sábado, 10 de fevereiro de 2024

Cem livros para ler


Sem dúvida alguma, existem muitos livros notáveis na literatura universal. É difícil criar uma lista com apenas cem livros. E no final, toda lista desse tipo é excludente e, de certa forma, injusta. No entanto, aqui vai uma seleção diversificada de obras antigas e modernas que muitos consideram importantes e que oferecem uma ampla visão sobre diferentes aspectos da experiência humana e da literatura.

"A Odisséia" - Homero
"A Ilíada" - Homero
"A Divina Comédia" - Dante Alighieri
"Dom Quixote" - Miguel de Cervantes
"Hamlet" - William Shakespeare
"Orgulho e Preconceito" - Jane Austen
"Crime e Castigo" - Fiódor Dostoiévski
"Os Irmãos Karamázov" - Fiódor Dostoiévski
"Cem Anos de Solidão" - Gabriel García Márquez
"1984" - George Orwell
"O Processo" - Franz Kafka
"O Apanhador no Campo de Centeio" - J.D. Salinger
"O Grande Gatsby" - F. Scott Fitzgerald
"Ulisses" - James Joyce
"O Senhor dos Anéis" - J.R.R. Tolkien
"O Hobbit" - J.R.R. Tolkien
"Guerra e Paz" - Lev Tolstói
"Anna Karenina" - Lev Tolstói
"Moby Dick" - Herman Melville
"Madame Bovary" - Gustave Flaubert
"As Vinhas da Ira" - John Steinbeck
"Paraíso Perdido" - John Milton
"Os Miseráveis" - Victor Hugo
"A Metamorfose" - Franz Kafka
"O Estrangeiro" - Albert Camus
"O Retrato de Dorian Gray" - Oscar Wilde
"As Aventuras de Huckleberry Finn" - Mark Twain
"O Pequeno Príncipe" - Antoine de Saint-Exupéry
"O Sol é para Todos" - Harper Lee
"Orgulho e Preconceito" - Jane Austen
"Os Sofrimentos do Jovem Werther" - Johann Wolfgang von Goethe
"O Processo" - Franz Kafka
"O Vermelho e o Negro" - Stendhal
"O Mestre e Margarida" - Mikhail Bulgakov
"A Peste" - Albert Camus
"Memórias Póstumas de Brás Cubas" - Machado de Assis
"O Conde de Monte Cristo" - Alexandre Dumas
"O Grande Sertão: Veredas" - João Guimarães Rosa
"Grande Esperança" - Charles Dickens
"O Amor nos Tempos do Cólera" - Gabriel García Márquez
"Crime e Castigo" - Fiódor Dostoiévski
"Os Irmãos Karamázov" - Fiódor Dostoiévski
"Os Sertões" - Euclides da Cunha
"Mrs. Dalloway" - Virginia Woolf
"A Insustentável Leveza do Ser" - Milan Kundera
"O Deus das Pequenas Coisas" - Arundhati Roy
"A Casa dos Espíritos" - Isabel Allende
"O Nome da Rosa" - Umberto Eco
"A Sangue Frio" - Truman Capote
"Vidas Secas" - Graciliano Ramos
"O Morro dos Ventos Uivantes" - Emily Brontë
"O Jogo da Amarelinha" - Julio Cortázar
"A Insustentável Leveza do Ser" - Milan Kundera
"Cem Anos de Solidão" - Gabriel García Márquez
"A Revolução dos Bichos" - George Orwell
"A Divina Comédia" - Dante Alighieri
"Cândido, ou o Otimismo" - Voltaire
"Os Versos Satânicos" - Salman Rushdie
"A Cor Púrpura" - Alice Walker
"O Conto da Aia" - Margaret Atwood
"As Crônicas de Nárnia" - C.S. Lewis
"O Nome da Rosa" - Umberto Eco
"Os Pilares da Terra" - Ken Follett
"O Perfume" - Patrick Süskind
"A Elegância do Ouriço" - Muriel Barbery
"O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa" - C.S. Lewis
"O Lobo da Estepe" - Hermann Hesse
"O Homem Duplicado" - José Saramago
"Laranja Mecânica" - Anthony Burgess
"Matadouro 5" - Kurt Vonnegut
"O Médico e o Monstro" - Robert Louis Stevenson
"Maus" - Art Spiegelman
"A Menina que Roubava Livros" - Markus Zusak
"O Velho e o Mar" - Ernest Hemingway
"O Silmarillion" - J.R.R. Tolkien
"O Fim da Eternidade" - Isaac Asimov
"Os Despossuídos" - Ursula K. Le Guin
"O Poderoso Chefão" - Mario Puzo
"O Monte dos Vendavais" - Emily Brontë
"O Perfume" - Patrick Süskind
"Os Filhos da Meia-Noite" - Salman Rushdie
"O Apanhador no Campo de Centeio" - J.D. Salinger
"A Insustentável Leveza do Ser" - Milan Kundera
"O Dia do Chacal" - Frederick Forsyth
"O Sol é para Todos" - Harper Lee
"O Apanhador no Campo de Centeio" - J.D. Salinger
"Cem Anos de Solidão" - Gabriel García Márquez
"O Velho e o Mar" - Ernest Hemingway
"A Revolução dos Bichos" - George Orwell
"O Nome da Rosa" - Umberto Eco
"Guerra e Paz" - Lev Tolstói
"Anna Karenina" - Lev Tolstói
"Cem Anos de Solidão" - Gabriel García Márquez
"1984" - George Orwell
"O Processo" - Franz Kafka
"O Apanhador no Campo de Centeio" - J.D. Salinger
"Dom Quixote" - Miguel de Cervantes
"Crime e Castigo" - Fiódor Dostoiévski
"A Metamorfose" - Franz Kafka
"A Divina Comédia" - Dante Alighieri

Você incluiria outros livros ou autores? Uma lista semelhante a essa pode ser vista aqui. Outras postagens sobre esse tema aqui e aqui.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Como o mundo funciona: "todos têm o seu preço".

Só leia o texto abaixo se você tiver estômago forte.

Executivo de banco conta como se compram políticos, juízes e jornalistas em entrevista a Jessé Souza (fonte aqui).

 

Publicado por 

Diario do Centro do Mundo   

O sociólogo Jessé Souza entrevistou representantes da alta classe média e da massa da classe média para escrever seu mais recente livro, “A Classe Média no Espelho”, em que traça um perfil do segmento da sociedade que, em grande parte, foi para as ruas protestar durante o governo Dilma Rousseff.

O pretexto era o combate à corrupção, mas se sabe hoje que era uma falácia. A classe média nunca esteve preocupada com a corrupção — se estivesse, estaria protestando pela punição a Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro, flagrados em movimentação milionária atípica. 

Um dos entrevistados por Jessé foi o CEO de um banco, cujo nome é preservado. O executivo conta como o banco compra políticos, juízes e até jornalistas, para manter um sistema corrupto de privilégios. 

A entrevista está sendo publicada com autorização de Jessé Souza e de seu agente editorial:

Sérgio: o CEO de um banco explica como se compra o mundo

Sérgio não é um CEO qualquer. Muito inteligente, culto, leitor de psicanálise nas horas vagas – a mulher é psicóloga -, ele é dessas pessoas que têm prazer numa sinceridade desconcertante. Sérgio tinha plena consciência de quem era e do que fazia. Se no passado teve algum problema com isso, agora não deixava transparecer nenhum incômodo.

Desde a adolescência, ele era grande amigo de João Carlos. Filho de banqueiros, havia acumulado fortuna própria na década de 1990, durante o governo de FHC, administrando fundos de investimento estrangeiros que ganharam uma grana preta com as privatizações levadas a cabo no período.

Segundo Sérgio, João Carlos começou como um hábil representante de bancos estrangeiros e abriu inúmeras portas de investimento para os parceiros por meio de suas relações nos meios financeiros paulistanos, bem como no poder político e no Poder Judiciário, tanto em Brasília como em São Paulo. Lucrou tanto se utilizando do dinheiro alheio que fundou o próprio banco.

Nessa época, Sérgio frequentava uma faculdade de Direito nos Estados Unidos. Depois passou um ano em Londres, estudando finanças e ciência política e, por indicação de amigos do pai, estagiando num escritório que lidava com o mercado financeiro. Morou também em Sevilha, na Espanha, onde descobriu sua área jurídica de predileção: o direito administrativo.

No início dos anos 2000, quando voltou ao Brasil depois de quatro anos de pós-graduação no exterior, com pouco mais de 30 anos, o amigo João Carlos já era um multimilionário por “esforço próprio” e apenas naquele ano tinha ganhado mais dinheiro do que o pai durante toda a vida.

Como o negócio do banco – aliás, o de todos os bancos hoje em dia – dependia da intersecção entre Estado, João precisava de alguém de confiança para cuidar da parte jurídica, antes terceirizada em diversos escritórios. Sérgio recebeu então carta branca para montar sua equipe de trabalho. Hoje o departamento jurídico é o centro nervoso do banco, com tudo passando pelas mãos de Sérgio, e ocupa um andar inteiro de um prédio moderno, decorado com luxo e bom gosto.

Quando lhe perguntei qual era seu trabalho, Sérgio não titubeou.

O João é o gênio, sabe onde estão o dinheiro e as oportunidades, pensa nisso o tempo todo. Eu só faço comprar as pessoas necessárias para que as coisas aconteçam como ele quer. Não fui eu que inventei o mundo como ele é, só procuro sobreviver da melhor maneira possível. O mais importante no Direito é conhecer os meandros da linha cinzenta entre o legal e o ilegal. Meu trabalho é expandir ao máximo a margem da legalidade a serviço dos interesses do banco.

Como já existe toda uma legalidade paralela que cuida dos interesses do setor financeiro, meu trabalho é fazer com que o nosso banco fique com o melhor pedaço da torta. Nossa equipe tem mais de vinte advogados escolhidos a dedo e bem pagos. Mas eles fazem o ramerrão do trabalho jurídico. O dia a dia. Eu faço os contatos com juízes, políticos e jornalistas e cuido dos clientes estrangeiros. Com o serviço jurídico, no sentido tradicional, meu trabalho não tem nada a ver. É mais gestão de clientes, dar a eles o que querem, dizer o que querem ouvir, beber o que eles querem beber e ser discreto e sóbrio em tudo.

E o que eles querem?

Aqui em São Paulo o que move tudo é o dinheiro e todo mundo quer viver bem. As pessoas são compradas com dinheiro vivo e com depósitos em paraísos fiscais criados para isso. A gente sabe fazer bem feito. Sem deixar rastro. A cidade é toda comprada, não se iluda, toda licitação pública e todo negócio lucrativo, sem exceção, é repartido e negociado.

Todo mundo tem um preço. Até hoje não conheci quem não tivesse. E para todo negócio é necessário uma informação privilegiada aqui, um amigo no Banco Central ali, uma sentença comprada ali ou a influência de um ministro em Brasília acolá.

Além da compra direta, em dinheiro vivo ou depósito no exterior, a gente tem que paparicar constantemente os caras. Uma forma eficaz são os presentes constantes, sem a expectativa imediata de contrafavores. Isso gera simpatia. Às vezes você ganha até um “amigo”.

odo mundo adora vinhos caros, e as mulheres desses caras adoram essas bolsas que custam 50, 60 mil reais. Se é alguém com conhecimentos técnicos, você pode promover seminários e palestras, e pagar muito além do que se paga nesse tipo de mercado. Para cada tipo de cliente e de gente existe um jeito mais conveniente de comprar sem parecer que está comprando.

Não fazemos isso em troca de um serviço concreto. Isso é muito importante. O que construímos é um círculo de amigos. Temos uma lista grande de pessoas que simplesmente presenteamos no aniversário e em diversas outras ocasiões, ano após ano. Presentes bons e caros. Não economizamos nisso. Aí, quando você precisa, pode contar com a boa vontade do cara. Isso é o que chamo de criar relações de confiança.

E o pagamento direto por serviços específicos?

Obviamente isso também existe. Aí pagamos em paraísos fiscais por meio de transferências sucessivas entre dezenas de empresas de fachada, de tal modo que nem Sherlock Holmes consegue refazer o caminho original.

Hoje em dia existem meios ainda mais eficazes de eliminar riscos, mas este é nosso pulo do gato, e não posso lhe contar. Mas não fica rastro, posso assegurar. Esta, afinal, é a nossa mercadoria: a segurança no investimento. E, sendo um banco, tudo fica mais fácil. Não é só no caso do nosso banco: todos os bancos, inclusive os maiores, fazem a mesma coisa.

A mina de ouro de qualquer banco comercial ou de investimento é o Banco Central. Ali só entra gente nossa. E o país é gerido a partir do Banco Central, que decide tudo de importante na economia. É lá que a zona cinzenta entre legalidade e ilegalidade define a vida de todos. Isso não aparece em nenhum jornal.

Podemos fazer qualquer tipo de especulação com o câmbio, como nos swaps cambiais, por exemplo. Se der errado, o Banco Central cobre o prejuízo. Não existe negócio melhor. Se der errado, o famoso Erário paga a conta. Quem controla toda a economia somos nós e a nosso favor, o Congresso nem apita sobre isso. Quando, muito eventualmente, decide sobre algo, apenas assina o que nós mandamos, essa é verdade que ninguém conhece porque não sai em nenhuma TV.

Claro que tudo é justificado como mecanismo de combate à inflação, e não para enriquecer os ricos. Para quem vê isso tudo funcionar a partir de dentro, como no meu caso, é até engraçado.

Essa é a estrutura legalizada pela opacidade do Banco Central e da dívida pública. Mas e os negócios ilegais mesmo?

Não existe negócio que não seja intermediado por um banco, seja legal ou ilegal. Essa história de operador e doleiro é coisa da Lava Jato e da imprensa para desviar a atenção da participação dos agentes financeiros. Os bancos são completamente blindados porque inventaram um meio infalível de distribuir dinheiro para quem já tem muito poder e dinheiro. Falam de todo mundo menos de nós, que comandamos tudo.

Para mim, aí é que está o poder real, o poder do dinheiro. Na verdade, são os bancos os operadores e os doleiros, e todo o dinheiro sai de bancos, seja dinheiro limpo – na realidade, sempre dinheiro que foi tornado limpo -, seja dinheiro sujo. A não ser que você fabrique dinheiro em casa.

Aliás, parte do lucro dos bancos vem de lavar dinheiro e intermediar transações. Mas o grosso da grana vem do Banco Central, das remunerações de sobras de caixa – que são ilegais, mas sobre as quais ninguém diz nada – das operações de swap cambial, dos títulos da dívida – enfim, o Banco Central é nossa mãe. É tudo escancarado, mesmo com inflação zero e o país na ruína.

Nosso lucro é legal, ou seja, legalizado, já que somos intocáveis e ninguém se mete conosco. Boa parte dos juízes e ministros de tribunais superiores, como todo mundo no meio sabe, advogam por interposta pessoa, e nós somos os principais clientes de alguns e de quem paga melhor. São os bancos que pagam as eleições do Congresso quase inteiro. Aí você pode legalizar qualquer coisa, qualquer papel sujo que a gente mande ao Congresso os caras assinam. Nesse contexto, onde se pode tudo, as operações abertamente ilegais são uma parte menor dos lucros, mas obviamente existem.

Se ninguém imprime notas de dinheiro no quintal, é óbvio que todo o dinheiro, inclusive todo dinheiro sujo, vem dos bancos, que retiram parte do seu lucro real intermediando essas relações e lavando esse dinheiro. Os bancos controlam o que você vai fazer com o dinheiro e todo dinheiro pode ser rastreado.

Toda transferência bancária tem um chip e, se você quiser saber de onde o dinheiro vem, dá para saber. Inclusive nas transações internacionais. Se a transferência é em dólar, tudo passa por Nova York e recebe um número. Mas ninguém quer saber, essa é a verdade. Como os bancos mandam na imprensa, nos juízes e nos políticos, a intermediação de todo dinheiro ilegal jamais é denunciada, E se for denunciar, você é que acaba preso. Isso eu garanto.

Como funciona mandar dinheiro para propinas no exterior, por exemplo, para comprar gente em Angola, na companhia de petróleo?

Você liga para o presidente de um banco [e cita, testando minha reação, o nome do presidente de um grande banco) e pergunta qual a comissão dele para fazer remessa.

Assim, na cara de pau?”, pergunto. “E como você acha que funciona?”, indaga Sérgio, rindo e se divertindo com minha surpresa.

Lembra daquelas malas do Geddel? Como você acha que aquele dinheiro chegou naquele apartamento? Dinheiro não dá em árvore. Quem tem a possibilidade de fazer o dinheiro circular de um lugar para outro são os bancos, mais ninguém.

Não há nenhum caso de corrupção em que o dinheiro não venha de um banco. Ou seja, os bancos são os intermediários, sempre. A imprensa nunca toca nisso porque é tabu. Afinal, a imprensa é nossa.

[Texto completo aqui]

Descoberta uma "superterra" na zona habitável de uma estrela anã vermelha.

 

Uma pesquisa recente, publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, relata a descoberta de uma superterra orbitando uma estrela anã vermelha há "apenas" 137 anos-luz de distância da Terra. Chamado de TOI-715b, o planeta tem cerca de 1,55 do raio do nosso e está dentro da zona habitável da estrela. 

Dentro do mesmo sistema, foi ainda observado um segundo planeta do mesmo tamanho que a Terra que, se confirmado, será a menor em zona habitável que o Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito da NASA (TESS) encontrou até agora. 

Artigo completo aqui.

A 1.55 R⊕ habitable-zone planet hosted by TOI-715, an M4 star near the ecliptic South Pole.

ABSTRACT 

A new generation of observatories is enabling detailed study of exoplanetary atmospheres and the diversity of alien climates, allowing us to seek evidence for extraterrestrial biological and geological processes. Now is therefore the time to identify the most unique planets to be characterized with these instruments. In this context, we report on the discovery and validation of TOI-715 b, a planet orbiting its nearby (42 pc) M4 host (TOI-715/TIC 271971130) with a period 19,288 d. TOI-715 b was first identified by TESS and validated using ground-based photometry, high-resolution imaging and statistical validation. The planet’s orbital period combined with the stellar effective temperature give this planet an installation⁠, placing it within the most conservative definitions of the habitable zone for rocky planets. TOI-715 b’s radius falls exactly between two measured locations of the M-dwarf radius valley; characterizing its mass and composition will help understand the true nature of the radius valley for low-mass stars. We demonstrate TOI-715 b is amenable for characterization using precise radial velocities and transmission spectroscopy. Additionally, we reveal a second candidate planet in the system, TIC 271971130.02, with a potential orbital period of 25,6 d and a radius of 1,066⁠, just inside the outer boundary of the habitable zone, and near a 4:3 orbital period commensurability. Should this second planet be confirmed, it would represent the smallest habitable zone planet discovered by TESS to date. 

 Keywords: planets and satellites: detection, planets and satellites: fundamental parameters, planets and satellites: terrestrial planets

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Inteligência artificial e Deep fake news: como distinguir o que é verdade do que é falso?

Foto real do ataque de um T-Rex na cidade de São Paulo. Hoje qualquer um pode fabricar imagens falsas. Algumas podem ser facilmente detectadas.

"As imagens se tornaram quase indistinguíveis [das reais]", afirma. "Não se pode mais acreditar no que se ouve ou vê nos dispositivos eletrônicos. É preciso pesquisar e não sair compartilhando, por mais que pareça real." - Alberto Ferreira de Souza, doutor em Ciência da Computação pelo University College London e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo.

Introdução
Saber se uma fotografia, áudio ou vídeo é "real" ou "fabricado" pode ser uma tarefa bastante problemática em nossos dias. A ascensão da inteligência artificial (IA) trouxe consigo a capacidade de criar vídeos falsos, conhecidos como deepfakes, que representam um desafio significativo para a sociedade moderna. Essas manipulações de mídia, alimentadas por algoritmos avançados, têm o potencial de enganar e manipular as massas, comprometendo a confiança nas informações e minando a integridade das comunicações. Neste texto, exploraremos os desafios associados às deep fake news e discutiremos estratégias para ajudar as pessoas a discernir a autenticidade dos vídeos.

Tecnologia de Geração de Deepfakes
As deepfakes utilizam técnicas de aprendizado profundo para sintetizar vídeos falsos convincentes, substituindo o rosto de uma pessoa em um vídeo original por outro. Essas tecnologias estão em constante evolução, tornando-se cada vez mais acessíveis e sofisticadas. O desafio reside na capacidade de replicar detalhes faciais, expressões e movimentos corporais de maneira quase imperceptível, o que dificulta a detecção visual direta. 

Ameaça à Integridade da Informação
A disseminação de deep fake news apresenta uma ameaça à integridade da informação. Políticos, celebridades e indivíduos comuns podem ser alvo de manipulações que visam difamar, desacreditar ou criar narrativas fictícias. Isso compromete a confiança do público nas fontes de notícias e desafia a capacidade das pessoas de discernir entre realidade e ficção. 

Dificuldade de Detecção Automática
Detectar deepfakes tornou-se uma corrida entre os criadores dessas tecnologias e os desenvolvedores de ferramentas de detecção. As técnicas de geração avançaram mais rapidamente do que as capacidades de detecção, resultando em uma lacuna que pode ser explorada para disseminar desinformação. A detecção automática é desafiadora devido à adaptabilidade dos algoritmos de geração, que conseguem evoluir para contornar métodos de identificação. 

Educação e Conscientização
Uma abordagem fundamental para combater deep fake news é a educação pública. As pessoas precisam ser conscientizadas sobre a existência dessa tecnologia e os riscos associados. Compreender as sutilezas dos deepfakes, como inconsistências na iluminação, movimentos faciais irregulares e problemas de áudio, pode capacitar as pessoas a questionar a autenticidade dos vídeos que encontram. 

Verificação de Fontes e Contexto
Ao encontrar um vídeo suspeito, é crucial verificar as fontes e o contexto. Investigar a origem do vídeo, analisar a credibilidade da fonte e procurar por informações adicionais são passos importantes para validar ou refutar a autenticidade de uma peça de mídia. A conscientização sobre práticas de verificação de informações é essencial para evitar a propagação de desinformação. 

Desenvolvimento de Ferramentas de Detecção
Investir em pesquisa e desenvolvimento de ferramentas de detecção de deepfakes é imperativo. Especialistas em IA e segurança cibernética precisam colaborar para criar métodos mais eficazes e ágeis de identificar vídeos manipulados. A integração dessas ferramentas em plataformas de mídia social e reprodutoras de vídeo pode ser uma medida crucial para combater a disseminação de deep fake news. 

Conclusão
As deep fake news representam uma ameaça substancial à integridade da informação e à confiança pública. Combater esse fenômeno requer uma abordagem abrangente, envolvendo educação, conscientização e desenvolvimento contínuo de tecnologias de detecção. Ao equipar as pessoas com as ferramentas e o conhecimento necessários, podemos mitigar os impactos negativos das deepfakes e preservar a confiabilidade das informações na era da inteligência artificial.

Sobre eleições e deepfake - ver aqui.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Duas ou três palavras sobre crimes de guerra.

 


Em situações de guerra, existem leis e convenções internacionais que estabelecem padrões éticos e legais para o comportamento dos países envolvidos e de seus militares. Crimes de guerra são violações graves dessas leis e convenções, e eles podem ser julgados em tribunais internacionais. Alguns exemplos de ações que são consideradas crimes de guerra incluem:
  • Ataques a Civis e Bens Civis: direcionar intencionalmente ataques a civis ou a bens civis que não estão diretamente envolvidos em hostilidades é proibido. 
  •  Ataques Desproporcionais: o uso de força militar que é claramente desproporcional ao benefício militar buscado e que resulta em danos indiscriminados a civis é considerado um crime de guerra. 
  • Uso Indiscriminado de Armas: o uso de armas que causem danos indiscriminados, como armas químicas, biológicas ou nucleares, é estritamente proibido. 
  • Tratamento Desumano de Prisioneiros de Guerra: maus-tratos, tortura ou execução sumária de prisioneiros de guerra são crimes de guerra. Os prisioneiros de guerra têm direitos específicos estabelecidos pelas Convenções de Genebra. 
  • Ataques a Hospitais e Instalações Médicas: hospitais e instalações médicas devem ser protegidos em conflitos armados. Atacar intencionalmente essas instalações é um crime de guerra. 
  • Utilização de Civis como Escudos Humanos: colocar civis em áreas de combate para evitar ataques ou utilizar civis como escudos humanos é considerado um crime de guerra. 
  • Recrutamento de Crianças Soldados: recrutar crianças com menos de 15 anos para participar ativamente das hostilidades é proibido. 
  •  Desaparecimento Forçado de Pessoas: sequestro ou detenção de pessoas com o intuito de fazê-las desaparecer é considerado um crime de guerra.

Estas são apenas algumas das ações que são consideradas crimes de guerra. O direito internacional humanitário, que inclui as Convenções de Genebra e outros acordos, procura proteger a dignidade humana mesmo em tempos de conflito armado. Violar essas normas pode levar a responsabilização legal e julgamento internacional. 

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Convenções de Genebra de 1949 e seus protocolos

As Convenções de Genebra de 1949 e seus protocolos adicionais, de 1977, constituem o cerne do direito internacional humanitário. As Convenções ampliaram e codificaram ao mesmo tempo as normas de conduta na guerra e de assistência e proteção aos civis estabelecidas em tratados anteriores. As Convenções de Genebra, ratificadas por 196 países, são quatro: as três primeiras estabelecem regras para o tratamento de combatentes feridos e doentes, tripulantes de navios naufragados e prisioneiros de conflitos armados internacionais; a quarta estabelece normas para os métodos de guerra e para a proteção da população civil, também em conflitos armados internacionais. O primeiro protocolo de 1977 reforça a quarta convenção de Genebra, com regras sobre a proteção de vítimas de conflitos armados internacionais; e o segundo estabelece regras para a proteção de vítimas de conflitos armados não internacionais. As Convenções de Genebra reconheceram o papel do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) como guardião do direito humanitário, com a missão de salvaguardar sua interpretação e propor a codificação de novas regras, e também como uma organização de ajuda humanitária e de proteção das vítimas de conflitos. 

 Corte Internacional de Justiça (CIJ)

Também conhecida como Corte de Haia, a CIJ (ou ICJ, na sigla em inglês) foi criada em 1945 pela Carta das Nações Unidas com o objetivo de dirimir disputas entre Estados e emitir pareceres sobre questões jurídicas apresentadas pela Assembleia Geral da ONU. As decisões do tribunal são vinculantes, e o Conselho de Segurança da ONU pode determinar seu cumprimento. No entanto, decisões da Corte já foram ignoradas pelas partes envolvidas em disputas submetidas ao tribunal. 

Para saber mais: leia aqui.

Divulgando: RootsTech de 2024 - inscrições abertas

 

As inscrições para a conferência RootsTech de 2024 já estão abertas! Com centenas de novas aulas de genealogia, tecnologia de ponta, inovação e entretenimento que não vão decepcioná-los, a RootsTech tem algo para todos.

A RootsTech do ano passado foi a primeira que ofereceu tanto a participação presencial quanto o acesso virtual, e foi um grade sucesso com mais de 3 milhões de participantes. Este ano, a RootsTech oferecerá essas mesmas opções com inscrições para uma experiência on-line ou presencial no Salt Palace Convention Center em Salt Lake City, Utah.

O evento acontecerá de 29 de fevereiro a 2 de março de 2024. Marque no seu calendário e cadastre-se hoje* para garantir sua vaga.


O que é a RootsTech?

A RootsTech é o maior evento de genealogia do mundo, patrocinado e realizado pelo FamilySearch. A RootsTech reúne pessoas de todo o mundo para uma missão comum: reunir e celebrar a família.

As aulas da RootsTech são oferecidas para todos os níveis de habilidade, iniciantes e especialistas, para que você possa aprender mais sobre como encontrar seus antepassados e vincular eles à sua árvore familiar.

O Salão de exposições, ou seja, o coração da conferência, é o lar de muitos patrocinadores e expositores que oferecem novas tecnologias e inovações que vão ajudar você a se conectar com seu passado e a registrar suas recordações para as gerações futuras.

Uma das experiências favoritas dos fãs na RootsTech são os palestrantes no palco principal! Vários talentos de indústrias em todo o mundo falam sobre suas próprias experiências familiares e compartilham mensagens inspiradoras de esperança e resiliência.

Se a conferência de três dias não for suficiente, confira rootstech.org o ano inteiro para obter conteúdos anteriores, assim como ver novos conteúdos para aprender e ser inspirado sempre que quiser!

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Divulgando: SBrT 2024 - cronograma inicial.

 

A realização do XLII Simpósio Brasileiro de Telecomunicações e Processamento de Sinais (SBrT 2024) em Belém marcará o retorno do evento à cidade após 20 anos. Em especial, o ano de 2024 será muito promissor para Belém, pois os preparativos serão intensos para a realização da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-30). Neste contexto, o SBrT figurará como um evento marcante de discussão e de contribuições relevantes nas áreas de Telecomunicações e de Processamento de Sinais para a região amazônica. Baseado neste cenário, a organização do SBrT 2024 escolheu como tema do simpósio: "Ciência, Inovação e Desenvolvimento na Amazônia: Os desafios para um futuro sustentável".

Datas importantes
  • Submissão de Artigos: 10/05/2024
  • Aceite de Artigos07/06/2024
  • Proposta de Minicursos: 12/05/2024
  • Aceite de Minicursos: 14/06/2024

Temas para publicação:

  • Amostragem e Sensoriamento Compressivos
  • Antenas, propagação e micro-ondas
  • Aprendizagem de máquinas e inteligência artificial
  • Blockchain em telecomunicações e redes
  • Ciência forense, criptografia e segurança
  • Ciência de dados
  • Comunicações e redes sem fio
  • Comunicações e redes ópticas, optoeletrônica e fotônica
  • Comunicação interestelar
  • Comunicações ultra confiáveis de baixa latência
  • Comunicações via satélite
  • Comunicações quânticas
  • Educação em Processamento de Sinais e Telecomunicações
  • Eletromagnetismo aplicado
  • Internet das coisas
  • Virtualização de funções de rede
  • Processamento de áudio e fala
  • Processamento de imagens e vídeo
  • Processamentos de sinais e imagens biomédicos
  • Processamento de sinais em Smart Grids
  • Processamento de sinais em sistemas mecânicos
  • Processamento de sinais para sensoriamento remoto e geofísica
  • Processamento de sinais para sistemas de monitoramento
  • Processamento digital de sinais
  • Processamento adaptativo de sinais, em arranjo de sensores e multicanal
  • Projeto e implementação de dispositivos para Processamento de Sinais e Telecomunicações
  • Rádio cognitivo
  • Redes de computadores e de sensores
  • Redes 5G, B5G e 6G
  • Segurança cibernética
  • Serviços e sistemas de comunicações
  • Teoria da informação e codificação
  • Teoria das comunicações
  • Teoria de grafos e processamento de sinais
Mais informações aqui.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Dica de leitura: "Agosto" de Rubem Fonseca

 

Li o romance 'Agosto' de Rubem Fonseca já faz algum tempo. É uma leitura envolvente, tensa e com muitas informações históricas, alguns trechos são quase como soco no estômago. Uma resenha (fonte aqui):

Em Agosto, Rubem Fonseca nos mergulha em uma narrativa intensa e envolvente que tem como pano de fundo os turbulentos acontecimentos políticos do Rio de Janeiro em agosto de 1954, durante o governo de Getúlio Vargas.

Enquanto o comissário de polícia Alberto Mattos busca desvendar o misterioso assassinato de um empresário no edifício Deauville, um atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, um destacado opositor de Vargas, está sendo planejado no Palácio do Catete.

Nas páginas deste livro, Rubem Fonseca, em seu quinto romance, habilmente entrelaça realidade e ficção, criando uma trama que mantém o leitor grudado do início ao fim.

Você será transportado para os dias que antecederam o suicídio de Getúlio Vargas, testemunhando os eventos e conspirações que moldaram aquele momento histórico crucial.

Prepare-se para uma leitura que é ao mesmo tempo uma exploração profunda da política brasileira e um thriller envolvente, onde suspense e realidade se fundem de forma magistral.

Em Agosto, você encontrará mistérios a serem desvendados e uma trama que mantém você ansioso por mais a cada página. Esta é a oportunidade de mergulhar na obra de um dos maiores escritores brasileiros e descobrir por que Rubem Fonseca é aclamado por sua maestria na criação de narrativas memoráveis. 

Sobre Rubem Fonseca:

José Rubem Fonseca (Juiz de Fora, 11 de maio de 1925 - Rio de Janeiro, 15 de abril de 2020) foi um contista, romancista, ensaísta e roteirista brasileiro. Formado em Direito, exerceu várias atividades antes de dedicar-se inteiramente à literatura. Em 2003, venceu o Prémio Camões, o mais prestigiado galardão literário para a língua portuguesa. 

De entre as suas obras, destacam-se, para além de Agosto, os romances Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos, O Caso Morei (1973), A Grande Arte (1983) e Bufo & Spallanzani (1986), além das colectâneas de contos Os Prisioneiros (1963), A Coleira do Cão (1965), Lúcia MacCartney (1967), Feliz Ano Novo (1975) e O Cobrador (1979).

Um trecho do livro:

Apanhou sua roupa sobre a cadeira e vestiu-se, sem olhar para o morto, ainda que tivesse a aguda consciência da presença do mesmo sobre a cama. Não havia ninguém na portaria quando saiu.

O homem conhecido pelos seus inimigos como Anjo Negro entrou no pequeno elevador, que ocupou por inteiro com seu corpo volumoso, e saltou no terceiro pavimento do Palácio do Catete. Andou cerca de dez passos no corredor em penumbra e parou em frente a uma porta. Dentro, no modesto quarto, vestido com um pijama de listas, sentado na cama com os ombros curvados, os pés a alguns centímetros do assoalho, estava o homem que ele protegia, um velho insone, pensativo, alquebrado, de nome Getúlio Vargas.

O Anjo Negro, depois de tentar ouvir se algum ruído vinha de dentro do quarto, recuou, apoiando as costas numa das colunas coríntias simetricamente dispostas na balaustrada tetragonal de ferro que cercava o vão central do hall do palácio, àquela hora silencioso e escuro. Deve estar dormindo, pensou.

Depois de certificar-se que não havia anormalidades no andar residencial do palácio, Gregório Fortunato, o Anjo Negro, chefe da guarda pessoal do presidente Getúlio Vargas, desceu as escadas em direcção ao gabinete da assessoria militar, no térreo, verificando, no caminho, se os guardas mantinham-se nos seus postos, se o Palácio das Águias estava em paz.

O major Dornelles conversava com outro assessor, o major Fitipaldi, quando Gregório entrou no gabinete.

O chefe da guarda pessoal, depois de examinar com os dois assessores militares o plano que a segurança adoptaria na ida do presidente ao Jockey Club no domingo, dia do Grande Prémio Brasil, foi para seu quarto.

Tirou o revólver e o punhal que sempre carregava, colocou-os sobre a mesinha e sentou-se na cama, onde havia vários jornais espalhados.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Macaco rhesus clonado chega à idade adulta pela primeira vez



O macaco rhesus clonado, chamado 'ReTro', é o primeiro a sobreviver até a idade adulta.Crédito: Qiang Sun.

Pela primeira vez, um macaco rhesus clonado ( Maca mulatta ) atingiu a idade adulta – sobrevivendo por mais de dois anos até agora.

O feito, descrito hoje na Nature Communications, marca a primeira clonagem bem-sucedida da espécie. Isto foi conseguido usando uma abordagem ligeiramente diferente da técnica convencional usada para clonar a ovelha Dolly e outros mamíferos, incluindo macacos de cauda longa (Maca fascicularis), os primeiros primatas a serem clonados.

Ao substituir a placenta do embrião clonado pela de embriões produzidos por uma técnica de fertilização in vitro , os cientistas reduziram os defeitos de desenvolvimento que podem impedir a sobrevivência do embrião, ao mesmo tempo que utilizaram menos embriões e mães de aluguer. A nova técnica poderá abrir possibilidades de utilização de primatas clonados em testes de drogas e pesquisas comportamentais.

“Poderíamos produzir um grande número de macacos geneticamente uniformes que podem ser usados ​​para testes de eficácia de medicamentos”, diz Mu-ming Poo, diretor do Instituto de Neurociências da Academia Chinesa de Ciências em Xangai.

Baixa taxa de sobrevivência

A técnica de clonagem padrão conhecida como transferência nuclear de células somáticas (SCNT) – na qual o núcleo de uma célula do corpo é transferido para um óvulo cujo núcleo foi removido – normalmente resulta em taxas de nascimento e sobrevivência extremamente baixas para embriões clonados.

O sucesso em primatas tem sido particularmente limitado.

Quando os investigadores clonaram macacos de cauda longa em 2018, criaram 109 embriões clonados e implantaram quase três quartos deles em 21 macacos substitutos, resultando em seis gravidezes. Apenas dois dos macacos sobreviveram ao nascimento.

Em 2022, pesquisadores clonaram um macaco rhesus usando SCNT, mas o animal sobreviveu menos de 12 horas .

Para investigar o que pode dar errado no processo de clonagem, pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências em Xangai compararam 484 embriões rhesus SCNT com 499 embriões produzidos pela injeção direta de um espermatozoide em um óvulo, uma técnica conhecida como injeção intracitoplasmática de espermatozóide (ICSI). Os dois tipos de embriões passaram por estágios de desenvolvimento semelhantes antes de serem implantados em substitutos. Mas apenas 35 embriões SCNT foram implantados com sucesso, em comparação com 74 embriões ICSI, e menos embriões SCNT sobreviveram até ao termo.

Os pesquisadores realizaram uma série de análises de DNA de embriões SCNT e encontraram diferenças significativas nos padrões de modificações epigenéticas – mudanças estruturais que impactam a atividade genética sem alterar a sequência de DNA – durante o desenvolvimento. Isto incluiu uma diminuição na metilação do DNA, um processo que afeta os níveis de expressão genética. “Se você tiver [padrões] de metilação diferentes, então a expressão genética durante o desenvolvimento é diferente”, explica Poo. “É por isso que um embrião clonado não se desenvolve bem.”

Os investigadores também descobriram que genes que normalmente são expressos de forma diferente entre os genomas materno e paterno perderam os seus padrões distintos em embriões clonados, especialmente em células da placenta. Além disso, as placentas desenvolvidas para embriões SCNT pareciam ser mais espessas que o normal e continham defeitos.

Para resolver isto, os investigadores desenvolveram uma técnica que envolvia a substituição do trofoblasto SCNT – a camada exterior de células num embrião em desenvolvimento, que mais tarde forma a maior parte da placenta – por trofoblastos de embriões ICSI. Isto significa que os embriões desenvolveram uma “placenta natural”, diz o coautor do estudo Zhen Liu, neurocientista da Academia Chinesa de Ciências, “mas o feto ainda é um feto clonado”.

Um clone saudável

Usando esta abordagem, os investigadores criaram 113 embriões clonados de macacos rhesus e implantaram 11 deles em sete substitutos, resultando em duas gestações.

Uma das substitutas grávidas deu à luz um macaco rhesus macho saudável chamado ReTro, que sobreviveu por mais de dois anos. (A outra barriga de aluguel carregava gêmeos, que morreram no 106º dia de gestação.)

Mais informações e notícia completa aqui.

Os perigos de deixar o roque para depois - xadrez (miniatura)

 

Quando você joga xadrez um dos preceitos mais lembrados é: faça o roque (movimento do rei e torre ao mesmo tempo) o mais rápido possível. Na partida desta postagem o meu oponente esqueceu desse detalhe, moveu uma peça (o cavalo) de forma errada e permitiu um cheque-mate ainda na fase inicial da nossa partida. 

[Event "Live Chess - chess"]
[Site "Chess.com"]
[Date "2024.01.18"]
[Round "?"]
[White "FranciscoAquino1970"]
[Black "taosug_gagandilan"]
[Result "1-0"]
[TimeControl "180"]
[WhiteElo "1582"]
[BlackElo "1570"]
[Termination "FranciscoAquino1970 venceu por xeque-mate"]

1. e4 e5 2. Nf3 d5 3. exd5 Qxd5 4. Nc3 Qd6 5. d4 exd4 6. Qxd4 Qxd4 7. Nxd4 Nf6
8. Bg5 Bc5 9. Ndb5 Na6 10. O-O-O c6 11. Nd6+ Bxd6 12. Rxd6 Ng4 13. Rd8# 1-0