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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Um lagarto pode valer 1 trilhão de dólares?



O lagarto de 1 trilhão de dólares que está fazendo o mundo perder peso 🦎💊

Pouca gente imagina que um lagarto do deserto norte-americano ajudou a dar origem a alguns dos medicamentos mais comentados (e valiosos) da atualidade.

O monstro-de-gila (Heloderma suspectum) é um lagarto peçonhento da família dos helodermatídeos, encontrado no sudoeste dos Estados Unidos e no noroeste do México. Pode atingir até 60 cm de comprimento, o que o torna o maior lagarto da América do Norte, com uma coloração marcante em tons de preto e rosado.

Habitante de regiões desérticas, tem hábitos principalmente noturnos e terrestres. Move-se lentamente, usando a língua para detectar odores deixados na areia. Alimenta-se de aves, outros lagartos, ovos e pequenos roedores.

O que torna esse animal ainda mais fascinante vai muito além da biologia.

👉 Do veneno do monstro-de-gila surgiu a pista científica que levou ao desenvolvimento da exenatida, abrindo caminho para medicamentos revolucionários no tratamento do diabetes e da obesidade — como o Ozempic e a tirzepatida (Mounjaro/Zepbound).

Essas chamadas canetas emagrecedoras ainda têm custo elevado, mas a tendência é de queda nos preços, impulsionada pela concorrência, por novas patentes e pela ampliação da produção. É também apenas uma questão de tempo até que esses medicamentos passem a ser incorporados por sistemas públicos de saúde, como o SUS.

O debate é complexo — envolve saúde pública, acesso, ética e economia —, mas uma reflexão é inevitável:

🌱 Quantos trilhões de dólares não estão escondidos na biodiversidade das florestas brasileiras?

Preservar ecossistemas e manter animais vivos pode valer infinitamente mais do que destruir o meio ambiente. Não por acaso, o Brasil está entre os países mais ricos do mundo em biodiversidade — um verdadeiro laboratório natural ainda pouco explorado de forma sustentável.

Obs.: a inspiração para o título vem de um fato recente: a Eli Lilly se tornou a primeira farmacêutica a atingir valor de mercado de US$ 1 trilhão. Só em 2025, suas ações valorizaram mais de 35%, impulsionadas principalmente pelo crescimento explosivo do mercado de medicamentos para perda de peso.


Referências relacionadas ao tema

FURMAN, B. L. The development of exenatide (exendin-4) as a treatment for diabetes. British Journal of Pharmacology.

JASTREBOFF, A. M. et al. Tirzepatide once weekly for the treatment of obesity. The New England Journal of Medicine.

REUTERS. Lilly becomes first drugmaker to join trillion-dollar club as weight-loss drug demand booms.

PRICEWATERHOUSECOOPERS (PwC). GLP-1 drugs: trends and impact on business models. Nova York, 2024.

BLOOMBERG. Weight-loss drugs hold promise of big savings for U.S. Airlines. 

📝 Nota de transparência
Este texto foi elaborado com o apoio de ferramentas de Inteligência Artificial (ChatGPT), utilizadas como suporte à organização das ideias, revisão e aprimoramento da clareza do conteúdo. A curadoria, interpretação e responsabilidade final são do autor. 

Fonte e inspiração para esta publicação aqui e aqui. Monstro-de-gila para crianças aqui.

#Ciência #Inovação #Biodiversidade #Saúde
#Biotecnologia #PesquisaCientífica #Sustentabilidade
#MeioAmbiente #EconomiaDaSaúde #IndústriaFarmacêutica
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terça-feira, 21 de maio de 2024

Somos todos primos!

 

 

Vivemos em um mundo onde as fronteiras geográficas parecem definir nossas identidades, mas quando olhamos para a genética, descobrimos uma verdade fascinante: somos todos primos. Em termos genéticos, todos os seres humanos são extremamente semelhantes, compartilhando mais de 99,9% do mesmo DNA. Isso revela uma história comum e interconectada de humanidade que transcende as barreiras culturais, étnicas e nacionais.

A Origem Comum

A teoria mais amplamente aceita sobre a origem humana é a de que todos os seres humanos modernos descendem de um grupo de ancestrais que viveu na África há cerca de 200.000 anos. A nossa espécie deve ter passado por um (ou mais de um) tipo de gargalo que quase nos levou à extinção. Com o tempo, esses ancestrais migraram para diferentes partes do mundo, adaptando-se a novas condições ambientais e desenvolvendo características físicas distintas. No entanto, essas diferenças são mínimas em comparação com as semelhanças genéticas que compartilhamos.

Migrações e Misturas Genéticas

Ao longo dos milênios, várias ondas de migração moldaram a composição genética das populações em todo o planeta. Um homem nascido no Brasil, por exemplo, pode ter uma herança genética que inclui contribuições da Europa, África, América indígena e Ásia. A colonização, o comércio, as migrações forçadas e voluntárias e outros fatores históricos contribuíram para essa mistura genética complexa.

A Beleza da Diversidade

Embora sejamos geneticamente semelhantes, a pequena variação que existe é responsável pela rica diversidade de culturas, idiomas e aparências físicas que vemos no mundo hoje. Esta diversidade deve ser celebrada, pois é um testemunho da capacidade humana de adaptação e inovação. Ao mesmo tempo, é crucial lembrar que, no nível mais fundamental, somos todos parte de uma mesma família humana.

Implicações Sociais e Científicas

Reconhecer nossa unidade genética tem implicações profundas. Cientificamente, isso nos permite avançar em áreas como a medicina, onde tratamentos podem ser desenvolvidos com base na compreensão de nossas semelhanças biológicas. Claro que as diferenças (pequenas) podem ser também importantes. Socialmente, pode ajudar a combater o racismo (não faz muito sentido falar de "raça pura" ou mesmo de "raça" humana) e a xenofobia, promovendo uma visão de humanidade baseada na empatia e na compreensão mútua.

Conclusão

A frase "somos todos primos" encapsula uma verdade poderosa e unificadora. Nossa genética revela que, apesar das diferenças superficiais, todos os seres humanos compartilham uma herança comum. Essa compreensão deve inspirar um senso de unidade e respeito mútuo, incentivando-nos a construir um mundo mais justo e harmonioso. Afinal, em nosso núcleo mais profundo, somos todos membros da mesma grande família humana.

* Um vídeo muito interessante sobre esse tema <aqui>.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Um pouco de biologia: bacteriófagos

 

Os bacteriófagos, também conhecidos como fagos, são vírus que infectam bactérias. O termo "bacteriófago" significa literalmente "comedor de bactérias" porque eles destroem as células hospedeiras. Os bacteriófagos são onipresentes na natureza e são encontrados em praticamente todos os ambientes onde as bactérias estão presentes. Estima-se que sejam as entidades biológicas mais abundantes na Terra, com mais de $10^{31}$ fagos presentes a qualquer momento. Esse número é muito maior que toda a população humana da Terra.

Os bacteriófagos são compostos de um genoma de ácido nucleico (DNA ou RNA) que é circundado por uma capa protéica chamada capsídeo. O capsídeo protege o genoma viral contra danos e permite que o fago se ligue a um receptor específico na superfície de uma célula bacteriana. Depois que um fago se liga a uma bactéria, ele injeta seu genoma na célula bacteriana. O genoma viral então assume o controle da maquinaria da bactéria para produzir novas partículas fágicas.

Existem dois tipos principais de bacteriófagos: líticos e lisogênicos. Os fagos líticos replicam-se dentro da bactéria e depois saem da célula, matando a bactéria no processo. Os fagos lisogênicos, por outro lado, inserem seu genoma no cromossomo bacteriano e podem permanecer inativos por gerações. Quando um fago lisogênico é ativado, ele pode mudar para o ciclo lítico e produzir novas partículas fágicas.

Os bacteriófagos desempenham um papel importante no meio ambiente, controlando as populações bacterianas e influenciando a evolução bacteriana. Eles também estão sendo estudados como potenciais agentes terapêuticos para o tratamento de infecções bacterianas.

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Que pokemon é esse?!

Tardigrada (do latim: tardus, lento + gradus, passo) é um filo de animais microscópicos segmentados, relacionados com os artrópodes. Popularmente são conhecidos como ursos-d'água ou como tardígrados, aportuguesamento derivado do nome do filo. Foram descritos pela primeira vez por J. A. E. Goeze em 1773. O nome Tardigrada foi dado por Spallanzani em 1776. São em maioria fitófagos, mas alguns são predadores, como o Milnesium tardigradum (fonte aqui).  Este é um dos maiores ursos-d'água, eles são ENORMES e possuem garras longas e um  focinho decorado! Eles quase parecem crocodilos. Chamam-se Milnésio.

Milnésio são cosmopolitas e onívoros: adoram alimentar-se de nemátodos, rotíferos, outros tardígrados, ciliados, algas e até de amebas! Existem 40 espécies de Milnésio que foram relatadas a partir de musgos e líquenes em todo o mundo; da Antártida aos trópicos e do Ártico às regiões temperadas.

Estes ursos-d'água são caracterizados pela presença de seis papilas peribucais que fazem as suas bocas parecerem pequenas coroas e duas papilas laterais. Suas garras são enormes e separadas em ramos primário e secundário independentes.

Os tardígrados de milnésio podem viver até 2 meses e colocar cerca de 40 ovos em 5 garras separadas durante esse período. Os ovos levarão cerca de 5 a 16 dias antes de eclodir. Como os Artrópodes, um importante grupo de animais invertebrados que inclui insetos e crustáceos, os tardígrados possuem uma cutícula protetora, ou exosqueleto, que muda quando os indivíduos ficam maiores. Essa cutícula será renovada a cada 6 a 10 dias para que as células se tornem maiores e maiores e, assim, para que o tardígrado se desenvolva e se torne maduro. Um tardígrado maduro é feito de cerca de 1000 células.

Cientistas têm relatado a presença de tardígrados em fontes termais, no topo do Himalaia, sob camadas de gelo sólido e no leito dos oceanos. Algumas espécies podem ser encontradas em ambientes mais amenos, como lagos e campos, enquanto outras podem ser encontradas em paredões rochosos e até mesmo em telhados. Tardígrados são mais comuns em ambientes úmidos, mas podem permanecer ativos onde quer que consigam reter alguma umidade.

Você já sabia alguma coisa sobre esses animais?

sábado, 28 de agosto de 2021

Achado no Egito um novo ancestral de baleia


Em um artigo publicado recentemente no Proceedings of the Royal Society B nesta quarta-feira passada (25/08) por pesquisadores egípcios é descrito um novo ancestral das baleias. O animal vivia parte de sua vida no mar e parte em terra. Ele era capaz de andar sobre quatro patas em terra e de caçar dentro d'água. O fóssil deste animal, denominado de Phiomicetus anubis, foi originalmente descoberto no deserto ocidental do Egito. Essa região já foi um mar de água salgada e é rica em fósseis.  

Título e abstract (resumo) do artigo:
 

A new protocetid whale offers clues to biogeography and feeding ecology in early cetacean evolution

Abdullah S. Gohar, Mohammed S. Antar, Robert W. Boessenecker, Dalia A. Sabry, Sanaa El-Sayed, Erik R. Seiffert, Iyad S. Zalmout and Hesham M. Sallam

Abstract

Over about 10 million years, the ancestors of whales transformed from herbivorous, deer-like, terrestrial mammals into carnivorous and fully aquatic cetaceans. Protocetids are Eocene whales that represent a unique semiaquatic stage in that dramatic evolutionary transformation. Here, we report on a new medium-sized protocetid, Phiomicetus anubis gen. et sp. nov., consisting of a partial skeleton from the middle Eocene (Lutetian) of the Fayum Depression in Egypt. The new species differs from other protocetids in having large, elongated temporal fossae, anteriorly placed pterygoids, elongated parietals, an unfused mandibular symphysis that terminates at the level of P3, and a relatively enlarged I3. Unique features of the skull and mandible suggest a capacity for more efficient oral mechanical processing than the typical protocetid condition, thereby allowing for a strong raptorial feeding style. Phylogenetic analysis nests Phiomicetus within the paraphyletic Protocetidae, as the most basal protocetid known from Africa. Recovery of Phiomicetus from the same bed that yielded the remingtonocetid Rayanistes afer provides the first clear evidence for the co-occurrence of the basal cetacean families Remingtonocetidae and Protocetidae in Africa. The discovery of Phiomicetus further augments our understanding of the biogeography and feeding ecology of early whales.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Divulgando - Manual de libras para ciências: a célula e o corpo humano (livro gratuito)



Um grupo de professores montou um manual de Libras pras disciplinas de Ciências e Biologia nas escolas. Esse tipo de manual não existia e deverá ajudar muitos professores e alunos surdos, assim como a comunidade surda em geral. Se puderem, divulguem nas suas redes sociais pra que o máximo de pessoas interessadas tenham acesso a esse material. Ele é 100% gratuito! Agradeço desde já!

Segue o link: Manual de Libra para Ciências.

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