sábado, 31 de janeiro de 2015

II Torneio Schoonenborch SUB-1900 - 1a. rodada.

Algumas fotos tiradas durante a 1a. rodada (fonte: facebook).
Ontem foi a primeira rodada do Schoonenborch, contamos com a participação efetiva de 38 jogadores. Alguns não puderam jogar essa 1a. rodada. Tivemos um pouco de atraso, mas sem maiores problemas. Antes do início, o Moézio lembrou que tínhamos que fazer um pequena homenagem ao nosso colega Edmar Monte.

Nessa 1a. rodada tivemos poucas surpresas: a derrota do pré-ranqueado no. 01 Licínio frente ao sempre lutador Jorge Nogueira, e os empates de Laura Nunes e Rejane Bezerra. No geral, as meninas jogaram bem e Camila confirmou o ponto. Eu assegurei meu primeiro ponto contra o jovem Murillo Vernillo (ameaçar mate em três pode funcionar). Tivemos pelo menos um "clássico": Larca x Stênio, melhor para o meu primo.

Essa próxima rodada promete ser muito mais dura.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

New Horizons: aproximando-se de Plutão

Sonda próxima a Plutão - visão artística.
New Horizons da NASA começou recentemente o seu encontro histórico com Plutão. A espaçonave está entrando na primeira de várias fases de abordagem que culminam em 14 de julho com o primeiro voo rasante de close-up do planeta anão.

LORRI (telescópio Long-Range Reconnaissance Imager) fará centenas de imagens de Plutão ao longo dos próximos meses para refinar as atuais estimativas da distância entre a sonda e planeta anão. Embora o sistema de Plutão se assemelhará pouco mais do que pontos brilhantes na visão da câmera até maio, os navegadores da missão irão usar os dados para projetar manobras e curso de correção para mirar a nave em direção ao seu ponto de destino. A primeira manobra desse tipo deve ocorrer em março.

Para saber mais: NASA.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

II Torneio SCHOONENBORCH


O II Torneio SCHOONENBORCH já é um grande sucesso antes mesmo de começar! São mais de 40 inscritos, com 4 participações femininas. Temos até um estrangeiro (A. Stojanovic da Sérvia) e vários jogadores de outros estados do Brasil. Vai ser um torneio muito disputado, acho que cinco rodadas será pouco para decidir a classificação final. O local do evento será o clube da AABB - Avenida Barão de Studart, 2917 - Fortaleza/CE, sendo Wellington Albuquerque Jr. o árbitro principal, o diretor do torneio é o MN Fred Saboya.

"Chute": acredito que o troféu de primeiro lugar ficará com Stojanovic, mas seguido de perto por Licínio, Orlando e Stênio (que está voltando a jogar depois de um longo período de "repouso"). Vamos ver se eu consigo chegar entre os 10 primeiros.

Relação de inscritos:

 Fonte: chess-results.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Rafael Leitão: virtual campeão! [Atualizado]

Análise de uma possível continuação da partida El Debs x Iack Macedo (que o Iack deixou escapar no apuro do tempo).
Faltando duas rodadas para final do Campeonato Brasileiro de Xadrez, Rafael Leitão segue invicto e com grandes chances de se sagrar campeão. O único que ainda pode mudar esse prognóstico é Felipe El Debs que vem tendo "sorte" no torneio. Acredito que Rafael chegará aos 10 pontos e El Debs consiga 9 pontos e consolide a segunda posição. Classificação atual:




Link: chess-results.

Divulgando: Emaús no Shopping Benfica esses dias

Nesses dias você pode ajudar o Movimento Emaús de forma muito fácil: bastar ir ao Shopping Benfica. Eles estão lá e você pode comprar livros, roupas ou fazer doações de forma descomplicada.

Emaús em Fortaleza - link aqui.
Emaús Nacional - link aqui.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Concentração de renda extrema


Mesmo nas sociedades mais antigas já existia uma desigualdade social bem acentuada. Poucos possuíam grandes extensões de terras, gado, propriedades, exércitos e muitos somente a força de trabalho. Ricos e pobres existem desde quando as pessoas começaram a se agrupas em grandes núcleos sociais, com exceção de algumas sociedades tradicionais (os indígenas no Brasil, por exemplo). A concentração de recursos e capital nas mãos de poucos vem se acentuando nos últimos anos. Talvez, já em 2016, o topo da pirâmide (1% dos mais ricos) detenham um pouco mais de 50% das riquezas. A desigualdade só cresce em momentos de crise. Esse não é um fenômeno que ocorre somente no Brasil, mas aqui isso é muito visível, basta olhar em volta.

Notícia (fonte aqui):

A partir do ano que vem, os recursos acumulados pelo 1% mais rico do planeta ultrapassarão a riqueza do resto da população, segundo um estudo da organização não-governamental britânica Oxfam.

 A riqueza desse 1% da população subiu de 44% do total de recursos mundiais em 2009 para 48% no ano passado, segundo o grupo. Em 2016, esse patamar pode superar 50% se o ritmo atual de crescimento for mantido.

O relatório, divulgado às vésperas da edição de 2015 do Forum Econômico Mundial de Davos, sustenta que a "explosão da desigualdade" está dificultando a luta contra a pobreza global.

"A escala da desigualdade global é chocante", disse a diretora executiva da Oxfam Internacional, Winnie Byanyima.

"Apesar de o assunto ser tratado de forma cada vez mais frequente na agenda mundial, a lacuna entre os mais ricos e o resto da população continua crescendo a ritmo acelerado."
Desigualdade

A concentração de riqueza também se observa entre os 99% restantes da população mundial, disse a Oxfam. Essa parcela detém hoje 52% dos recursos mundiais.

Porém, destes, 46% estão nas mãos de cerca de um quinto da população.

Isso significa que a maior parte da população é dona de apenas 5,5% das riquezas mundiais. Em média, os membros desse segmento tiveram uma renda anual individual de US$ 3.851 (cerca de (R$ 10.000) em 2014.

Já entre aqueles que integram o segmento 1% mais rico, a renda média anual é de US$ 2,7 milhões (R$ 7 milhões).

A Oxfam afirmou que é necessário tomar medidas urgentes para frear o "crescimento da desigualdade". A primeira delas deve ter como alvo a evasão fiscal praticada por grandes companhias.

O estudo foi divulgado um dia antes do aguardado discurso sobre o estado da União a ser proferido pelo presidente americano Barack Obama.

Espera-se que o mandatário da nação mais rica - e uma das mais desiguais - do planeta defenda aumento de impostos para os ricos com o objetivo de ajudar a classe média.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Gerando números "aLeaTóRIos" com Scilab - 2


Em uma postagem anterior (ler aqui) tratamos de como gerar número aleatórios (mais precisamente números pseudo-aleatórios) usando as funções "rand" e "grand" do Scilab. Iremos agora mostrar como modificar os números gerados e como combiná-los.

Valor médio arbitrário

O valor médio de um conjunto de números aleatórios (vetor de números) x pode ser facilmente calculado com: xm = mean(x). Logo, podemos forçar uma média qualquer para esses números fazendo: x = x - xm + valor, sendo "valor" a média desejada. Exemplo:

x = rand(1,1000,'u');
xm = mean(x);
x = x - xm + 2; //valor médio igual a 2

Variância arbitrária

A variância indica o quanto uma sequência de valores está afastada do seu valor médio. Se uma sequência aleatória tem uma variância baixa, significa que ela está concentrada em torno do valor médio. No Scilab, a variância é calculada com o comando "variance":

vm = variance(x)

Para x ficar com variância qualquer, digamos 3, podemos fazer:

x = x/sqrt(vm);
x = sqrt(3)*x;

Função de densidade de probabilidade (fdp) - histograma

Existem muitos modelos de probabilidade (uniforme, normal, exponencial, binomial, beta, ...). Quando geramos uma sequência aleatória podemos visualizar uma estimativa de sua fdp usando o comando histplot. Do help do Scilab:

histplot

esboça um histograma

Sequência de Chamamento

histplot(n, data, <opt_args>)
histplot(x, data, <opt_args>)

Parâmetros

n: inteiro positivo (número de classes)
x: vetor crescente definindo as classes (x pode ter pelo menos dois componentes)
data: vetor (dados a serem analisados)
representa uma seqüência de declarações key1=value1,key2=value2 ,... onde key1, key2,... pode ser qualquer normalização ou parâmetro de plot2d opcional (style,strf,leg, rect,nax, logflag,frameflag, axesflag )No caso de normalização, o valor correspondente deve ser um escalar booleano (valor padrão %t).           
Um exemplo:

x = rand(1,1000,'u');
xm = mean(x);
x = x - xm + 2; //valor médio igual a 2

vm = variance(x);
x = x/sqrt(vm);
x = sqrt(3)*x;

disp(variance(x));

figure; histplot(10,x);

Gráfico:

Soma de variáveis aleatórias.

A única exigência para soma de sequências aleatória é que elas tenham o mesmo tamanho. Um detalhe importante é que o histograma (fdp) resultante é igual a convolução dos histogramas originais.  Exemplo:

x1 = rand(1,10000,'u');
x2 = rand(1,10000,'u');
x3 = x1 + x2;  //soma
subplot(2,2,1); histplot(10,x1); title('Histograma de x1');
subplot(2,2,2); histplot(10,x2); title('Histograma de x2');
subplot(2,1,2); histplot(10,x3); title('Histograma de x1+x2');


Relação sinal-ruído.

Em alguns casos é necessário gerar um sinal com uma dada relação sinal-ruído (SNR). Em geral, a SNR é indicada em dB. O Exemplo abaixo mostra uma senóide com diferentes SNRs.

t=0:0.01:1;
s=sqrt(2)*sin(2*%pi*t*2);  // seno - potência unitária
N = max(size(s));  // tamanho de 's'
n = rand(1,N,'n'); // variável aleatória
n = n - mean(n);  // forçando média nula
n = n/sqrt(variance(n));  // forçando potência unitária

//SNR = 10 dB:
n10 = sqrt(0.1)*n;
s10 = s + n10;
snrdb = 10*log10(variance(s)/variance(n10));
disp(snrdb);
subplot(2,2,1); plot(t,s10);

//SNR = 20 dB:
n20 = sqrt(0.01)*n;
s20 = s + n20;
snrdb = 10*log10(variance(s)/variance(n20));
disp(snrdb);
subplot(2,2,2); plot(t,s20);

//SNR = 3 dB:
n03 = sqrt(10^(-3/10))*n;
s03 = s + n03;
snrdb = 10*log10(variance(s)/variance(n03));
disp(snrdb);
subplot(2,1,2); plot(t,s03);

Senoide contaminada com ruído: 10 dB, 20 dB e 3 dB de SNR.

Obs: a "amplitude" do ruído (normalizado) para gerar uma dada SNR é calculada por: $A = \sqrt{10^{-SNR/10}}$.

A SNR pode ser conferida com: snrdb = 10*log10(variance(sinal)/variance(ruido)).

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Divulgando: oportunidade para engenheiro e pesquisador - Inatel

Recebi por e-mail:
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Oportunidade Inatel – Engenheiro Pesquisador
  
O Instituto Nacional de Telecomunicações está contratando Engenheiro para atuar em atividade de pesquisa avançada nas áreas de Comunicação Digital e/ou Comunicação sem Fio.

Requisitos:
  
  • Ser graduado em Engenharia de Telecomunicações, Engenharia Elétrica, Engenharia Eletrônica, Engenharia da Computação ou outro curso de Engenharia de natureza semelhante.
  • Ter sólida formação acadêmica nas áreas de comunicação digital e comunicação sem fio, sendo desejável, embora não mandatório, que possua título de mestre na área.
  • Ter habilidade para ler, escrever, falar e entender na língua inglesa.
  • Ter domínio de ferramentas de simulação e ferramentas para cálculos matemáticos, como MathCad e MatLab.
  • Ser capaz de realizar, de forma autônoma ou orientada, atividades de estudo em profundidade.
  • Ser capaz de propor soluções inovadoras para problemas tecnológicos.
  • É desejável que o candidato possua publicações de alto nível em periódicos classificados pela Capes como Qualis A1, A2 ou B1.
Local: Santa Rita do Sapucaí – sul de Minas Gerais 

Os interessados deverão candidatar-se à vaga até o dia 01/02/2015 através do link vagas.com.br/v1097877




Oportunidade Inatel – Pesquisador Doutor
  
O Instituto Nacional de Telecomunicações está contratando Pesquisador Doutor para atuar em pesquisa de alto nível nas áreas de Comunicação Digital e Comunicação sem Fio. Em função do perfil do pesquisador, há também possibilidade de atuação parcial na área de ensino (8 horas por semana).

Requisitos:

  • Título de Doutor em programas reconhecidos pela CAPES e nas áreas definidas ou em áreas correlatas;
  • Capacidade de realização de pesquisa de alto nível, comprovada por publicações em periódicos classificados pela Capes como Qualis A1, A2 ou B1. 
Local: Santa Rita do Sapucaí – sul de Minas Gerais

Os interessados deverão candidatar-se à vaga até o dia 01/02/2015 através do link vagas.com.br/v1097673
 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Como acontece uma descoberta científica?

Figura original aqui.
Bom, o título desta postagem talvez não devesse ser exatamente esse. Algo como "o que fazer com uma descoberta científica que ninguém acredita?" ou então "é difícil quebrar um paradigma*?" talvez fosse mais exato. O fato é que fazer uma descoberta totalmente fora dos padrões estabelecidos é uma dor de cabeça muito grande: muitos irão desconfiar, você pode ser ridicularizado por cientistas famosos (ou pelo seu orientador) e só depois de muito tempo é que seu trabalho pode ser reconhecido como válido e aceitável pela comunidade dos cientistas. E você pode até ganhar algum prêmio importante. Mas até chegar nesse ponto, você vai precisar ter muita força de vontade para não desistir.

No final das contas, é assim que a ciência funciona. Uma descoberta incremental é aceita rapidamente, afinal foi só uma pequena pedra que foi acrescentada no grande mural do conhecimento. Já uma descoberta notável, que foge dos padrões e dos paradigmas vigentes, é posta sob quarentena e só depois de comprovada de forma independente por vários outros é que ganha o status de "científica". Claro, uma descoberta dessa magnitude é, via de regra, rara e tem o poder de criar novas linhas pesquisas e desbravar novos caminhos.

Um exemplo: Einstein recebeu o prêmio Nobel de Física em 1921 pela explicação do efeito fotoelétrico publicada em 1905, e não pela teoria da relatividade. A teoria da relatividade demorou décadas para ser formalmente aceita por "toda" comunidade científica (ver aqui).

Um segundo exemplo: a descoberta dos quasicristais por Daniel Shechtman. A descoberta aconteceu em 1982, mas só foi aceita (por parte da comunidade) alguns anos depois e o prêmio Nobel veio somente em 2011 (ver aqui).

Obs: se você for mulher, as coisas podem ser ainda mais complicadas. No passado (até a metade do século XX) as mulheres eram relutantemente admitidas nas Universidades. Ver, por exemplo, o caso de Cecilia Helena Payne-Gaposchkin (ver aqui - ok, a tradução poderia ser melhor).

Para saber mais: Thomas Kuhn (e os tais paradigmas) e aqui (Thomas Kuhn. A Função do Dogma na Investigação Científica - Barra, Tozzini, Miranda, Couso e Brzowski).

Obs: como diria Pierre de Fermat ("o espaçoso") não havia espaço suficiente nesta postagem para incluir qualquer referência a K. Popper, Lakatos e outros filósofos da ciência, mas se você estiver interessado em mais alguma coisa do gênero aqui vai mais um link: aqui (FILOSOFIA DA CIÊNCIA E ENSINO DE CIÊNCIA: UMA ANALOGIA).

sábado, 10 de janeiro de 2015

Uma verdadeira sopa de plástico nos oceanos


O artigo Plastic debris in the open ocean (Detritos de plástico no oceano aberto em tradução livre) investiga um tema que visto pouco: a grande concentração de resíduos plásticos nos oceanos de todo o mundo. Alguns pontos de concentração chegam a criar verdadeiras ilhas de lixo plástico. Com a degradação do material e a sua quebra em partículas cada vez menores, toda a cadeia alimentar dos oceanos pode ser afetada, incluindo peixes, aves e mamíferos marinhos. Essa poluição vem ocorrendo desde a década de 1950 e seus efeitos ainda são incertos.

Abstract

There is a rising concern regarding the accumulation of floating plastic debris in the open ocean. However, the magnitude and the fate of this pollution are still open questions. Using data from the Malaspina 2010 circumnavigation, regional surveys, and previously published reports, we show a worldwide distribution of plastic on the surface of the open ocean, mostly accumulating in the convergence zones of each of the five subtropical gyres with comparable density. However, the global load of plastic on the open ocean surface was estimated to be on the order of tens of thousands of tons, far less than expected. Our observations of the size distribution of floating plastic debris point at important size-selective sinks removing millimeter-sized fragments of floating plastic on a large scale. This sink may involve a combination of fast nano-fragmentation of the microplastic into particles of microns or smaller, their transference to the ocean interior by food webs and ballasting processes, and processes yet to be discovered. Resolving the fate of the missing plastic debris is of fundamental importance to determine the nature and significance of the impacts of plastic pollution in the ocean.
Autores: 

Andrés Cózar, Fidel Echevarría, J. Ignacio González-Gordillo, Xabier Irigoienb, Bárbara Úbeda, Santiago Hernández-León, Álvaro T. Palma, Sandra Navarro, Juan García-de-Lomas, Andrea Ruiz, María L. Fernández-de-Puelles, and Carlos M. Duartei.

*** Fonte e artigo completo aqui.