encontro 4: ☀💒Fortalecer Emocional e Espiritual > Desenvolver a força para enfrentar os desafios do mercado de trabalho.

Junte-se a nós, participe gratuitamente dos 4 encontros online de 2023.
Garanta a sua participação em: https://semanadaeducacao.org/

Dê o próximo passo em direção ao futuro que você deseja construir!

📲💻🖥 Os 4 encontros de 2023 serão online e acontecerão nos dias 4, 5, 6 e 7 de julho, ⏰ sempre às 20h (horário de Brasília).

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segunda-feira, 12 de junho de 2023

Divulgando: Semana da Educação - Serviço de Bem Estar e Autossuficiência de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

 

 

Está se aproximando a Semana da Educação, promovida anualmente pelo Bem Estar e Autossuficiência de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. O evento ocorrerá nos próximo dias 04, 05, 06 e 07 de julho (terça, quarta, quinta e sexta), sempre às 20h (horário de Brasília) com transmissões on-line de lives nos canais da Autossuficiência Brasil (YouTube e Facebook). A participação é gratuita e dá direito ao inscrito concorrer a prêmios como: smartphones, tablets, bolsas de estudo integral e parcial, para cursos de várias áreas. Inscreva-se: https://semanadaeducacao.org/
 

Encontro 1: ⛹‍♀🚴Estudos & Esportes >>> Descobrir, planejar, refletir e agir cuidando da mente e do corpo.

Encontro 2: 🧘‍♀🚀Empreendedorismo Juvenil & Soft Skills >>> Desenvolver as competências para vencer.

Encontro 3: 👩‍🌾🖥Carreiras Em Ascensão >>> Tecnologia, Agronegócio, Indústria 4.0, Big Data, Inteligência Artificial.

Encontro 4: ☀💒Fortalecer Emocional e Espiritual >>> Desenvolver a força para enfrentar os desafios do mercado de trabalho.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Conheça Mary McLeod - a professora que alfabetizou 20 mil homens e mulheres negras

Mary Jane McLeod Bethune, fotografada por Carl Van Vechten, 6 de abril de 1949

 Resumo (Wikipédia):

Mary Jane McLeod Bethune, nascida Mary Jane McLeod (Mayesville, 10 de julho de 1875 - Daytona Beach, 18 de maio de 1955) foi uma educadora, filantropa e ativista dos direitos civis norte-americana, especialmente conhecida por abrir uma escola particular para afro-americanos em Daytona Beach, Flórida. Ficou conhecida como "A Primeira-Dama da Luta" por causa do seu compromisso para obter uma vida melhor para os afro-americanos. Mary Jane arrecadou dinheiro e apoios de outros filantropos e conseguiu transformar a escola em uma faculdade, que viria se tornar a Universidade Bethune-Cookman. Foi apontada como conselheira do presidente Franklin D. Roosevelt, como parte do que ficou conhecido como o "gabinete negro".


Em 1930, a jornalista Ida Tarbell incluiu Bethune como a número 10 na lista das maiores mulheres norte-americanas.[2] Bethune foi premiada com a Medalha Spingarn em 1935 pela NAACP.

Em 1973, Bethune foi incluída no National Women's Hall of Fame.

A professora que alfabetizou 20 mil homens e mulheres negras ensinando-lhes, no processo, a Constituição - Texto de Joel Paviotti:

A professora que alfabetizou 20 mil homens e mulheres negras ensinando-lhes, no processo, a Constituição. Considerada uma mulher brilhante nas história dos Estados Unidos. Mary foi responsável por boa parte da estruturação da educação para negros no país do Tio Sam.

Mary McLeod nasceu em 1875, na cidade de Mayesville, Carolina do Sul, Estados Unidos. Filha de um casal liberto da escravidão e irmã de mais 16 pessoas, Mary ajudava a mãe a lavar roupas na casa de brancos. Um dia, com 12 anos, ela adentrou na casa de uma das clientes de sua mãe e apanhou um livro da estante, logo foi repreendida pela filha da dona da casa, que disse: “Você é negra, negros não sabem ler”.

Naquele momento, Mary percebeu que a coisa mais importante que desigualava brancos e negros era a alfabetização. Era final do século XIX e poucas salas no sul dos Estados Unidos aceitavam negros, McLeod pressionou a família para matriculá-la em uma sala de aula apenas para negros na Trinity Mission School, instituição dirigida pela ordem religiosa Presbiteriana. A família permitiu, mas a orientou a se virar, por serem humildes, seus pais não puderam proporcionar boas condições para que ela estudasse. Mary caminhava 16 km todos os dias para chegar à escola. Em pouco tempo, ensinou os pais e os irmãos a ler e a escrever, os membros da família foram os primeiros a experimentarem a vocação educadora de Mary.

Por se destacar como melhor aluna da escola, Mcleod conseguiu uma bolsa de estudos Instituto Dwight L. Moody, uma instituição religiosa que formava missionários e professores. Docente formada, iniciou sua carreira alfabetizando negros em fazendas e periferias americanas, de casa em casa, Mary levava a magia da leitura e escrita para os excluídos da sociedade americana. Foi a partir desse trabalho que ela ingressou na luta pelos Direitos Civis dos Negros, sendo uma das primeiras mulheres a organizar movimentos contínuos contra as leis Jim Crow (leis que garantiam a segregação racial).

Mary formava e orientava seus alunos a se movimentarem para transformar o status quo da sociedade, levou muitos alunos para tirarem documentos, ensinava matemática financeira e sobre a história da escravidão.

Muito influente entre os líderes políticos e religiosos batistas e metodistas, Mary conseguiu arrecadar fundos para abrir uma escola particular para afro-americanos em Daytona Beach. O colégio atingiu excelentes notas no ranking das melhores escolas da Carolina do Sul e, mais tarde, se transformou na Universidade Bethune-Cookman, uma das primeiras instituições educacionais a abolir a segregação entre negros e brancos. Além do trabalho na escola e universidade, Mary conseguiu licença para lecionar dentro de presídios, alfabetizando os internos e os encaminhando para o mercado de trabalho.

Mas o maior destaque na vida dessa grande heroína foi a contribuição que deu à luta pelos Direitos Civis dos Negros. Mary foi participante ativa de protestos contra o racismo institucional e escreveu manifestos sintetizando as reivindicações da causa. Através de sua influência, pressionou deputados e senadores. McLeod debatia face a face com os homens e mulheres mais racistas do poder político americano. Foi tão importante para as reivindicações dos afro-americanos que passou a ser chamada de “Primeira Dama da Luta”.

A consagração como porta voz do movimento negro viria no início dos anos 40, quando foi nomeada conselheira sobre assuntos raciais de Franklin Delano Roossevelt, o presidente americano procurava acalmar as tensões raciais nos Estados do Sul.

Estima-se que, em toda sua vida, Mary tenha ensinado mais de 20 mil pessoas a ler, se contarmos o legado e o número de professores alfabetizadores que formou, o número de pessoas influenciadas por seus ensinamentos é incontável. O The New York Times colocou Mary McLeod Bethune na lista das 10 maiores mulheres estadunidenses da história. Seu nome também figura no Hall da Fama das Mulheres Americanas.

Mary morreu de tuberculose, aos 79 anos, em 1955, mesmo ano em que Rosa Parks, uma costureira de Montgomery, se recusou a levantar de um assento de ônibus para um branco sentar, fato que desencadeou a maior luta da história do Movimento pelos Direitos Civis dos Negros, nos Estados Unidos. Mary não presenciou o fato, mas, certamente, seu legado contribuiu decisivamente para a formação e consolidação das ideias que levaram o movimento negro a desafiar e derrotar parte da ordem institucional racista vigente nos Estados Unidos até a década de 1960.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Paulo Freire: centenário do educador mais conhecido do Brasil.



Escultura Efter badet em Estocolmo, Suécia. Paulo Freire (segundo da esquerda para a direita).

Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921 - São Paulo, 2 de maio de 1997) foi um educador e filósofo brasileiro. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica. É também o Patrono da Educação Brasileira. Paulo Freire não tinha formação em pedagogia, mas era formado em direito e começou a vida profissional como professor em uma escola secundária. Não exerceu a profissão de advogado. Recebeu 30 títulos Doutor Honoris Causa entre os anos de 1973 e 1997, e vários outros in memoriam. Paulo Freire é autor de Pedagogia do Oprimido e várias outras obras. Para uma biografia de Paulo Freire ver aqui.

Algumas notícias relacionadas ao centenário de Paulo Freire:

terça-feira, 1 de junho de 2021

Divulgando: II Conexão ComCiência - UECE


A Universidade Estadual do Ceará (Uece) dá início nesta terça-feira (01) ao período para submissão de trabalhos a serem apresentados durante o II Conexão ComCiência, que terá como tema “Compartilhando saberes em tempos de negacionismo científico”.

O prazo para submissão segue até 30 de junho, para investigações acadêmicas, estudos de casos e relatos de experiências ligados às áreas de Educação, Ciências da Natureza, Saúde e Meio Ambiente.

O evento acontecerá de 23 até 26 de agosto, pela internet. Segundo os organizadores, professores Jones Baroni e Shiliane Araújo, o intuito é difundir conhecimentos, desenvolvendo ações de ciência cidadã para alfabetização científica em ambientes educacionais formais e informais.

O II Conexão ComCiência é uma promoção dos projetos de extensão “Crateús ComCiência” e de pesquisa “Tecnologias Educacionais”, vinculados ao curso de Ciências Biológicas da Faculdade de Educação de Crateús (Faec/Uece), em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão (Proex).

O edital com as informações detalhadas está disponível na aba “Downloads” do site do evento. Acesse: http://uece.br/eventos/conexaocomciencia2021/

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Divulgando: Olimpíadas Matific 2021

Inscreva-se Agora

Participe das Olimpíadas Matific 2021 e mostre aos seus alunos como o mundo da Matemática pode ser divertido!

Se você já está usando a Matific na escola ou em casa, não precisa se cadastrar porque você já está automaticamente participando da competição!

Link: Competição Online de Matemática para Crianças do Jardim ao Sexto Ano - A Olimpíada do Matific

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Dica de vídeo: "A economia deve ser mais HUMANA" com EDUARDO MOREIRA e Marcelo Gleiser (Papo Astral)


Uma conversa/entrevista entre Marcelo Gleiser e Eduardo Moreira. Vale muito a pena ver toda a conversa entre eles dois. Eles acabam falando de diversos assuntos, incluindo economia e educação. 

Eduardo Moreira (Rio de Janeiro, 11 de fevereiro de 1976) é um empresário, engenheiro, palestrante, escritor, dramaturgo, apresentador e ex-banqueiro de investimentos. Formou-se em Engenharia de Produção pela PUC do Rio de Janeiro e foi aluno de intercâmbio na Universidade da Califórnia em San Diego, onde estudou economia. Trabalhou no Banco Pactual até 2009, onde foi sócio responsável pela área de Tesouraria para América Latina (Fonte: Wikipédia).

Marcelo Gleiser (Rio de Janeiro, 19 de março de 1959) é um físico, astrônomo, professor, escritor e roteirista brasileiro, atualmente pesquisador e professor da Faculdade de Dartmouth, nos Estados Unidos. É membro e ex-conselheiro geral da American Physical Society.

Conhecido nos Estados Unidos por suas aulas e pesquisas científicas, no Brasil é mais popular por suas colunas de divulgação científica no jornal Folha de S. Paulo. Escreveu oito livros e publicou três coletâneas de artigos. Participou de programas de televisão dos Estados Unidos, da Inglaterra e do Brasil, entre eles, Fantástico.

Marcelo recebeu o Prêmio Jabuti em 1998, pelo livro A Dança do Universo, e em 2002 por O Fim da Terra e do Céu. Em 2007, foi eleito membro da Academia Brasileira de Filosofia. Em março de 2019, tornou-se o primeiro latino-americano a ser contemplado com o Prêmio Templeton, tido informalmente como o "Nobel da espiritualidade" (Fonte: Wikipédia).

**** Link do vídeo aqui!

sábado, 4 de julho de 2020

Problemas com o possível novo Ministro da Educação

Imagem: recebi em um grupo de amigos.

Na minha opinião, o senhor Renato Feder não tem um perfil acadêmico compatível com o cargo de Ministro da Educação. Seu Currículo Lattes está parado e desatualizado a quase 20 anos (ver aqui e figura abaixo). Em seu currículo Lattes só consta uma Graduação em Administração de Empresas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo, FGV/EAESP, Brasil e um mestrado em andamento*. Zero publicações ou qualquer atividade de pesquisa. Evidentemente, o senhor Renato Feder não teve tempo de atualizar seu currículo depois que virou empresário e um homem rico.

Seu perfil é de um administrador do setor privado. Em um livro publicado em 2007 defende a privatização de tudo, incluindo as universidades e o SUS (sem o SUS muitos, muitos mais brasileiros já teriam morrido de COVID-19, para citar só um exemplo). É esse o ministro de Educação que o Brasil precisa?!

* "PERFIL – 40 anos, graduado em Administração e mestre em Economia, Feder tem ampla experiência em educação. Foi professor da Educação de Jovens e Adultos, lecionou matemática por dez anos, além de ter sido diretor de escola por oito anos. Também foi assessor voluntário da secretaria de educação do estado de São Paulo por um ano, além de ter atuado como empresário do setor de tecnologia" - fonte aqui.  Boa parte dessas informações não consta do currículo Lattes do senhor Feder.


sexta-feira, 26 de junho de 2020

Carlos Alberto Decotelli da Silva: novo ministro ou novo "sinistro" da Educação?



O novo ministro da Educação é o senhor Carlos Alberto Decotelli da Silva, a nomeação dele foi anunciada ontem pelo presidente Jair Bolsonaro. Ele sucederá ao desastroso senhor Abraham Weintraub. Espero que o novo ministro seja uma pessoa mais racional e que trabalhe naquilo que se espera de um Ministro da Educação. Como disse a deputada federal Tabata Amaral em sua conta no Twitter:

"Decotelli chega com o desafio de reestruturar um MEC paralisado por dois ministros que nunca tiveram a educação como prioridade. Desejo que ele reconheça que o MEC precisa mudar de rota e esteja disposto ao diálogo p/ superarmos a crise. O futuro da nossa juventude depende disso."

Aparentemente, teremos mais um militar no ministério, já que o senhor Carlos Decotelli é intendente honorário da Marinha do Brasil. O novo ministro tem Graduação em Ciências Econômicas pela UERJ, especialização em Administração Financeira e Mestrado profissional em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Doutorado em Administração pela Universidade Nacional de Rosário, UNROS, Argentina*. Pela sua formação, é muito mais um homem da área de negócios que um educador. Lemos no seu Currículo Lattes (link aqui):

Ex-Presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, autarquia federal responsável pela execução de políticas educacionais do Ministério da Educação - MEC. Realizou seu Pós-Doutorado na Bergische Universität Wuppertal, na Alemanha, Doutorado em Administração pela Universidade Nacional de Rosário (Argentina), Mestre em Administração pela FGV EBAPE, MBA em Administração pela FGV/EBAPE/EPGE. Graduado em Ciências Econômicas pela UERJ. Intendente honorário da Marinha do Brasil. É um dos autores dos livros publicados pela editora FGV: Matemática Financeira Aplicada; Gestão de Riscos no Agronegócio; Administração Bancária - Uma Visão Aplicada; Gestão de Finanças Internacionais. Coordenador do MBA Finanças na Fundação Getulio Vargas. Coordenador Acadêmico do Curso "Gestão Financeira Corporativa, FGV e Fordham University e no NYIF em New York - USA. Atuou como executivo em Bancos e Corretoras do Mercado Financeiro e também como professor no Centro de Jogos de Guerra na Escola de Guerra Naval - EGN. Disciplinas Lecionadas e Respectivas Apostilas: Análise de Viabilidade econômico-financeira de projetos - Gestão de OMPS para organizações Militares da Marinha Gestão de Finanças para oficiais Intendentes da Marinha - Mercado de Títulos de Renda Variável - Gestão de Projetos Internacionais e Trade Finance - Gestão de Finanças Internacionais - Finanças Bancárias e Acordos da Basiléia - Finanças Corporativas - Gestão Financeira de Cooperativas de Produção - Gestão de Riscos e Proteções Financeiras - Gestão de Carteiras de Títulos de Renda Fixa.

* Hoje ficamos sabendo que o senhor Decotelli não concluiu o doutorado (ver aqui).

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Ser professor: vídeo de Leandro Karnal


No vídeo acima o professor Leandro Karnal (Lattes aqui) fala um pouco do que é ser professor. Acredito que é um vídeo bem interessante para todos aqueles que abraçaram essa carreira, seja nos níveis mais básicos, seja em nível universitário.

*** Link do vídeo.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Divulgando: VI Congresso Nacional de Educação (VI CONEDU)


* Inscrições de trabalhos até 19 de agosto de 2019. O evento será realizado de 24 a 26 de outubro de 2019, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza/CE. Site aqui.