terça-feira, 20 de outubro de 2026

Por quais motivos eu voto em Lula 13 para presidente do Brasil?

Por que voto em Lula neste segundo turno

Por que eu voto em Lula neste segundo turno

Estamos em um momento decisivo para o Brasil. A eleição presidencial deste ano é marcada por forte polarização e por uma disputa apertada entre dois projetos de país. Neste segundo turno, meu voto é em Luiz Inácio Lula da Silva - 13. Este texto explica, com clareza e honestidade, as principais razões dessa escolha.

Votar em Lula não significa apoiar tudo o que pensa ou quer a esquerda brasileira. Não significa concordar com todas as decisões, todos os discursos ou todas as políticas do governo. Votar em Lula significa, antes de tudo, defender um conjunto de valores e conquistas que considero essenciais para o futuro do país: democracia, crescimento, soberania, preservação ambiental, universidade pública, saúde, educação e direitos trabalhistas e maior justiça social.

Democracia e instituições

O primeiro motivo do meu voto é a defesa da democracia. Vivemos, nos últimos anos, um período de forte tensão institucional no Brasil. A preservação das instituições democráticas, do Estado de Direito e da liberdade de imprensa é uma condição para qualquer avanço (ou a simples manutenção) social ou econômico.

Lula representa, para mim, a continuidade de um projeto que respeita as instituições e busca o diálogo -- ainda que imperfeito -- com os diferentes setores da sociedade. O voto no outro candidato, neste contexto, representaria um risco maior de retrocesso institucional e de aprofundamento da polarização. Eu lembro muito bem como foi o governo do pai dele, não quero que aquela história se repita ou fique ainda pior.

Crescimento, emprego e renda

O segundo motivo é o desempenho econômico e social do governo Lula. Em 2025, o desemprego caiu para 5,6%, a menor média anual da série do IBGE, e a população ocupada atingiu o recorde de 103 milhões de pessoas. Esses números mostram que o país voltou a crescer e a gerar empregos de forma consistente. O Brasil, tudo indica, voltará a ser a 8a. economia do mundo em 2027.

Além disso, milhões de brasileiros saíram da pobreza, o salário mínimo ganhou poder de compra e a desigualdade de renda diminuiu. O Bolsa Família foi ampliado e fortalecido, protegendo famílias em situação de vulnerabilidade. Esses resultados não são abstratos: eles representam vidas concretas que melhoraram.

“Em 2025, o desemprego caiu para 5,6%, menor média anual da série do IBGE, e a população ocupada chegou ao recorde de 103 milhões.”
-- Congresso em Foco, 2026.

Soberania nacional e política externa

O terceiro motivo é a defesa da soberania nacional. Lula retomou uma política externa ativa e multipolar, fortalecendo as relações do Brasil com países do Sul global, sem romper com parceiros tradicionais. Essa postura fortalece a posição do Brasil no mundo e amplia nossa autonomia estratégica. As terras raras são nossas, devemos saber negociar com sabedoria as nossas riquezas minerais.

A soberania não é apenas um conceito abstrato: ela se traduz em capacidade de negociar, de defender interesses nacionais e de não se subordinar automaticamente a potências estrangeiras. O voto em Lula é, para mim, um voto por um Brasil mais independente e respeitado internacionalmente.

Meio ambiente e florestas

O quarto motivo é a preservação do que sobrou de nossas florestas. O governo Lula recuperou a política ambiental, reduziu o desmatamento e reposicionou o Brasil como ator relevante no debate climático global. A Amazônia não é apenas patrimônio brasileiro: é patrimônio da humanidade. Sem as florestas, corremos o risco de secas mais graves e mais prolongadas, por exemplo.

Defender as florestas é defender água, clima, biodiversidade e o futuro das próximas gerações. O voto em Lula é, nesse sentido, um voto pela vida e pela sustentabilidade.

Universidades públicas, saúde e educação

O quinto motivo é a defesa das universidades públicas e institutos federais, da saúde e da educação. O governo Lula fortaleceu universidades e institutos federais, ampliou o acesso ao ensino superior e recuperou políticas de ação afirmativa que abriram oportunidades para populações historicamente excluídas.

Na saúde, o SUS foi fortalecido e ampliado. Na educação, houve investimento em escolas, professores e programas de inclusão. Essas políticas não são gastos: são investimentos no futuro do país.

Direitos trabalhistas: a escala 5x2

O sexto motivo, e talvez o mais concreto, é a defesa dos direitos trabalhistas. Eu apoio a escala 5x2 de trabalho -- dois dias de descanso remunerado por semana -- e o fim da exaustiva escala 6x1.

A emenda constitucional que estabelece o fim da escala 6x1 foi aprovada pelo Congresso e promulgada agora em outubro de 2026, reduzindo a jornada de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial. Essa é uma conquista histórica dos trabalhadores brasileiros, e Lula foi o principal articulador político dessa mudança.

“O fim da escala 6x1 foi uma conquista do povo brasileiro.”
-- Lula, 2026

Quero que o salário mínimo continue sendo reajustado acima da inflação, garantindo poder de compra real aos trabalhadores. Quero que o Brasil permaneça fora do Mapa da Fome, como aconteceu em 2025, com as menores taxas de pobreza e desigualdade já registradas.

O voto no outro candidato

Votar no outro candidato é, na prática, dizer não a tudo isso. É dizer não à democracia consolidada, não ao crescimento com distribuição de renda, não à soberania nacional, não à preservação ambiental, não às universidades públicas, não à saúde e educação para todos, e não aos direitos trabalhistas conquistados.

O outro defende um modelo de maior flexibilização trabalhista, com acordos individuais e pagamento por hora, que irá fragilizar proteções coletivas. Embora tenha declarado apoio ao fim da escala 6x1, sua base política e seu plano de governo apontam para uma direção diferente. E ele já mentiu muitas e muitas vezes, não tenho um pingo de confiança nele.

Por isso, meu voto é consciente e informado. Não é um voto cego ou puramente ideológico, mas uma escolha fundamentada em valores, em resultados e em uma visão de futuro para o Brasil.

Conclusão

Votar em Lula, para mim, é votar por um Brasil que cresce sem abandonar os mais pobres. É votar por um país que preserva suas florestas, fortalece suas universidades, cuida da saúde de seu povo e respeita seus trabalhadores. É votar pela democracia, pela soberania e pela esperança.

É um voto pela continuidade de conquistas reais -- e pela defesa do que ainda precisa ser construído. Por tudo isso, meu voto é em Lula. Além disso tudo, eu não tenho a menor vontade de ter o meu salário congelado por quatro anos (ou mais), nem quero que as universidades e intitutos federais fiquem sem dinheiro para honrar seus compromissos.


Nota de transparência

Este texto reflete a posição política pessoal do autor, professor do Instituto Federal do Ceará (IFCE), que declara apoio e voto em Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O texto foi produzido com apoio de inteligência artificial generativa Perplexity, com base em pesquisa de notícias e fontes públicas, e reflete a interpretação e as convicções do autor.

Referências

  • Folha de S.Paulo. “O legado de Lula”. 19 out. 2026.
  • Congresso em Foco. “O mal-estar do mundo que desafia a política”. 19 out. 2026.
  • G1. “No Maranhão, Lula diz que disputa pela última vez a Presidência”. 20 out. 2026.
  • O Globo. “Eleições 2026: o que dizem os programas econômicos de Flávio e Lula?”. 20 out. 2026.
  • UOL. “Lula diz que enviará amanhã PEC para transporte gratuito nos fins de semana”. 20 out. 2026.
  • BBC Brasil. “Fim da escala 6x1 foi aprovado no Senado, o que acontece agora?”. 14 out. 2026.
  • Câmara dos Deputados. “Prioridades do governo para 2026 incluem fim da escala 6x1 e projetos de segurança pública”. 2026.
  • UOL. “Propostas de Flávio Bolsonaro: veja principais pontos do plano de governo”. 27 set. 2026.

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