sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Política: votar contra a EC-95 e "pensamento" de Geraldo Alckmin em relação à Universidade




Estou cada vez menos esperançoso com a política no Brasil, mas não podemos ficar completamente inertes. Uma das fontes de inovação e pesquisa mais importantes são os cursos de Pós-Graduação das Universidades brasileiras. Fazer pesquisa no cenário nacional não é trivial, é um desafio a ser vencido todos os dias. Sem bolsas para alunos fica ainda mais complicado manter um curso de mestrado ou doutorado funcionando. Com o congelamento dos gastos públicos, a expectativa é que as bolsas da Capes sejam cortadas no próximo ano. Isso seria um crime contra a nação e contra a pesquisa no Brasil. Por isso, votamos a favor da revogação da EC-95 - link aqui!

A EC-95 congelou por 20 anos os investimentos públicos em áreas como Saúde, Segurança, Educação. Os efeitos já estão sendo sentidos pela população, sobretudo a mais pobre. Muitos parlamentares que votaram sim já se arrependem. Urge a revogação da EC-95 para que o Brasil volte a respeitar seu povo.

A população não fica congelada por 20 anos! Os investimentos públicos precisam acompanhar o crescimento da demanda. Com dois anos de vigência da EC-95, os índices sociais e econômicos já refletem o impacto do congelamento. Faltam médicos, remédios, a criminalidade aumentou (em especial contra a mulher), há crianças sem vaga na escola e despencou o investimento em ciência e pesquisas.


Já o candidato Geraldo Alckmin quer que a pós-graduação seja paga. Esse é o primeiro passo proposto por ele para que todo o ensino público seja pago. Mesmo que o sistema universitário precise de ajustes ou que seja mais eficiente na gestão dos recursos, o primeiro impacto de uma pós-graduação paga seria literalmente fechar os cursos de mestrados públicos existentes. Seria um grande tiro no pé da pesquisa brasileira. Diga não a esse senhor com o seu voto. Ver notícia aqui.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Perseverar nas dificuldades!


Alguém disse que a vida seria fácil? Se alguém já pensou isso é porque não viveu de verdade. Os desafios e as dificuldades do dia a dia estão a todo momento nos afrontando e testando a nossa capacidade de seguir em frente. As vezes, somos nós mesmos que criamos os problemas ou pessoas próximas que nos trazem as adversidades. Outras vezes, mudanças bruscas na economia ou a morte de algum familiar é que trazem obstáculos duros de serem superados. De toda forma, sempre temos preocupações nas nossas vidas. Mesmo quando estamos tentando fazer tudo certo na vida ou na Igreja, não estamos isentos de enfrentar os desafios que constantemente veem bater a nossa porta.

Entretanto, o que realmente importa é a forma como conseguimos lidar com todos esses problemas. Simplesmente fugimos deles ou tentamos resolver? Devemos buscar ajuda ou encontramos as soluções sozinhos? Se fugirmos, não resolvemos e podemos agravar ainda mais a situação. Nem sempre conseguimos fazer tudo sozinhos, com ajuda de outras pessoas pode ser bem menos complicado resolver um problema. Aceitar a ajuda de algum amigo não é admitir uma derrota, muitas vezes precisamos reconhecer que não podemos tudo sozinhos. Além disso, nós mesmos poderemos ajudar nossos amigos ou simples conhecidos depois. Ser solidário ou deixar que alguém seja solidário conosco é uma coisa boa!

Precisamos encontrar forças em nós mesmos ou receber essa força de algum outro lugar para podermos enfrentar as dificuldades. Cair no desânimo, se deixar abater, só pode trazer angústia, tristeza e complicar ainda mais as coisas - seríamos uma parcela a mais no problema. Procurar agir com sabedoria e fé é a melhor opção. Sabemos que "fé não é ter um perfeito conhecimento das coisas; portanto, se tendes fé, tendes esperança nas coisas que se não veem e que são verdadeiras" (Alma 32,21). Com essa fé encontramos forças para ficar de pé e prosseguir até a solução dos problemas. Mas não pode ser um fé "inerte", vale o antigo adágio cristão: "ora et labora" - orar (exercer a fé) e trabalhar (fazer a nossa parte). Não podemos esperar que os problemas se resolvam por si mesmos ou outros façam o nosso trabalho.

Precisamos perseverar. Perseverar é conseguir continuar em frente quando as coisas ficam difíceis, não desistir mesmo que outros digam: "é impossível!". Algumas vezes, pessoas menos talentosas alcançam mais sucesso na vida que outras mais brilhantes simplesmente porque não desistem, caem e se levantam logo em seguida. Esse deve ser objetivo: alcançar nosso potencial aprendendo a lidar e superar as adversidades. São justamente as adversidades que ajudam a moldar nosso ser e nos preparam para vida com tudo o que ela traz de bom e não tão bom assim.

* Com a contribuição de Joelma Aquino.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Mantendo o equilíbrio emocional.


Todos nós já tivemos que "engolir sapos", especialmente quando estamos diante de alguém "superior" no trabalho, por exemplo. Engolir sapo e não revidar pode ser um sinal de maturidade emocional. Nem sempre podemos reagir com pura emoção. Manter o emprego pode ser mais importante que entrar em uma discussão fadada a trazer muito estresse e pouco esclarecimento. É importante manter o autocontrole e o equilíbrio emocional se queremos progredir na vida e nos negócios.

Contudo, nós não temos o controle completo e total sobre nossas emoções o tempo todo. Algumas situações são muito desafiadoras e podem fazer com que percamos a calma. Especialmente para nós brasileiros, manter o equilíbrio é um grande desafio, pois temos a tendência de sermos muito emotivos e pouco racionais quando estamos, por exemplo, discutindo sobre política ou sobre algum problema de família com aquele parente irritante.

Como resultado, quase sempre, nos arrependemos depois de termos perdido o controle. Mais tarde, com a cabeça fria, vemos que poderíamos ter agido de forma diferente, que as palavras poderiam ter sido outras, que o motivo que nos levou a perdemos a calma não era tão importante assim. Claro, o "outro lado" que estava envolvido também tem a sua parcela de culpa e, quase sempre, pelos mesmo motivos.

De fato, se mantivermos o equilíbrio emocional em meio aos problemas e injustiças que sofremos, podemos obter resultados muito melhores que agindo com emoção pura e, muitas vezes, perdendo o controle da situação. Um atleta que consegue manter o equilíbrio emocional tem maiores chances de vencer um que seja emoção pura.

Um líder de nossa Igreja (Élder David A. Bednar - Do Quórum dos Doze Apóstolos) afirmou em um discurso recente (ver aqui):

Ao nos aproximarmos do Salvador e segui-Lo, somos capazes de, gradual e progressivamente, nos tornarmos como Ele é. Somos fortalecidos pelo Espírito com um autodomínio adequado e com uma conduta sólida e tranquila. Assim, mansidão é algo que incorporamos como discípulos do Mestre e não somente algo que fazemos. 

Claro que ter mansidão, autodomínio ou uma conduta sólida não é fácil, nem vem rapidamente. Com o tempo e perseverança podemos nos tornar melhores e mais maduros e assim saberemos lidar melhor com nossas próprias emoções e com as emoções dos outros. Engolir sapos, quando necessário, pode se tornar menos desagradável.

Francisco Aquino e Joelma Aquino.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

A Seta do Tempo.



Você já ouviu falar de "seta do tempo" e de "entropia"? A seta do tempo é um termo da Física e pode ser entendida pelo transcorrer do tempo, que é sempre unidirecional e irreversível, indo do passado em direção ao futuro – e nunca em sentido contrário. Já a entropia tem a ver com a crescente desorganização do Universo, que nasceu simples, num ponto infinitamente pequeno, quente e denso, e começou a se expandir e se desorganizar a partir do Big Bang, formando nuvens de gás, galáxias, estrelas, planetas e, eventualmente, vida, num caminho sem volta. As propriedades da seta do tempo e do aumento da entropia já foram testadas e confirmadas pelos físicos em diversos ambientes e situações.

Trazendo esses conceitos para o dia a dia das pessoas, eles podem ser entendidos de forma bem simples: nascemos, crescemos, ficamos adultos, chegam os problemas de saúde junto com a velhice e, com um pouco de sorte, temos uma morte natural. O nosso corpo continua seguindo as leis da física e vai se "desconstruindo" - aumentando sempre sua entropia. Acredito que é fisicamente impossível que as coisas ocorram de forma diversa.

Aplicando isso tudo para nossas vidas: não devemos perder tempo com bobagens, inflando o ego desnecessariamente, magoando quem nos ama, deixando os amigos de lado, não perdoando quem nos fez algum mal, deixando o trabalho sério de lado para gastar o tempo com futilidades. Não temos tempo para perder com o que não é importante, a seta do tempo não muda de sentido. Sejamos mais positivos e amigos de nossos companheiros de jornada.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Depressão: divulgando palestra


Acima temos o cartaz de divulgação de uma palestra sobre depressão com a psicanalista Elaine de Tomy. Palestra aberta ao público, o local de realização é de fácil acesso - Rua Guilherme Moreira, no. 317 (próximo à Avenida Aguanambi), capela de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos do Últimos Dias, Bairro de Fátima.

A depressão, independentemente de suas causas, afeta negativamente a vida de muitas pessoas. Saber reconhecer o problema é um passo importante.


Tristeza versus Depressão

Há uma diferença entre sentir-se triste e sofrer de depressão. Por exemplo, você pode se sentir triste depois de ser reprovado em uma prova ou desanimado porque seu time está em uma maré de derrotas. Tristeza e desânimo são reações normais a desafios e decepções da vida. Então como é possível saber se você ou alguém que você conhece está deprimido ou apenas passando pelos altos e baixos da vida?

Para começar, a depressão é mais do que apenas tristeza. A depressão é uma condição médica que afeta milhões de pessoas de todas as idades e situações. Ela afeta negativamente o modo como a pessoa pensa, sente e age. Alguns dos sintomas da depressão incluem tristeza persistente, falta de energia e sentimentos de desespero e de falta de esperança que duram semanas, meses ou até mais. Aqueles que estão com depressão podem não apreciar muitas das coisas que o faziam antes e podem achar difícil lidar com as atividades diárias.

*Fonte aqui.*

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Xadrez: CCXC 2018 - Vicente Francimar (3ª etapa)


Divulgando


CCXC 2018 - Vicente Francimar (3ª etapa)
19-22 julho
Alagadiço Chess Club,Fortaleza-CE
Rua Leiria de Andrade, 719 - Monte Castelo, Fortaleza - CE, 60325-710
Click aqui para fazer sua inscrição agora!


Todos os jogadores  deverão estar cadastrados na CBX e em dia com a anuidade CBX 2018
Emissão da taxa: http://www.cbx.org.br/taxas (jogadores)
REGULAMENTO da ETAPA: http://bit.ly/2KbAjZa

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Mais um final de semestre letivo.


Estamos chegando a mais um final de semestre letivo. Este semestre foi "longo", ou melhor, ainda está sendo! Ainda temos mais dois dias letivos, últimas provas finais, fechamento de notas. Só mais um pouco de estresse e os jogos do Brasil na Copa do Mundo no meio disso tudo. No balanço geral, acho que foi um semestre "tranquilo".

Ao final, fiquei com a impressão que os alunos (pelo menos uma parte) poderiam ter se esforçado um pouco mais, mas nem todos conseguiram segurar o ritmo e ficaram pelo meio do caminho. É sempre bom ter em mente que "mais" não é necessariamente "melhor", especialmente no que se refere ao número de cadeiras em que se matricula durante o semestre. É mais sensato cursar 4 disciplinas com tempo e dedicação do que 6 ou 7 sem ter tempo para estudar.

Agora é curtir as férias (são só uns 15 dias), relaxar um pouco, aprender com os erros (seus ou dos outros) e no próximo semestre ter um pouco mais de energia para as disciplinas escolhidas. Outras postagens sobre esse mesmo tema aqui.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Divulgando: HACKATHON FIEC - IFCE 2018



Estamos à disposição quinta-feira, 21/06 (Tarde e noite) para apoiarmos no processo de inscrição! LOCAL: INCUBADORA DE EMPRESAS DO IFCE (Campus Fortaleza) 


HACKATHON FIEC - IFCE 2018


Nos dias 30/06 e 01/07 iremos desfrutar de um final de semana cheio de muito trabalho, aprendizados, desafios e a através do seu talento, ajudar a transformar e resolver os principais desafios da Indústria.

Hackathon significa maratona de programação, a palavra vem da mistura de duas outras palavras: “hack”, que significa programar de forma excepcional, e “marathon”, de maratona.
                                                     

Sendo a primeira etapa do Conexão FIEC - IFCE para Inovação Industrial, o Hackathon FIEC IFCE 2018 vai reunir profissionais apaixonados por tecnologia e inovação, para projetar e executar soluções inovadoras aos desafios propostos nas categorias de Automação Industrial; Energia e Água; E-Health e Economia Compartilhada.

acesse o link para confirmar sua prticipação:
  https://goo.gl/forms/hjpoD1nQ7Ij01NFn1

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Dica de leitura: "Vamos matar o professor?" de Lois Duncan

Uma capa bem antiga do livro (o mesmo tipo de capa do livro que eu li no século passado). Note o preço completamente desatualizado: Cr$ 220,00. 

Na postagem da semana passada, eu sugeri a leitura do livro de Leandro Karnal que trata do ensino e da educação do ponto de vista de professor já bem experiente e que quer ajudar professores mais jovens a superarem algumas das dificuldades do dia a dia escolar. Lois Duncan tem uma proposta um tanto diferente e um pouco mais radical para sobrepujar os conflitos entre professor e alunos com o seu romance "Vamos matar o professor?" (título original: Killing Mr. Griffin) de Lois Duncan (ver uma biografia dela aqui): eliminar o professor. Bom, não é exatamente esse o objetivo inicial dos alunos do professor de literatura inglesa (o tal de Mr. Griffin) e ... Talvez seja melhor parar por aqui para não contar muitos spoilers.

Claro que desejar matar um professor não é uma solução alternativa para um conflito surgido em sala de aula, mas quem nunca, em um momento explosivo de raiva, teve esse sentimento? Esse livro de Lois Duncan, autora também do conhecido "I Know What You Did Last Summer", eu li quando era adolescente e hoje, por algum motivo, me veio à memória durante a conversa com um aluno - que, até onde eu saiba, não tem o menor interesse em me matar. Por via das dúvidas, é melhor eu manter um saudável relacionamento profissional com os meus alunos. E não me aventurar para área de literatura, é mais prudente me manter nas áreas de exatas.


quarta-feira, 6 de junho de 2018

Dica de leitura: Conversas com um jovem professor (livro)


Ser um bom professor ou pelo menos um que seja razoável em sala de aula não é uma tarefa fácil ou que se consiga aprender em poucos meses. Os meus primeiros alunos (da "antiga" Escola Técnica, hoje IFCE) sentiram isso na pele. Não é questão "apenas" de dominar o conteúdo a ser ensinado. Isso é essencial, mas muitas outras coisas também são importantes.

No livro "Conversas com um jovem professor" de Leandro Karnal (com a colaboração de Rose Karnal), o autor relata casos e experiências que aconteceram ao longos de 30 anos de magistério de modo coloquial e direto. Não existem muitas elucubrações pedagógicas ou discussões sobre as teses desse ou daquele educador, mas a vivência de quem passou por várias escolas, faculdades e acumulou uma boa bagagem nesse campo. Recomendo a leitura para todos os professores, jovens ou não tão jovens, que querem melhorar em sala de aula.

Uma descrição do livro (fonte aqui):

O professor entra na escola e parece que nasceu para dar aula: sabe como lidar com os alunos, faz camaradagem com os colegas, dialoga com os pais. Nunca comete um deslize, passa muito bem o seu recado e todos o adoram. Será que nasceu sabendo ou foi aprendendo ao longo de alguns sucessos e outros tantos fracassos? Muitos são os livros que trazem teorias sobre a sala de aula, mas faltava um sobre a prática de ensinar. Não falta mais. Nestas 'conversas' o leitor não encontrará citações de grandes obras, conhecerá experiências em classe. Tanto as que deram certo como as que fizeram o autor se arrepender depois. Professor com vasta experiência, dono de texto envolvente, Leandro Karnal discute os problemas cotidianos daqueles que lecionam: como dar aula, como corrigir provas, o que é necessário lembrar numa reunião com os pais. Em poucas palavras: como realmente lidar com as práticas escolares. Obra imprescindível para quem se aventura a ensinar.



Leandro Karnal: possui graduação em Historia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1985) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1994). Atualmente é RDIDP da Universidade Estadual de Campinas, Membro de corpo editorial da Revista Brasileira de História (Impresso) e Membro de corpo editorial da Revista Poder e Cultura. Tem experiência na área de História. Atuando principalmente nos seguintes temas:Catequese, Representação, Conquista Espiritual. Livros publicados recentemente:

  • Todos contra todos: o ódio nosso de cada dia. 1. ed. Rio de Janeiro: Leya Casa da Palavra, 2017. v. 1. 336p . 
  • CRER OU NÃO CRER. 1. ed. São Paulo: Editora Planeta do Brasil Ltda., 2017. v. 1. 192p . 
  • SANTOS FORTES: Raizes do Sagrado no Brasil. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora Rocco Ltda, 2017. v. 1. 216p . 
  • PECAR E PERDOAR. 2. ed. Rio de Janeiro: Happer Collins BR, 2017. v. 1. 208p . 
  • DIÁLOGO DE CULTURAS. 1. ed. São Paulo: Editora Contexto, 2017. 192p .

Lattes aqui.