terça-feira, 7 de junho de 2022

Divulgando: Encontro de Física do Norte e Nordeste

 


Na época que eu fazia faculdade de engenharia elétrica na UFC e era bolsista em um laboratório de física, tive a oportunidade de participar uma vez do Encontro de Física do Norte e Nordeste que foi realizado na cidade de Natal - RN. Desta vez o encontro será aqui em Fortaleza durante o mês de novembro. Informações relevantes sobre esse encontro:


O Encontro de Física do Norte e Nordeste (EFNNE) é um tradicional e importante evento científico no país, de periodicidade anual, agregando potencialmente a comunidade de físicos e estudantes de Física das regiões Norte e Nordeste. Este ano será realizado o trigésimo sexto evento. Após anos de instabilidade de financiamento, que resultaram na interrupção do evento entre os anos 2015 e 2018 e dos efeitos da pandemia, que fizeram com que o evento de 2020 fosse cancelado e de 2021 tenha sido realizado de forma virtual, o evento será realizado entre 23 e 25 de Novembro de 2022. na sua usual forma presencial, na cidade de Fortaleza-CE.

Abrangendo diversas áreas de pesquisa e ensino de física, o XXXVI EFNNE deverá congregar uma parcela relevante da comunidade acadêmica formada por cerca de mil doutores e milhares de estudantes distribuídos em quase uma centena de instituições de ensino espalhadas pelo Norte e Nordeste Brasileiros. Entendemos que o EFNNE é um evento fundamental para a nucleação de ações cooperativas no difícil cenário nacional de restrições ao financiamento das instituições de ensino e de pesquisa científica.

Convidamos então a comunidade de físicas e físicos do norte e nordeste do Brasil a virem à Fortaleza neste novembro para participar do XXXVI EFNNE e voltar a alçar o nosso encontro anual a sua devida importância no cenário Nacional, cumprindo assim o relevante papel de fomento ao estabelecimento de colaborações interinstitucionais e de promoção da pesquisa e ensino de física nas nossas regiões.


DATAS IMPORTANTES:
  • Inscrição e submissão de trabalhos até 25 de julho; 
  • Resultado da avaliação dos trabalhos até 22 de agosto; 
  • Informação sobre forma de apresentação até 26 de setembro; 
  • Limite para cancelamento da inscrição ou pagamento da taxa 03 de outubro.
*** Site e mais informações aqui.

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Comparação entre as modulações 8-PSK e 8-QAM

 


A constelação 8-QAM pode ser gerada pela sobreposição de duas modulações 4-PSK com energias diferentes e com uma rotação de 45 graus entre elas.  Na figura acima, as modulações 8-PSK e 8-QAM possuem a mesma energia média. Usando o código Scilab abaixo, é mostrado que a modulação 8-QAM possui melhor desempenho que a modulação 8-PSK. Desempenho em termos de taxa de erro de símbolo em função da relação sinal-ruído:

Código:

clc; close(winsid());

function dd=decide(cc, pk); 
    nf = max(size(pk));
    dd = 0*pk;
    for k=1:nf
        dist = abs(cc-pk(k));
        [aa,bb] = min(dist);
        dd(k) = cc(bb);
    end
    //disp([aa,bb,dist]);
endfunction

//// 8-PSK
k=0:7;
cpsk = exp(%i*k*%pi/4);
subplot(2,2,1); title('8-PSK');
plot(1.01*real(cpsk),1.01*imag(cpsk),'*'); 

N = 4*8*1000;
s = sign(rand(1,N,'n')) + 2*sign(rand(1,N,'n'));
s = s + 4*sign(rand(1,N,'n'));
s = (s + 7)/2;

spsk = exp(%i*s*%pi/4);
subplot(2,2,2); plot(1.01*real(spsk),1.01*imag(spsk),'*'); 

nn = rand(1,N,'n') + %i*rand(1,N,'n');
nn = nn - mean(nn);
nn = nn/sqrt(variance(nn));

ruido = 0.1*nn;
spskr = spsk + ruido;
subplot(2,2,3); plot(1.01*real(spskr),1.01*imag(spskr),'*'); 
plot(1.01*real(spsk),1.01*imag(spsk),'oy'); 

//// 8-QAM:
a  = 0.6501152;
b = sqrt(2-a*a);
disp([a,b]);
raio = a;
f = 0;
sqam = 0*spsk;
k=0:3;
cqam = [a*exp(%i*k*%pi/2), b*exp(%i*((k)*%pi/2 + %pi/4))];
for k=1:N
    if s(k)<4 then raio = a; f = 0; end;
    if s(k)>3 then raio = b; f = %pi/4; end;
    tt = sign(rand(1,1,'n')) + 2*sign(rand(1,1,'n'));
    tt = tt + 3;
    tt = tt/2;
    sqam(k) = raio*exp(%i*(tt*%pi/2 + f));
end
sqamr = sqam + ruido;
subplot(2,2,4); plot(real(sqamr),imag(sqamr),'*');
plot(real(cqam),imag(cqam),'oy');

a=0.4:0.01:0.85;
b=sqrt(2-a.*a);
da = a*sqrt(2);
dx = sqrt(b.*b + a.*a - sqrt(2)*a.*b);
figure; plot(a,da,a,dx,'m'); xgrid;
legend('da','dx');

////////////////
figure;
txq = [];
txp = [];
snrdb = [];
for snr = 0:16
    snrdb = [snrdb, snr];
   A = sqrt(10^(-snr/10)); 
   ruido = A*nn;
   Pn = variance(ruido);
   disp([snr, Pn]);
   sqamr = sqam + ruido;
   spskr = spsk + ruido;
   if abs(snr-13)<0.1 then
       subplot(2,2,1); plot(real(sqamr),imag(sqamr),'*');
       subplot(2,2,2); plot(real(spskr),imag(spskr),'*');  
       subplot(2,2,4); plot(errosp); title('Erros 8-PSK');
       subplot(2,2,3); plot(errosq); title('Erros 8-QAM');
   end;
   spskd = decide(cpsk,spskr); 
   sqamd = decide(cqam,sqamr);
   errosp = sign(abs(spsk - spskd));
   errosq = sign(abs(sqam - sqamd));
   txq = [txq, sum(errosq)/N];
   txp = [txp, sum(errosp)/N];
end

figure;
plot(snrdb,txq,'-o',snrdb,txp,'-*');
legend('8-QAM','8-PSK');


terça-feira, 17 de maio de 2022

Dica de leitura: Triste Fim de Policarpo Quaresma

 

Obra e autor - Lima Barreto.

Nossa dica de leitura de hoje é o livro Triste Fim de Policarpo Quaresma do escritor Lima Barreto. É um livro de leitura fácil e que nos ajuda a entender um pouco da história de nosso país, especialmente no início do século XX.

Sobre o livro:

Triste Fim de Policarpo Quaresma é um romance do pré-modernismo brasileiro e considerado por alguns o principal representante desse movimento. Escrito por Lima Barreto, foi levado a público pela primeira vez em folhetins, publicados, entre agosto e outubro de 1911, na edição da tarde do Jornal do Commercio do Rio de Janeiro. Em 1915, também no Rio de Janeiro, a obra foi pela primeira vez impressa em livro, em edição de autor.

O major Policarpo é um anti-herói quixotesco, imbuído de nobres ideais, alguns beirando ao tresloucado (tanto é que passa uma temporada no hospício). Bom coração, idealista, patriota, por causa de suas qualidades acaba sendo castigado e sempre se dá mal. Uma obra clássica da literatura brasileira que ajuda a explicar por que somos como somos.

"Um dos grandes herdeiros do Naturalismo, o romance de Lima Barreto disseca o sonho de um patriota exaltado ao mesmo tempo em que apresenta uma sátira impiedosa e bem-humorada do Brasil oficial."

Fonte: Wikipédia.

Sobre Lima Barreto:

Afonso Henriques de Lima Barreto (Rio de Janeiro, 13 de maio de 1881 - Rio de Janeiro, 1 de novembro de 1922) foi um jornalista e escritor brasileiro. Publicou romances, sátiras, contos, crônicas e uma vasta obra em periódicos, principalmente em revistas populares ilustradas e periódicos anarquistas do início do século XX. O seu talento, entretanto, só foi reconhecido pelo grande público e pela crítica  postumamente.

 A maior parte de sua obra foi redescoberta e publicada em livro após sua morte por meio do esforço de Francisco de Assis Barbosa e outros pesquisadores, levando-o a ser considerado um dos mais importantes escritores brasileiros. Mas Monteiro Lobato, em carta de 1 de outubro de 1916 ao escritor Godofredo Rangel, já reconheceu o talento desse escritor mulato vítima do preconceito: “Conheces Lima Barreto? Li dele, na Águia, dois contos, e pelos jornais soube do triunfo do Policarpo Quaresma, cuja segunda edição já lá se foi. A ajuizar pelo que li, este sujeito me é romancista de deitar sombras em todos os seus colegas coevos e coelhos, inclusive o Neto. Facílimo na língua, engenhoso, fino, dá impressão de escrever sem torturamento – ao modo das torneiras que fluem uniformemente a sua corda-d’água".

 
Fonte: Wikipédia.

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Aula-palestra de hoje no ProfEPT com o professor Eduardo F. Chagas

 

Hoje nossa aula foi com o prof. Dr. Eduardo Ferreira Chagas, filósofo e bolsista de produtividade do CNPq. O professor Chagas mantém um canal no YouTube (ver aqui).



Sobre o prof. Chagas:

Possui Graduação em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (1989), Mestrado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais (1993), Doutorado em Filosofia pela Universität Kassel (Alemanha) (2002) e Pós-Doutorado em Filosofia pela Universität Munster (Alemanha) (2018-2019). É professor efetivo (Associado 4) do Curso de Filosofia e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Ceará - UFC, professor do Programa de Mestrado Profissional em Filosofia (PROF-FILO) da UFC, professor Colaborador do Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira da FACED - UFC e professor Colaborador do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Estadual do Ceará - UECE. Atualmente, é Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq (PQ nível 2); é Editor da Revista Dialectus (http://www.revistadialectus.ufc.br/index.php/RevistaDialectus/about/editorialPolicies#sectionPolicies). E dedica suas pesquisas ao estudo da filosofia política, da filosofia de Hegel, do idealismo alemão e de seus críticos, Feuerbach, Marx, Adorno e Habermas. É membro da Internationale Gesellschaft der Feuerbach-Forscher (Sociedade Internacional Feuerbach). Outras informações acesse a homepage: www.efchagas.wordpress.com.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Postagem possivelmente "polêmica": O "POBRE DE DIREITA" É UM FIGURANTE DE BURGUÊS de José Menezes Gomes

 
Em geral, eu publico textos originais ou, no máximo, traduções, mas desta vez fiz uma cópia (fonte original aqui) integral de uma publicação de José Menezes Gomes. O texto abaixo é uma definição de "pobre de direita" bem situada para o Brasil. O que você acha deste texto?


O "POBRE DE DIREITA" É UM FIGURANTE DE BURGUÊS

Por José Menezes Gomes (doutor pela USP e professor do curso de Economia de Santana e do Doutorado em Serviço Social da UFAL) 

O "pobre de direita" se acha liberal mesmo não tendo capital e propriedade.

Ele é contra os direitos trabalhistas, pois espera um dia ter capital e propriedade para ser um explorador da força de trabalho dos outros.

Ele é contra os direitos sociais, pois acha que isto irá reduzir os seus lucros futuros, quando ele for capitalista e puder explorar os trabalhadores, sendo que ele é trabalhador, mas não se reconhece como tal.

Ele é contra o Estado pois acha que quando ele tiver capital e propriedades não vai querer que o Estado estabeleça limites ao seu desejo de ficar rico explorando os trabalhadores. 

O "pobre de direita" é o produto melhor elaborado pelos mecanismos de produção de ideologia burguesa para a defesa dos burgueses que têm capital, que têm propriedade e que estão na gestão do Estado para não pagar impostos, para receber subsídios e incentivos fiscais, para ganhar dinheiro comprando títulos da dívida pública e terem o controle dos meios de comunicação de forma a propor o mundo dos ricos como o objeto a ser defendido, mesmo que a riqueza da burguesia seja fruto da exploração,  também dos pobres de direita. Ele passa a vida toda sonhando ser burguês, mas sem capital e propriedade e sendo explorado. 

Entretanto, ele é muito útil para a burguesia, pois, já que não tem nem capital nem propriedade, ele se torna o cão de guarda da classe à qual um dia sonha pertencer. Sendo assim, ele vai para as ruas defender o capitalismo e vê nos trabalhadores esclarecidos e organizados os seus inimigos de classe.

O "pobre de direita", além de ser um figurante de burguês, é terreno fértil para o fascismo. Portanto, o "pobre de direita" é um figurante de Burguês que, no momento de crise do capitalismo, se comporta como um pitbull da burguesia, na defesa de um governo de conteúdo fascista. 

Como o "pobre de direita" tenta ser o espelho dos valores que ele acha que a burguesia tem, passa a ser machista, racista, homofóbico, etc. Ele acaba sendo o portador dos principais preconceitos que a burguesia gerou e perpetuou como parte do seu sistema de dominação, porque precisa no racismo para pagar bem menos aos trabalhadores afrodescendentes. É machista porque os salários das mulheres é bem menor que os salários dos homens. Enfim, ele nega sua origem social e tenta ser o que não tem, pois se trata de um trabalhador sem consciência de classe. Por isso se endivida para ter uma imagem diferente do seu real poder de compra permite. São chamados de "emergentes" porque querem negar sua classe assumindo a aparência de burguês. 

Ele come sardinha e arrota caviar, enquanto late sempre mais alto para mostrar à burguesia que está protegendo a propriedade do burguês, enquanto dorme fora da mansão que sonha que um dia ser sua.

Ao envelhecer, não vai ter emprego e muito menos vai poder pagar um plano de saúde. Desta forma vai precisar de proteção social, porém, passou a vida toda defendendo que bastava deixar a mão invisível agir, que, com o egoísmo sendo potencializado, se chegaria ao bem-estar coletivo, onde todos teriam chance de um dia ser rico, bastando apenas "seu esforço individual e sua capacidade de assumir riscos".

O "pobre de direita" é um figurante de Burguês que late como pitbull em defesa da burguesia e se cala sobre sua própria exploração.

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Ainda sobre esse assunto, você pode assistir a opinião de Ana Roxo,  youtuber convidada pelo blog NOCAUTE, de Fernando Moraes. https://youtu.be/W2BSU6CRYWw

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José Menezes Gomes possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Mato Grosso (1986), mestrado em Economia Rural [C. Grande] pela Universidade Federal da Paraíba (1991), doutorado em História Econômica pela Universidade de São Paulo (2005) e pós doutor em Ciência Política pela UFPE. Atualmente é Professor Associado IV da Universidade Federal de Alagoas. Atua na área de Teoria Econômica com ênfase em Economia Política especialmente nos seguintes temas: crise capitalista, imperialismo, fundos de Pensão, políticas públicas e lutas de Classes. É coordenador do núcleo alagoano pela auditoria da divida e componente do Observatório de Políticas Públicas e Lutas Sociais da UFAL. Link do Lattes: http://lattes.cnpq.br/6623770380524546

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Divulgando: Edital 2002/2 de Seleção PPGER - Mestrado em Energias Renováveis


EDITAL Nº 4/2022 CMER-MAR/DEPPI-MAR/DG-MAR/MARACANAU-IFCE

PROCESSO SELETIVO PARA O PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENERGIAS RENOVÁVEIS

A Diretora do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), Campus Maracanaú, e o Coordenador do Programa de Pós- Graduação em Energias Renováveis (IFCE), no uso de suas atribuições legais, tornam público que estarão abertas as inscrições para o processo seletivo destinado ao preenchimento de vagas no curso de Mestrado Acadêmico em Energias Renováveis do Programa de Pós-Graduação em Energias Renováveis (PPGER), Área de Concentração em Energias Renováveis, conforme resolução n° 008 de 07 de maio de 2013 do CONSUP, e considerando o que consta na Constituição Federal, Art. 207 § 2º, e na Lei 11892/2008, Art. 1º e 2º, para ingresso no segundo semestre letivo do ano de 2022.
 
As inscrições no Processo Seletivo serão gratuitas e estarão abertas no período compreendido entre os dias 16/05 a 03/06/2022.

Link para o edital aqui.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Nossa colaboração em mais um livro gerado no IFCE.



Este é um trabalho colaborativo, fruto do aprendizado de várias pessoas que tiveram alguma experiência profissional, acadêmica ou familiar no exterior. Eu colaborei com um dos capítulos do livro (ver abaixo). Esse livro apresenta uma versão gratuita em PDF e a versão impressa com o valor no site da editora Pod (ver aqui). Vale destacar que o principal incentivador e mentor deste livro foi o professor Sandro C. S. Jucá (Lattes aqui), ele também é um dos organizadores. 
 
Do site da Editora Pod:

A idealização desta obra surgiu coletivamente e colaborativamente por não encontrarmos livros específicos sobre um compêndio de experiências de brasileiros na Europa e de europeus no Brasil e também para disponibilizarmos um material gratuito que possa divulgar tais experiências reais. Em tempos difíceis de pandemias e conflitos armados pelo mundo, visamos prover uma fonte de entretenimento para àqueles que já conhecem ou desejam conhecer novas culturas. Nesse sentido, os escritos que compõem essa obra apresentam, de forma leve, histórias e memórias de pessoas que decidiram ultrapassar as fronteiras de seu país. Em cada capítulo somos levados ao encontro de experiências fantásticas, inimagináveis, engraçadas, instrutivas, que nos comovem e que, como toda boa leitura, nos permitem viajar com os autores.

O meu capítulo 7:


segunda-feira, 11 de abril de 2022

Quando surgiu a ideia de buracos negros?

Primeira imagem de um buraco negro. O objeto M87* é um buraco negro supermassivo localizado no centro da galáxia Messier 87.
 

A ideia de uma estrela com uma massa tão grande que impediria a fuga até mesmo da luz devido a força gravitacional não é nova. As primeiras proposições sobre estrelas negras, isto é, estrelas que não poderiam ser visíveis por que não deixariam a luz escapar são final do século XVIII. Essas ideias são uma consequência da Teoria Gravitacional de Isaac Newton. John Michell (1724-1793) entre os anos de 1783 e 1784 e Pierre Simon (1749-1827), Marquês de Laplace, entre os anos de 1796 e 1799 publicaram de forma independente suas teorias sobre essas estrelas de grande massa e força gravitacional descomunal*. 

Os cálculos de Laplace e Michell estavam errados por que não consideravam a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein que só estaria disponível mais de um século depois. De toda forma, foi uma antecipação inspirada baseada nos conhecimentos que eles dispunham na época.

*Artigo: Michell, Laplace e as estrelas negras: uma abordagem para professores do Ensino Médio. Autores: R. R. Machado, A. C. Tort. Revista Brasileira de Ensino de Física, vol. 38, nº 2, e2314 (2016). DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1806-9126-RBEF-2016-0017. Página inicial:



terça-feira, 5 de abril de 2022

Mais problemas de xadrez

 

Problema 01. Jogam as brancas.

Problema 02. Jogam as brancas.

Problema 03. Jogam as brancas.

Você consegue resolver esses três problemas de xadrez? Resposta nos comentários. 

sexta-feira, 1 de abril de 2022

O que é um paradoxo


É atribuída ao semilendário Epimênides de Creta (séc.VII a.C.) a seguinte declaração: "todos os cretenses são mentirosos". Entretanto, se Epimênides diz a verdade, ele mente, pois ele também é cretense; mas se mente, a proposição "todos os cretenses são mentirosos" não é verdadeira e, nesse caso, ele diz a verdade. Por conseguinte, todos os cretenses são efetivamente mentirosos e, nesse caso e Epimênides mente (e assim por diante, "ao infinito"). Esse é um dos mais famosos paradoxos do mundo antigo. 

Em uma pequena cidade existe apenas um barbeiro. Esse barbeiro faz a barba de todos os homens que não fazem as suas próprias barbas e de ninguém mais. Quem faz a barba desse barbeiro?! A resposta é paradoxal. 

Um exemplo mais divertido: o paradoxo temporal das viagens no tempo  das histórias de ficção científica. Quando o viajante do tempo vai para o passado, sua presença e ações podem perturbar a linha temporal e, na maioria das vezes, geram grandes mudanças no futuro e resultados logicamente impossíveis, ou seja, um paradoxo. Um exemplo mais concreto desse paradoxo: você viaja ao passado e evita que seus avós paternos se conheçam, evitando assim o nascimento do seu pai e o dele mesmo! Se ele não nascer, como poderia viajar ao passado?! O cinema adora brincar com esse tipo de paradoxo, alguns dos filmes antigos que usam esse tipo de paradoxo: Em Algum Lugar do Passado (1980), O Exterminador do Futuro (1984), De Volta Para o Futuro (1985), De Volta Para o Futuro 2 (1989), De Volta Para o Futuro 3 (1990), Timecop (1994), Efeito Borboleta (2004), entre vários outros.

Formalmente, um paradoxo pode ser definido como um pensamento ou argumento que, apesar de aparentemente correto, apresenta uma conclusão ou consequência contraditória, ou em oposição a determinadas verdades aceitas. Existem vários tipos de paradoxos, eles podem ser classificados em três classes: paradoxos verídicos, paradoxos falsídicos e antinomia (contradição entre leis). 


Em uma versão mais "gramatical", o paradoxo é visto como uma figura de linguagem ou figura de pensamento. É chamado também de oximoro ou oxímoro, e consiste na expressão de uma ideia contrastante, isto é, em que há oposição, além de conter em si uma contradição, uma incoerência, por apresentar elementos que se contradizem. Portanto, não basta haver oposição na ideia expressa, os elementos contrastantes precisam também ser contraditórios. Um exemplo (com destaque para o paradoxo):

Copérnico é, talvez, o mais famoso desses relutantes heróis da história da ciência. (...) Seu pensamento reflete o desejo de reformular as ideias cosmológicas de seu tempo apenas para voltar ainda mais no passado; Copérnico era, sem dúvida, um revolucionário conservador. Trecho do livro “A dança do universo”, do físico brasileiro Marcelo Gleiser.

Nosso dia a dia está cheio de paradoxos.

Para saber mais aqui e aqui.