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quinta-feira, 28 de maio de 2026

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e Inteligência Artificial

Textos e Discursos de Líderes da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias sobre Inteligência Artificial

Recentemente, o Papa Leão XIV (primeiro papa norte-americano) publicou a encíclica Magnifica Humanitas que tem como tema central a Inteligência Artificial (IA) e a dignidade humana. Nesse documento, o Papa afirma que "A Inteligência Artificial hoje precisa ser 'desarmada', libertada das lógicas que a transformam em instrumento de dominação, exclusão ou morte." Ou seja, a IA deve estar a serviço do humano, não o humano sendo moldado pelas tecnologias. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias também já se manifestou várias vezes sobre a relação entre IA e sua doutrina. Seguem alguns dos principais textos, discursos e declarações oficiais de líderes de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias sobre IA, organizados por tipo de fonte.


1. Declaração oficial da Igreja: Princípios para o uso de IA

Título: "Princípios para o uso de inteligência artificial pela Igreja"

Fonte: Site oficial da Igreja (churchofjesuschrist.org)
Líderes: Aprovado pela Primeira Presidência e pelo Quórum dos Doze Apóstolos
Data: Publicação atualizada em 2025 (princípios desenvolvidos em 2024)
Link: https://www.churchofjesuschrist.org/learn/artificial-intelligence?lang=por

Principais pontos:

  • A IA é uma tecnologia em rápido desenvolvimento com potencial significativo para ajudar a Igreja a realizar o trabalho de Deus para a salvação e exaltação.
  • As considerações morais e éticas exigem sabedoria e bom senso.
  • Deus é a fonte de toda a verdade (João 14:6; D&C 93:24–26).
  • A IA não substitui as fontes divinamente designadas, mas, se usada corretamente, pode ser uma ferramenta poderosa para ajudar quem busca sinceramente a verdade a procurar e acessar essas fontes (Morôni 10:5; D&C 50:17–20).

Na apresentação associada, Élder Gerrit W. Gong e Élder John C. Pingree Jr. compartilharam sete princípios em quatro categorias:

Conexão espiritual
  • A Igreja usará a IA para apoiar, e não suplantar, a conexão entre Deus e Seus filhos.
  • A Igreja usará a IA de maneiras positivas, úteis e edificantes, mantendo honestidade, integridade, ética, valores e padrões da Igreja.
Transparência
  • As pessoas que interagem com a Igreja compreenderão quando estão interagindo com IA.
  • A Igreja fornecerá atribuição de conteúdo criado com IA quando a autenticidade, precisão ou autoria puder ser mal interpretada ou enganosa.
Privacidade e segurança
  • O uso da IA pela Igreja protegerá informações sagradas e pessoais.
Responsabilidade
  • A Igreja usará IA de modo consistente com as políticas da Igreja e todas as leis aplicáveis.
  • A Igreja será avaliada e deliberada no uso da IA, testando e analisando regularmente os resultados para garantir precisão, veracidade e conformidade.

2. Atualização do Manual Geral da Igreja sobre IA

Título: "Uso apropriado da inteligência artificial"

(seção 38.8.47 do Manual Geral: Servir em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias)

Publicação: 16 de dezembro de 2025
Líderes: Primeira Presidência e Quórum dos Doze (por meio da atualização do Manual Geral)

Principais pontos:

"A IA não pode substituir o dom da inspiração divina ou o esforço individual necessário para recebê-la."
"As interações com a IA não podem substituir relacionamentos significativos com Deus e outras pessoas."

Quatro princípios para uso da IA em designações na Igreja:

  1. Se os membros usarem a IA, devem fazê-lo de maneira positiva, útil e edificante, defendendo a integridade, os padrões e os ensinamentos da Igreja.
  2. A IA não pode substituir o esforço individual e a orientação espiritual exigidos para preparar:
    • discursos,
    • lições,
    • orações,
    • bênçãos divinamente inspiradas.
    No entanto, a IA pode ser útil para pesquisa, edição, tradução e tarefas semelhantes.
  3. Líderes não devem confiar na IA para aconselhar membros sobre assuntos médicos, financeiros, legais ou outros assuntos confidenciais. Se precisar de ajuda além da orientação espiritual, profissionais competentes podem ser úteis.
  4. Informações confidenciais (registros da Igreja, dados pessoais de membros, comunicações confidenciais) não devem ser inseridas em ferramentas de IA que não sejam fornecidas ou gerenciadas pela Igreja.

3. Discursos do Élder Gerrit W. Gong (Quórum dos Doze)

3.1. "Confiem no Espírito ao usarem IA"

Data: 13 de março de 2024
Local: Apresentação a funcionários da Igreja no Edifício de Escritórios da Igreja
Link: https://pt.thechurchnews.com/lideres/2024/03/14/confiem-espirito-inteligencia-artificial-encoraja-elder-gerrit-gong/

Principais pontos:

  • Com o crescimento de ferramentas como ChatGPT, Copilot e Gemini, a Igreja está avaliando a melhor forma de usar a IA como ferramenta de apoio à Restauração contínua do evangelho.
  • Ao longo da Restauração, tecnologias emergentes (construção, comunicação, transporte) permitiram que o trabalho da Igreja alcançasse todas as nações, tribos, línguas e povos.
  • Élder Gong convidou os membros a considerar o uso apropriado da IA em espírito de oração e com a orientação do Espírito Santo.
  • A IA não pode substituir a revelação, mas pode ser uma ferramenta poderosa para aprendermos a verdade.
  • Os indivíduos não devem ser "nem levianos nem alarmistas" quanto ao uso da IA.
"Embora a inteligência artificial generativa possa ser rápida em oferecer informações, ela nunca poderá substituir a revelação ou gerar a verdade."
  • Se algo não parece certo ou é inconsistente com o que se sabe ser verdade, "procure discernir antes de acreditar".
  • Élder Gong reforçou a busca por fontes confiáveis: Espírito Santo, escrituras, palavras dos profetas e o site da Igreja (ChurchofJesusChrist.org).
  • Mensagem final: "Não precisaremos ter medo. Mas abracem as possibilidades com cuidado…"

3.2. Discurso na BYU (Agosto de 2025)

Título aproximado: "O élder Gong insere a inteligência artificial em um contexto do evangelho"
Data: Agosto de 2025
Local: Devocional na Semana de Educação da Universidade Brigham Young (BYU)
Link: https://noticias-br.aigrejadejesuscristo.org/artigo/o-elder-gong-insere-a-inteligencia-artificial-em-um-contexto-do-evangelho

Principais pontos:

"A sabedoria e o entendimento de Deus inserem a inteligência artificial no contexto do evangelho e orientam a buscar as bênçãos universais da Expiação de Jesus Cristo."

Palavras-chave do élder Gong:

  • "A inteligência artificial não pode substituir a revelação nem gerar a verdade de Deus."
  • "A inteligência artificial não é Deus e não pode ser Deus."

Assim como o élder Bednar, ele disse que a inteligência artificial deve apoiar — e não suplantar — nossa conexão com a Deidade.

"Buscar a sabedoria e o entendimento de Deus deve ser nossa maior prioridade."

4. Discursos do Élder David A. Bednar (Quórum dos Doze)

4.1. Discurso na BYU (janeiro de 2024)

Local: Universidade Brigham Young (BYU)
Data: Janeiro de 2024

Principais pontos:

  • O élder Bednar disse aos alunos da BYU que a IA pode ser boa ou ruim, dependendo de como é usada.
  • Ele os incentivou a usar a inteligência artificial de modo a fortalecer seu arbítrio moral.

4.2. Discurso subsequente (março/abril de 2024)

Em um discurso que deu sequência ao anterior, o élder Bednar convidou os santos dos últimos dias a fazerem duas coisas importantes, com humildade e em espírito de oração:

  1. Identificar os princípios do evangelho que podem orientar o uso da inteligência artificial.
  2. Buscar sinceramente a companhia do Espírito Santo e o dom espiritual da revelação.

5. Artigo oficial: "7 Vantagens que tens como Santo dos Últimos Dias na era da inteligência artificial"

Título: "7 Vantagens que tens como Santo dos Últimos Dias na era da inteligência artificial"
Publicação: For Our Little Ones (FTSOY) da Igreja
Data: Fevereiro de 2026
Link: https://www.churchofjesuschrist.org/study/ftsoy/2026/02/7-advantages-you-have-as-a-latter-day-saint-in-the-age-of-artificial-int?lang=por

Artigo oficial que lista sete coisas que dão aos Santos dos Últimos Dias uma vantagem ao lidar com IA, com base em princípios do evangelho (revelação pessoal, convênios, profetas, Espírito Santo, etc.).


6. Resumo dos princípios-chave repetidos pelos líderes

Todos esses textos e discursos convergem para os seguintes pontos centrais:

  • As pessoas devem saber quando estão interagindo com IA; conteúdo gerado por IA deve ser atribuído quando necessário.
  • Tema Ensino dos líderes da Igreja
    IA e revelação A IA não pode substituir a revelação nem gerar a verdade de Deus.
    Conexão com Deus A IA deve apoiar, não suplantar, a conexão entre Deus e Seus filhos.
    Esforço individual A IA não substitui o esforço individual e a orientação espiritual para preparar discursos, lições, orações, bênçãos.
    Uso ético A IA deve ser usada de modo positivo, útil, edificante, com honestidade, integridade, ética e dentro dos padrões da Igreja.
    Transparência
    Privacidade Não inserir informações sagradas ou pessoais em ferramentas de IA não gerenciadas pela Igreja.
    Discernimento Buscar a companhia do Espírito Santo e usar sabedoria, fontes confiáveis e discernimento ao usar IA.

    Este artigo reúne fontes oficiais e notícias da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias sobre Inteligência Artificial, disponíveis até maio de 2026.

    domingo, 3 de maio de 2026

    Reflexões para este domingo.

     

    Algumas Reflexões de Autoridades de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

    A seguir estão algumas citações de autoridades gerais e presidentes da Igreja, organizadas por temas. Todas são de discursos, manuais ou materiais oficiais dos últimos anos e podem inspirar reflexões dominicais sobre política, educação, fé, solidariedade, perdão, autossuficiência, Jesus Cristo e liberdade religiosa.


    Fé em Jesus Cristo

    “Por meio do incessante barulho e do tamborilar constante do nosso tempo, que possamos nos esforçar para ver Cristo no centro de nossa vida, de nossa fé e de nosso serviço.”

    Élder Jeffrey R. Holland, “The Message, the Meaning and the Multitude”, Conferência Geral de outubro de 2019.[web:195]

    Esta citação nos lembra que, em meio à confusão política, tecnológica e cultural de nossos dias, o ponto de referência não muda: Jesus Cristo deve estar no centro de tudo o que fazemos – não apenas na adoração dominical, mas também em nossas escolhas profissionais, familiares e cívicas.


    Perdão e solidariedade

    “Quando permitimos que o amor de Deus preencha nosso coração, encontramos força para perdoar os outros — e a nós mesmos. [...] Ele [o Salvador] nos convida a refletir com esta pergunta gentil: ‘Não devemos perdoar como desejamos ser perdoados?’”

    Élder Dieter F. Uchtdorf, “The Merciful Obtain Mercy”, Conferência Geral de abril de 2012.[web:193]

    Em um mundo polarizado, a mensagem de Élder Uchtdorf é profundamente atual: precisamos “parar” de julgar, murmurar e guardar ressentimentos, e permitir que o amor de Cristo nos conduza à solidariedade, à compreensão mútua e ao serviço desinteressado.


    Autossuficiência (temporal e espiritual)

    “Autossuficiência é a capacidade, o compromisso e o esforço de prover as necessidades espirituais e temporais da vida para si mesmo e para a família.”

    Handbook 2: Administering the Church, 6.1.1, citado nos materiais de Autossuficiência.[web:188][web:191]

    “A autossuficiência é evidência de nossa confiança ou fé no poder de Deus de mover montanhas em nossa vida e de dar-nos força para triunfarmos sobre provações e aflições.”

    Élder Dallin H. Oaks, citado em “Self-Reliance Is a Principle of Salvation”.[web:187][web:191]

    A ênfase moderna da Igreja em autossuficiência não é apenas econômica: é um convite a confiar na graça capacitadora de Jesus Cristo, ao mesmo tempo em que desenvolvemos capacidade de trabalho, educação, saúde emocional e disposição para servir. Tornar-nos autossuficientes amplia nossa capacidade de abençoar outras pessoas.


    Educação e crescimento contínuo

    “Tornamo-nos autossuficientes ao longo da vida quando crescemos em força espiritual, melhoramos nossa saúde física e emocional, buscamos nossa educação e desenvolvemos habilidades que nos permitam sustentar a nós mesmos e a nossa família.”

    Autoria de líderes de área, em “A Simple Plan for Our Journey toward Self-Reliance”.[web:196]

    A educação, nesse contexto, não é apenas um diploma, mas um caminho contínuo de aperfeiçoamento espiritual, intelectual e profissional. Em tempos de rápidas mudanças tecnológicas (como a IA generativa), o conselho profético de aprender ao longo da vida torna-se ainda mais urgente.


    Liberdade religiosa e responsabilidade moral

    “A religião ensina valores. Viver de acordo com esses valores torna-se um modo de vida que fortalece o indivíduo e a família. Ao protegermos os laços familiares, virão força e estabilidade para comunidades e nações.”

    Élder Russell M. Nelson (antes de ser Presidente da Igreja), “Freedom to Do and to Be”, 2004.[web:192]

    O então Élder Nelson ressalta que a liberdade de religião não é apenas um direito individual, mas um alicerce para famílias e sociedades fortes. Defender a liberdade religiosa significa defender o espaço em que pais podem ensinar princípios eternos a seus filhos e onde o discipulado de Cristo pode ser vivido plenamente.


    Liberdade religiosa e escolha dos pais na educação

    “A Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que ‘os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de educação a dar aos filhos’ e ‘em assegurar a educação religiosa e moral dos filhos em conformidade com suas próprias convicções’.”

    Élder Russell M. Nelson, citando a Declaração Universal dos Direitos Humanos, “Freedom to Do and to Be”.[web:192]

    Em debates educacionais contemporâneos, essa lembrança é preciosa: pais têm a responsabilidade e o direito sagrado de dirigir a formação moral e espiritual de seus filhos. Isso inclui o direito de escolher ambientes educacionais que respeitem suas crenças e valores.


    Política e neutralidade da Igreja

    “A missão da Igreja é pregar o evangelho de Jesus Cristo, não eleger políticos. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é neutra em questões de partido político.”

    Declaração oficial sobre neutralidade política da Igreja, reafirmando carta da Primeira Presidência de 16 de junho de 2011.[web:194]

    Essa posição equilibrada permite que a Igreja proclame princípios eternos e valores do evangelho sem se alinhar a partidos específicos. Aos membros, cabe levar esses princípios ao debate público com civilidade, respeito e responsabilidade pessoal, lembrando que o discipulado de Cristo deve moldar nossa cidadania.


    Solidariedade, serviço e comunidade

    “À medida que os membros se tornam autossuficientes, também se tornam mais capazes de servir e cuidar de outros.”

    Handbook 2: Administering the Church, 6.1.1, citado em “Self-Reliance: A Principle for All”.[web:188]

    O objetivo final de todo programa de autossuficiência, bem-estar e educação no evangelho é preparar discípulos que possam amar e servir. A verdadeira prosperidade é medida não apenas pelo que conseguimos acumular, mas pelo quanto somos capazes de compartilhar com quem mais precisa.


    Aplicação pessoal

    À luz desses ensinamentos recentes, algumas perguntas que podemos levar para nossa reflexão pessoal e familiar:

    • Como posso colocar Jesus Cristo mais claramente no centro de minhas decisões diárias?
    • Em que aspectos preciso exercitar mais perdão – a mim mesmo e aos outros?
    • Que passos práticos posso dar para fortalecer minha autossuficiência espiritual, educacional e temporal?
    • Como posso defender, com respeito e amor cristão, a liberdade religiosa e o papel dos pais na educação dos filhos?
    • De que maneiras posso servir melhor à minha comunidade, usando meus talentos e recursos para aliviar o sofrimento de outros?

    Que essas palavras de profetas e apóstolos modernos nos inspirem a viver o evangelho de Jesus Cristo de forma mais plena, em casa, na Igreja e na sociedade.

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    Referências

    1. CHURCH OF JESUS CHRIST OF LATTER-DAY SAINTS. My Foundation: Self-Reliance Is a Principle of Salvation. Manual “My Foundation for Self-Reliance”. Disponível em: https://www.churchofjesuschrist.org/study/manual/my-foundation-for-self-reliance/self-reliance-is-a-principle-of-salvation . Acesso em: 3 maio 2026. [web:191][web:187]
    2. CHURCH OF JESUS CHRIST OF LATTER-DAY SAINTS. Self-Reliance: A Principle for All. Liahona, mar. 2019 (páginas locais). Disponível em: https://www.churchofjesuschrist.org/study/liahona/2019/03/afs-eng-local-pages/local-news-002 . Acesso em: 3 maio 2026. [web:188]
    3. CHURCH OF JESUS CHRIST OF LATTER-DAY SAINTS. A Simple Plan for Our Journey toward Self-Reliance. Liahona, edição Estados Unidos e Canadá, ago. 2025. Disponível em: https://www.churchofjesuschrist.org/study/liahona/2025/08/united-states-and-canada-section/02-a-simple-plan-for-our-journey-toward-self-reliance . Acesso em: 3 maio 2026. [web:196]
    4. HOLLAND, Jeffrey R. The Message, the Meaning and the Multitude. Conferência Geral de outubro de 2019. Church News, 4 out. 2019. Disponível em: https://www.thechurchnews.com/2019/10/5/23215509/general-conference-october-2019-lds-mormon-elder-jeffrey-holland/ . Acesso em: 3 maio 2026. [web:195]
    5. NELSON, Russell M. Freedom to Do and to Be. Church News, 26 maio 2004. Disponível em: https://www.thechurchnews.com/2004/5/27/23238324/elder-russell-m-nelson-freedom-to-do-and-to-be/ . Acesso em: 3 maio 2026. [web:192]
    6. THE CHURCH OF JESUS CHRIST OF LATTER-DAY SAINTS – Caribbean Area. Political Neutrality – Official Statement. Disponível em: https://news-caribbean.churchofjesuschrist.org/official-statement/political-neutrality . Acesso em: 3 maio 2026. [web:194]
    7. UCHTDORF, Dieter F. The Merciful Obtain Mercy. Conferência Geral de abril de 2012. Ver também reflexões em: Stop Judging, Start Loving, Latter-day Saint Insights, 14 dez. 2025. Disponível em: https://latterdaysaintinsights.byu.edu/en/stop-judging-start-loving/ . Acesso em: 3 maio 2026. [web:193]

    quarta-feira, 3 de setembro de 2025

    Fé, Ética e Dignidade Humana na Era da Inteligência Artificial: Um Chamado à Ação - Élder W. Gong.

    Elder Gerrit W. Gong of the Quorum of the Twelve Apostles speaks about artificial intelligence during a session of the World Council of Religions for Peace in Istanbul, Republic of Türkiye, Tuesday, July 29, 2025. The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints

    Fé, Ética e Dignidade Humana na Era da Inteligência Artificial: Um Chamado à Ação

    Por Elder Gerrit W. Gong, do Quórum dos Doze Apóstolos
    Fonte e arquivo original aqui. Data: 29/julho/2025 - 
    Religions for Peace World Council in Istanbul, Republic of Türkiye. Ver também aqui.

    Sua Eminência Metropolitana Emmanuel, Elder Metropolitano de Calcedônia, Secretário-Geral Dr. Francis Kuria, estimados líderes religiosos, senhoras e senhores, expressamos nossa gratidão à Religiões pela Paz Mundial por reunir nossas diversas e vibrantes tradições de fé na histórica Istambul. É uma honra representar A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias nesta conferência oportuna e abordar o tema “Fé, Ética e Dignidade Humana na Era da Inteligência Artificial”.

    De certa forma, a inteligência artificial (IA) conecta as três sessões de nossa conferência, pois a IA pode desempenhar um papel no florescimento humano (nossa primeira sessão) e na prosperidade comum (nossa terceira sessão).

    Meu nome é Gerrit Walter Gong. Gerrit é um nome holandês; Walter (o nome do meu pai) é um nome americano; e Gong, claro, é um sobrenome chinês. Sempre gostei do meu nome internacional. Ele me convida a ser um cidadão global na casa da fé.

    Por contexto, meus pais se conheceram na Universidade de Stanford; cresci no Vale do Silício. Meu pai, o Professor Walter A. Gong, foi coautor de *Mechanics*, um livro de física, com William Shockley, que ganhou o Prêmio Nobel por coinventar o transistor. Durante meus anos no Departamento de Estado dos EUA, o Secretário de Estado George Shultz me designou para ajudá-lo a discernir a forma, o alcance e as consequências da era da informação para a diplomacia. Agora, como líder de uma fé cristã mundial, ajudei a introduzir nossos Princípios Orientadores para o Uso da Inteligência Artificial pela Igreja as nossas Autoridades Gerais, Oficiais Gerais e força de trabalho da Igreja.

    No século XIX, o principal meio de produção era a agricultura; no século XX, a indústria; e agora, no século XXI, são a informação, a inovação e a propriedade intelectual escalável. Enquanto o DeepBlue em 1997, o Watson em 2011 e o AlphaGo em 2017 derrotaram, respectivamente, os campeões mundiais humanos em xadrez, *Jeopardy* e Go, a era da inteligência artificial nasceu na mente do público com a aclamada estreia do ChatGPT em novembro de 2022. Estima-se que o ChatGPT tenha agora cerca de 800 milhões de usuários ativos semanais – uma das adoções tecnológicas mais rápidas da história.

    Como sabemos, GPT significa *Generative Pre-trained Transformer* (Transformador Pré-treinado Generativo). Essa forma particular de inteligência artificial combina poderosamente consultas e respostas sofisticadas, raciocínio avançado e padrões inventivos de algoritmos que analisam dados complexos e massivos. Tecnologias de IA que se desenvolvem exponencialmente prometem novas ideias e possibilidades nos próximos anos. Insights surpreendentes em novos domínios criarão, por sua vez, ainda mais domínios e insights.

    Modelos fundamentais em constante mudança, algoritmos de treinamento, funções objetivo e avaliações, orquestração de agentes e inúmeras aplicações de domínio remodelam constantemente a era da inteligência artificial. A “internet das coisas” se tornará a “inteligência artificial das coisas”. Enfrentamos questões profundas: o que significa ser humano; quem e o que definirá a “verdade” perceptual; relações emocionais entre humanos e IA (incluindo companheiros de IA); modelos de negócios; como entendemos os princípios divinos de trabalho, fé e raciocínio, até mesmo a relação com o Divino.

    Não surpreendentemente, ainda não sabemos como medir completamente o que está acontecendo. Padrões de referência padronizados ainda não foram totalmente estabelecidos para muitas áreas de desempenho e impacto da IA. Isso inclui aspectos de retorno sobre investimento (ROI), qualidade, quantidade, integridade e ganhos de eficiência da IA ao longo do tempo, à medida que a IA melhora algumas economias e indústrias, enquanto perturba negativamente outras.

    Entre os efeitos mais importantes da IA – e os mais difíceis de medir de forma significativa – estão aqueles que impactam a relação com o Divino, outros relacionamentos centrais e o florescimento humano e a prosperidade comum. É nessas dimensões espirituais da influência da IA que desejo focar hoje.

    Nossas melhores taxonomias para definir uma IA ética e responsável incluem categorias como confiança, alinhamento, responsabilidade, privacidade, governança de dados, justiça e viés, transparência, explicabilidade, segurança e equidade sociocultural. De particular importância para nós, como líderes religiosos, são as implicações da IA nos domínios da fé, ética e dignidade humana. Ao entrarmos em território tecnológico e ético inexplorado, precisamos, especialmente agora, alinhar o alcance exponencial e pervasivo da IA com princípios éticos e valores morais baseados na fé.

    Acredito que nós, como líderes religiosos, podemos agir agora em três questões fundamentais centradas na IA.

    Primeiro, devemos ser claros, e ajudar a sociedade a entender, que a IA não é e não pode ser Deus. Muitos falam com demasiada leviandade sobre “IA se tornando Deus” ou “IA semelhante a Deus”. Os dados de treinamento da IA são fornecidos por humanos; os princípios morais e éticos da IA são apenas aqueles que seus criadores conscientemente injetam e alinham. Mesmo que o treinamento da IA mude ou se alcançarmos a AGI (inteligência geral artificial) ou a ASI (inteligência superartificial), sabemos que o raciocínio – mesmo o super-humano – tem limitações. O homem não é, e certamente a Divindade não é, definido apenas pelo raciocínio.

    Nenhum conjunto de algoritmos utilitários de IA deve determinar ou falar por nossos valores humanos mais preciosos e experiências espirituais. A IA não pode fornecer verdade divina inspirada ou orientação moral independente. Benevolência humana, compaixão, julgamento, otimismo, fé – aquilo que fala às nossas almas e por elas – requerem experiência vivida e relacionamentos autênticos.

    Aqueles que buscam deificar a IA podem, inadvertidamente, descobrir uma moderna Torre de Babel. Esforços humanos para criar utopias ou alcançar o céu sempre ficam aquém. Em última análise, somos limitados pelas restrições humanas de entendimento moral e capacidade de conhecer e fazer o bem. Como criação de Deus, o homem pode criar IA, mas a IA não pode criar Deus.

    Nossas verdades mais preciosas, conforto, revelação e orientação vêm quando comungamos pessoalmente com o Divino. A verdade e a luz espiritual vêm do entendimento de quem é Deus na criação e no universo. Para os filhos de Deus, plataformas e tecnologias não podem substituir a conexão e o relacionamento divinos autênticos. Como Russell M. Nelson, Presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, diz: “O privilégio de receber revelação é um dos maiores dons de Deus para Seus filhos.”

    Como líderes religiosos, podemos ajudar nosso povo a antecipar, adaptar-se e usar beneficamente as mudanças contínuas da IA. Não temos medo da IA, nem pensamos que a IA será a solução para tudo. Podemos ajudar nossos seguidores e congregantes a ver a IA como uma ferramenta útil que, usada correta e apropriadamente, pode abençoar muitos aspectos da vida diária.

    Nossa segunda questão centrada na IA: podemos escolher conscientemente e usar intencionalmente a IA como uma ferramenta para o bem.

    Nossos propósitos e valores mais humanos e humanitários precisarão do que o poeta chama de “o núcleo profundo do coração”. Precisaremos do melhor que nossas heranças religiosas e morais podem oferecer para fomentar nossos relacionamentos centrais com o eu, a natureza, uns com os outros na sociedade e com o Divino.

    Chamo esses quatro relacionamentos centrais de relações Eu-Isso-Eles-Tu. Essas relações existenciais abrangem o vertical (Tu) e o horizontal (Eles) – a tradição cristã dos dois grandes mandamentos de amar a Deus e ao próximo. Esses relacionamentos centrais também incluem uma relação interna com o eu (Eu) e uma relação externa com o meio ambiente e o mundo natural (Isso).

    Como líderes religiosos, podemos articular e fomentar intencionalmente uma visão para o mundo que contrabalance a IA que promove eficiência algorítmica com a IA que protege e promove o florescimento humano e a prosperidade comum.

    Isso levanta nossa terceira questão centrada na IA: podemos nos comprometer juntos a garantir que a bússola moral da IA não seja ditada apenas pela tecnologia ou pelo pequeno grupo que a desenvolve. Um esforço unido, envolvendo líderes religiosos, cívicos e tecnológicos, é necessário para defender uma IA segura, responsável e centrada no humano.

    Aqueles comprometidos com morais, ética e valores baseados na fé são necessários nessa conversa por pelo menos três razões. Primeiro, os crentes religiosos contribuem significativamente para o florescimento humano e a prosperidade comum. Segundo, 76% da população mundial se identifica com uma religião. E, terceiro, muitos públicos estão profundamente preocupados com o futuro da IA e céticos em relação a corporações, países e governos. Mesmo em um mundo influenciado pelo pensamento secular, não apenas os crentes religiosos, mas cidadãos em todos os lugares, desejam que líderes religiosos e morais ajudem a garantir que a IA seja segura e confiável.

    Juntas, essas três questões (não substituir Deus por IA, usar intencionalmente a IA para o bem e defender juntos uma IA segura e confiável) exigem um diálogo prático e mutuamente respeitoso.

    Esse diálogo deve incluir aqueles impactados pelas interseções diárias, filosóficas e teológicas da IA e os dons divinos que definem quem realmente somos. Esses dons divinos incluem agência moral e escolha; capacidade de nutrir caráter, julgamento e sabedoria por meio de experiências vividas; e esforço pessoal e crescimento criativo além do simples entendimento cognitivo.

    Ao tornar as ferramentas de IA edificantes em texto, voz, música, imagens e vídeo, estabeleçamos também processos que identifiquem, monitorem, gerem e garantam os melhores resultados humanos nos sistemas de IA que construímos.

    O potencial ainda em evolução da inteligência artificial borra as fronteiras e os limites de seu alcance e impacto. A concentração de informação, capital e tecnologia concentra poder. O poder concentrado nas mãos de relativamente poucos desafia o bem comum, especialmente quando alguns desses poucos pensam que sabem o que é melhor para toda a sociedade. Em meio à competição de IA entre empresas, países e governos em todos os níveis, todas as sociedades e todos os povos compartilham um interesse vital em encorajar, apoiar e incentivar uma IA segura e responsável.

    O que chamarei de “Avaliação de IA da Comunidade de Fé” pode ajudar.

    Uma Avaliação de IA da Comunidade de Fé pode representar de forma justa e precisa nossas fés pluralistas, com dois propósitos focados. Primeiro, como a maioria da sociedade deseja, pode ajudar a garantir que os sistemas de IA retratem pessoas de fé e crenças religiosas de maneira respeitosa e precisa. Segundo, pode oferecer conjuntos de treinamento e casos de uso para que os modelos de IA incluam propósitos, princípios e treinamentos morais e éticos baseados na fé, refletindo nossos melhores valores sociais pluralistas. Uma Avaliação de IA da Comunidade de Fé também pode fornecer um controle e equilíbrio adicional valioso para a IA.

    Uma Avaliação de IA da Comunidade de Fé convidaria cada uma de nossas comunidades de fé a desenvolver conjuntos de treinamento que acreditamos retratar com precisão nossa história, doutrinas, crenças e princípios morais. Trabalhando com as partes relevantes, podemos estabelecer protocolos, realizar testes, publicar referências e definir e melhorar iterativamente o desempenho da IA nessa área importante. Essa dimensão adicional de avaliação da IA pode aumentar a confiança pública na IA e contribuir de maneira prática para o uso ético e responsável da IA.

    Em conclusão, para nós, como líderes religiosos, um chamado à ação em três partes:

    Primeiro, identifiquemos em nossas diversas tradições de fé os princípios e valores que deem uma voz persuasiva à fé, ética e dignidade humana que precisamos na era da inteligência artificial.

    Segundo, ajudemos a traçar um futuro onde a IA contribua genuinamente para o bem comum, incluindo o florescimento humano e a prosperidade comum, para pessoas em todos os lugares.

    Terceiro, reunamos em diálogo oportuno líderes e cidadãos de indústrias, pesquisa, corpos cívicos e governamentais, e grupos religiosos pluralistas para alinhar os desenvolvimentos da IA com princípios e valores morais duradouros. Podemos ajudar a promover uma IA segura e confiável, inclusive por meio de uma reconhecida “Avaliação de IA da Comunidade de Fé”.

    Esses imperativos precisam das contribuições catalisadoras de nossas diversas tradições de fé. Na tradição cristã, Jesus Cristo declara: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Nos dias que virão, unamos nossos melhores esforços para identificar caminhos e verdades que nos ajudem a viver nossas melhores vidas com fé, ética e dignidade humana na era da inteligência artificial.

    Muito obrigado.

    Com gratidão, reconheço as valiosas contribuições de muitos amigos e colegas especialistas em IA em negócios, academia e pesquisa, e de colegas e nosso Grupo de Trabalho em IA de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Em uma recente reunião em Pristina com S.E. o Primeiro-Ministro do Kosovo (referenciado aqui com permissão), discutimos oportunidades e preocupações com a IA para seu país.

    É claro que permaneço pessoalmente responsável por estas observações.


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    **Notas de Rodapé**: 

    • i. O florescimento humano é um termo agora usado para descrever o crescente corpo de evidências de que praticantes religiosos relatam ser mais felizes e saudáveis em diversos fatores em muitos países, idades e coortes demográficas. Por exemplo, o *Gallup Global Flourishing Study*, de 28 de março de 2024, mediu seis domínios em uma construção multidimensional, incluindo felicidade e satisfação com a vida, saúde física e mental, significado e propósito, caráter e virtude, relacionamentos sociais próximos, estabilidade financeira e material. Isso incluiu 207.000 pessoas em 22 países e Hong Kong (R.A.E. da China). Em cada país ou território, idade e coorte demográfica, os praticantes religiosos responderam mais positivamente do que aqueles sem crenças religiosas. Padrões em Idade e Bem-Estar foram destacados no estudo de acompanhamento da Gallup de 7 de maio de 2025. 
    • ii. Gerrit W. Gong serve como membro do Quórum dos Doze Apóstolos, um corpo de liderança sênior de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, uma fé cristã mundial. O Dr. Gong possui doutorado e mestrado em relações internacionais pela Universidade de Oxford, onde foi bolsista Rhodes. Seu diploma de bacharel é pela Universidade Brigham Young em estudos asiáticos e universitários, com *summa cum laude*. Durante 20 anos em Washington, D.C., o Dr. Gong serviu no Departamento de Estado dos EUA como Assistente Especial do Subsecretário de Estado, Assistente Especial de dois Embaixadores dos EUA em Pequim, RPC, e consultor do *Policy Planning Staff*; e, no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), como Diretor da Ásia e Presidente da Cátedra da China. Por 10 anos, até seu chamado para o serviço eclesiástico em tempo integral, o Professor Gong foi Assistente do Presidente para Planejamento e Avaliação na Universidade Brigham Young, em Provo, Utah. Durante esse período, o Professor Gong serviu no Comitê Consultivo Nacional para Qualidade e Integridade Institucional (NACIQI) do Secretário de Educação dos EUA, que ajuda a certificar a acreditação do ensino superior. 
    • iii. Veja George P. Shultz, *The Shape, Scope, and Consequences of the Age of Information* (1986). 
    • iv. Veja Martine Paris, “ChatGPT atinge 1 bilhão de usuários? ‘Dobrou em apenas semanas’, diz CEO da OpenAI,” *Forbes*, 12 de abril de 2025, forbes.com. 
    • v. Como Jared Spataro, Vice-Presidente Corporativo da Microsoft, aponta, nos últimos três anos, três invenções e inovações em IA se destacam: “uma máquina que pode receber perguntas ou solicitações de um usuário e produzir respostas úteis e razoáveis – passando no teste de Turing pela primeira vez”; uma “máquina que pode raciocinar tão bem quanto – ou cada vez melhor – que humanos”; e “um algoritmo que pode identificar padrões incrivelmente complexos em enormes bancos de dados e, em seguida, aplicar esses padrões a novos domínios para criar invenções novas.” No horizonte estão descobertas em ciência, medicina e artes. Essas novas tecnologias ajudarão a identificar novos padrões em “matéria, compostos químicos, leis físicas”. 
    • vi. Esforços significativos continuam para definir estruturas e princípios governantes para a inteligência artificial. Exemplos recentes incluem o Dicastério do Vaticano para a Doutrina da Fé, Dicastério para Cultura e Educação, “Antiqua Et Nova, Notas sobre a Relação entre Inteligência Artificial e Inteligência Humana,” revisado em 28 de janeiro de 2025; OECD Legal Instruments, “Recomendação do Conselho sobre Inteligência Artificial,” 3 de maio de 2024; “Convenção-Quadro do Conselho da Europa sobre Inteligência Artificial e Direitos Humanos, Democracia e Estado de Direito,” Vilnius, Lituânia, 5 de setembro de 2024, descrita por seus convocadores como “o primeiro tratado internacional juridicamente vinculativo neste campo”; União Africana, “Estratégia Continental de Inteligência Artificial,” julho de 2024; Conselho Consultivo de IA das Nações Unidas, “Governando a IA para a Humanidade,” setembro de 2024; Cúpula de Autoridades e Formuladores de Políticas do G-7 sobre Concorrência, “Comunicado sobre Concorrência Digital,” Roma, Itália, 4 de outubro de 2024; “Declaração dos Líderes ASEAN-EUA sobre Promoção de Inteligência Artificial Segura, Protegida e Confiável,” 11 de outubro de 2024; Mesa Redonda da Organização Árabe de Tecnologias da Informação e Comunicação, “Inteligência Artificial no Mundo Árabe: Aplicações Inovadoras e Desafios Éticos,” 3 de fevereiro de 2025. 
    • vii. Usos da IA para conversa, aconselhamento e companhia geral continuam a surgir. O recente lançamento de chamados companheiros de IA para adultos destaca como a IA pode ser manipulada e viciante ao falsificar a intimidade humana. 
    • viii. Por exemplo, veja METR, “Medindo a Capacidade da IA de Completar Tarefas Longas,” 19 de março de 2025, que descreve (talvez semelhante a uma espécie de lei de Moore) que “o comprimento das tarefas que a IA pode realizar dobra a cada sete meses”. 
    • ix. Por exemplo, muitos acreditam que os indivíduos têm um direito explícito de saber e consentir por meio de uma declaração de adesão antes que os sistemas de IA possam usar informações pessoais no treinamento; que o consentimento pessoal deriva da escolha individual, incluindo com relação à qualidade e quantidade de suas informações pessoais usadas em modelos de treinamento; e que terceiros devem ser especificamente impedidos de monetizar informações pessoais não autorizadas ou usá-las para ganho privado. 
    • x. Por exemplo, o “Relatório do Índice de Inteligência Artificial 2025” da Universidade de Stanford oferece uma avaliação abrangente “em um momento importante, à medida que a influência da IA na sociedade, economia e governança global continua a se intensificar” (hai.stanford.edu). 
    • xi. Meu grupo de fé adotou sete “Princípios para o Uso da Inteligência Artificial pela Igreja” nas áreas de Conexão Espiritual, Transparência, Privacidade e Segurança, e Responsabilidade (veja AI.ChurchofJesusChrist.org). 
    • xii. Por exemplo, a AI and Faith em aiandfaith.org busca iniciar esse processo. 
    • xiii. Sarah Wynn-Williams, *Careless People: A Cautionary Tales of Power, Greed, and Lost Idealism* (2025) e Karen Hao, *Empire of AI* (2025) destacam desafios sistêmicos nos esforços humanos para entender e buscar o bem comum em IA e tecnologias relacionadas. 
    • xiv. Russell M. Nelson, “Revelação para a Igreja, Revelação para Nossas Vidas,” *Liahona*, maio de 2018, 94. 
    •  xv. “E lá terei alguma paz, pois a paz vem caindo lentamente… Eu a ouço no núcleo profundo do coração” (William Butler Yeats, “The Lake Isle of Innisfree”). 
    • xvi. “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? [...] Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo é semelhante a este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Bíblia King James, Mateus 22:36-40). 
    • xvii. Veja Pew Research Center, “Como a Paisagem Religiosa Global Mudou de 2010 a 2020,” 9 de junho de 2025. Outros relatórios indicam que a afiliação religiosa pode estar aumentando entre a geração jovem (incluindo homens jovens) em alguns países. Veja, por exemplo, *New York Times*, “Pela Primeira Vez Entre Cristãos, Homens Jovens São Mais Religiosos que Mulheres Jovens” (23 de setembro de 2024); *Vanity Fair*, “O Cristianismo Era ‘Quase Ilegal’ no Vale do Silício. Agora É a Nova Religião” (20 de março de 2025); *Reuters*, “The Economist: Catolicismo se Espalha Entre Jovens Britânicos em Busca de ‘Algo Mais Profundo’” (7-8 de maio de 2025). 
    • xviii. Outras qualidades divinas incluem nossa capacidade criativa e compassiva de servir e nutrir uns aos outros; e o reconhecimento inato de nossas necessidades e das dos outros por segurança pessoal e societal e prosperidade. Em uma narrativa, quando falamos de nossos relacionamentos e identidades centrais, estamos falando de coisas como elas são, como foram e como serão. Estamos compartilhando nossas percepções e realidades; o que escolhemos lembrar e o que escolhemos esquecer; o que manteremos e o que deixaremos ir; e o que consideramos verdadeiro, autêntico, valorizado e valioso. 
    • xix. As sociedades devem resistir a argumentos por criatividade irrestrita ou pela busca ilimitada de domínio da IA quando tais atitudes comprometem salvaguardas ou apenas prestam serviço superficial à IA ética e responsável. xx. O foco continua em eliminar declarações antissemitas e outras declarações de IA (diretas e indiretas) que menosprezem crentes religiosos ou discriminem contra a fé religiosa. Incluir casos de uso moral e ético baseados em fé pluralista para o contexto de treinamento de IA parece oportuno. 
    • xxi. Bíblia King James, João 14:6.

    Tradução feita com ajuda do Grok 3.

    segunda-feira, 28 de abril de 2025

    Quanto tempo pode durar um conclave?!

     


    Um conclave papal pode variar muito em duração, dependendo de fatores como divisões entre os cardeais, contexto político e regras vigentes. Historicamente, os conclaves tinham durações extremas, mas as reformas ao longo do tempo, especialmente após o século XIII, reduziram significativamente sua extensão.
    Duração Geral
    Atualmente, os conclaves modernos tendem a durar poucos dias. As regras atuais, estabelecidas por documentos como a Universi Dominici Gregis (1996), incentivam uma decisão mais rápida: os cardeais votam até quatro vezes por dia, e, se não houver consenso após cerca de 13 dias (33 ou 34 votações), pode haver uma votação final entre os dois candidatos mais votados, exigindo dois terços dos votos. Isso evita atrasos prolongados, como os vistos em séculos passados.
    Conclaves Mais Longos da História
    • 1268–1271 (Viterbo): O mais longo da história durou 1.006 dias (cerca de 2 anos e 9 meses, ou 33 meses). Após a morte de Clemente IV, divisões entre cardeais franceses e italianos, agravadas por tensões políticas (como a influência de Carlos de Anjou e a disputa entre guelfos e gibelinos), causaram o impasse. Os cardeais foram trancados no Palazzo dei Papi di Viterbo, e os magistrados locais, frustrados, reduziram suas rações a pão e água e removeram o telhado para pressioná-los. Em 1º de setembro de 1271, um comitê de seis cardeais elegeu Teobaldo Visconti (Gregório X), que estava no Oriente Médio durante o conclave. Essa experiência levou Gregório X a criar regras mais rígidas com a bula Ubi periculum (1274), formalizando o sistema de conclave.
    • 1740: O mais longo dos tempos modernos durou 181 dias (18 de fevereiro a 17 de agosto). Após a morte de Clemente XII, disputas entre facções pró-Bourbon e outras impediram a eleição. O favorito inicial, Pietro Ottoboni, morreu durante o conclave, e, após meses de impasse, Prospero Lambertini foi eleito como Bento XIV.
    • 1831: O mais longo dos últimos 200 anos durou 51 dias, resultando na eleição de Gregório XVI. Conflitos políticos entre cardeais e pressões externas contribuíram para a demora.
    Duração dos Últimos Conclaves
    Os conclaves recentes, beneficiados por regras mais claras e um ambiente menos politicamente volátil, são bem mais curtos:
    • 2013 (eleição de Francisco): Durou 2 dias (12 a 13 de março). Após a renúncia de Bento XVI, os 115 cardeais eleitores escolheram Jorge Bergoglio na quinta votação.
    • 2005 (eleição de Bento XVI): Também durou 2 dias (18 a 19 de abril). Após a morte de João Paulo II, 115 cardeais elegeram Joseph Ratzinger na quarta votação.
    • 1978 (eleição de João Paulo II): Durou 3 dias (14 a 16 de outubro). Após a morte de João Paulo I, 111 cardeais elegeram Karol Wojtyła na oitava votação.
    • 1978 (eleição de João Paulo I): Durou 2 dias (25 a 26 de agosto). Após a morte de Paulo VI, os mesmos 111 cardeais elegeram Albino Luciani na quarta votação.
    • 1963 (eleição de Paulo VI): Durou 3 dias (19 a 21 de junho). Após a morte de João XXIII, 80 cardeais elegeram Giovanni Montini na 11ª votação.
    Conclusão
    Enquanto os conclaves modernos raramente ultrapassam 5 dias (o mais longo do século XX foi em 1922, com 5 dias, elegendo Pio XI), historicamente eles podiam durar anos devido a divisões políticas e falta de regulamentação. Hoje, com regras mais rígidas e um ambiente mais controlado, a média é de 2 a 3 dias, refletindo uma maior eficiência no processo.